25 agosto, 2014

Presidente da AICEP recusa segundo mandato e monta negócio privado igual à AICEP?

Expresso de 16 de agosto 2014 secção "Gente" 
Pedro Reis terminou em dezembro o mandato como presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal).
Apesar de o Executivo de Passos Coelho o ter convidado a ficar para mais um mandato de três anos, o responsável pela diplomacia económica nacional declinou a oferta e prepara-se agora para regressar ao sector privado.
Um dos motivos de peso para a recusa em renovar contrato prende-se com a remuneração, Pedro Reis tem atualmente um ordenado médio mensal líquido de quase 3100 euros, um valor manifestamente inferior ao que poderia ganhar no privado com igual nível de responsabilidade e desgaste inerente ao cargo para o qual foi nomeado pelo governo em 2011, após a saída de Basílio Horta, nomeado pelo governo de Sócrates. Dinheiro Vivo

Imagem em cima, sublinhado a vermelho - Expresso, secção "Gente" .
Pedro Reis sai do Aicep que trocou por uma empresa de consultoria própria/privada nas Amoreiras, que faz o mesmo que o Aicep... 
Agora pode oferecer os seus serviços de consultoria ao estado e ganhar muito mais, basta saber que os nossos governos e anexos, adoram consultores e auditorias e adoram mais ainda, contratar serviços externos para as fazer, mesmo quando têm pessoal nos quadros do estado a receber salário, para o fazer. Mas contratam externos porque é para lá que vão os espertos amigos.
Assim ampliam o tacho, colocam boys no estado apenas para terem tacho, como não cabem mais, recorrem à contratação externa, que vai dar ao mesmo e até podem ganhar mais.
É fácil ter olho para o negócio, depois de se obter poder e influencias públicas.
Qualquer um percebe quais são os negócios que podem ser sustentados pelo estado sem grande esforço ou competência.

"Estado gasta 134 milhões de euros em consultoria.
Até os 96 serviços do Estado com funções consultivas contrataram entidades externas"(2008)
"Em apenas uma semana, o Estado português desembolsou cerca de 3,5 milhões de euros na contratação de consultores externos." (2014)

OS EXEMPLOS SÃO MUITOS, TALVEZ DEMASIADOS
@ - Saúde faz ajuste directo a empresa de um seu ex-dirigente, criada um mês antes! Fernando Mota, no Porto, ganhou o contrato de "consultoria nas áreas de arquitectura, planeamento, concepção, análise de necessidades e pesquisa de soluções do sistema de informação de saúde" pelo prazo de um ano, com o fundamento de "ausência de recursos próprios" na SPMS. ARTIGO COMPLETO: 
@ - "Ministério da Saúde adjudica 1,5 milhões de euros a escritório de ex-adjunto, com assessoria jurídica. ARTIGO COMPLETO:

@ - Os marajás da Madeira, por exemplo, possuem empresas privadas que trabalham directamente para o governo de que fazem parte. A promiscuidade entre o público e o privado é total e não é apenas na Madeira, claro. ARTIGO COMPLETO: 

E Continuam nesta lista... sem fim
OS AJUSTES DIRECTOS COM O ESTADO, UM NEGÓCIO RENTÁVEL 

  1. Empresa fantasma ganhou 47 obras por ajuste directo
  2. S. Bento contrata ex de Santana Lopes
  3. O exemplo dos 3 milhões directos!! Esta até mudou de ramo, para ganhar os 3 milhões...
  4. Os milhões para os advogados!!
  5. Advogados ligados ao poder público e privado
  6. Paulo Portas engana-se no ramo, molduras ou desporto?
  7. Adjudicados 485 milhões, obscuros
  8. 5 milhões de euros em material anti-motim.
  9. 5 milhões a escritórios de advogados
  10. 20 milhões por assessoria do BES
  11. A Madeira faz os ajustes directos em família.
  12. Ajustes dão sempre mais dinheiro ao fornecedor.
  13. Ajustes directos salvam empresas amigas.
  14. Viva o luxo...
  15. Viva a promiscuidade.. 
  16. A família em primeiro.
  17. 695 milhões duvidosos
  18. 3 milhões para luzes, a um amigo.
  19. Fintar o limite para os ajustes directos
  20. Tachos por ajuste directo
  21. Mudar a lei para facilitar o saque
  22. Até para fotocópias recorrem a externos?
  23. Crato paga 61 mil euros por um parecer
  24. O observatório que apenas contrata serviços externos
As Imagens em baixo são um extracto do site onde os organismos públicos são obrigados a divulgar as suas despesas. Estas são apenas as despesas do AICEP que cabiam na imagem mas servem de exemplo para se perceber. Qualquer pessoa com poder e conhecimento interno dos organismos e dos decisores, encontra aqui uma mina para viver à grande, basta escolher quais os serviços externos que o estado contrata e abrir uma empresa no ramo.
As agências de viagens são sempre um ramo rentável, assim como as de consultoria, informática, etc, basta consultar o menu e escolher.




5 comentários :

  1. Muitos exemplos que continuarão eternamente se não alterarmos a forma como votamos e como as forças politicas se apresentam aos eleitores =como agencias de tachos e compadrios.
    Repetir sempre o mesmo torna-se cansativo mas não vejo outra solução:os eleitores darem o seu apoio ou desapoio a quem tem governado mal e levou o país a tres bancarrotas e não empurrar as decisoes para "eles". não são "eles" os responsaveis mas "nós" que temos a faca e o queijo na mão =o voto. Se o deitamos fora continuamos apenas nós os culpados.

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  2. É mesmo, em democracia o voto é que muda os políticos, mas sessenta por cento dos eleitores continuam na ignorância e em protesto continuam em não votar, assim isto não muda nada e continuam la sempre os mesmos.

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  3. Concordo com os comentários acima, mas o âmago do problema é que o Zé Povinho tem os mesmos vícios do pessoal que circula nos corredores do poder. Se lá estivessem faziam o mesmo! a corrupção legal, a ausência de ética pessoal e profissional é endémica no setor publico e privado...o que o pessoal quer é vencimentos luxuosos, privilégios e mordomias à custa do erário publico. O cidadão português ao contrário de outros povos não perdeu a fé na justiça, simplesmente odeia a justiça, porque esta acabaria com ADSE e regimes especiais de saúde pago com o erário publico, as milhentas Câmaras, Juntas, afins, os milhões de funcionários públicos em excesso, não haveria RTP2, Africa, Internacional, Açores, Memória, etc, não haveria legislações laborais feitas à medida para o pessoal da FPublica, as Forças Armadas seriam extintas ou drásticamente reduzidas e acabariam os seus privilégios e mordomias, não haveria milhares de entidades para a mesma coisa e coisa nenhuma com milhares de sanguessugas, não haveria empresas privadas com $$ público, os FPublicos poderiam ser despedidos com um regime idêntico aos dos privados, assim como a idade da reforma, valor da reforma, carreira contributiva, os sindicatos reduzidos, reformulados e sem privilegios, as faculdades sem horários virtuais, sem falsos sábios, sem cursos a metro, não poderia haver endividamento, não se viveria para satisfazer clientelas...etc...etc... não teriamos uma economia de cariz comunista! não teriamos um ordenado minimo símbolico, virtual!! o português quer a moralização do sistema?!! Jamais!!

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  4. Portugal é uma mafiocracia - mafia politica, mafia da saúde, do ensino, da justiça, policial, militar, financeira, etc, tudo a expoliar o erário publico de todas as formas e feitios e a "puxar a brasa à sua sardinha", o lema gravado no ADN português é "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte". Nunca existirão alternativas, "o que não tem remédio, remediado está"

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  5. Existem acusações com fundamento e acusações sem fundamento. Esta é uma sem fundamento. Tem que se combater a corrupção mas aqui não vejo nenhuma e parece-me grave insinuar que exista.

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