20 fevereiro, 2015

O retrato do SNS do tempo de Sócrates, para avivar memórias.

De repente o país ficou histérico com o que se passa no SNS e com o caos nos hospitais, como se todos os portugueses tivessem aterrado agora em Portugal, recém chegados de Marte, e desconhecessem todo o passado do país. Nunca tinham percebido que o caos no SNS é uma realidade antiga e que se agrava de ano para ano. Não se lembram de nada... 
E o agravamento do caos vai continuar, porque os portugueses teimam em não saber avaliar os governos, nem os políticos nem a saber julga-los politicamente, nas urnas. A memória é curta e a literacia politica, é fraca.
Para os portugueses, qualquer coisa serve para fazer da discussão cívica sobre politica, um circo, um disparar de insultos ocos, um achincalhar público e histérico. Não existe a preocupação de pesquisar, indagar ou questionar a veracidade do que se comenta e se alguém tenta remar contra a onda de insultos ou chamar à razão para factos, rapidamente passa a ser também alvo de insultos.
E enquanto os eleitores continuarem a fazer da politica um circo, continuaremos a ser governados por palhaços.
Enquanto os portugueses continuarem a não saber condenar os maus e a reconhecer e premiar os bons nas urnas, continuará a compensar o crime na politica e claro, continuaremos a ter criminosos na politica.
Enquanto os portugueses não se preocuparem em saber o que está por trás de cada frase descontextualizada e fizerem chacota de todos os políticos indiferenciadamente, em vez de se darem ao trabalho de fazer análises criticas, fundamentadas e justas, continuaremos a ter na politica, apenas os piores, porque pessoas de respeito com valor e competência, não se sujeitarão a julgamentos públicos de gente injusta e inculta.
Enquanto o insulto for a única arma que os portugueses sabem usar, para comentar e julgar actos dos políticos, continuaremos a ter políticos de muito pouca qualidade.
Tudo na vida é um processo de causa efeito... quem começou este ciclo de causa efeito, que parece inquebrável?
Foram os eleitores que começaram a mostrar que eram pouco exigentes, pouco justos, pouco lúcidos, e fáceis de enganar? Ou foram os políticos que começaram a aproveitar-se da ingenuidade, da falta de lucidez, da falta de justiça e da ausência de exigência dos eleitores?
O importante é perceber quem tem que começar a mudar... e isso é óbvio, nós somos certamente os mais interessados nessa mudança, porque eles, os políticos, apesar de insultados e humilhados por uns pobres coitados, continuam  a viver à grande e à francesa, impunemente e a lesar os cidadãos...
Já os cidadãos, não ganham nada com esta situação portanto temos que ser nós, como eleitores e bons portugueses, a dar o primeiro passo para a mudança. Saber falar de politica, analisar a politica e os políticos, interessar-se, querer saber o que está por trás das famosas "bombas" jornalísticas, avaliar com espírito critico os dados, é uma urgência.

Neste artigo não se pretende discutir quem tratou melhor o SNS, se o Sócrates se o Coelho, porque se a discussão fosse essa, teria sido outra a pesquisa.
O que se pretende provar com este artigo é que a análise dos portugueses é quase sempre demasiado superficial e injusta. Porque como podem constar, já no tempo do Sócrates, existiam muitos problemas no SNS, em tudo semelhantes aos que agora tanto escandalizam os portugueses, como se nunca tivessem visto nada assim. E 2010, 2009, 2008, não foi assim há tanto tempo. Por isso reparem como os portugueses analisam a politica... este exemplo do SNS é flagrante e gritante. Esqueceram?
"O esquecimento é o adubo que nutre a impunidade." (Wesley E. Hayas)
E fazem o mesmo com o caos na educação, na construção pública, no nepotismo, e no despesismo... esquecem tudo?

@ - 29.09.2010 - MORRE APÓS 13 HORAS NO S. JOSÉ. 
José Gonçalves, de 43 anos, entrou às 20h21 do dia 25 de Agosto no Hospital de São José, em Lisboa, acabando por falecer às 10h30 do dia seguinte vítima de lesões traumáticas abdominais, resultado de um acidente de viação. A família acusa o hospital de não ter sido célere na detecção do real problema de José Gonçalves. "Estiveram das 20h30 até às 04h00 para perceber que o meu irmão tinha uma hemorragia interna. Como é possível?", questiona António Gonçalves, recordando que "às 22h30 o médico foi alertado para um hematoma no lado direito do abdómen". O Hospital de São José reconhece ter existido uma "degradação do estado clínico" e que, por isso, "foi submetido a intervenção cirúrgica" onde foram visíveis "lesões abdominais de extrema gravidade, tendo o doente falecido após tentativa de as controlar".

@ - 13/10/2010 - Espera na urgência de Braga chegou às 12 horas
A urgência do Hospital de Braga esteve entupida na noite de segunda-feira. A impaciência apoderou-se de quem esperava por ser atendido e não conseguia. Registaram-se esperas de mais de doze horas. ...enquanto a sua filha esperava para ser atendida há seis horas, por causa de uma dor de cabeça.

@ - Junho de 2009
Bebé morre na fila das urgências
Pais acusam Centro de Saúde de Monção de ter perdido tempo. Um bebé de dias morreu na fila das urgências do hospital de Viana do Castelo. Os pais de Simão acusam o Centro de Saúde de Monção de ter perdido tempo, noticia o «Correio da Manhã». 

@ - 29-12-2011
Hospital de S. João da Madeira. Doente morre à espera de ser atendido
Um homem morreu, segunda-feira, dia 26, enquanto aguardava por uma consulta no Hospital de S. João da Madeira. A unidade de saúde chamou o INEM, mas este não chegou a tempo. Só o resultado da autópsia, realizada anteontem, poderá revelar as causas da morte.

@ - 13/02/2009
A mulher, de 85 anos, que em Janeiro de 2008 morreu antes de ser vista por um médico na Urgência de Aveiro... O presidente do SEN considera que a triagem efectuada pela enfermeira de Aveiro foi "bem feita". "A colega atribuiu a cor amarela à doente. Teria de ser vista por médicos numa hora. Decorridas as três horas, após os 60 minutos que a enfermeira determinou como tempo máximo de atendimento pelo médico, a doente faleceu./ Inspecção de Saúde.

@ - 17 de Abril de 2008
«Falta de médico» impediu assistência
Peso da Régua: mulher de 38 anos morreu. Bombeiros denunciam «inoperacionalidade» de viatura do INEM.  denunciou o comandante dos Bombeiros Voluntários da localidade. Segundo António Fonseca, a vítima foi transportada pelos bombeiros até ao hospital, sem que tivesse sido possível o socorro por uma equipa médica. 

@ - 14/08/2010
Os casos menos graves estão a demorar mais de cinco horas a ser atendidos na Urgência do Hospital de Aveiro. A falta de médicos – devido ao período de férias – e o recurso ao serviço de casos não urgentes estão na base do problema.
O tempo de espera no serviço de Urgência do Hospital de Aveiro disparou nas últimas duas semanas, com os casos considerados menos urgentes a demorarem mais de cinco horas a serem atendidos.

@- 9 de Maio de 2008
Urgências do Alentejo estão sobrelotadas. Hospital de Évora regista «atrasos de horas» no atendimento
@ - 18/01/2008 
Anadia: morte de bebé à porta do hospital abre discussão sobre o fecho das urgências.
@ - 9/12/ 2008
Caos e pânico nas urgências do Hospital de Faro
«Estamos em período de ruptura. Isto está absolutamente à deriva, a bater no fundo», diz médico
O novo serviço de urgências do Hospital de Faro começou a funcionar este mês, mas as macas acumuladas nos corredores estão a provocar o caos e os médicos que há um ano pediram a demissão continuam demissionários, noticia a Lusa.
A 02 de Novembro de 2007, 19 dos 20 chefes de equipa da área médica do Hospital de Faro apresentaram a demissão em bloco como forma de protesto contra a sobrelotação das urgências e das condições a que estavam sujeitos os doentes, mas a situação actual é de ruptura, denunciou à Agência Lusa um dos médicos.
«Estamos em período de ruptura. Estamos em pânico. Isto está absolutamente à deriva. No fim-de-semana passado tivemos de recorrer a médicos de excepção que não estavam escalados»,
«Está pior do que no ano passado. Isto está absolutamente a bater no fundo. Está inacreditável», acrescentou o médico do Hospital de Faro, revelando que há internos a fazer «72 horas de banco por semana» e o previsto na lei são 12 horas de banco de urgências. 

@ - 26/12/ 2008
Hospitais cheios em Lisboa. As urgências hospitalares estão mais cheias do que é costume nesta época do ano. No Amadora-Sintra, a espera chega às 12 horas.
Os casos que afluem à urgência do Amadora-Sintra são essencialmente do foro respiratório, "das situações graves às simples constipações".
Também em Lisboa, o Hospital da Luz (privado) registava, às 20:00, um tempo de espera de cerca de duas horas e meia para atendimento na urgência de adultos e igual tempo na urgência pediátrica.

@ - 29.09.2010
16 horas na Urgência do Garcia de Orta Manuel dos Santos critica lentidão do hospital. Doente garante ter esperado mais de 19 horas para saber que tinha um herpes na cabeça. A unidade hospitalar reconhece que o empresário entrou às 02h10 e teve alta às 17h55, totalizando cerca de 16 horas nas instalações do hospital.

@ - 5 de Janeiro de 2010
20 horas à espera para serem atendidos
Utentes das urgências do Hospital Garcia de Orta, em Almada, desesperam

@- 29-12-2008
Urgências do Hospital das Caldas da Rainha sem capacidade de resposta atempada
As urgências do Hospital das Caldas da Rainha, até ao dia 17 de Dezembro, atenderam cerca de 73 mil doentes, mais 20 mil utentes que em 2004 e mais de três mil que em 2007.

@ - 2008
- Uma senhora que se queixou de dores abominais que a faziam urinar com hemorragias, lamentava que aguardava há quatro horas para ser chamada para ser vista por um médico. “Estou aqui com pensos, toda urinada. Fui à triagem ao 12h12 e deram-me a cor verde. Não tenho outra hipótese se não recorrer a este serviço, porque para apanhar consulta no posto médico tenho de me levantar às seis da manhã. O SAP do Centro de Saúde de Óbidos estava fechado à hora que vim para aqui, porque abre apenas às 16 horas. Eu estou cansada de estar aqui”, desabafou.

@ - Maio 2011
SNS com saldo negativo de 450 milhões em 2010
O SNS apresentou em 2010 um saldo negativo de 448,9 milhões de euros, o que constitui um aumento de 111,8 milhões relativamente a 2009. Segundo os dados apresentados hoje pelo...
“Mais de duas dezenas de isenções estão a ser avaliadas”

@ - 20 Maio 2011
Ministra acusa doentes de “consumismo”
Ana Jorge denunciou a existência de “um consumismo na saúde” que resulta do facto de os utentes recorrerem “às consultas médicas sem necessidade
@ - 9 Maio 2011
Ministra quer maior rigor nas taxas moderadoras
A ministra da Saúde, Ana Jorge, garantiu este fim-de-semana a manutenção de isenções nas taxas moderadoras, embora tenha defendido, em simultâneo, maior rigor na sua aplicação....
@ - 2 Maio 2011
Receitas fiscais não suportam despesa do SNS
A iniciativa "Mais Sociedade" reflectiu sobre o estado actual do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e concluiu que o total das receitas fiscais colhidas em sede de IRS não suporta...
Os números apresentados por José Mendes Ribeiro, professor na Faculdade de Medicina de Lisboa, revelaram que no primeiro trimestre, apesar das medidas de austeridade impostas pelo Ministério da Saúde, a factura diária do SNS fixou-se nos 24,3 milhões de euros. A diferença entre este valor e as receitas cobradas em IRS atinge o milhão de euros por dia. O cenário, admite o docente torna-se insustentável.
Uma das soluções a adoptar, segundo os participantes no debate, será fixar uma prestação a pagar pelo utente e implementar uma tabela única de preços para todos os operadores (públicos e privados) no sector da saúde.

@ - 14 de fevereiro de 2008
SNS paga a privados por cirurgias estéticasO Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a pagar a realização de cirurgias plásticas estéticas, o que o responsável do Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos considera "imoral".
Segundo Vítor Santos Fernandes, há casos de utentes que recorrem ao Serviço Nacional de Saúde e que pedem uma cirurgia estética, sendo por vezes encaminhados por alguns hospitais para o sistema de listas de espera.
Caso este sistema de gestão não consiga uma cirurgia para estes utentes num prazo de nove meses, o serviço é feito por um privado, em regime de convenção.
Plásticas à custa do erário público
"Há clínicas que estão a despachar situações de cirurgia plástica de estética pura à custa do erário público", declarou o presidente do Colégio de Cirurgia Plástica da Ordem dos Médicos (OM) em entrevista à agência Lusa.
A Ordem dos Médicos considera "imoral" que o Serviço Nacional de Saúde pague cirurgias estéticas.

@ - 19 março 2010 -Doentes sem dinheiro para remédios, dentista e óculos 'Público'.

@ - 30/01/2010 
Agostinho Almeida Santos, antigo presidente dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), afirmou hoje que a empresarialização dos hospitais pode levar à ruptura financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Não acredito no actual sistema de gestão empresarial dos hospitais. É uma falsa medida porque o que se pretende é encobrir o défice”

@ - 2008 - Manuel Dias da Silva, 75 anos e mais de 100 quilos de peso, foi no último domingo à urgência do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, devido a um banal e “habitual problema de vesícula”. A situação mereceu uma pulseira amarela na triagem, sinal de que não era grave, mas horas depois a mulher, Maria Vieira, 72 anos, encontrou-o no chão do corredor das urgências “caído de bruços”, envolto numa poça de sangue que “não era recente”, com a “testa toda rebentada”, e muitas marcas de mãos no chão, “como se estivesse a tentar erguer-se”. Por cima do corpo “uma frágil maca”. Em coma, foi transferido para Coimbra, onde morreu.

@ - Governo Sócrates deixa dívidas no SNS de 3,5 mil milhões de euros
"O Tribunal de Contas (TdC) traça um cenário de verdadeiro desastre nas contas da saúde, depois da governação de José Sócrates. O défice e as dívidas do setor rondam 3,5 mil milhões de euros.Num relatório o TdC revela que, entre 2008 e 2010, era Ana Jorge a ministra da tutela, a saúde apresentava um défice de 480 milhões de euros e dívidas de quase três mil milhões de euros.
O TdC fala de falta de acompanhamento e de informação credível, uma crítica apontada, por exemplo, às contas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), aos contratos programa dos hospitais e às Parcerias Público-Privadas (PPP), onde o TdC também não encontra informação sobre a execução financeira dos hospitais geridos neste regime.
A execução financeira, diz, é pouco rigorosa e transparente e acordos com entidades privadas com vista à prestação de cuidados de saúde não são sustentados em análises de custo-benefício. Uma culpa que dividem o Ministério da Saúde e o das Finanças.
Daqui para a frente, sugere do Tribunal de Contas, o ministro das finanças deve dissolver as administrações dos hospitais quando estas não expliquem os desvios orçamentais ou o incumprimento das metas de redução da despesa".fonte

Actualização (28 Jul, 2013)
Afinal o buraco é maior?!!! Mais um buraco de 6 mil milhões de euros nos hospitais PPP.
Há quatro parcerias publico privadas na área da saúde que custam mais 6 mil milhões de euros do que o previsto pelo Ministério das Finanças. Os dados estão numa auditoria do Tribunal de Contas. A avaliação concluiu que falta contabilizar os encargos relativos a 20 anos de serviços clínicos. FONTE
(...)"os encargos com os projetos PPP das grandes unidades hospitalares têm sido subestimados, na medida em que têm sido analisados apenas numa lógica dos compromissos contratuais assumidos (que se estimam em 4,14 mil milhões de euros) e não numa lógica de apuramento dos encargos globais dos projetos que se estimam vir a ser de 10,44 mil milhões de euros". fonte

8 de Novembro, 2010 
E que modelo social é este que o PS defende para o país? Orçamento de Estado do PS, previsto para 2011.
É o modelo do ataque ao Serviço Nacional de Saúde. Para o SNS, o PS prevê um decréscimo de 12,8 % face a 2010, passando dos 9.818 milhões de euros, em 2010, para os 8.563 milhões, em 2011.   Nada escapa. Corta-se no transporte de doentes, reduz-se o número de profissionais, encerram-se serviços e unidades do SNS, diminui-se a despesa com medicamentos.
Na educação, o panorama é o mesmo, o ataque repete-se. O Ministério da Educação terá um corte no orçamento para 2011 de 11,2 %. Mais uma vez, o encerramento de estabelecimentos e o ataque aos direitos dos trabalhadores ditam a política do governo.
Ao Ministério da Cultura cabe uma quebra de quase 15% em relação ao OE2010. Este é o orçamento mais baixo em valores absolutos dos últimos 12 anos.
O corte de 15% nos custos das empresas públicas imposto pelo Orçamento de Estado para 2011 às empresas públicas irá traduzir-se, por sua vez, numa grave degradação dos serviços públicos, agravada ainda mais mediante a privatização de empresas estratégicas, como os CTT, empresas na área da energia, transportes e seguros.
Os trabalhadores da função pública são eleitos como o bode expiatório preferencial do governo. Além de serem confrontados com cortes salariais drásticos, vêem ainda congeladas as promoções e progressões na carreira.  São ainda congeladas as admissões e é reduzido o número de contratados.
Nem os pensionistas escapam. Em 2011, as pensões terão o seu valor congelado.
O governo PS alimenta a precariedade. No OE2011, está previsto um aumento de 205 pontos percentuais nas verbas destinadas exclusivamente à contratação por avença, ou seja, recibos verdes, na Administração Central. A par do aumento dos trabalhadores precários, é implementado o novo Código Contributivo, altamente penalizador para os trabalhadores a falsos recibos verdes.
A par destas medidas, prevê-se ainda o aumento da carga fiscal, nomeadamente o aumento do IVA de 21% para 23%, que limitará o poder de compra dos portugueses.
Perante a perspectiva de degradação das condições de vida dos cidadãos, de aumento do desemprego, o governo do Partido Socialista responde com a diminuição drástica do nível de protecção social.
No que respeita à Segurança Social, o orçamento prevê a diminuição de 984,4 milhões de euros face a 2010.

05/Setembro/2010
Uma das formas de destruir o SNS é através do seu estrangulamento financeiro. 
É isso o que tem feito os governos. O estrangulamento financeiro do SNS pelos governos de Sócrates foi feito através de transferências do Orçamento do Estado para o SNS cada vez mais insuficientes para cobrir as despesas do SNS e dos Hospitais EPE. Em 2010, as transferências do OE para o SNS foram, em termos reais, inferiores às de 2005 em 196,3 milhões €. A preços de 2010, o SNS recebeu em 2010 menos 216 milhões € do que em 2005.
Se isto fosse feito, continuando os hospitais públicos integrados no sector público administrativo, os prejuízos destes hospitais aumentariam automaticamente o défice orçamental. 
Para evitar isso, Sócrates transformou os hospitais públicos em hospitais empresa (Hospitais EPE), ARTIGO COMPLETO: 
ESTES FORAM APENAS ALGUNS EXEMPLOS MAS MUITOS MAIS HAVERIA, BASTA PESQUISAR.

Por exemplo, em relação ao caso do famoso medicamento da Hepatite C, quantos portugueses foram aprofundar o tema e pesquisar informação?
Sim é condenável morrer por falta de tratamento. Condenável que os governos continuem a gastar milhares de milhões de euros nas PPP, no BPN, no BES, nas rendas da EDP, etc. Mas o que gostava de perceber, também, é quantas pessoas se preocuparam em estar informadas em fontes diversas, sobre as noticias bombásticas??

@ -16-06-2014 - Comunicado do INFARMED sobre a Hepatite C 
"5. De acordo com a base de dados Euripid este medicamento está, até ao presente momento, financiado em apenas três países da UE. Tal como Portugal, a maioria dos países não tem este medicamento comparticipado pelas razões acima referidas." 

@ - 06.01.2015 
"O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, emitiu ontem, dia 5 de janeiro, um comunicado, na sequência da notícia do jornal Público, de 5 de janeiro, onde refere que se conclui que apenas 67 doentes foram ou estão a ser tratados com medicamentos inovadores para a hepatite C, não sendo esta notícia correta.
No comunicado, o Infarmed informa que foram, até ao final de 2014, autorizados para os hospitais portugueses 408 tratamentos com os novos fármacos para doentes com hepatite C. Destes tratamentos, 70 correspondem a AUE (autorizações de utilização especial) com esquemas posológicos contendo sofosbuvir ou suas combinações e 185 com um esquema posológico com medicamento inovador alternativo, através de ensaios clínicos ou de esquemas de acesso sem custos para o SNS. Adicionalmente, 153 doentes estão autorizados para tratamento com Boceprevir.
-Por último declara que, no que respeita especificamente às AUE, ao INFARMED compete autorizar os pedidos solicitados pelos hospitais de acordo com os critérios estabelecidos pela Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica (CNFT). Dos pedidos efetuados foram autorizados 91%. Os restantes não cumpriam os critérios estabelecidos pela CNFT. Portal da Saúde

"Hepatite C: Médicos do Mundo contestam patente do sofosbuvir
A ONG apresentou queixa no Gabinete Europeu de Patentes e diz que é possível tratar os doentes por menos de 100 euros em vez dos 44 mil que o laboratório Gilead cobra a vários países europeus."

Erro do hospital e/ou do Infarmed, e a morte de Maria Ferreira?
o
laboratório admite que o hospital fez um contacto inicial a 4 de Novembro de 2014 a pedir o acesso sem custos ao produto, mas que tal foi negado naquela data por não existir “enquadramento legal” para o fazer. Além disso, a Gilead garante que contactou “de imediato” a Autoridade Nacional da Farmácia do Medicamento  - Infarmed para pedir esclarecimentos sobre a legislação em vigor quanto ao acesso gratuito a medicamentos. Mas a resposta do Infarmed demorou dois meses. Só no dia 31 de Dezembro este organismo informou a farmacêutica que, entretanto, tinham sido aprovadas novas orientações, a 6 de Novembro de 2014, que permitiam a “oferta” aos hospitais de medicamentos que estejam aprovados em Portugal, como o Harvoni que a doente do Egas Moniz precisava.
Ou seja, dois dias depois de o hospital ter feito o primeiro  pedido de acesso gratuito ao medicamento, o Infarmed aprovou normas que o permitem. Mas a comunicação entre as várias entidades foi fatal para a doente:  o Infarmed demorou dois meses a responder ao laboratório e o hospital depois de ter sido informado, dia 9 de Janeiro, que afinal podia ter o medicamento à borla, não concretizou o pedido de encomenda. Maria Manuela Ferreira morreu à espera. SOL
Entretanto o medicamento foi autorizado... 
Henrique Neto e Medina Carreira, em video, falam de pedagogia politica
O CAOS NO SNS
  1. Vergonhosas fraudes no SNS - Médico trabalhou apenas 24 horas, em 30 dias?? Este video
    prova crimes graves contra o SNS e os doentes
  2. O estado ao serviço dos negócios privados.
  3. Médico espanhol desmascara as listas de espera.
  4. Milhões ainda em caixotes, no IPO.
  5. Abortos de luxo, vergonha.
  6. Péssima gestão de stocks, milhões para o lixo.
  7. Tachos estranhos.
  8. Ordenados de luxo e festas.
  9. Veja neste video a péssima gestão.
  10. Salários estranhos e de luxo?
  11. Mudar de marca, um serviço público? 
  12. Hospitais fantasma.... tenham medo
  13. Os negócios paralelos que exploram o SNS, subcontratação
  14. Serviço Nacional de Saúde tem 13 700 absentistas todos os dias
  15. A agiotagem, o compadrio, o nepotismo e a submissão aos grandes grupos económicos




1 comentário :

  1. Eu acredito que neste caso os eleitores só embarcam se quiserem: Basta lembrarem-se que estamos em anos de eleições, que é o ministro que melhor imagem tem , e provavelmente ficam com o mapa todo traçado para seguirem o filme sem precisarem de legendas.
    Tambem podem pensar quem é que "gosta" e beneficia do SNS e entende melhor o bastonário e as suas bacoradas.

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