29 outubro, 2012

Não é preciso buscas para detectar crime nas PPP, diz Paulo Morais





Paulo Morais sugere renegociar, nacionalizar ou alargar prazo dos contratos. Em todo o caso, deve-se suspender de imediato o pagamento de rendas, defende.
Paulo Morais, saúda a investigação da judiciária que já levou à realização de buscas nas casas de Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos, ex-governantes socialistas.
“Para concluir que as parcerias são um crime económico, não é necessário fazer qualquer tipo de busca"
 "Naturalmente que os actores que celebram um negócio que é ruinoso para o país estão, no mínimo, a incorrer num crime de prevaricação, na medida em que não estão a defender o interesse público".

Paulo Morais sugere que se verifique, em Diário da República, "a legislação que regula a matéria, os respectivos anexos e os preços das chamadas 'tarifas de disponibilidade diária' que garantem a rentabilidade às concessionárias".
Paulo Morais admite como uma possibilidade a nacionalização das parcerias público privadas.
“Só há três possibilidades: ou renegociar e pôr as rendas ao valor justo, o que neste momento me parece impossível porque os concessionários não têm manifestado vontade, ou então nacionalizar e expropriar pelo valor justo, ou então alargar o prazo dos contratos mas sempre na perspectiva em que o Estado deixa de pagar rendas.
Em qualquer dos casos o pagamento de rendas devia ser cessado já, deviam ser suspensos todos os pagamentos”. fonte

Medina Carreira, é também da opinião que um estado falido não tem obrigação de manter em dia o pagamento de rendas, muito menos estas, claramente ruinosas.

salários  queda Portugal crise" Inquérito às PPP. Quem é a mulher que também foi alvo de buscas?Ana Tomaz, 37 anos, é administradora da EP e foi adjunta de Paulo Campos. O suficiente para os investigadores suspeitarem de que podia ter documentos relevantes"  Fonte
Fazer buscas ou investigar um crime descarado, como os contratos das PPP,  que está explicito e à vista de todos, em todos os contratos, as suas condições lesivas do interesse público, e por isso criminosas, é apenas e mais uma vez deitar areia para os olhos do triste povinho que tem que sustentar estes vícios e os respectivos viciados.




14 comentários :

  1. O problema de Portugal, e de todos os países latinos é só 1...são países corruptos e sem o mínimo de justiça.

    Nos USA, existem 6 senhores que compõem o Supreme Court, que recebem rios de dinheiro e condições que os deixam num ponto onde são (praticamente) incorruptíveis.

    O que acontece em Portugal? PPPs onde os interesses estão mais que instalados...porque é que Sócrates deu tudo e mais alguma coisa a Jorge Coelho? Porque é que aumentou tudo e mais alguma coisa no que dizia respeito a prestações sociais? Porque é que há tanto dinheiro enterrado em fundações e demais organismos inúteis? Porque não há uma justiça que corrija estas vergonhas e meta esta gente na cadeia e as obrigue a repor o que roubaram!

    Não querendo ser advogado do diabo, mas realmente até consigo compreender a revolta dos alemães em certas intervenções. Emprestam dinheiro...seja a juros altos ou baixos é irrelevante, se os governos não fossem corruptos não precisaríamos desse dinheiro. E depois temos países a exigir haircuts e renegociações, quando os alemães simplesmente poderiam por o dinheiro no banco e ganhar juros. Contudo, os governos dos países latinos o que querem? Os alemães que metam o dinheiro e nós promovemos o despesismo e a corrupção.

    Finalmente, para Portugal sair desta situação só vejo duas soluções possíveis:
    1 - Existir um atentado a alguma figura política que faça a nossa classe política pensar 2 vezes antes de corromper.
    2 - Eurobonds, o que implicaria perder a soberania, seriam 900 anos de história a desaparecer, deixaríamos de ser portugueses e passaríamos a europeus e teríamos um governo federal a aprovar os nossos orçamentos. Perderíamos a "identidade"...mas teríamos condições de vida melhores do que as actuais. É o preço que se paga pela corrupção...

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    1. Ás vezes parece que as pessoas não sabem metade do que se passa, e ingenuamente, e não culpam o governo ... é tudo culpa da TROIKA e da MERKEL... Foi a TROIKA que nos roubou 10 mil milhoes no BPN Foi tb ela que nos negociou as SCUTS ruinosamente e ofereceu o dinheiro do povo aos privados. Foi a TROIKA que geriu danosamente o parque escolar Foi a TROIKA que fez o buraco na Madeira, na CP, nas autarquias, etc etc etc... o povo não sabe mais que isto ...QUE FAZER?
      Não entendem que os países que se estão a tornar escravos da divida, são os mais corruptos??? Espanha, não pára de divulgar casos iguais aos nossos. Itália, idem idem. Grécia era o maior paraiso de todos os corruptos. A islandia, foi tb um país que sucumbiu ao poder da corrupção mas levantou-se e seguiu outro caminho...

      Quando é que as pessoas entendem isso? Somos vitimas da corrupção. Pedimos emprestado porque já não há dinheiro para sustentar os corruptos da banca, os corruptos das PPP, das fundações, os corruptos da imobiliária que vendem o património nacional ao preço da chuva a amigos que depois o vendem por milhões, aos corruptos que desviam milhares todos os dias, que contratam amigos com salários de luxo para todas as empresas públicas.
      Foi para isso que pedimos emprestado... mentalizem-se.

      E o Pedro colocou o dedo na ferida, as pessoas acham mal que quem empresta o dinheiro, esteja a interferir nas decisões da despesa e da receita??? Os portugueses ingénuos acreditam que quem empresta o dinheiro deveria deixa-lo entregue nas maõs dos corruptos e não interferir? Pois claro, continuemos a deixar o governo operar à vontade. Ele já mostrou bem do que é capaz. Vergar um país inteiro aos interesses dos amigos.

      http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/09/aconteceu-na-islandia-libertacao-da.html

      http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/09/estado-esconde-subsidios-de-luxo.html

      A culpa não é de ser este governo e muito menos da TROIKA, a TROIKA nada tem a ver com o estado a que Portugal chegou, quem levou Portugal à ruína não foi a TROIKA nem o Passos Coelho, mas sim a corrupção de todos os políticos que abusam de nós há 3 décadas. A culpa é termos uma constituição refém dos criminosos que a raptaram e colocaram ao seu serviço.

      A CULPA É DOS PORTUGUESES QUE SÃO DEMASIADO BENEVOLENTES.
      OS alemães querem resultados, despesa reduzida e receita aumentada, mas o governo escolhe como o fazer, fazendo-o de forma injusta pois aumenta a receita sacrificando os pobres e recusa-se a diminuir a despesa para não sacrificar os ricos.
      E de forma INCOMPETENTE POIS TUDO O QUE PLANEOU ATÉ AGORA TEVE EFEITO INVERSO
      - A DESPESA SUBIU
      - A RECEITA DESCEU
      - O DESEMPREGO DISPAROU
      - OS CONTRIBUINTES SERÃO CADA VEZ MENOS ...ETC ETC ETC ETC ETC

      Por isso subscrevo tudo o que diz, Pedro

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  2. Por favor, não me faça rir...

    "O problema de Portugal, e de todos os países latinos é só 1...são países corruptos e sem o mínimo de justiça."

    A corrupção também existe noutros países e a justiça funciona porque a pressão política e das opiniões públicas são tremendas. Os media não estão tão controlados, investigam e denunciam.

    "Não querendo ser advogado do diabo, mas realmente até consigo compreender a revolta dos alemães em certas intervenções. Emprestam dinheiro...seja a juros altos ou baixos é irrelevante, se os governos não fossem corruptos não precisaríamos desse dinheiro."

    Primeiro, não são os alemães que emprestam, é a banca alemã.

    Segundo, o dinheiro que a banca alemã empresta foi pedi-lo emprestado ao BCE a menos de 1% (não é dinheiro das contas dos alemães).

    Terceiro, a taxa de juro é relevante. Atendendo aos montantes em causa, 1% (ou menos) ou 4% a 5%, faz uma diferença brutal.

    Quarto, porque razão o BCE não empresta directamente aos Estados? Porque a banca alemã e holandesa não querem, para poderem ser elas a emprestar aos PIGS a juro mais elevado. É um negócio usurário e portanto onde anda a moral?

    Quinto, se os alemães que pôr a moral na economia e na finança, então que comecem a pagar as indemnizações de guerra e respectivos juros. Da 1º Guerra cujo pagamento Hitler interrompeu. Da 2ª Guerra, e então aí, só à Grécia é balúrdio (os EUA "obrigaram" os gregos no fim da guerra a abdicarem da indemnização).

    Já agora, devolvam (e com os juros) o dinheiro e a maquinaria pesada que ao abrigo do Plano Marshall os EUA para a RFA (República Federal da Alemanha). Sem esta ajuda americana, os alemães, por muito laboriosos que sejam, ainda hoje estavam a reconstruir o país. Lembrem-se do que boa parte das alemãs em 1947, estavam dispostas a fazer junto da soldadesca aliada, diariamente, para poderem ter leite, meias de nylon, etc. Não me venham falar de moral quando o povo em causa são os alemães.

    Cumps.
    Falso Vate

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    1. Onde está "ao abrigo do Plano Marshall os EUA para a RFA" deve ler-se "ao abrigo do Plano Marshall os EUA enviaram para a RFA".

      Falso Vate

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    2. Não se pretende aqui minimizar as quantidades de dinheiro que é extorquido aos países que recorrem aos empréstimos, ou afirmar que a TROIKA é o melhor para Portugal. Agora também não devemos deixar cair a opinião pública na tentação de empurrar todas as culpas, do estado de Portugal, para a ajuda externa, pois os primeiros culpados, são a corrupção, os políticos que a executam e os políticos que recorreram a ajudas externas para saldar os buracos da sua incompetência e corrupção.

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  3. Pedro e Zita,

    Concordo com tudo o que dizem em relação á corrupção em Portugal. Esta é uma das maiores razões do estado a que chegamos. A corrupção suga riqueza aos portugueses em geral para concentrar numa casta de poderosos que se vai multiplicando. O mesmo problema acontece na Grécia e outros. Veja por exemplo esta obscenidade.

    No entanto eu não alinho nessa de desculpabilizar e TROIKA. O FMI onde põe as patas deixa sempre um enorme rasto de destruição e miséria. Vejam os casos da argentina e de outros países da América latina.
    Alías estas Máfias internacionais sabem perfeitamente que há cá muita corrupção, mas alguma vez ouviram a TROIKA a propor que as dividas sejam pagas por esses corruptos que construíram grandes negócios ás custas do estado? Eu não os ouvi falar nisso. Eles apenas querem dinheiro e liberalização da economia para mais facilmente sermos dominados.

    Também falam do exemplo dos EUA. Isso acho que é patetice. Os EUA é um estado mega-corrupto. Só que estes não expoliam tanto o povo americano e vão espoliar outros pelo mundo fora através das guerras, das intervenções dos Bancos, da imposição de politicas económicas etc.
    Além disso um estado grande com um PIB muito maior que o nosso a corrupção não é tão perceptível porque sobra sempre muito para circular pela economia.
    Se nós temos 10.000 corruptos eles fazem grande mossa, mas nos EUA ou na Alemanha ou outras economias, se tiverem o mesmo numero de corruptos isso não se nota tanto.

    Essa dos Eurobonds e da perda de soberania a mim não me agrada.
    Reparem que vocês estão precisamente a cair na esparrela das técnicas que eles usam de "problema -> Reacção -> Solução". Eles há muito que sonham em implantar uma federação europeia e esta ficará nas mão de uma dúzia de malfeitores. Até idealizam um governo mundial. Mas isso será catastrófico. Quando maior o raio de acção mais poder eles tem e mais concentração de riqueza ai existir.

    Eu defendo o fim desta UE e o fim do Euro. Admito a criação de outra UE mas sem qualquer limitação de autonomia. Apenas com organismos reguladores do comércio e outras questões.
    Assim ficamos só com uma máfia para aturar, e essa já a conhecemos bem e poderá ser derrotada um dia.


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    1. Falso Vate,

      Quando referi "Alemães", quis referir-me à banca alemã, peço desculpa por não ter sido tão explícito.

      Quanto ao que refere de "juros", "BCE" e "negócios usurários", mantenho a minha posição. É um negócio como outro qualquer, nós só protestamos porque estamos do lado de quem precisa de dinheiro, se estivessemos na posição de emprestar dinheiro não reclamaríamos. Só pedimos esse dinheiro emprestado porque precisamos dele devido à delapidação do erário público...e os alemães e holandeses pedem ao BCE para depois emprestar precisamente por isso, sabem que há países que não sabem gerir o seu orçamento e aproveitam-se disso...pura estratégia negocial e competência dos governos alemães e holandeses.

      Quanto ao "moral", não se deve julgar os povos actuais por erros dos povos do passado. Mas concordo com o que me diz em relação às Grandes Guerras e ao Plano Marshall.

      Pedro Lopes,

      Aqui não se desculpabiliza ou deixa de se desculpabilizar a Troika. Os nossos sucessivos Governos é que têm de assumir as responsabilidades. José Sócrates iniciou a sua governação com uma dívida pública de 60% do PIB, despediu Campos e Cunha para por o "yes man" do Teixeira dos Santos e a dívida pública disparou em 4 anos acima de 100% do PIB, algo "ligeiramente" insustentável...e qual foi o prémio que os portugueses deram a Sócrates? Reeleição! E há décadas que tem sido assim e não aprendemos..tanto que o PS volta a ter 8 ou 9 pontos de avanço nas sondagens. Teremos este jogo das cadeiras a perpetuar-se até quando?

      As Eurobonds não agradam, mas é uma inevitabilidade. Neste momento temos uma dívida pública igual a 120% do PIB, o que é insustentável, e temos um empréstimo pelo qual pagamos juros de 4% o que nos obrigaria a um crescimento superior a 3% ao ano, algo ainda longe de atingir!

      Não se trata de "cair na esparrela", trata-se de uma questão de sobrevivência. Os portugueses já não conseguem sustentar mais esta austeridade, e a mesma vai-se agravar se continuarmos nestes moldes, isto não é demagogia, são factos matemáticos. Não conseguimos crescer mais de 3% ao ano para compensar os juros do empréstimo e ir reduzindo a divida publica!

      "Catastrófico"? Os portugueses, espanhóis, italianos e gregos que tivessem acordado há mais tempo e tivessem punido a corrupção dos seus governos. Quanto à questão da autonomia, acho muito bem que quem mete o dinheiro nos países tenha voto de matéria sobre como os mesmos se hão de governar. No nosso caso então é ainda mais evidente...nós não sabemos governar o nosso País, quantas vezes já tivemos cá o FMI?

      Cumprimentos,

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    2. Quanto à questão da autonomia, acho muito bem que quem mete o dinheiro nos países tenha voto de matéria sobre como os mesmos se hão de governar. No nosso caso então é ainda mais evidente...nós não sabemos governar o nosso País, quantas vezes já tivemos cá o FMI?

      Então que venham cá e prendam os nossos corruptos. Se fosse assim até podia concordar consigo, e se o fizessem mereciam uma estátua. Que mandem vir cá a Interpol ao invés do FMI.

      Mas vem cá apenas para dizer ao governo que aumente os impostos e que despeçam funcionários.
      O dinheiro é feito de papel, não tem valor nenhum. Quem o faz(A Banca Privada) usa-o para extorquir depois com os juros brutais a quem produz(Empresários e Trabalhadores) algo real.
      Eu defendo a autonomia financeira em todos os países. E o dinheiro ser feito e controlado por bancos centrais nacionais e não pela banca privada. Já viu que negócio este?É bem mais rentável que produzir petróleo.
      E não me interpretem mal, eu condeno veementemente os nossos políticos(De todos os partidos) e a escória que os circunda. Mas não a Troika que vá mandar na terra deles.

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    3. Caro Pedro Lopes,

      Para prenderem os nossos corruptos teria de se modificar algo na questão da soberania..lá está...Eurobonds.

      A Troika não diz para aumentar impostos e despedir funcionários, isso é a fórmula do nosso Governo, aliás, a Troika até disse que teria que ser 2/3 despesa e 1/3 receita, chegámos a ter 4/5 receita, ou seja, quase mais 50% do que a Troika indicava. Repito-lhe, o que a Troika faz é um negócio aproveitando-se das Nações corruptas, infelizmente nós Portugueses fomos patinhos em deixar as coisas andar, muitos foram vivendo às custas de subsídios e mantiveram-se calados, outros simplesmente deixaram andar e agora queixamo-nos da Troika que não faz mais do que cobrar os juros do dinheiro que empresta. E mais, se não fosse a Troika, muito boa gente iria para casa sem salário e depois como é que era?

      Concordo consigo que é um negócio extremamente rentável, o do aproveitamento de Países corruptos que ficam com o erário depauperado e têm de pedir empréstimos sob condições adversas...e perante o quadro que os nossos Governos nos deixaram, qual era a alternativa?

      E mesmo hoje em dia qual a alternativa? A "renegociação de dívida" como os alegres do PCP e BE defendem? Vamos por isto numa lógica simples e com o recurso a números ficticios, se quem tem 10 mil milhões o consegue transformar em 18 mil milhões em 3 anos a por o dinheiro no banco, porque é que hão de o emprestar a quem garante os mesmos 18 mil milhões num prazo de 10 anos (Portugal)? Racionalmente, quem tem o dinheiro prefere a mesma opção.

      E mesmo você faz essas mesmas opções, se, mediante as mesmas condições, um banco A garante-lhe uma taxa de 4% ao ano sobre as suas poupanças e outro banco B uma taxa de 1% ao longo de 4 anos você vai meter o seu dinheiro onde? Obviamente banco A...

      Se fossemos um País com Justiça, esta questão da Troika nem seria discutida...

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    4. Pedro Lopes, certamente que a TROIKA não pode julgar corruptos de outros países, pois estão protegidos pela sua lei e pela constituição... Além do mais a TRoika não tem um papel maternal e proteccionista, eles tentam salvaguardar o retorno do dinheiro que cá metem e claro o lucro, mas isso é um crime menor comparado com o que fazem os nossos próprios políticos ao nosso próprio país... Qualquer português deve achar natural que haja estrangeiros a querer lesar o interesse nacional, estrangeiros que queiram retirar vantagens de Portugal, estrangeiros que defendam interesses contra o interesse de Portugal... nós é que temos que nos defender.
      O que já ninguém pode e deve achar normal é que sejam os próprios eleitos, para nos defender, a nós e ao país, a lesar-nos a, destruir-nos, e a retirar proveitos próprios do país.

      A troika não manda apenas aumentar impostos e despedir funcionários... é isso que eu tento combater, devemos perceber que o governo português é que informa deliberadamente mal a troika, para que ela assuma este tipo de medidas,
      http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/03/comissoes-que-negoceiam-com-troika.html

      A troika já assumiu que nada teve a ver com a medida da TSU,
      http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/09/aconteceu-na-islandia-libertacao-da.html

      A troika mandou sim corrigir as contas reestruturar o que está em constante défice, mas não impôs que deveria fazer-se da forma que o governo escolheu fazer.
      A troika manda despedir funcionários públicos e baixar salários pq a troika não sabe que o estado está pejado de funcionários BOYS, QUE NADA FAZEM E INSUFLAM A DESPESA COM OS SALÁRIOS da Função publica.A troika mandou acabar com a ADSE por ser injusta e despesista, e o governo contornou a situação ....
      http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/06/adse-esta-matar-os-hospitais-publicos-e.html

      Mandou acabar com as fundaçoes e o h«governo contornou a situação
      http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/10/fundacao-para-as-comunicacoes-moveis.html

      Mandou acabar com as PPP, o governo disse que ficava para o ultimo trimestre e tudo caiu no silencio, prenuncio de que nada irá ser feito.

      A troika devia era falar connosco... lol
      Que nós tínhamos muito para contar ..."just joking"

      Não façamos da diabólica troika, um terror, pois o terror maior está entre nós.É apenas isso que pretendo deixar no ar.

      A troika quando manda cortar no SNS é porque o SNS está mal gerido e não porque ache que temos um SNS de luxo ... ela não sabe que em Portugal se gere assim o SNS

      http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/08/70-milhoes-para-o-lixo.html

      http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/07/200-mil-gastos-com-hospitais-que-nao.html#ixzz2Ahxrp38b

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    5. Pedro:

      Quem veio com o discurso da moral para as relações entre Estados, a economia e a finança foi a sr.ª Merckel. Reflexo talvez da sua educação (o pai era pastor protestante na RDA?) e da sua vivência num país irreal e fechado como era a RDA.
      Por isso, a sr.ª Merckel aplique essa visão moralista aos alemães e então sim, depois, dê "bitaites" sobre os outros.

      Quanto aos alemães não é mera coincidência que tenham dado origem a duas guerras mundiais! Ambas iniciadas com acções militares de agressão por parte da Alemanha.

      Quanto ao argumento de que os povos do presente não responsáveis pelos erros do passado... . Bem, por essa ordem de ideias não somos responsáveis por aquilo que os nossos políticos andaram a fazer nos últimos séculos. O endividamento e o deficit crónico não é de agora. Se estudar a História de Portugal dos séculos XIX e XX facilmente identificará os problemas com que hoje nos deparamos. Encontrará a situação que hoje vivemos descrita nos mesmos moldes nos textos de Eça, Camilo ou Garret.
      O passado da Alemanha a que refiro é o dos últimos 90 anos. E lá, como cá, há elementos de continuidade. As pessoas não são as mesmas de há 90 anos, mas a mentalidade não é muito diferente. O Nazismo não proliferou e tomou o poder por acaso.

      Falando de Portugal e de soluções para o futuro, pois é para isso que devemos canalizar as nossas energias, entendo que face à actual conjuntura europeia e nacional, deveríamos estudar cenários alternativos.

      Depois do recente fiasco da última cimeira europeia, parece-me que os PIGS (e ainda menos a UE) podem estar reféns dos caprichos do calendário eleitoral alemão (Legislativas em Setembro de 2013). Portugal perante a divisão da UE (em Norte-Sul, países intervencionados e não-intervencionados) deve procurar concertar esforços com os demais PIGS por forma a renegociar juros e prazos de pagamento. Mais, devemos equacionar cenários de redefinição da zona Euro. O país deve estar preparado para sair do Euro. O preço a pagar será brutal, mas pior será permanecer no Euro nas actuais condições.

      A UE deve reavaliar a sua posição face ao Acordo Mundial de Comércio (WTA = World Trade Agreement). Foi gizado num contexto político e económico-financeiro, que hoje não existe. Na prática, a Europa abriu as portas à entrada de produtos sem salvaguardar condições para os seus produtos nos mercados asiáticos e sul-americanos. A livre circulação de capitais serviu apenas para a deslocalização de empresas europeias para a Ásia e fuga maciça aos impostos.

      Junte-se a isto a "bomba demográfica" e temos uma UE a caminho da implosão.

      Cumps.
      Falso Vate


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    6. Falso Vate,

      É refrescante discutir ideias com alguém tão bem informado como o sr.

      A renegociação de juros e prazos parece-me muito difícil de acontecer, a menos que seja dentro dos limites do lucro em relação ao que poderiam obter caso o dinheiro ficasse a render juros nos bancos. O problema é que não temos muita margem negocial, a menos que contra argumentemos com o "efeito dominó" que a bancarrota do nosso País traria para a Alemanha, com menos consumo que levaria a despedimentos...mas infelizmente, não consumimos assim tanto...

      Concordo plenamente com o alinhamento dos PIGS, mas concordaria mais com um reforço da Justiça de cada um desses países e reaver todo o dinheiro que "fugiu" devido a corrupção. Acredito sinceramente que o caminho passará pelas Eurobonds, ou então que alguém decida imolar-se ou despachar algum político numa mensagem que certamente abalaria o sistema político...não me parece que esta última alternativa aconteça...

      Sair no Euro na teoria levaria a anos de miséria, salários baixos, desemprego a níveis brutais...enfim...será que vale a pena? Permitiria desvalorizar a moeda e aumentar as nossas exportações, contudo necessitariamos de produzir muito mais do que produzimos hoje em dia.

      Quanto à "bomba demográfica", nisso digo-lhe para não se preocupar que o crescimento populacional está a estabilizar, entre a década de 30 e 70 (salvo erro) a população mundial realmente duplicou, mas desde então que as taxas de crescimento têm vindo a cair...

      Cumprimentos,

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    7. Pedro

      É sempre bom discutir ideias e lidar com outras perspectivas!
      Procuro estar informado e aprecio o debate político que este blog proporciona. Aprendo imenso!

      Não defendo a saída do Euro (pelo menos, no actual estado de coisas). Digo apenas que o país deve estar precavido para a eventualidade de ser "convidado" a sair. Aquilo que se passava com a Grécia há um ano atrás. E não é de todo impossível, que "resolvidas" as legislativas alemãs, os PIGS sejam alvo de chantagem para saírem voluntariamente do Euro. É pouco provável, mas deve estar preparados.

      Quanto à "bomba demográfica" utilizei a expressão não no sentido habitual. Refiro-me ao declínio populacional europeu. Ao envelhecimento da população e forte diminuição da população em idade activa. Tal, obriga a repensar os sistemas de segurança social, mas também, o sectores primário e secundário. Devemos apostar numa forte incorporação de automação e na elevação da qualificação profissional da mão-de-obra. Mudar de paradigma do desenvolvimento industrial e deixar de competir com base no preço do trabalho.

      Adoptar medidas proteccionistas relativamente aos países não-UE e extra-europeus. Na prática, apesar do Acordo Mundial de Comércio (AMC/WTA) é isso que os países asiáticos e do continente americano fazem. A leitura que fazem da globalização é inundarem os mercados europeus com os seus produtos.

      Ah! E não me trate por Sr. mas sim pelo "nome de guerra" neste blog - Falso Vate.

      Cumps.
      Falso Vate

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  4. """No entanto eu não alinho nessa de desculpabilizar e TROIKA."""
    Não era essa a intenção, mas também não devemos aceitar que seja a TROIKA o bode expiatório de todos os pecados dos politicos. Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
    Em Portugal está a desenvolver-se a ideia que a Troika tem culpa de tudo, e isso é demasiado conveniente para os governos, ver o ódio do povo encaminhado e desviado.

    Não devemos deixar cair a opinião pública na tentação de empurrar todas as culpas do estado a que chegou Portugal, para a troika, pois os primeiros culpados, são a corrupção, os políticos que a executam e os políticos que recorreram a ajudas externas para saldar os buracos da sua incompetência e corrupção.

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