05 julho, 2012

Portugal tem excesso de desempregados, de licenciados e de universidades? E falta de politicas competentes

Enfermeiros 4 euros a hora licenciados desemprego
Afinal temos muitos licenciados desempregados ou será que temos é licenciados a mais?
Num artigo publicado no Expresso, recolhi os dados elucidativos da tabela abaixo. Estamos muito acima da média no número de universidades que dispomos.
Desorganização típica de um país em auto gestão, onde existem imensos ministérios, secretarias de estado, institutos, observatórios, fundações para regular a educação e o ensino superior. Existem milhares de boys albergados nesses mesmos organismos que não regulam nada. O caos é o resultado porque ninguém previu, ninguém estudou, ninguém precaveu, ninguém quis saber.
Os jovens poderiam desempenhar um papel importante, na organização deste caos, ao escolherem cursos de forma ponderada e estudada. Mas a maior responsabilidade é dos órgãos responsáveis que deveriam exercer uma regulação eficiente e estudada, desta situação, a longo prazo.
E o caos está à vista..



No total, Portugal tem 121 instituições, a maioria privadas. Entre as universidades e institutos politécnicos públicos, muitos ficam, ano após ano, com mais de metade das vagas por preencher, o que evidencia um desajustamento da rede face à procura. fonte

Estaremos mais uma vez perante o um caso semelhante ao escândalo dos colégios privados e pelo apoio que os governos insistem em dar a esses gananciosos, com dinheiro público?
Como foi o caso dos apoios aos lares da terceira idade, onde o governo apoia mais os privados que os públicos.
Como foi o caso do SNS, onde o estado está a levar doentes para o privado.
O caso da RTP....
O governo apoia, aprova e incentiva as universidades privadas que pululam por aí.
ORA AQUI ESTÁ UMA BOA RAZÃO - UMA EXCELENTE RAZÃO - PARA TODA, MAS ABSOLUTAMENTE TODA A EUROPA SE RIR DE NÓSS!!! ( E agora sindicatos de professores? E agora caciques das cidades que, disputaram muitas vezes, diria, quase ao preço de sangue, a existência de universidades que continuam a arrastar-se no presente, de forma exangue, E AGORA? SÃO CAPAZES DE DIZER QUALQUER COISA?)

"Já sabia que todas as cidades e regiões tinham exigido uma auto-estrada nas últimas décadas. Há dias, fiquei a saber pelo Expresso que todas as cidades e regiões também exigiram uma universidade ou, no mínimo, um politécnico. Resultado final desta pulsão regionalista que nenhum governante foi capaz de controlar? Bom, o resultado é uma piada: Portugal tem um número pateticamente alto de instituições de ensino superior (121) e o rácio mais elevado da Europa: (...)"

Portugal é um país de doutores, no entanto não há doutores suficientes para a politica, pois parece que no caso da carreira politica, está na moda inventarem canudos, à pressa, e suspeitos, para fabricarem políticos fresquinhos e burrinhos. Creio que o curso superior para políticos se tira nos bares e discotecas, nas empresas de amigos a treinar influências e outros esquemas úteis para o bom desempenho das suas funções, os canudos servem apenas, para fingir cumprir algumas formalidades.

Neste artigo da revista Visão foi feito um levantamento do número de alunos licenciados mas desempregados por cada curso, e por cada universidade. E é realmente assustador e desencorajador, saber que chegamos a este ponto... Não é apenas grave o desemprego, mas a falta de regulação das entidades competentes.

A culpa é de todos,
"Cidadania? O que é? Porque todos dizem ser tão importante?
Cidadania será a capacidade de as pessoas se organizarem para melhorar a qualidade de vida da sua nação logo, também a sua.
Essa organização acontece, normalmente, por afinidades funcionais ou motivações para objectivos.
Um exemplo:
Recentemente assistimos a manifestações de jovens enfermeiros contestando o fraquíssimo valor que o “mercado” pretende atribuir aos seus serviços.
Ora bem, se nos recordarmos, na década de 90 o país tinha carência de enfermeiros.
Imediatamente, quer as universidades públicas quer as privadas aumentaram a oferta de cursos nesta área.
Cursos estes que se mantiveram ao longo dos anos a funcionar, sem qualquer avaliação das necessidades do país destes efectivos nos anos subsequentes e na presente década.
Questões:
- Não competiria aos estudantes, respectivas famílias, quando investem fortemente em determinado curso, informarem-se de quais as perspectivas de empregabilidade na área nos próximos 4 a 10 anos?

- Avaliar quantos cursos da mesma natureza existem no país?

- Quantos estudantes os frequentam?

- Que perspectivas de investimento – razoáveis – foram anunciadas para o sector?

- Qual a procura internacional da especialidade? Onde? Porque valores?

Poderemos pensar que há organizações de classe, sindicatos, ordens, que se ocuparão desse assunto.
Mas poderemos também pensar que a estas entidades interessa também a existência de cada vez mais profissionais no seu sector…
Uma vez que o estado não limita, obviamente, os fluxos globais para as carreiras “da moda” cabe à cidadania uma palavra:
Solicitar dados e trabalhá-los na defesa do futuro dos interessados, evitando situações como aquela a que assistimos, denunciando-as atempadamente quando as consegue antecipar.

E, neste caso, seria fácil…
Uma última palavra para o cinismo do senhor da Associação Regional de Saúde quando perante os jornalistas presentes diz: “Tínhamos que optar pelo preço mais baixo…”
Uma das vantagens do poder é falar, demasiada vezes, com desconhecedores dos temas em análise.
E qualquer coisa os cala...
Qualquer um, que conheça os mecanismos dos programas dos concursos e dos cadernos de encargos sabe, muito bem, que o senhor poderia, aí, ter exigido:
“ Todos os concorrentes devem praticar para com todos os seus contratados, valores salariais nunca inferiores aos praticados para as categorias equivalentes da Função Pública”.
Fácil, não?" Fonte

Mais um caso caricato, por falta de regulação e por favorecimento dos privados.
"O presidente da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa enviou uma carta aos 2300 alunos da instituição na qual sugere que quem não consegue pagar as propinas faça um empréstimo da Caixa Geral de Depósitos. Há cerca de 250 alunos com dívidas que atingem os 250 mil euros.
Veja-se bem esta situação: no meio de uma crise económica sem fim à vista, onde o sobre-endividamento das famílias é um dos principais problemas, a solução do presidente de uma faculdade pública é pedir aos estudantes, que têm muito provavelmente o desemprego à sua espera, que se endividem. Para pagarem aquilo que deveria ser um direito.

Quando foram criadas, as propinas eram defendidas como um gesto de justiça social. E todos se lembram para que serviriam as propinas: dar maior capacidade financeira às universidades. Duas décadas depois, a crise mostra como elas servirão para cortar as pernas aos que tenham menores condições financeiras e que serviram como argumento para o Estado desinvestir no ensino superior.
A parte irónica de tudo isto é que para pagar uma dívida a uma faculdade do Estado se vá pedir dinheiro a um banco do Estado. Fica tudo em família. Não queres começar a tua vida a dever aos outros? Faz-te um homem e não percas tempo com os estudos." Fonte: Expresso

9 comentários :

  1. É um país de doutores, por isso é que estamos na miséria! Porque os que realmente trabalham, estão desempregados,e os doutores e políticos ganham muito mas não produzem nada! Estamos no bom caminho! É o caminho que eles querem! Chupar o tutano aos desgraçados que ainda trabalham e viverem dos burros que os sustentam.

    ResponderEliminar
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  4. Ricardo, não há desculpas, o que interessa e que num país minúsculo como o nosso é um exagero, e nós sabemos que os doutores em Portugal são muito parasitários e por isso nós precisamos é de quem trabalhe e não de assalariados descomunais.

    ResponderEliminar
  5. Todos conhecemos dezenas, centenas, de professores doutores (por extenso) como eles gostam de ser tratados...
    Nem vou entrar no negócio dos pos-doc ou seja, mais um degrau académico acima dos profs docs (por extenso, de utilidade muito mais do que duvidosa, mas que darão mais dinheiro às universidades.

    Porém não resisto a perguntar: Por acaso conhecem o objecto específico e a aplicabilidade prática da maioria dos doutoramentos?

    ResponderEliminar
  6. 121 Universidades ? Isto é COMPLETAMENTE falso. Escrever artigos com mentiras descaradas não ajuda nada a esta nobre causa...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Portanto o jornal expresso é completamente falso?
      Os dados são retirados de um artigo do jornal - em papel, e que podem ser parcialmente confirmados online por artigos que fazem referência ao assunto. Por isso não percebo a sua agressividade , que sem provas em contrário , pretende denominar de mentira descarada, o que apresenta provas e fontes. http://expresso.sapo.pt/portugal-tem-numero-recorde-de-universidades=f731715

      Eliminar
  7. BASTAVA O POVO SABER COMO SE VOTA CONTRA OS PARTIDOS CORRUPTOS E PORTUGAL SERIA LIMPO DA CORRUPÇÃO. VOTEM EM PARTIDOS SEM ASSENTO PARLAMENTAR SÓ ISSO TEM VALOR E PUNE OS PARTIDOS CORRUPTOS. Nos paises menos corruptos do mundo a democracia funciona porque as pessoas sabem votar e usam o voto, 90% votam... aqui só temos eleitores ignorantes por isso quem não funciona são os eleitores e não a democracia.
    A abstenção afinal obtém um resultado contrário, ao que pretendem os abstencionistas
    Por isso, o que me chateia na vossa abstenção é a falta de colaboração num trabalho importante. Não é uma questão de direitos ou deveres cívicos em abstracto. O problema é concreto. Temos uma tarefa difícil, da qual depende o nosso futuro, e vocês ficam encostados sem fazer nada.
    Isto tem consequências graves para a democracia. Quando a maioria não quer saber das propostas dos partidos, está-se nas tintas para o desempenho dos candidatos e nem se importa se cumprem os programas ou não, o melhor que os partidos podem fazer para conquistar votos é dar espectáculo. Insultarem-se para aparecerem mais tempo na televisão mentirem para agradar. Vocês dizem que se abstêm porque a política é uma palhaçada mas a política é uma palhaçada porque vocês não votam. Vocês não exercem o vosso dever de votar contra quem faz mal ao país. O vosso de dever e direito de punir os que lesam o país nas urnas.
    A culpa é vossa porque não é preciso muita gente votar em palhaços para os palhaços ganharem. Basta que a maioria não vote.. Basta abanar o pano da cor certa e, se mais ninguém vota, eles ficam na maioria. Mas se vocês colaborassem e se dessem ao trabalho de avaliar as propostas, julgar e punir os partidos que há 40 anos destroem o teu país, se os responsabilizassem pelas promessas que fazem e votassem contra os que mentiram, deixava de haver palhaços, interesseiros e imbecis na política.
    MAIS ARTIGOS SOBRE CIDADANIA E EDUCAÇÃO CIVICA, NESTE LINK, APRENDA A VIVER EM DEMOCRACIA SE QUER QUE ELA FUNCIONE::.. INFORME-SE VEJA ESTE LINK http://apodrecetuga.blogspot.pt/2015/10/percebam-que-abstencao-afinal-obtem-um.html#.WM_ogfmLTIU

    ResponderEliminar
  8. BASTAVA O POVO SABER COMO SE VOTA CONTRA OS PARTIDOS CORRUPTOS E PORTUGAL SERIA LIMPO DA CORRUPÇÃO. VOTEM EM PARTIDOS SEM ASSENTO PARLAMENTAR SÓ ISSO TEM VALOR E PUNE OS PARTIDOS CORRUPTOS. Nos paises menos corruptos do mundo a democracia funciona porque as pessoas sabem votar e usam o voto, 90% votam... aqui só temos eleitores ignorantes por isso quem não funciona são os eleitores e não a democracia.
    A abstenção afinal obtém um resultado contrário, ao que pretendem os abstencionistas
    Por isso, o que me chateia na vossa abstenção é a falta de colaboração num trabalho importante. Não é uma questão de direitos ou deveres cívicos em abstracto. O problema é concreto. Temos uma tarefa difícil, da qual depende o nosso futuro, e vocês ficam encostados sem fazer nada.
    Isto tem consequências graves para a democracia. Quando a maioria não quer saber das propostas dos partidos, está-se nas tintas para o desempenho dos candidatos e nem se importa se cumprem os programas ou não, o melhor que os partidos podem fazer para conquistar votos é dar espectáculo. Insultarem-se para aparecerem mais tempo na televisão mentirem para agradar. Vocês dizem que se abstêm porque a política é uma palhaçada mas a política é uma palhaçada porque vocês não votam. Vocês não exercem o vosso dever de votar contra quem faz mal ao país. O vosso de dever e direito de punir os que lesam o país nas urnas.
    A culpa é vossa porque não é preciso muita gente votar em palhaços para os palhaços ganharem. Basta que a maioria não vote.. Basta abanar o pano da cor certa e, se mais ninguém vota, eles ficam na maioria. Mas se vocês colaborassem e se dessem ao trabalho de avaliar as propostas, julgar e punir os partidos que há 40 anos destroem o teu país, se os responsabilizassem pelas promessas que fazem e votassem contra os que mentiram, deixava de haver palhaços, interesseiros e imbecis na política.
    MAIS ARTIGOS SOBRE CIDADANIA E EDUCAÇÃO CIVICA, NESTE LINK, APRENDA A VIVER EM DEMOCRACIA SE QUER QUE ELA FUNCIONE::.. INFORME-SE VEJA ESTE LINK http://apodrecetuga.blogspot.pt/2015/10/percebam-que-abstencao-afinal-obtem-um.html#.WM_ogfmLTIU

    ResponderEliminar