26 janeiro, 2015

A propósito da detenção de José Sócrates, só se surpreende quem não quis ver os sinais.


Sócrates "mentiroso, incompetente e perigoso para o país." 


- Neste video vejam a forma como é avaliado Sócrates, quando os avaliadores são pessoas informadas e com o mínimo de formação sobre economia.
Em reacção às propostas que constavam do programa do PS, apresentadas por Sócrates, o empresário José Guia considera que o primeiro-ministro é "inconsciente, mentiroso compulsivo e perigoso para o país".
"O homem já não é só incompetente ele não sabe do que fala, é demagógico até à mentira, é mentiroso compulsivo"
Também na opinião do antigo Governador do Banco de Portugal, Tavares Moreira, estas medidas não são propostas, vamos ser minimamente inteligentes, são "a banha da cobra". 
Não se entende é como a comunicação social toma declarações de Sócrates como normais e válidas e não toma uma posição critica, mostrando que não têm nada a ver com a realidade e não têm qualquer consistência.

- César das Neves também descreve Sócrates assim:
“O regresso de José Sócrates é um espantoso feito de técnica política, do mais alto nível mundial”, avalia César das Neves. Para o economista, o antigo primeiro-ministro distingue-se dos demais políticos pela “total ausência de escrúpulos”. “Não existe a menor contemplação pela realidade dos factos”, indica, acrescentando que “existe apenas um projecto de poder, e tudo lhe é sacrificado”.
ARTIGO COMPLETO: 

- Ainda neste outro video, Sócrates apresenta teorias totalmente falsas para levar o país a acreditar que devemos construir e pagar mais 12 barragens, mas é desmentido por um professor do Instituto Superior Técnico.

- Gomes Ferreira recorda... 
A propósito da detenção de José Sócrates, recordo por estes dias vários momentos da vida política do país e do exercício do jornalismo em Portugal.
No final do primeiro mandato e já em ano de eleições legislativas, o primeiro Ministro aceita dar uma entrevista televisiva à SIC, conduzida por mim e por Ricardo Costa.
No decurso da conversa tensa, crispada, José Sócrates é confrontado com um gráfico do próprio orçamento de Estado de 2009, que mostra o verdadeiro impacto das sete novas subconcessões rodoviárias em regime de parceria público privada: a conta a cargo do contribuinte é astronómica, mas só começara a ser paga...em 2014.
A reação do político é de surpresa desagradável, de falta de argumentos rápidos, pela primeira vez em muitos momentos de confronto jornalístico com a realidade das políticas que estavam a ser lançadas como "as melhores para o país", sem alternativa válida. Na mesma entrevista, Ricardo Costa questiona o então primeiro Ministro sobre o verdadeiro impacto da política para o setor energético, que estava a invadir a paisagem com milhares de "ventoinhas" eólicas. A reação evoluiu da surpresa negativa para a agressividade.

No balanço dessa entrevista, boa parte do país "bem pensante" insurgiu-se contra...os jornalistas. Os nomes que então nos chamaram estão ainda na internet, basta fazer uma pesquisa rápida.
Nesse ano de 2009, o Governo tinha lançado um pacote de estímulo à economia no valor de dois mil milhões de euros - obtidos a crédito no exterior porque nem Estado nem privados tinham já poupança interna suficiente.
A maior parte do mega-investimento foi aplicada na renovação de escolas através da Parque Escolar. Uma crise decorrente de um brutal endividamento combatia-se com mais dívida.

No ano anterior, a Estradas de Portugal tinham visto os seus estatutos alterados por iniciativa do Governo. Passava a ser uma entidade com toda a liberdade para se endividar diretamente, sem limite. Ao então primeiro Ministro, ao Ministro da tutela, ao secretário de Estado das obras públicas, perguntei muitas vezes em público se sabiam o que estavam a fazer. E fui publicamente contestado por andar a "puxar o país para baixo".
Em 2007, o então Ministro da Economia cedia por 700 milhões de euros a extensão da exploração de dezenas de barragens por mais 15 a 25 anos à EDP. Os próprios relatórios dos bancos de investimento valorizavam na altura esta extensão em mais de dois mil milhões de euros.

A meados de 2009 começa a ouvir-se falar do interesse da PT em comprar a TVI. O negócio é justificado pela administração da empresa como uma necessidade de as operadoras de telecomunicações, distribuidoras de conteúdos avançarem para o controlo da produção desses mesmos conteúdos.
Por aquela altura, já os casos, dos projetos da Cova da Beira, da licenciatura duvidosa e das alegadas luvas no Freeport faziam as páginas dos jornais e aberturas nas televisões.
Por aquela altura, o jornalista e gestor Luís Marques, dizia-me que era uma vergonha nacional Portugal ter um primeiro Ministro com indícios de ser corrupto. E que a nível internacional isso também já era notado.
Confesso que apesar das dúvidas que tinha sobre a condução dos grandes negócios de Estado, achei exagerada a afirmação. Sublinho a altura em que foi feita - finais de 2009.
O tempo, esse grande clarificador, fez o seu trabalho.
Muitas mais histórias ouvimos desde então sobre a mesma personalidade política.
Muitas investigações que já estavam em curso foram aprofundadas; muitas novas investigações foram iniciadas.
Desde há muito que está a ser questionada a legalidade da atribuição de concessões de barragens por valores irrisórios; que está a ser investigada a suspeita de favorecimento de decisores no processo das PPP rodoviárias; que foi investigada e estranhamente arquivada a suspeita de controlo deliberado da comunicação social através da compra de um grande grupo de comunicação social por uma empresa do regime; que se continuam a investigar a razoabilidade dos mega-investimentos em novas escolas e dos pagamentos avultados a determinados fornecedores...
Outras histórias mal-explicadas, como a da origem dos recursos para manter multiplicados sinais exteriores de riqueza, foram correndo o seu tempo e os seus termos, com ou sem intervenção das entidades de investigação...
O tempo, esse grande clarificador, faz sempre o seu trabalho.
A suspeita materializa-se agora sob a forma de detenção e prolongado interrogatório. A imprensa, desde sempre acusada de conspiração, destapa agora indícios de inquietantes de conluios com recetadores e correios de verbas muito avultadas.

Só se surpreende quem não quis ver os sinais.
É legítimo supor que mais investigações levarão a mais resultados. É legítimo perguntar porque é que no ano 2010 aparecem 20 milhões de euros na conta de um amigo na UBS, na Suíça. E é legítimo lembrar que em Julho desse ano a PT vendeu a Vivo à Telefónica por 7.500 milhões de euros. E é legítimo imaginar que negócios desse tipo requeiram "facilitadores".
Face ao que aconteceu na história recente deste país, é legítimo a um jornalista e a qualquer cidadão interrogar-se sobre tudo isto e muito mais.

E é extraordinário ver que a maior parte do tempo de debate sobre esta mediática detenção é gasta em condenações à maneira de atuar das autoridades judiciais. como se fosse dever dos investigadores convidarem o suspeito para uma conversa amena num agradável bar de hotel, por ter ocupado o cargo que ocupou.
Não, o que está a acontecer em Portugal, com a queda do Grupo Espírito Santo e de Ricardo Salgado, as detenções de altos funcionários públicos no caso dos Vistos Gold e a detenção de José Sócrates, não é uma desgraça: é a Grande Clarificação do Regime, a derrocada do Crony Capitalism, o capitalismo lusitano dos favores e do compadrio.

É revoltante saber que o Parlamento aprovou sem hesitar todos os regimes especiais de regularização tributária, os RERT I, II e III, quando sabiam que a respetiva formulação jurídica iria apagar todos os crimes fiscais associados à repatriação do dinheiro de origem obscura que tinha sido posto lá fora. Os deputados foram previamente avisados desse gigantesco efeito de "esponja" pelos mesmos altos responsáveis tributários que me avisaram a mim...
Os mesmos RERT que passaram uma esponja sobre as verbas de Ricardo Salgado e as do recetador agora identificado no caso do ex-primeiro Ministro.
Sim, o Parlamento continua lamentavelmente a ser a mesma central de interesses.
Mas há esperança. Tal como o país está a mudar, o Parlamento também há de mudar.
A nós, cidadãos e jornalistas, assiste o direito de fazer perguntas, face a sinais estranhos que alguns políticos insistem em transmitir.
Face a esses sinais, é legítimo supor. Expresso

Sócrates escondeu anexos ao TC, lesando o país em milhões de euros 


PARA MAIS CASOS DE CORRUPÇÃO SOBRE OUTROS POLÍTICOS, CONSULTE O BLOG, PARA CONHECER MAIS FEITOS DO GRANDIOSO SÓCRATES, VEJA A LISTA:
  1. Criticas a Sócrates de Henrique Neto.
  2. Campus de Justiça, mais uma PPP de Sócrates
  3. Deixa buraco de 3,5 mil milhões no SNS
  4. Destruição do SNS
  5. Destruição do património nacional 
  6. Destruição da Segurança Social
  7. Sócrates e a EDP
  8. Sócrates e a Parque escolar
  9. Sócrates investe mal
  10. Sócrates regressa em grande 
  11. As luvas de Sócrates
  12. O aeroporto de Sócrates
  13. A Sovenco de Sócrates 
  14. A manipulação de Sócrates 
  15. O resgate de Sócrates
  16. O BPN do Sócrates
  17. O inglês de Sócrates 
  18. A má gestão de milhões de impostos 
  19. A poderosa mãe de Sócrates 
  20. As SCUT´s de Sócrates 
  21. Sócrates e as Swap
  22. Os milhões de Sócrates na mira da policia internacional. 
  23. Sócrates o comentador alienado
  24. A verdade das contas públicas
  25. "Sócrates deu cabo disto tudo"
  26. Mais uma brilhante lei de Sócrates
  27. Contas offshore da família Sócrates
  28. Amigos de infância de Sócrates ou boys?
  29. video que incrimina Sócrates, mas que a justiça portuguesa rejeita.
  30. Gomes Ferreira define Sócrates
  31. Sócrates e Paulo Campos pisam a lei e os portugueses.
  32. Tachos para a família de Sócrates?
  33. Brisa pagou meio milhão a amigo de assessor de Sócrates.
  34. Sócrates representava uma bomba relógio 
  35. Director do SEF, suspeito dos vistos gold, foi nomeado por Sócrates!
  36. As perguntas que os fãs de Sócrates deveriam fazer, à sua consciência.
  37. Sócrates a bomba para a qualidade da democracia portuguesa.
  38. Aqueles que Sócrates beneficiou estarão a ir à cadeia beijar-lhe a mão.
  39. Os esquemas que incriminaram Sócrates até à prisão.

5 comentários :

  1. Saudando a nossa sociedade e liberdade que permite sem restrições que muitos cidadãos possam ir manifestar o seu apoio a um irresponsavel politico como o Socrates, que nos levou a um endividamento de gerações, mantenho as criticas a quem teima em não responsabilizar também os eleitores pelas escolhas que fazem e não só os demagogos em que votam, com a desculpa esfarrapada de que levaram uma lavagem ao cerebro. Isso é uma asneira cada um deve assumir sem mas nem meio mas as escolhas que fez e responsabilizar-se pela sua correção, sem esperar que venha a merkl ou o draghi solucionar o problema. Os gregos votaram para os outros europeus lhe pagarem a divida e por esse raciocinio está o assunto encerrado? pela minha parte não aceito pagar os meus 280€ a quem tem um salario minimo 280 € maior que o nosso.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. OU COMEM TODOS OU NÃO COMEM NENHUNS, agora vamos ter que pagar a divida dos gregos entre todos nós

      Eliminar
  2. agora é que começam as dificuldades para o Syriza e para Alexis Tsipras. Parece óbvio, mas não é. Ou pelo menos não é para muitos dos que se têm ouvido no espaço público.
    O seu ponto é fácil, e muito tentador: o povo votou, a austeridade acabou. É isso a democracia, não é?

    Na verdade, não é. A vontade, mesmo uma vontade maioritária, não se torna em realidade apenas porque existe e se manifesta. Eu não voo só porque tenho a firme vontade de voar. No caso da Grécia, como veremos, não basta a vontade do eleitorado – é preciso também dinheiro, muito dinheiro, e a questão estará em saber onde ir buscá-lo.

    ResponderEliminar
  3. ...só quem não quis ver os sinais ... !!!!!!? Mas agora a Justiça, são sinais!? A Justiça são FACTOS e não processos de intenção ditos por um qualquer imbecil.

    ResponderEliminar
  4. investiguem tambem o mário lino....

    ResponderEliminar