16 dezembro, 2014

Enquanto não tivermos um povo critico, com educação e um grau de exigência que exija políticos sérios, não teremos políticos sérios.

Neste video:
Henrique Neto - Os eleitores exercem a cidadania como se a politica fosse "clubismo", agarram-se a um partido para a vida, de forma acrítica, façam eles os erros que fizerem, os fieis elegem sempre o "seu" partido.
Medina Carreira - Não adianta renovar todos os partidos, fazer uma revolução e acabar com estes partidos, porque a Itália já fez isso e voltou tudo ao mesmo. Enquanto não tivermos um povo critico, com educação e um grau de exigência que exija políticos sérios, não teremos políticos sérios.



A pedagogia politica será a única forma de combater a corrupção politica, de forma eficaz e duradoura.
- E Portugal está a mudar? João Cravinho responde que sim, e diz que isso se deve também à menor tolerância e resignação da opinião pública com a corrupção.
- Maria José Morgado salientou a importância da blogosfera e de alguma comunicação social, na denúncia de "enriquecimentos súbitos de titulares de cargos políticos, esbanjamento de dinheiros públicos, crimes financeiros e porosidade entre poder político e poder empresarial".

Para aqueles que continuam a acreditar que a corrupção só se resolve com sangue, tumultos e lutas de rua, aqui ficam algumas opiniões que mostram que o combate também deve ser feito através da informação/divulgação e pedagogia de forma a despertar, naturalmente, a indignação e a intolerância do povo, à corrupção.
É fundamental expor de forma clara, a todos os cidadãos, como se processa e perpetua a corrupção em Portugal. Denunciar os crimes, a impunidade, o descaramento e descontracção dos corruptos é um acto de cidadania. 
Ao divulgar a forma como os nossos impostos e o nosso bem estar, são constantemente ameaçados pelos corruptos, as pessoas começam a perceber que os políticos foram os responsáveis por danos inimagináveis ao país e aos portugueses. A sustentabilidade e soberania do país está ameaçada, gerações inteiras empenhadas e endividadas, que viverão escravizadas, para pagar constantes saques de impostos, idosos a passarem dificuldades para pagar politicas incompetentes, adultos condenados ao desemprego e humilhação graças aos governos sem visão e sem escrúpulo que fingem que gerem o país.
O combate à corrupção começa em cada um de nós, com a nossa vigilância, com as nossas manifestações de indignação, a intolerância aos abusos e saques. A nossa desatenção, inércia e silêncio perpetua e alimenta a corrupção. 
Temos o dever de passar a palavra para que o máximo possível de portugueses conheça os contornos e a gravidade do descaramento dos corruptos, por forma a que os eleitores sejam capazes de punir nas urnas, os que merecem ser punidos e apoiar aqueles que lutam pelo povo. Só sendo justos defenderemos a democracia e o país. 
Esta é a fórmula mágica dos países onde a corrupção foi praticamente eliminada. Nos países nórdicos, as leis não são muito diferentes das nossas... a diferença está na atitude dos cidadãos, que são atentos, defendem o país e não toleram corruptos. São eleitores interessados e informados. Essa deveria ser a função de todos nós, mas nós insistimos em nos demitir da nossa principal função como protectores da democracia e justiça, pois tal como diz o povo e bem... "Patrão fora, dia santo na loja" Isto é Portugal, o povo é o patrão que está sempre ausente, os corruptos estão como querem e fazem o que querem.

Tal como Medina Carreira refere no video, não adianta arrasar a raça dos políticos pela força ou pela mudança radical de partidos, porque tudo voltará ao mesmo, se não se levar a cabo uma mudança na postura dos portugueses, para com a politica. Basta ver o caso da Venezuela e Brasil... grandes revoltas e destruição que apenas lesaram o país e o povo, os corruptos continuaram intactos assim como a corrupção. Esta terá que ser uma luta gradual educando o povo a ser exigente e vacinado contra a manipulação e o espírito de seita/clubismo.
Quando os políticos perceberem que os cidadãos possuem a lucidez e a capacidade de punir os que lesam o país e eleger os que lutam pelo país, eles, os corruptos, serão forçados a mudar ou a desaparecer.
Neste momento quanto mais corrupto é um politico, mais valioso e apetitoso é para liderar na politica. Os interesses dos vampiros que gravitam em torno dos nossos impostos, adoram políticos corruptos, traidores e imorais...

@@ - A magistrada Maria José Morgado salientou a importância da blogosfera e de alguma comunicação social, na denúncia de "enriquecimentos súbitos de titulares de cargos políticos, esbanjamento de dinheiros públicos, crimes financeiros e porosidade entre poder político e poder empresarial".
Maria José Morgado lamentou que Portugal não tenha "uma cultura de denúncia", mas uma "cultura de escândalo", observando que, enquanto a denúncia tem a vantagem de contribuir para uma "sociedade limpa", com "uma opinião pública intransigente e que exige responsabilidade do poder político, dos magistrados e dos jornalistas", um "mero carrossel de escândalos" não tem consequências, servindo apenas para "gozo de conversas de café". fonte

Maria José Morgado sem papas na língua. Políticos sem ética transformaram o país num esbanjadouro de dinheiro público


@@ - João Cravinho, antigo ministro e deputado socialista, lembra que o "pacote anti-corrupção" que apresentou em 2006, travado pelo PS, ficou pelo caminho porque "não houve a menor vontade politica de levar aquilo para a frente".
A legislação actual, diz, tem várias lacunas e dificulta a prova de crimes de corrupção.
Se o seu "pacote" tivesse sido aprovado, antecipa, a situação seria "totalmente diferente", porque neste momento o que ainda existe é um "conglomerado de medidas avulsas que, às vezes deixam imensos buracos pelo meio – muitas vezes propositadamente, não tenho a menor dúvida sobre isso".
E porquê não foi aprovado? "Muito simples. Porque não havia vontade política para combater a corrupção". "Não estamos na Sicília, nunca fui confrontado com nenhuma ameaça directa", mas " fui travado de todas as maneiras e feitios".
Em 2006, João Cravinho avançou com um projecto ambicioso anticorrupção, mas viu a maioria das propostas serem rejeitadas pelo próprio PS à época no Governo e liderado por José Sócrates. Cravinho defendia, entre outras medidas, que a obrigatoriedade de apresentação (com actualização) das declarações de património por parte de detentores de cargos políticos e de organismos públicos se mantivesse por cinco anos após a saída do cargo, e que a sua não entrega fosse criminalizada com base em "ofensas graves à ordem democrática e à boa governação, que face aos mais recentes acontecimentos parece ter ressuscitado.

A proposta mais polémica do "pacote Cravinho" passava, no entanto, pela ainda hoje muito controversa criação do crime de enriquecimento ilícito.
Na entrevista à RTP, Cravinho refere-se a "enriquecimento oculto" e diz que o importante é visar os titulares de cargos públicos – não todos os cidadãos - porque o que o preocupa não é a pequena corrupção mas a corrupção de Estado e a captura de órgão da administração pública a quem cabe a decisão ou a preparação de decisões. Estes titulares é que, em sua opinião, deveriam ser alvos da inversão do ónus da prova quando se constatasse que o património de que são donos ou do qual usufruem não é compatível com os rendimentos declarados.
Perante o quadro legal vigente, a prova de corrupção é muito difícil, diz,  lembrando casos julgados em que o réu é absolvido por falta de provas suficientes nos termos da lei, porque provar o crime de corrupção – exemplifica – exige que a acusação comprove que o dinheiro "x" decorre de corrupção no caso "y", havendo casos em que estão envolvidas off-shores  que não permitem identificar quem é o beneficiário último das verbas suspeitas.
Lembra ainda que estudos internacionais apontam a indústria de defesa, as obras públicas e as telecomunicações como as áreas mais propícias à corrupção, e constata, com ironia, que Portugal é um país que tem vivido em "estado de pureza em que nada disto se verifica".
Sobre José Sócrates, Cravinho -  que relembra nunca ter sido um socratista no seio do PS - diz que o ex-primeiro-ministro tem o direito à presunção de inocência e a um acompanhamento sereno de um processo que será longo. 

João Cravinho. É impossível que a democracia sobreviva a tanta gatunagem. 

"A corrupção política é o problema mais grave que o país enfrenta, o principal problema do país ao nível da corrupção", disse João Cravinho, acrescentando que "o tráfico de influências é a maior manifestação de corrupção política". 
  • A corrupção cria entropias e ineficiências.
  • Premeia quem não tem mérito e desincentiva quem o tem.
  • Tem custos económicos e sociais brutais.
  • Onde ela reina faz fraca a forte gente.
  • A corrupção cria privilégios para alguns em prejuízo de todos os outros.
  • Cria barreiras à progressão dos melhores e abafa o talento.
  • Faz com que os dinheiros públicos sejam usados para proveitos privados.
@@ - Mostrando-se favorável à criminalização do enriquecimento ilícito, a directora do DIAP salienta que a corrupção tornou o país mais pobre nos últimos 25 anos, além de ter enfraquecido o Estado.
De acordo com a magistrada, é necessário “maior rigor no controlo da riqueza dos titulares de cargos políticos e no controlo das contas públicas”, o que poderá ser obtido através da criminalização do enriquecimento ilícito, que poderá permitir “o confisco dos bens ilegitimamente adquiridos”, mas também “criar mecanismos que facilitem a prova de aquisição por interposta pessoa, tendo em conta a camuflagem que é oferecida pela quantidade de off-shores que existem”.
As off-shores são, aliás, um dos principais problemas associados à corrupção. “É um muro em que batemos se não soubermos obter a cooperação internacional. E é preciso ter atenção que muitas vezes os off-shores estão no nosso País. São meras caixas postais, em Lisboa ou arredores”, explica.

@@ - 2009/ Cravinho, lei do financiamento dos partidos  -"Mais vale dizer que está aberto o leilão à corrupção, porque é isto mesmo que se trata. É uma pouca vergonha. É uma provocação”. Foi desta forma que João Cravinho, ex-deputado do PS classificou a nova lei do financiamento dos partidos políticos.
“Abrir a porta a uma entrada de dinheiro 1.250.000 euros, sem qualquer fiscalização sem qualquer contraprova? É uma coisa inaudita. É a porta aberta a todas as corrupções e não me digam que é por causa da Festa do Avante. Isso é um argumento da carochinha”, afirmou.
João Cravinho, que apelou à intervenção do Presidente da República, por considerar que está em causa “um atentado ao bom funcionamento das instituições democráticas”.
“Espantar-me-ia que o Presidente da República achasse isto tudo bem e não tivesse qualquer reparo a fazer”, acrescentou.
O actual presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) criticou também os deputados por não terem aproveitado a oportunidade para regulamentar o financiamento das campanhas internas para as lideranças partidárias, classificando essa atitude como “autismo completo” .
“Se é possível alguém ou um grupo ou vários reunirem-se, ou alguém por si só financiar uma campanha de 1 milhão, ou de 2 milhões, ou de 30 milhões de euros para conquistarem um partido chave, estão a dizer que é o poder a saque e ainda por cima barato”.
Comprar “uma liderança de um partido é uma hipótese que, na sua opinião, é “uma possibilidade muito real” e uma “ideia que já ocorreu a muito boa gente”.
2009 - Cavaco Silva aprovou a lei.

@@ - Henrique Neto explica como a corrupção também captura a sociedade civil. São absorvidos colocados em bons tachos para deixarem de defender o interesse nacional.
O enfraquecimento da sociedade civil. Os líderes da sociedade civil são capturados por esses interesses. Veja o exemplo do actual presidente da EDP, Eduardo Catroga. É um homem com qualidade, é um líder de opinião, e não temos tantos como isso. Antes de ter sido nomeado para presidente da EDP, Catroga era dos críticos mais ferozes e mais contundentes da questão das rendas excessivas – na energia, PPP. A partir do momento em que passa a ser presidente da EDP, justifica, das maneiras mais absurdas, as rendas excessivas. Se pensarmos que isto acontece com um, dois, três, dez destes líderes – e acontece com as pessoas que estão nos mais diversos cargos na CGD, na GALP, na EDP, na REN, etc. –, há muito poucas que permanecem independentes, que não se vendem."

@@- A corrupção dá poder e o poder corrompe. A lei protege a corrupção?
"As grandes sociedades de advogados adquiriram uma dimensão e um poder tal que se transformaram em autênticos ministérios-sombra.
Algumas destas poderosas firmas de advogados têm a incumbência de produzir a mais importante legislação nacional. São contratadas pelos diversos governos a troco de honorários milionários, produzem diplomas que por norma padecem de três defeitos.
São imensas as regras, para que ninguém as perceba, são muitas as excepções para beneficiar amigos; e, finalmente, a legislação confere um ilimitado poder discricionário a quem a aplica, o que constitui fonte de toda a corrupção.
Como as leis são imperceptíveis, as sociedades de jurisconsulto que as produzem obtêm aqui também um filão interminável de rendimento.
Emitem pareceres para as mais diversas entidades a explicar os erros que eles próprios introduziram nas leis. E voltam a ganhar milhões. E, finalmente, conhecedoras de todo o processo, ainda podem ir aos grupos privados mais poderosos vender os métodos de ultrapassar a Lei, através dos alçapões que elas próprias introduziram na legislação.
As maiores sociedades de advogados do país, verdadeiras irmandades, constituem hoje o símbolo maior da mega central de negócios em que se transformou a política nacional." Paulo Morais

@@ - Os alçapões... 2012 - "De acordo com o relatório do estudo, que foi feito noutros 24 países, o problema em Portugal "não é o número de diplomas legais de combate à corrupção", mas o facto de uma boa parte deles conter "várias lacunas" que constituem, depois, "uma teia de infindáveis recursos que os corruptos mais hábeis, ricos e influentes explorarão em seu benefício".
Luís de Sousa lamenta que as leis sejam feitas com "diversos alçapões" que, na prática, permitem que a aplicação seja muito limitada. Exemplo "No período de nojo para os políticos, criou-se um alçapão na lei que inviabiliza esse período para quem regresse às funções de origem", critica. Além disso, "se não houver um sistema de fiscalização adequado, as leis de nada servem", afirma.
Os orçamentos também são pouco rigorosos. "Não são rigorosos nem são cumpridos, nem pelas empresas, nem pelos partidos nem pelo Estado". "Seria um bom princípio que os partidos tivessem uma orçamentação rigorosa das campanhas, mas nem isso há", lamenta.
A falta de monitorização está ainda patente nos vistos atribuídos pelo Tribunal de Contas. "Dá-se o visto mas não é para o ciclo de vida do investimento. Muitas vezes os contratos são posteriormente alterados, essa fase já não é controlada e depois surgem as derrapagens", observa.
No relatório, conclui-se ainda que "não existe uma definição clara do que é o interesse público na grande maioria dos negócios do Estado", o que, somado à "grande permeabilidade a teias de influência" entre "escritórios de advogados" e "governantes" ou "autarcas" resulta na assunção de riscos apenas por parte do Estado, "leia-se, contribuintes".
O estudo faz algumas recomendações, como a criação de "um organismo especializado de combate à corrupção" ou a "verdadeira ‘despartidirização’ da Administração Pública", ou ainda a descriminalização da difamação, que tem sido um obstáculo à denúncia. 

@@ - PSD desafia PS a ser a favor da lei do enriquecimento ilícito. Nos últimos anos, os socialistas sob a liderança de José Sócrates votaram sempre contra as propostas de criminalização do enriquecimento ilícito, quer a de Marques Mendes (em 2007), quer a de Manuela Ferreira Leite (em 2009) e ainda a de Passos Coelho em 2012. Teresa Leal Coelho garante que o tema tem estado sempre em cima da mesa e rejeita qualquer associação com o caso do ex-primeiro-ministro José Sócrates. A lei voltou à ribalta quando Passos Coelho, na entrevista, se referiu a ela e defendeu que não se pode “baixar os braços” no combate à corrupção.

É urgente que todos os portugueses contribuam para incentivar e fomentar a cidadania e a literacia politica, no país. Esta é uma missão, que deveria ser apoiada e desenvolvida por decisores políticos, mas não podemos esperar que aqueles que produzem o veneno, queiram produzir o antídoto. Temos que ser nós, cidadãos e sociedade civil, os envenenados, os lesados a criar formas de lutar contra a corrupção, desempenhando o nosso papel... o resto virá naturalmente.
É impossível mudar o estado do país e travar o abuso dos que nos escravizam se continuarmos inertes, desinteressados, acríticos, cegos, injustos nas urnas e desinformados pois essa atitude não forçará nenhuma mudança, e as poucas mudanças que possam ocorrer, não conseguirão perdurar.
Por vezes as pessoas pensam que este blog serve apenas para noticiar actualidades. Difamar gratuitamente, pessoas ou partidos. Maldizer apenas para passar o tempo. Compilar escândalos de corrupção apenas por curiosidade. Mas na realidade o que se pretende é compilar informação e denunciar e assim contribuir para criar a tal intolerância à corrupção, eliminar a resignação e incentivar as pessoas a mudar.
Existem milhões de portugueses que desconhecem os saques dos corruptos. Por isso aposto na divulgação e informação, na educação cívica, para uma mudança efectiva... a mudança de mentalidades. SEM ESTA MUDANÇA, TODAS AS OUTRAS SERÃO EFÉMERAS E SUPERFICIAIS.
  1. Neste artigo poderá ver um video de Paulo Morais e Caiado Guerreiro, onde eles explicam a farsa das leis anti-corrupção.
  2. Maria José Morgado: A corrupção em Portugal pode estar fora de controlo.
  3. Portugueses trocaram a lealdade ao país pela lealdade aos partidos, os corruptos adoram.
  4. "Corruptos só são apanhados se forem estúpidos" 
  5. O luxo, a ostentação, a arrogância, o abuso e a prepotência da elite politica 
  6. Políticos que tentaram defender o país e foram humilhados pelo povo
As pessoas que acreditam que a corrupção é algo inevitável. Veja uma compilação de vídeos, para perceber como poderia ser Portugal, se os portugueses fossem menos tolerantes com os corruptos. Existem países que erradicaram a corrupção, são países quase sem desemprego, onde as pessoas detestam receber subsídios do estado e pagam impostos com agrado. Parece incrível mas é a verdade. Países onde os políticos são honestos patriotas e se preocupam com o bem comum. Andam de transportes públicos e não possuem luxos nem tiques típicas de ditadores frustrados. Veja aqui a lista dos vídeos...
Não se esqueça de que partilhar, é ajudar o país a acordar.
Conheça as restantes listas de reprodução do canal do youtube deste blog, que denuncia a corrupção, neste link. 


13 comentários :


  1. Como todos já devem ter reparado, em Portugal existe a cultura de seita em relação aos partidos, as pessoas defendem o seu partido cegamente mesmo quando este, governa mal ou lesa o país de forma consciente.
    Não se realiza uma análise isenta, critica e justa do desempenho dos partidos e do que eles fazem pelo país ou contra o país, as pessoas defendem-nos cegamente há 40 anos como se fosse o seu clube de futebol ou o seu bairro, mesmo quando jogam baixo ou lesam o interesse nacional. Os resultados arrasadores estão bem à vista, mas pior cego é aquele que não quer ver.
    Uma cegueira dolorosamente cara para os portugueses e para o país, porque os partidos perceberam que podem abusar até onde quiserem pois podem contar com os seus fanáticos defensores, que jamais os condenam. Até os apoiam!!!
    Portanto ao longo dos anos os partidos sentiram-se seguros para abusar cada vez mais, para aperfeiçoar as técnicas, criar as leis que protegem. Após testarem a mansidão, a paciência e a tolerância dos portugueses atingiu-se o auge da corrupção entre 2000 a 2010 Portugal, foi o país do mundo, que mais agravou a corrupção e desceu 10 lugares no rank (TI) internacional dos corruptos.
    Os portugueses preferem defender ferozmente um corrupto que compra um novo mercedes de 200 mil euros, do que defender os interesses da própria família, muitas vezes em dificuldades.
    Os políticos perceberam que não há limites, a justiça foi capturada e os eleitores adoram-nos, são intocáveis e é nesta impunidade que se promove e incentiva a corrupção.
    Se os portugueses trocassem a lealdade cega pelo bem dos partidos por uma salutar lealdade ao bem comum, ao país e aos seus concidadãos, puniriam os oportunistas inimigos do bem nacional, que são os partidos. E assim finalmente os partidos perceberiam que tinham que ser amigos do povo e do país, para poderem governar e ter o privilégio de gerir os milhões dos nossos impostos. Porque se os portugueses desempenhassem a sua função e obrigação, e fossem os leais defensores da pátria, não permitiram os actuais abusos e nem defenderiam mais os inimigos da pátria.

    ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2014/12/qualquer-pessoa-sabia-nao-haver.html#ixzz3L34cpksb

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    1. Cara Zita,

      Não concordo que o problema (o fundo da questão) sejam os portugueses.
      Em outros artigos aqui publicados, a Zita afirma que vivemos em ditadura. Então se vivemos em ditadura, como podemos escolher?
      Como podemos mudar o que está errado, se alguém nos obriga a fazer o errado?
      Como podemos forçar os partidos a mudarem a forma de pensar, se marcámos consulta no médico para as 11h e somos atendidos às 14h sem reclamar?
      E que dizer das instituições públicas? E de uma esmagadora maioria de sanguessugas (uns mais outros menos) que por interesse de uns poucos, em crescendo se foram instalando na sociedade portuguesa. Estes sim, sendo uma maioria, minam o Estado. Continua a ser o país dos santos e dos doutores, à semelhança com tantos outros países.
      Não é pois culpa dos portugueses. É antes culpa da sua ignorância, do seu baixo nível de educação.
      Logo após o famoso 25 de Abril, inocentemente pensei que tínhamos tudo para finalmente nos desenvolvermos. Evoluirmos enquanto nação. Advinhava-se, pelos discursos, pelas palavras empolgadas, pela esperança que se respirava e emanava em cada cidadão, acendia-se e de que maneira a esperança de um novo começo. E, foi um novo começo para alguns. Foi um novo começo para aqueles que não tinham interesse no bem da comunidade, foi um novo começo para todo o tipo de parasitas e vermes, esses ávidos comerciantes do escárnio e mal-dizer, os agiotas, os que até então, estavam subjugados pelas leis que vergam os mafiosos.
      Pensei, inocentemente, que era por demais evidente, a lacuna na educação, não que ela já não fosse boa, mas porque como diziam, era propaganda do Estado Novo, uma influência negativa nos portugueses e que ditava o seu atraso em relação a outras civilizações. Hoje digo, tretas... cada um puxa a brasa à sua sardinha o melhor que sabe e que pode, o que sobra é tretas.
      Passados 30 anos, vários professores me diziam que afinal o sistema educativo do Estado Novo era o actual, só mudavam a ordem da temática. Afinal o Estado Novo sempre fora útil. Então para quê mudar o nome da ponte e dizer mal do antigo regime?
      Hoje, sei que passámos de uma ditadura de boa-fé para uma de má-fé.
      Pois é! parece alucinação, demência ou até loucura, mas garanto-lhe que não é. Deve saber tão bem ou melhor que eu, que é impossível ter Democracia ou Comunismo, se a estrutura económica é o Capitalismo.
      Podemos ter um regime ditatorial ou totalitário, mas nunca democrático ou comunista.

      Um aparte, aquelas pessoas que dizem gostar de Democracia, quando lhes pergunto a opinião, sobre se as coimas deveriam ser pagas consoante os rendimentos que cada um tem, já que elas existem para corrigir os cidadãos. Respondem-me que não faz sentido. O que me leva a pensar inevitavelmente, que estamos bem como estamos.

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    2. Vivemos numa ditadura porque não somos exigentes, claro que essa ditadura pode ser alterada, se formos exigentes, atentos, e soubermos punir os que devem ser punidos nas urnas. Gradualmente poderemos conquistar os direitos que estamos a perder.

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    3. Sim, o principal problema é o povo. E o pior cego é aquele que não quer ver, parem para pensar. Vejam o vídeo, "O povo não presta". Lá explica bem porque razão temos os políticos que temos, é simples, eles vieram do povo, são um reflexo do que é o povo. De que é que o povo gosta? É simples, gosta de circo, futebol, etc. Há e dinheiro, muito dinheiro. O principal problema deste pais é a mentalidade deste povo que não luta por causas, não se une. Eles lutam por algumas causas, a do seu umbigo. A cultura deste povo é baixa de tal modo que dificilmente conseguimos ter um conversa de jeito com eles. De futebol e de outras tretas eles sabem falar, de assuntos importantes não. Os media fizeram-lhes uma "lavagem cerebral" e eles permitiram.

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    4. A Zita deve saber tão bem como eu, que nada vai mudar. As forças alinham-se ora a um lado ora a outro, por conveniência. O português não quer nada complicado. E como foi criado na bipolaridade, vamos continuar a observar essa tendência. Ora PS, ora PSD.

      Uma Revolução, só tem lugar, quando a esmagadora maioria vive mal. Essa condição ainda não se verificou. Podemos pois continuar a aguardar, que os idosos morram na esperança que os mais novos não tenham entretanto envelhecido, vergados pela vida.

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    5. Vivemos numa ditadura de partidos, PS/PSD/CDS, a revolução nunca vai ter lugar, não podemos estar à espera dela porque já se viu que não vai acontecer e nos países onde aconteceu, Venezuela e Brasil o resultado foi apenas prejuizo para o povo, os corruptos continuam e nada muda. Portanto a única revolução que talvez mude é derrubar os partidos que corrompem a democracia e fazem dela uma ditadura , não custa tentar e já não há muito a perder https://www.youtube.com/watch?v=WOWx4AWfBm0&list=UUakSi4_ei0aVffdQ4GzdYuA

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    6. Zita Paiva, os seus comentários, infelizmente retratam a realidade e pena é que eventualmente muito pouca boa gente, tenha acesso aos mesmos. Estou de acordo com o não a outra revolução, aliás como nunca estive com o 25/74. Naquela altura, o que os promotores pretendiam, já era o esboço da situação que hoje vivemos, não fora o fato de ainda serem os mesmos, ou representados pelos seus seguidores, cujos objetivos têm vindo a revelar-se da forma mais violenta que ninguém deveria aceitar. A lição tem sido difícil e dolorosa e costuma-se dizer que só não se sente quem não é filho de boa gente. As próximas legislativas, vão ser mais do mesmo e a maior e única esperança, será a eleição do Sr. Henrique Neto como Presidente da República, um patriota independente, honesto e digno com uma experiencia de vida que lhe permitirá gerir o lugar com objetivos ligados a uma estratégia, necessária para a salvação de Portugal.

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    7. Se não votar não altera nada falta experimentarmos votar já que há 40 anos que a abstenção os nulos e brancos são quem ganha as eleições, está na hora de começar a usar esses eleitores para votar contra os partidos que nos roubaram Portugal

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  2. Magnífico, Zita. Traçou um quadro fiel à realidade.
    Os corruptos tornaram-se demasiado sofisticados e assumem o próprio combate à corrupção como causa sua.
    Certamente recorda o episódio da JAE entre Garcia dos Santos e Cravinho, que mandou este parar as investigações quando descobriu que entre os criminosos que sacaram 108 milhões de contos à JAE, se encontravam camaradas do seu próprio partido, o PS.
    É difícil alterar o quadro que descreve. Mas, o seu trabalho é sem dúvida, de grande mérito.

    .Cumprimentos

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  3. Junto este link que poderá ajudar quem gosta de saber onde se põem algum do dinheiro que fazia falat para investir produtivamente em Portugal http://offshoreleaks.icij.org/search
    Também queria reforçar o que muitos já perceberam e é o grande contributo para que os cidadãos pensem pela sua cabeça, dado aqui pela Zita no apodrecetuga.
    Quando concordam com um post reenviem-no aos conhecidos, aos inimigos e aos supostos criminosos das câmaras e do governo para que eles saibam que há muita gente que não está contente com as possíveis trafulhices.
    Tomem posição educada mas activa mostrando como vos desagrada o que acham que não está bem - não é por mania é que ajudam a quem se desleixa que fique desconfortável e procure outros ares.

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    1. Nem mais... temos que usar todos os meios para mostrar o descontentamento e também assim mostrar que já sabemos e estamos atentos.

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  4. Isto estou eu farto de dizer, em conversas e todos dizem-me que não é bem assim, infelizmente.
    Mas na realidade passámos de uma ditadura para outra, ainda no outro dia tivemos uma prova flagrante disso e que simplesmente caiu no esquecimento, quando foi votado o orçamento de estado e alguns deputados da maioria votaram contra ou absteram-se já não me recordo, lembram-se do que foi dito pelo presidente da bancada do PSD, que iria haver consequências, ora se assim é, se um deputado eleito por uma região não pode expressar o seu descontentamento com receio de perder o poleiro então digam-me lá para que precisamos de tantas sanguessugas na AR? Pela lógica actual, em que tal como cordeiros votam todos no que o partido obriga a votar então basta 1 deputado por partido, porque os outros basicamente não estão lá a fazer nada. A isto chama-se ditadura partidária, e o mais grave é o que este artigo diz, estas mini ditaduras que alternam uma e outra vez têm uma legião de fans, faz lembrar as imagens da Coreia do Norte, mas neste caso as pessoas estão de bandeirinha em punho não por obrigação mas por gosto, o que reflete muito a mentalidade do nosso povo.
    Mas para verem realmente a mentalidade de um português nada melhor que lhe meter um carro nas mãos, ai sentem-se autênticos deuses do volante e demonstram a verdadeira falta de civismo e respeito pelos outros, por isso não admira que ao darmos o "volante" do país para estes politicos que temos para o dirigirem o resultado não ser muito diferente, atropela-se tudo e todos e apenas deixam passar alguns eleitos.

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    1. De facto passa basicamente pela educação. Descontando a minoria que vota para retirar dividendos, a maioria dos que votam é simplesmente inculta ou sem educação suficiente para conseguir compreender o que realmente lhe interessa. Constatamos este facto na alternância consecutiva do poder. Para ultrapassar esta realidade, era necessário que a corrupção, em termos gerais, fosse tambem alvo de estudo obrigatório no sistema de ensino, incluindo-a nos manuais de algumas disciplinas do secundário, provavelmente na História, continuando, com mais detalhe, no ensino superior, provavelmente na Economia, referindo as funções que normalmente a desencadeiam onde os protagonistas estão alojados na máquina do estado, o que têm feito e o que não lhes acontece. E porque está errado o que fazem e porque continuam em atividade.
      Uma boa maneira de, a prazo, alterar mentalidades e comportamentos. Os miúdos têm sentido de justiça, só precisam da pedagogia da seriedade.
      É claro que não há governo que queira dar um tiro no pé.

      Acabei de ver na tv que só com os estudos de viabilidade do TGV, o estado já pagou 150 milhões a empresas estrangeiras. E mais 30 milhões a outra empresa nacional para fazer o mesmo estudo!? (então para que serviram as estrangeiras?). Cheira mesmo a esturro. Com mais 30 milhões de indemnizações de não sei o quê, são cerca de 200 milhões do nosso dinheiro direitinhos para o lixo. Uma loucura. E fala a nossa brilhante imprensa nisto como se de uma fatalidade se tratasse! É claro que eles sabiam que o TGV não era economicamente viável. Temos o euro dos ricos, queremos também o TGV dos ricos. Pobretes mas alegretes. Mas até nem foi esse o caso.
      Venderam-nos o TGV como se fosse um objetivo estratégico para o país, tal como as autoestradas, e o povão acreditou, quando na verdade foi mais uma estratégia para justificar o saque de mais 200 milhões.
      Só normalidades.


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