28 junho, 2012

ADSE está a 'matar' os hospitais públicos e utentes. Governo aliado aos privados.

corrupção parlamento governo beneficia privados

Governo beneficia os funcionários públicos, com seguro de saúde "topo de gama"! Deixando uma maioria desprotegida e entregue nas mãos do SNS, cada vez mais caótico, perigoso e caro.
Será que a UE ou a TROIKA concordariam com esta descriminação? Com a descarada forma de injustiça social? Onde se protege o serviço de saúde privada, prejudicando o público? Terá sido por isso que a Troika mandou unificar os sistemas de saúde?

"Declarações de António Ferreira, ecoaram pela paisagem mediática. Desassombrado, falou de uma instituição - a ADSE - imune à crise, que não é extinta, apesar das recomendações da troika, porque quem manda é a "endogamia e os interesses privados".
Saltam à vista as intenções do governo... acabar com o que sobra do que o povo pagou durante décadas - o SNS- que eles faliram para favorecer a ganancia dos privados amigos.
Os hospitais públicos estão a perder utentes para o sector privado, o próprio Estado, através da ADSE levou mais de 1 milhão de utentes a ter preços mais baratos no privado.
"Os dados observados são rigorosos, comparáveis e reveladores: durante o primeiro trimestre deste ano, o recurso às urgências dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sofreu uma quebra da ordem dos 6,7%, apesar do pico de procura provocado pelo surto de gripe, enquanto a procura do mesmo tipo de serviço, no setor privado, aumentou 15%, quando comparado com o mesmo período do ano anterior."
Uma das razões apontadas terá sido o aumento para 20 euros das taxas moderadoras.
Importa realçar que a maioria dos utentes que trocaram o publico pelo privado, foram os funcionários públicos e as suas famílias, que totalizam os 1,3 milhões de beneficiários da ADSE, que pagam menos no privado do que no público. É que no privado uma consulta de especialidade custa-lhes €3,99, enquanto, no público, teriam de pagar uma taxa moderadora de €7,5 e sujeitar-se a listas de espera de cinco meses.

"Para o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Teófilo Leite, não há dúvidas: atualmente, um utente da ADSE paga menos por uma consulta num hospital privado do que num público.
Este, bem como outros subsistemas públicos, como os das Forças Armadas, GNR e PSP, proporciona aos seus beneficiários um esquema de comparticipações nos cuidados de saúde privados que o presidente do conselho de administração do Hospital de São João do Porto, António Ferreira, equipara a um seguro de saúde "topo de gama" e o leva a dizer que se trata de uma forma de o Estado financiar os privados. Teófilo Leite estima que as transferências anuais da ADSE para a hospitais privados andarão à volta dos 200 milhões de euros, cerca de um sexto do volume de negócios do setor."Os hospitais públicos estão sujeitos a medidas de poupança forçada, que nem as ligaduras e compressas deixam de fora, sendo-lhes imposta uma redução de 200 milhões de euros. Por outro, estão a ver o próprio Estado, através da ADSE (e de outros subsistemas), a PROTEGER OS privados." Citações do artigo da revista visao.

Sabia que o governo fez o favor de ajudar os hospitais de luxo privados dos grandes grupos Mello e BES, e outros, ao ter permitido que ficassem com todos os utentes da ADSE? E em alguns hospitais a ADSE já garanta 20% dos clientes. 
Esta situação não se passa porque o governo nutre uma paixão especial pelos funcionários públicos. Esta situação surge porque há sim uma paixão pelos grupos amigos dos governos e perante a falta de doentes/clientes nos hospitais privados, o governo decidiu oferecer a esses hospitais privados, 1,3 milhões de novos clientes/doentes: os funcionários públicos - colocando por exemplo os hospitais do grupo Mello e BES, CUF E LUZ, nos associados à ADSE.
"Importa realçar que a maioria dos utentes que trocaram o publico pelo privado, foram os funcionários públicos e as suas famílias, que totalizam os 1,3 milhões de beneficiários da ADSE, que pagam menos no privado do que no público. É que no privado uma consulta de especialidade custa-lhes €3,99, enquanto, no público, teriam de pagar uma taxa moderadora de €7,5 e sujeitar-se a listas de espera de cinco meses.  ARTIGO COMPLETO:
O ASSUNTO MAL FOI DIVULGADO MAS EIS A PROVA: "(...)Há hospitais privados a discriminar os beneficiários da ADSE. Em causa estão o Hospital da Luz e a Clínica CUF. Não podemos ter no hospital só doentes da ADSE", que já representa 20% do negócio. fonte
Ora digam lá que o governo não é amigo? 20% de clientes novos? E a malta do SNS, quantos anos de descriminação? Quantos anos à espera de consulta??? Ah isso não interessa nada. São só invejosos...

O descaramento do governo é imparável, a falta de vergonha torna-o mais ágil e eficaz, a impunidade permite-lhe continuar, e o povo apoia, com votos inteligentes...
E que se extinga a saúde pública, para os ricos explorarem os necessitados. Em breve Portugal será um paraíso para os ricos e um inferno para os pobres.
"Holding da família Soares dos Santos investe 5 milhões de euros em rede de clínicas em centros comerciais." ....Soares dos Santos abre 40 clínicas?
Já estamos habituados a que os governos utilizem o dinheiro público visando os interesses de empresas "amigas" e lesando os interesses do povo e do estado.
  1. Foi o famoso caso da RTP  
  2. O caso das SCUTs 
  3. Foi o ofensivo caso do Banco de Portugal
  4. Foi o espalhafatoso caso BPN
  5. Foi as protecções das classes ricas nos sacrificios 
  6. O caso dos lares de idosos, centros de dia, cuidados continuados, etc 
  7. Foi o caso da SIRESP 
  8. O caso da Ponte Vasco da Gama... 
  9. O caso da EDP... muito mal disfarçado 
  10. O caso de António Borges, o lobo que foi escolhido para repartir o rebanho. 
  11. Mais formas de destruir o SNS 
  12. Destruir os serviços públicos para privatizar... um bom video e curto

11 comentários :

  1. note-se que os funcionários públicos - que têm adse por inerência, apesar de recentemente se ter tornado facultativo - pagam a adse como pagariam por um seguro de saúde; e pagam mais do que pagariam na segurança social; o que está errado é terem subido as taxas dos hospitais; por outro lado, os funcionários públicos quando vão ao SNS pagam o mesmíssimo que os outros; as consultas baratas é só em algumas especialidades (mais ou menos limitadas) para as quais os SNS não tinha resposta...

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  2. Eu só vou responder à pergunta que está no texto acima. -Será que a UE ou a TROIKA concordariam com esta descriminação? -É claro que sim! Eles querem o pior para o povo desgraçado, simplesmente acabar com a escumalha de vez, para eles ficarem tranquilamente sozinhos e felizes para sempre.

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    1. a ue mandou acabar com os subsistemas de saude, mas o governo preferiu ajudar as PPP da saude dos amigos e para além de não acabar com a adse , ainda legalizou para que o pessoal da adse tenha direito a usar todos os hospitais de luxo e clínicas de luxo, do grupo melo e grupo bes

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  3. Pagar a ADSE ou pagar um seguro de saúde é igual.O problema dos hospitais públicos,é que os doentes esperam muito tempo por uma consulta de especialidade!enquanto nos hospitais privados,têm consulta dentro de duas a três semanas.Eu sei do que afirmo.Quanto ás diferenças no preço da consulta não concordo,acho uma injustiça. Quando recorro ao médico de família pago 5£ igual aos outros utentes.O Governo deveria ajustar o preço das consultas £3,99 igual para todos,público e privado,para não haver desigualdades...

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  4. A ADSE está na mira dos demagogos! Porque não falam em outros sistemas de saúde muito mais generosos do que a ADSE, como sejam outros sistemas de proteção à saúde dentro do Estado e fora dele, como em todas as Empresas públicas e também em muitas privadas (as boas, como as empresas da "cluster" AUTOEUROPA, que oferecem aos seus trabalhadores seguros de saúde privados que pagam mesmo tudo?
    Os funcionários públicos pagam 2,5% para a ADSE e em nem a mulher tem direito ao sistema quando trabalha e desconta para a Segurança Social só porque tem direito ao SNS, de resto como qualquer outro português ainda que não trabalhe nem desconte nada. Falta dizer que o tal desconto já subiu para 3,5% já em 2014, porque o Governo e a Troika pretendem que seja autossustentável, como se o patrão (no caso o Estado) não tivesse obrigações de ajudar a pagar as despesas de saúde ao seu trabalhador
    Mrsrosa55

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    1. Falo do que posso e sei, não conheço todos os casos e não consigo pesquisar sobre todos os assuntos... mas já faço mais que a maioria dos portugueses. O tempo escasseia e o apoio é pouco., temos mais portugueses a apoiar corruptos e ladrões do que a apoiar quem os denuncia.
      De qualquer forma, se tem alguma investigação sobre esse seu tema, avance, divulgue ou envie para eu divulgar. Na ADSE as pessoas vão a clinicas e hospitais privados, são atendidos em minutos... por exemplo a CUF... e os do SNS ficam meses à espera e anos , de consultas e exames. 

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    2. Queres atendimento em minutos? Faz um seguro de saúde. É só demagogia de quem anda muito mal informado. Não culpes a adse (que atualmente funciona como um seguro de saúde), culpa antes o governo que está a desprezar quem não tem dinheiro para seguros de saúde.

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    3. E que é que isso tem a ver com o artigo? Nada... claro

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  5. Eu tenho ADSE. Além dos descontos para a segurança social, desconto ainda 48€/mês para a adse. Por ano pago cerca de 580€. Quem quiser ser atendido em minutos que faça um seguro de saúde. Não se esqueçam que quem tem adse paga do seu bolso para ter um atendimento mais rápido.

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    1. Pois é como dizem vários comentadores em cima: todos os aderentes da ADSE podem desistir dela e ir para o SNS, por isso quem está mal sai. Já o contrário não se verifica... eu por acaso sou contra que existam cidadãos de 1ª de 2ª de 3ª de 4ª e de 5ª e em Portugal iriamos até a categoria 10. Eu sou a favor de que todos sejamos igualmente beneficiados e com direitos iguais, quem discorda que discorde, é livre... estranha-se é a hipocrisia de fingirem que defendem os pobres da adse mas não assumem que são a favor de elites e de classes de 1ª e de 2ª ... é que uma coisa implica a outra

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