27 agosto, 2014

Autarca esconde rendimentos há 16 anos, acusado de se apropriar de milhares de euros do município.

Com a justiça portuguesa tudo é possível, quando se está na politica.
Autarca esconde rendimentos há 16 anos e nada lhe aconteceu? Acusado, só agora de desvios de centenas de milhares de euros? Paga Zé!!

Desde 1998, António Mira, PS, ex-vice-presidente da Câmara de Monchique só entregou uma vez a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional.
O ex-autarca só entregou uma declaração de rendimentos em março de 1998, como vereador da Câmara de Monchique.
António Mira foi vice-presidente da autarquia algarvia entre 2004 e 2009 e exerceu no mandato seguinte, de 2009 a 2013, o cargo de vereador sem pelouro. Por força da lei do controlo da riqueza dos titulares de cargos políticos, o ex-autarca estava obrigado a entregar uma declaração de rendimentos no TC. A lei diz ainda que esse documento, no qual são referidos o rendimento e o património, tem de ser apresentado no prazo de 60 dias a contar da data em que iniciam funções.
No ano passado, António Mira foi acusado pelo Ministério Público de ter praticado 11 crimes: sete de peculato e quatro de falsificação de documentos, na forma continuada.
Segundo a acusação, "o arguido apropriou-se de quantias monetárias no total de, pelo menos, 332 744,94 euros pertencentes ao município". 
O atual presidente da Câmara de Monchique, Rui André, diz que já foram apurados novos dados – e que o valor em causa poderá ser muito superior. O CM tentou contactar António Mira, mas o ex-autarca não atendeu o telemóvel nem respondeu ao SMS enviado.

De acordo com o MP, o arguido "formou o propósito de fazer seus valores pertencentes ao município", utilizando faturas já liquidadas, as quais colocou "de novo a pagamento". O esquema terá começado em 2004 e prolongou-se pelos anos seguintes, até 2009. António Mira, eleito pelo PS, é ainda acusado de, "por diversas vezes", ter rasurado faturas, "alterando a data e/ou valor, para que, desta forma, passassem despercebidos os repetidos pagamentos dos valores já faturados e liquidados". O autarca, que na altura era vice-presidente e responsável pelo pelouro financeiro, terá também conseguido convencer um fornecedor para que fizesse a troca "de um cheque [27 199,23 euros], por valor igual em numerário, justificando tal pedido com o fato de ser necessário proceder ao acerto de faturas". Ainda segundo a acusação, "o arguido agiu de forma livre, consciente e voluntária, bem sabendo que as suas condutas eram proibidas". A autarquia de Monchique constituiu-se assistente no processo. Rui André, atual presidente de câmara, diz que serão apresentados novos dados, apurados pela Inspeção-Geral de Finanças e autarquia, que apontam que a câmara tenha sido lesada "em meio milhão de euros". CM

Em Abril deste ano, o vereador socialista do município de Monchique, António Mira, foi acusado de falsificar facturas de pagamentos a fornecedores da autarquia. A investigação da PJ concluiu que o vereador, responsável pelo pelouro financeiro, lesou a câmara em centenas de milhares de euros. Este facto grave foi tornado público em Abril - reitera-se - mas parece ter passado ao lado de muita boa gente, incluindo do próprio, pois na acta da reunião do mês seguinte lá se encontra o nome de António Mira, na qualidade de vereador presente. Mas isto não é nada. Segundo o Correio da Manhã, António Mira continua em funções e a Inspecção -Geral de Finanças subiu a parada quanto ao montante que o vereador terá desviado: mais de meio milhão de euros. Vamos ver no que isto dá, visto que em Monchique parece ser ignorado. fonte

Este quadro imoral só possível num país onde os cidadãos parecem ignorar tudo e assim desejam permanecer. Um país onde a justiça se mantém medrosa e serena na sua conivente inércia, permitindo aos que lesam o país, prosseguir impunes e motivados a continuar. A impunidade incentiva o crime.
Visite este artigo com uma longa lista de exemplos de crimes dos autarcas que estupidamente elegemos, crimes impunes ou com penas ridículas. Uma verdadeira ofensa à justiça e aos cidadãos vitimas e pagantes. Pagantes da justiça e pagantes dos crimes.

Mais alguns factos sobre as autárquicas e autarquias
  1. - Mais imoralidades de autarcas
  2. - Gondomar e o poderoso José Oliveira
  3. - Eleições autárquicas de 2013 vão custar 48,5 milhões de euros. 
  4. - Os mandarins locais
  5. - Luis Filipe Menezes tem mais para acrescentar
  6. - Empresas municipais, e os boys
  7. - Como é possível, tanta incompetência? 
  8. - Exemplos de boa gestão
  9. - Ninhos de boys
  10. - Compadrio e despesismo 
  11. - Gestores sem currículo... 
  12. - O contribuinte sabe onde gastam o seu dinheiro?
  13. - Parasitas e charlatões que se acotovelam por um lugar na Câmara Municipal, numa empresa pública, Fundação, ou Instituto.
  14. - Os Marajás de Portugal 
  15. - O desastre do esbanjamento irresponsável.
  16. - Demolir 32 milhões, pavilhão novo?
  17. - Celorico de Bastos, mais um caso 
  18. - Ser promiscuo e ser autarca 
Pagamos os crimes e a incompetência, graças à impunidade





4 comentários :

  1. Todas as câmaras deveriam ser esmiuçadas. Não acredito que hajam câmaras com procedimentos honestos.

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    1. Mais de 50 autarcas investigados! Impostos gastos em hot clubs, prostitutas, etc.

      politicos criminosos crimes politicos
      A compilação de crimes, deste artigo, é apenas uma gota de água no oceano, bem sabemos. Mas a intenção não é revelar apenas os crimes, mas expôr também a impunidade, a reincidência, o descaramento, a imoralidade, a injustiça, o desfalque, a desonestidade, o abuso e o caos, que se apoderou deste pobre país.

      O regabofe é grande mas a impunidade ajuda a que se mantenha e expanda, sem controle.
      Navegue pelos casos abaixo compilados e indigne-se com imoralidade dos que elegemos...
      Mais de uma centena de autarcas envolvidos nas investigações num total de 80 processos. Penas incumpridas e sempre suaves.
      A grande lista negra... Principais casos de autarcas e afins, que foram julgados e/ou condenados em Portugal:

      - GUARDA 1998: - Abílio Curto (PS) Presidente da câmara, foi condenado pelo crime de corrupção passiva, no âmbito de um processo em que terá exigido a dois empresários 20 mil euros para emitir uma licença de utilização de um edifício.
      Foi ainda condenado a 3 anos e 6 meses de prisão no âmbito do «caso do Matadouro», pelo crime de fraude na obtenção de subsídio. Esta pena foi reduzida em 2 anos devido a cúmulo jurídico e a título de perdão do tribunal. Saiu, após cumprir metade da pena de prisão.

      - PONTA DO SOL, MADEIRA - António Lobo (PSD). Recebia dinheiro de licenciamentos
      Condenado em 2007 a seis anos de prisão pela prática dos crimes de prevaricação e corrupção passiva para ato ilícito. O tribunal deu como provado que o ex-presidente do município recebia pagamentos para aprovar licenciamentos de obras particulares, verbas que revertiam a seu favor. O processo, conhecido como "Lobo", remonta a 2004, quando, na sequência de uma denúncia de um promotor à PJ de que teria de pagar 15 mil euros para obter a aprovação da câmara para um projeto imobiliário na freguesia da Madalena do Mar, o presidente da autarquia foi detido.-
      A pena terminaria em 2013, mas o autarca saiu em 2011, em liberdade condicional. O mesmo autarca foi absolvido em Janeiro de 2010 de um outro processo em que era acusado de burla qualificada e corrupção passiva para ato ilícito.

      - MADEIRA 2000: Luís Gabriel (PSD), autarca de Santa Cruz, foi condenado a 5 anos e meio de prisão efectiva por peculato, burla agravada e falsificação de documentos. Ficou ainda condenado a uma pena acessória de impedimento do exercício de qualquer cargo público por um período de 3 anos. Começou a cumprir a pena em 2003, depois de esgotados todos os recursos, e saiu em 2007 em liberdade condicional.

      - NAZARÉ 2007: Luís Monterroso (PS) Depois de duas absolvições em outros tantos julgamentos anulados, o ex-presidente da Câmara Municipal, foi condenado em 1ª instância a um ano de prisão, com pena suspensa por três anos, por um crime de participação económica em negócio no processo de adjudicação em 1990 do Plano Diretor Municipal (PDM).

      - VAGOS 2007: João Rocha (PSD), que pr
      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2014/03/mais-de-50-autarcas-investigados.html#ixzz3Baa2TRia

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  2. MAIS UM??? KKK NÃO PODE SER!!!!!! KKKK CRIME DE PECULATO E FALSIFICAÇÃO???? ÑÃO PODE SER!!! ISSO É FALSO É A OPOSIÇÃO A CRIAR ENRREDOS KKKKKK. E O POVO VAI NA CONVERSA PORQUE O POVO GOSTA DISSO.JÁ FALTA POUCO PARA VERMOS OS BEIJINHOS E ABAÇOS FALTA POUCO KKKK

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    1. É do conhecimento geral que qualquer governo apenas consegue manter-se no poleiro mentindo para isso precisa de um povo ignorante que lhe permita conduzir as suas politicas .... por este processo por mais riqueza que um povo produza nunca é investida para bem da comunidade mas sim desbaratada para proveito de pequenas claques abastadas por isso os países se afundam em dividas....para isso inventam-se armadilhas cada vez mais sofisticadas para cobrar mais riqueza ..apregoando mesinhas que não são mais que as mesmas mentiras com outra capa e com outro aroma.

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