04 outubro, 2015

A abstenção afinal obtém um resultado contrário, ao que pretendem os abstencionistas


Por isso, o que me chateia na vossa abstenção é a falta de colaboração num trabalho importante. Não é uma questão de direitos ou deveres cívicos em abstracto. O problema é concreto. Temos uma tarefa difícil, da qual depende o nosso futuro, e vocês ficam encostados sem fazer nada.
Isto tem consequências graves para a democracia. Quando a maioria não quer saber das propostas dos partidos, está-se nas tintas para o desempenho dos candidatos e nem se importa se cumprem os programas ou não, o melhor que os partidos podem fazer para conquistar votos é dar espectáculo. Insultarem-se para aparecerem mais tempo na televisão ou porem o Marinho Pinto como cabeça de lista, por exemplo. Vocês dizem que se abstêm porque a política é uma palhaçada mas a política é uma palhaçada porque vocês não votam.
A culpa é vossa porque não é preciso muita gente votar em palhaços para os palhaços ganharem. Basta que a maioria não vote. Também é por vossa culpa que os extremistas estão a ganhar terreno, e pela mesma razão. É fácil pôr os fanáticos a votar. Basta abanar o pano da cor certa e, se mais ninguém vota, eles ficam na maioria. Mas se vocês colaborassem e se dessem ao trabalho de avaliar as propostas dos partidos, se os responsabilizassem pelas promessas que fazem e votassem de acordo com o que acham ser a melhor solução, deixava de haver palhaços, interesseiros e imbecis na política.

Quando opta por não votar pode estar a atingir o resultado contrário daquilo em que acredita.
Esclareça-se e compreenda porque é importante votar em consciência contra os partidos corruptos.
Faça uma escolha, opte por votar com quem mais se identifica, e quem menos o lesou, o poder é seu! Use-o para ajudar todos nós.



EU VOTO, NÃO DEIXO QUE OS INCONSCIENTES DECIDAM QUEM MERECE GOVERNAR A MINHA VIDA, O MEU PAÍS E O FUTURO DE TODOS NÓS



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  7. Militares recusam golpe de estado, em democracia depõem governos pelo voto e não ao tiro.
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  9. Mais de 1 milhão de abstencionistas fantasma. Governos oferecem 10% de abstenção
  10. Na Suécia, os eleitores eliminam a corrupção nas urnas. 90% dos eleitores votam,
  11. Povo acrítico Henrique Neto
  12. É preciso derrubar o partido parasita que elege corruptos
  13. Portugueses trocaram a lealdade ao país pela lealdade aos partidos.
  14. A NOSSA MANSIDÃO PROMOVE A CORRUPÇÃO.






20 comentários :

  1. Na minha terra o partido que teve a maioria absoluta, obteve 19,8% dos votos. A abstenção foi de 61% . Uma democracia estilo coreana, por opção dos palonços.

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    1. O VALOR JURÍDICO DA ABSTENÇÃO DOS VOTOS

      Quem é a favor da abstenção apresenta como argumento, que se ela fosse maior de 50 porcento nas Legislativas, o resultado não seria válido no sentido do primeiro Artigo da Constituição da República Portuguesa:

      "Artigo 1.º
      República Portuguesa
      Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária."

      A base da argumentação dos abstencionistas é esta:
      No caso da dita quota de abstenção, a vontade popular não seria sufientemente representada no Governo eleito. Ele não teria legitimidade.

      Vamos então à questão do termo "vontade popular" no contexto jurídico...

      Quem se abstem da votação NÃO PODE exprimir a sua vontade (consequência) e renuncia ao seu direito de cidadão de poder votar.

      Ou seja: O cidadão que opta pela abstenção, não exprime automáticamente a vontade de ser contra qualquer governo eleito nas respetivas Legislativas ou de protestar contra o atual sistema político.

      As causas da abstenção podem ser (não somos videntes):
      - A simples falta de vontade para ir às urnas
      - Outro tipo de impedimento como uma consulta médica, o nascimento de um bebé, uma doença grave ou a morte de um familiar, uma inesperada deslocação ao estrangeiro, etc..

      Por isso, é juridicamente impossível tirar a legitimidade ao Governo eleito com a justificação de ter havido mais de 50 porcento de abstenção.

      A vontade do povo no sentido jurídico corresponde à vontade dos que fizeram uso do seu direito de voto.

      O único efeito da abstenção é na verdade esta:
      Os que votam decidem também pelos que não votam.

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    2. Iniciada oficialmente a campanha eleitoral, sucedem-se os apelos ao voto e, também, ao abstencionismo.

      Ora bem, não sendo o voto uma obrigação, respeito plenamente o exercício de liberdade individual dos que decidem não votar. Mas, com todo o respeito, não me convencem.

      Sendo a democracia feita de escolhas livres dos cidadãos, a atitude de não participar põe em causa, se for assumida por uma parte muito elevada da população, o próprio sistema democrático. Quando um eleitor não vai votar, isso significa que abdicou de fazer a sua opção política, confiando no que os restantes eleitores decidam por ele.

      No fundo, o abstencionista é geralmente alguém que não acredita que as eleições possam provocar grandes mudanças e por arrastamento também não acredita na utilidade do seu voto. Nesse sentido, o abstencionismo é apenas uma forma de situacionismo, tão legítima como a da maioria dos que votam, elegendo à vez um dos dois partidos do centrão.

      Contudo, há um argumento interessante que tem vindo a ser usado com alguma frequência pelos descrentes no actual sistema político. A regra das cadeiras vazias, que basicamente se destinaria a dar um sentido a um voto não expresso, o do cidadão que não foi votar ou que chegado às urnas entregou um voto em branco ou nulo. Se estes cidadãos não escolheram ninguém para os representar, então os lugares correspondentes deveriam ficar por preencher. Por exemplo: se votam apenas 60% dos eleitores só deveriam ser ocupados 60% dos lugares no Parlamento.

      Mas a verdade é que as leis eleitorais são feitas pelo Parlamento, e de nada adianta querermos que as leis que regem a nossa vida colectiva sejam diferentes se não somos capazes de eleger as pessoas comprometidas com as mudanças que reivindicamos. O “devia ser assim” pode ser importante para a discussão intelectual, mas no campo da acção política o que tem de se questionar é o que estamos dispostos a fazer para que as coisas mudem no sentido que queremos.

      Pois a grande vantagem da democracia sobre todos os outros sistemas políticos é a possibilidade que dá aos cidadãos de intervirem politicamente, retirando do poder governantes passados da validade ou escolhendo em cada momento eleitoral o projecto político que a maioria dos cidadãos considera mais adequado. Ou seja, cria alternativas e permite as reformas necessárias do sistema, evitando as rupturas que noutros sistemas podem originar conflitos violentos, guerras civis e revoluções. E isto funciona tanto melhor quanto mais esclarecidos, interessados e intervenientes forem os cidadãos.

      Agora se cremos verdadeiramente que um sistema político é irreformável por dentro, então só nos resta agir exteriormente para impor as mudanças necessárias. Mas como a revolução não está na ordem do dia, ficar à espera que o sistema caia de podre ou que alguém venha um dia oferecer o poder, de mão beijada, àqueles que pelo abstencionismo sempre mostraram indiferença pelo nosso destino colectivo, é uma atitude verdadeiramente inconsequente.

      O poder, tal como a natureza, tem horror ao vazio, e por isso as cadeiras do poder nunca ficam desocupadas. O que podemos e devemos fazer é contribuir para que alguns assentos mudem de dono, e que os novos ocupantes tenham as qualidades necessárias e sejam em número suficiente para poderem decidir de forma diferente, ou pelo menos influenciar as decisões, não se deixando manietar e corromper pelos vícios dos que já estão instalados.

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  2. Ao contrário do que muitas pessoas entendem o povo não é burro.

    O que está em cima da mesa e o que passa pela cabeça dos portugueses é bem diferente daquilo que muitas pessoas ainda pensam.

    O assunto pode ser bem controverso, mas só o é para quem não aceita que o povo é soberano e para quem quer arranjar soluções de compromisso para o continuar a manipular e subjugar, mesmo que sem malicia.

    Primeiro deveríamos parar de falar que vivemos em Democracia, pois vivemos uma Ditadura de Capital (parece que ninguém percebe ou quer perceber isso, pois transversalmente todos afinam pelo mesmo cântico).

    Em segundo, o povo já explicou bem que se "está a cagar" para o que essa gentalha quer, mas ainda mais, não acredita numa palavra politica (o que não é de espantar).

    Terceiro, se não houver um ignitor que desperte o povo, tudo vai continuar igual a sempre.
    Podem-lhes pedir para votar, fazer o pino, etc... eles não querem saber... até ao dia.

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    1. Os corruptos agradecem aos 4 milhões de abstencionistas que não votaram contra eles.

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    2. Nada acontece porque assim queremos que aconteça.

      Para que os eventos se desenrolem (quase) na sequência que nos interessa, temos de ser muito, muito bons.

      É verdade que a esmagadora maioria dos corruptos agradece, porque eles não são muito, muito bons. Contudo isso não evita que uma ou duas pessoas que são realmente muito, muito bons, consigam tombar o resultado a favor dos "amigos".

      Portugal é hoje um país de velhos que subjugados por uma ditadura e enganados por uma democracia, não têm esperança, só estão à espera do dia do juízo final, pois esta encarnação não lhes foi favorável.

      Aquilo que alguns de nós inconformados teima em não aceitar, é hoje vivermos num Planeta em que as fronteiras e o nacionalismo acabaram. As fronteiras são meros instrumentos de divisão de poder e o nacionalismo é a busca pelo melhor bem estar.

      As pessoas começaram há 30 anos a fecharem-se dentro de si próprias, ora vendo TV, bebendo, drogando-se, redes sociais, etc... cada um foge à realidade como pode ou sabe.

      E em Portugal só vão ficar os que não podem sair e os que sugam os que não podem sair. Quem tem 2 dedos de testa sai e estica o dedo.

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  3. Será que os Portugueses estão doentes ?
    O Masoquismo é uma doença grave ,agora que os médicos estão na emigrar não há quem nos cure deste grave doença o MASOQUISMO !

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  4. Sou abstencionista porque avalio o trabalho dos partidos, não porque ache que "são todos palhaços". Como considero o voto um acto de confiança, não sou capaz de fazê-lo "contra" algo mas apenas a "favor" de um projecto sério.
    E sou abstencionista, porque não acho o regime uma "democracia". E, como ditadura que é, cairá de podre...

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    1. SE AVALIA o trabalho dos partidos e não vota, então não avalia nada, é o mesmo que o professor dizer que corrigiu o teste mas nem deu nota nem disse o que estava correcto ou errado... portanto o sr não avalia nada, apenas assiste. porque o voto é que é a manifestação da sua avaliação, o voto contra os piores e a favor dos menos maus. O aluno só pode perceber que errou se o professor lhe mostrar onde errou e quanto errou, e só assim percebe que tem que estudar mais e o que deve estudar.
      Qualquer pessoa percebe a lógica de uma coisa tão simples, o sr não avalia nada, porque não manifesta a sua opinião, cala-se. E se não consegue perceber que o voto também é uma arma para usar contra os corruptos, é porque não se informa. O sr professor recusa-se a dar negativa ou positiva aos alunos?
      E dizer que a democracia está mal e não votar contra quem a poe mal, é outra incoerencia sua.
      È o mesmo que um doente dizer que só chama o médico depois de estar curado.
      Como pode ver a abstenção ajudou e muito os corruptos... nos países menos corruptos do mundo, 90% das pessoas votam... aqui temos um povo que se orgulha de dizer que não vota contra os corruptos...??? Triste sina a deste país, aprendam a avaliar as vossas atitudes pelas consequências e pelos resultados e não por subjectividades que imaginam... ou por egocentrismo

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    2. Zita, compreendo a sua magoa e também a tenho. No entanto tem que concordar que muita gente não se sente motivada, porque se apercebe que muitos se servem da politica mais por interesse particular, e os que se opõem tê tiradas dum lirismo exasperante. Usando uma folha de excel(já existem feitas) e colocar em coluna o que os diversos agrupamentos propõem, é dificel não desatar a rir de certas alarvidades.Não lhes leve a mal.

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    3. Enfim Zita, a diferença entre nós é que eu não digo que "a democracia está mal", digo frontalmente que não existe. E, como não existe, recuso-me a participar nesse simulacro, pois embora o poder seja legítimo, não "me representa".
      E a CORRELAÇÃO entre "taxa participação eleitoral" e "PERCEPÇÃO de corrupção" é positiva, mas não significa que exista uma relação de causalidade entre as duas variáveis. Explicando-me melhor, é tão legítimo afirmar que os políticos são menos corruptos (ou o eleitor ACHA que são menos corruptos) porque as pessoas votam mais, como afirmar que as pessoas votam mais porque percebem os políticos como honestos. Uma correlação não permite afirmar que uma variável sobe PORQUE a outra sobe, mas sim a sua interdependência.
      Acha que os políticos saídos logo após o 25 de Abril eram menos corruptos quando a taxa de participação eleitoral era superior a 90%? Os actuais ou são os mesmos, ou foram treinados por eles. Enfim, eu respeito a sua posição; apenas não percebo o constante ataque a quem opina diferente. Até aceito a acusação de "egocentrismo", mas não sei que "alarvidades" escrevi.
      O que é certo, é que não considerar o regime uma "democracia", aborrece e de que maneira os "democratas". Qualquer dia "obrigam-me" a votar e tudo...

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    4. A democracia existe, as pessoas é que não a utilizam nem a vigiam. A democracia sem o eleitor não pode funcionar.
      Em Portugal o eleitor não participa, não faz nada nem sabe o que acontece se não votar, ou votar branco ou nulo. O que está avariado não é a democracia mas sim os portugueses.
      Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? O filho mal educado é-o por falta de vigilância dos pais?

      Em Portugal andamos a raciocinar ao contrário e por isso a democracia não funciona.
      Não são os corruptos que vão deixar de ser corruptos por opção, é o nosso voto contra os corruptos que os expulsará do poder . Que lhes mostrará que somos contra os desonestos. Os eleitores ainda não perceberam o erro de afirmar que só votam quando os políticos deixarem de ser corruptos, porque é precisamente por não votarmos, por os deixarmos impunes, que eles se tornam corruptos e que os chicos espertos, sentem apetência por ingressar na carreira politica. Dizer que só votamos quando a corrupção acabar ou a democracia funcionar bem, é o mesmo que um doente dizer que só chama o médico quando a doença se curar, ou o mesmo que alguém que está a ser assaltado dizer que só chama a policia se os ladrões pararem de roubar. Não faz sentido mas é isto que os eleitores portugueses fazem.
      É imprescindível, urgente e VITAL nesta equação democrática, o exercício do poder do povo através do voto percebendo que este, não serve apenas para eleger. Se não encontra um partido perfeito que o motive a sair da cadeira no dia de votar, certamente que existe um partido contra o qual deseja usar o voto para fazer justiça, para o punir, censurar, julgar, educar, travar e eliminar os abusos e abusadores do poder, e só assim ter mão firme nos políticos. O voto contra é como um cartão vermelho que mostras ao infractor se continuas a abdicar de mostrar o cartão vermelho, estás à espera que o jogo corra bem?
      O correcto para não nos paralisar, não é analisar todos os partidos à lupa, pois todos tem defeitos e claro que nenhum satisfaz ninguém a 100%, muito menos pessoas que exigem tudo e mais alguma coisa dos partidos, e até caprichos pessoais ... os partidos devem ser analisados sim mas numa balança, pesar os prós e os contras, os piores e os melhores, e votar no menos corrupto e no que mais se aproxima do que queremos para o país e para a democracia, e assim, eles, por tentativa e erro os políticos perceberão o que o povo quer e o que não quer. Existirá uma comunicação mais justa entre eleitorado e políticos.

      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/05/partidos-portugueses-que-propoem.html#ixzz3no1NX3uP

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    5. “O preço da liberdade é a vigilância eterna.”
      ―Thomas Jefferson
      A democracia precisa de vigilantes, nós somos o policia e o juiz dos politicos, se eles sentirem perigar o futuro do seu partido eles certamente se sentirão obrigados a servir melhor.

      Como uma empresa que perde clientes e procura satisfazer os clientes para não os perder. Isto é mais que óbvio e é assim que funciona nos países menos corruptos do mundo, por isso não se trata de pensar diferente... trata-se de factos. Temos a democracia que um povo desleixado merece que um povo pouco exigente merece

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    6. Enfim, acho que a Zita sobrevaloriza os números da abstenção que estão demasiado inflacionados pela desactualização dos cadernos eleitorais. Nas minhas estimativas, esta deve rondar os 25-30%; um número elevado mas muito longe dos 4 milhões de pessoas que indica.
      E isto nos leva a outra discussão: a quem interessa a permanente desactualização dos cadernos eleitorais? Num país em que a "Autoridade Tributária" recorre a métodos fascistas (e acredite que não utilizo o termo de ânimo leve), mas cuja base de dados é quase infalível, é fácil perceber que essa desactualização serve os interesses de alguém. E esse desequilíbrio na relação de poder entre Estado e Cidadão é um dos motivos pelos quais afirmo que o regime não é democrático.Neste cantinho, o cidadão comum é que tem de "dar o exemplo", enquanto a elite se multiplica em "esquecimentos" enquanto dá lições de moral ao "povinho".
      Porque razão quando se atrasa num pagamento ao Estado paga multas e juros e não é ressarcida do mesmo modo quando se atrasam consigo? Vê esta reciprocidade no programa eleitoral de algum partido? Porque razão o Estado tem trabalhadores a recibos verdes há anos, quando esta prática não é legal e o mesmo devia dar o exemplo? Vê algum dos partidos "defensores dos trabalhadores" a defender essa gente que, para cúmulo, é mais mal paga quando deveria ser recompensada monetariamente pela precariedade?
      Vê algum partido a defender descontos dos automatismos para a Segurança Social, pois implicam a redução de custos de mão-de-obra e respectivas contribuições? O que vejo é o débito de banalidades sobre "crescimento garantir emprego" quando é um evidência que este não pode ser considerado um dado adquirido. As empresas contratam por estrita necessidade, e pode haver crescimento sem aumento exponencial de emprego (uma tendência crescente).
      Se sou desleixado? Provavelmente. Mas vi demasiadas vezes para meu gosto gente competente e SÉRIA ser derrotada em eleições de vários partidos (alguns desses pequenitos que fala) pelas máquinas eleitorais, onde reinam caciques que controlam sindicatos de voto com MUITOS votos (alguns desses "eleitores" nem comparecem às eleições). E ser derrotada pela pior escória, que nem para empregado de mesa servia.
      Não vou discutir mais consigo, porque é óbvio que não vou mudar a sua opinião, nem a Zita a minha. Apenas reforço que os abstencionistas não são tantos como constam nas estatísticas e duvido muito que a sua (nossa) participação originasse uma mudança radical.
      A última vez que quis mesmo dar a minha opinião sobre um assunto, decisivo para o futuro nacional e sua soberania económica, logicamente não tive oportunidade (falo da adesão à "zona euro"). E o único partido que me recordo partilhar a minha opinião à época nunca teria um voto meu, pois fundamenta-se numa ideologia totalitária e, na minha opinião, utiliza o sufrágio universal de forma instrumental.
      A partir daí, a soberania nacional está quase na totalidade nas mãos de "parceiros" europeus. E se já não considero o regime nacional uma Democracia, então a burocracia europeia...
      Cumprimentos, Zita.

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    7. Há quem apele à abstenção tentando convencer os eleitores que os políticos têm muito medo da abstenção porque se esta for elevada, pode derrubar o regime. Uma espécie de golpe de estado de "sofá"!
      No entanto essa teoria cai por terra quando percebemos que são os próprios políticos que mantêm deliberadamente 1,25 milhões de eleitores fantasma, nos cadernos eleitorais, portanto, só da parte dos políticos e por vontade deles, estão garantidos 1,25 milhões de abstencionistas...

      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2014/06/saiba-porque-os-corruptos-insistem-em.html#ixzz3nuW5t5yg

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  5. Eu votei na coligação.

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    1. é sempre bom votar em partidos com uma história de corrupção de quase 40 anos

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  6. Todos deveriam se candidatar o que tivesse dois votos levava. Isso e o mais justo, niquem pode governar por você.

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  7. Como concordo consigo, é mesmo triste a falta de participação daqueles que se queixam que isto está mal, que são todos uns corruptos, etc. Mas na hora h... não votam ou então votam nos mesmos de sempre. Recordo-me de uma idosa me dizer uma vez: eu cá voto no PSD, porque sempre votei neles. Ou seja, ajam bem ou ajam mal, o que interessa a algumas pessoas é manter-se fiel a um partido, como se de um Clube de Futebol se tratasse. Às vezes também me pergunto: se em Portugal existissem n referendos por ano, a questionar os cidadãos sobre medidas a adoptar ou não pelo governo (como se faz em alguns países europeus), tenho a sensação que ainda assim uma boa parte não participaria... Até em termos de apresentação de reclamações quando algo não funciona, somos dos que menos o fazemos (apesar de estarmos lá para criticar), no topo de cidadãos reclamadores estão os dos países nórdicos... ou seja, nos países menos corruptos do mundo. Sinceramente, o problema de Portugal é que temos demasiados treinadores de bancada, mas poucos que se cheguem à frente para agir.
    Aproveito para lhe agradecer o excelente trabalho que tem feito neste blog. Não desanime, o país precisa de pessoas como você.

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  8. Um partido que surge com um nome digno ao ostentar no mesmo dois grandes valores conquistados e construídos sobre os violentos ataques e mortes perpetrados pelos tiranos que por eles se viam ameaçados, perde apoio e votos da grande maioria quando coloca no seu programa uma frase como esta:

    “... A União Europeia não pode transformar-se numa nova União Soviética que aprisione os estados-membros e os seus próprios povos...”

    Com isto revela falta de pesquisa e estudo da história, documentos, e factos, de forma racional e coerente (o que exige um grande esforço, e nem todos o conseguem fazer) dando a entender mais do mesmo, à semelhança do que fazem os grupos parlamentares que na Assembleia da República se sustentam e fazem um enorme esforço para consolidar o seu regime social-fascista que brevemente fará 40 anos de uma podre existência.

    Um pessoa que com coragem dá a cara e fala com conhecimento de causa sobre a corrupção apontado os nomes, explicando aos cidadãos o porque dessas denúncias e onde as mesmas se fundamentam, merece toda a credibilidade mas perde o apoio e votos novamente da grande maioria quando afirma:

    “...Passos Coelho é o Putin português...”

    “...obviamente, demito-o!...”

    Estas lengalengas nada têm de originais, revelam precipitação, por vezes parecem aparentar falta de conhecimento e tendências às quais quem as profere não está disposto a largar mesmo sabendo que não as consegue provar como verdades. Não despertam algo novo, é o mesmo discurso de outros tempos nos dias de hoje para o qual uma imensa maioria de cidadãos da República que se preocupam a aperfeiçoarem-se e entender o porquê de tudo o que aparece e se faz naquilo a que chamam de sociedade e política já não tem paciência.

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