22 maio, 2014

RENDAS EXCESSIVAS: EDP SAI ILESA DO CORTE, ANTÓNIO MEXIA É O VERDADEIRO MINISTRO DA ENERGIA.


António Mexia "continua a ser o verdadeiro ministro da Energia" em Portugal



Começo por esclarecer, este artigo não é, nem pretende ser, e longe de mim tal ideia, um elogio a Mira Amaral. Apenas se pretende através das denúncias de Mira Amaral, expor mais um dos casos que deveria fazer parte do conhecimento de todos e não faz, expor mais um escândalo de corrupção, que nos deveria indignar a todos. Por isso agradece-se, que se concentrem no caso que aqui se denuncia e não no Mira Amaral. Para comentarem sobre Mira Amaral, existem os artigos dedicados a ele, neste blog.

Quem manda? O governo representa quem? Há Dúvidas? Mas o Mexia continua a exigir rendas excessivas, à vista de todos.
Portugal está entre os países europeus com os preços da energia mais altos
Preço do gás era o segundo mais alto e o da electricidade o terceiro mais alto, mostram dados do Eurostat. Fonte

Henrique Neto
conta que Eduardo Catroga foi integrado na EDP porque ele era um dos maiores opositores das rendas excessivas da EDP, e assim calou-se com o chorudo salário de 45 mil euros/mês...  
Desconheço se Mira Amaral, tece tão duras criticas à rendas da EDP, com alguma intenção semelhante... mas este video, serve para denunciar, a fim de que mais portugueses saibam, porque a EDP continua a albergar ex políticos, continua a ter lucros estonteantes e continua a desobedecer à troika, ao governo e ao interesse nacional.

MIRA AMARAL crítica as competências do CEO (Mexia) da EDP dizendo que "julgava que ele sabia alguma coisa da análise económica e financeira das empresas", mas depois das críticas a Henrique Gomes, "acho que o homem também não sabe nada de análise económica e financeira".
Durante o programa “Negócios da Semana”, da SIC Notícias, o ex-ministro defendeu que “António Mexia era o verdadeiro ministro da Energia do Governo Sócrates”. Tendo mesmo apontado que quem mandava nas políticas do sector energético era o CEO da EDP e não “o ministro Manuel Pinho”, que foi durante 2005 e 2009 ministro da Economia e da Inovação.
Mas se com Sócrates Mexia era o homem-forte do sector energético, com Passos a questão não sofreu qualquer alteração. fonte
Em entrevista à SIC, diz mesmo que a demissão do Secretário de Estado representa uma vitória da administração da EDP sobre o Governo.
O antigo ministro da Indústria, Mira Amaral, realça a coragem de Álvaro Santos Pereira, mas lamenta não ter sido suficiente para combater o lóbi instalado. Numa entrevista ao jornal i, o antigo ministro da indústria volta a arrasar a nomeação de Moreira da Silva e acredita que a EDP comemorou a escolha com champanhe.fonte

RENDAS EXCESSIVAS: EDP SAI ILESA DO CORTE, OS PORTUGUESES PAGAM, PREÇOS DISPARAM
O Governo pretende reduzir as rendas excessivas na eletricidade em 1,8 mil milhões de euros. Um valor abaixo dos 3 mil milhões inicialmente previstos mas que, mesmo assim, afetará as garantias de potência, as co-gerações, renováveis, os CAE (custos de aquisição de energia) e os CMEC (custo de manutenção do equilíbrio contratual). Com pouco impacto nas contas da EDP.
OS CMEC são os que têm maiores rendas excessivas: 165 milhões de euros por ano, pelas contas do Executivo, mas o corte anual será de «apenas» 20 milhões de euros, explica à Agência Financeira Mira Amaral.
Os CMEC são pagos à elétrica de António Mexia desde 2007 para compensar o fim dos contratos de aquisição de energia que o grupo tinha para uma série de barragens e centrais térmicas. Uma regra que «vem do tempo de Manuel Pinho» e da aposta forte nas energias renováveis.

O segredo está nos CMEC «Há um excesso de eólicas na rede e, por isso, os consumidores pagaram muito caro os sobrecustos. Também com as centrais térmicas, que só funcionam por apoio às eólicas, tivemos de pagar sobrecustos. Qual é o gozo de sermos pioneiros se depois não colhemos os benefícios? Foi uma fantasia que caiu em cima de nós», criticou Mira Amaral.
E quanto ao facto da EDP ter saído ilesa com os cortes nas rendas excessivas, o economista não tem medo das palavras: «Os lobbies das eólicas safaram-se».
Antes do anúncio do ministro da Economia, a 17 de maio, sobre o valor dos cortes das rendas excessivas da eletricidade, António Mexia disse, na conferência de imprensa anual da EDP, que esta questão é «um falso problema». «A garantia de potência é qualquer coisa que não tem nada a ver com a existência nem de rendas, nem de lucros, porque se trata justamente de remunerar uma parte muito pequena daquilo que são os custos fixos das centrais, que no fundo funcionam como backup do sistema». Também Eduardo Catroga, chairman na elétrica, saiu em defesa da EDP.
Certo é que o impacto do corte no EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da elétrica rondará apenas o 1% por ano, a partir de 2014.

Ex-ministro da Energia não poupou críticas à EDP nem ao seu “amigo” Eduardo Catroga devido à taxa sobre as rendas.
"Mira Amaral contesta energéticas “intocáveis”
Luís Mira Amaral voltou a deixar fortes críticas à taxa extraordinária que o Governo pretende aplicar sobre as rendas da energia, mas por achar que "peca por tardia".
Para o presidente do banco BIC e antigo ministro da Indústria e Energia, a demora do Executivo em aplicar a medida face à resistência das empresas do sector é inaceitável "numa altura em que se pedem tantos sacrifícios aos portugueses". Nesta conjuntura, reforçou, "não faz sentido deixar intocáveis os produtores de energia".
As críticas de Mira Amaral, dirigem-se sobretudo à EDP e ao seu presidente não-executivo, Eduardo Catroga, que esta semana voltou a contestar a intenção do Governo em aplicar uma nova taxa que vai reduzir as rendas dos produtores eléctricos.
Catroga, defende a EDP - O antigo ministro das Finanças recordou que a recente venda de 21,35% que o Estado português detinha na eléctrica à China Three Gorges foi feita com base em "certos pressupostos". Como tal, reafirmou, diz não acreditar que o Governo os vá alterar, pois "isso iria colocar em causa a sua credibilidade junto dos investidores internacionais".
Uma posição que mereceu mais uma forte crítica de Mira Amaral, (...) "Tenho a dizer ao meu amigo Eduardo Catroga que há mais coisas que o Governo deveria ter feito e não fez e que puseram em causa a credibilidade externa de Portugal", acusou.

Ministro do Ambiente e Energia, Moreira da Silva, representa lóbi ambiental e radicalismo do CO2, diz ex-governante 3 Ago 2013
Mira Amaral arrasa a nomeação de Jorge Moreira da Silva para Ministério do Ambiente e da Energia. Além de discordar da junção destas duas pastas, que considera antagónicas, (...)

P- O governo diz já cortou 2 mil milhões nas rendas da energia. Não chega?
Em matéria de rendas excessivas, o ex- -ministro Álvaro Santos Pereira, cuja coragem e integridade gostaria de realçar, tentou mas não teve força política para combater este lóbi. (...) Percebemos que os lóbis das eólicas e da EDP tinham força suficiente para influenciar o governo. Aliás, o ex- -ministro Santos Pereira veio confessar há pouco tempo que houve aberturas de garrafa de champanhe na EDP e no lóbi eólico por causa da demissão do engenheiro Henrique Gomes de secretário de Estado da Energia.

P - Essas declarações deveriam ter tido consequências?
Neste país não há incentivos nem penalizações. Fica tudo na boa. Com a nomeação do engenheiro Jorge Moreira da Silva, que está convencido que o problema do país é o CO 2, acho que se voltaram a abrir garrafas de champanhe na EDP e no lóbi eólico.

P - O governo queria vender bem a EDP.
O ex-secretário de Estado Henrique Gomes já o disse de forma enfática: como o défice tarifário não conta para o Orçamento do Estado, mas sim para a competitividade da economia, o ministro das Finanças foi na conversa do Dr. Mexia e, em nome dessa operação de venda da EDP, não se fez nada. Escrevi uma carta, em nome do núcleo de pessoas que lançaram o manifesto da política energética, aos ministros das Finança, da Economia e ao primeiro-ministro a lembrar que deviam atacar as rendas excessivas antes da privatização da EDP porque depois era mais complicado. Podem perder alguns milhões de euros, mas tomem nota que isto traz um sério problema de competitividade às empresas, portanto vão perder por aí. Mas não nos ligaram nenhuma, nem sequer responderam.(...)

P- Porque é que o défice está a disparar?
Antes de mais porque não foram feitos os cortes que tinham sido prometidos. Só foram cortadas as rendas da co-geração industrial. Curiosamente, um governo que se dizia preocupado com a indústria, o que atacou foi a parte industrial. As rendas das eólicas e as da EDP não foram tocadas. Logo aqui criou-se um problema. A outra maneira de financiar o défice era através da venda das licenças de carbono. Mas os preços baixaram e não houve grande efeito. Depois há que ter consciência de que os sobrecustos das renováveis intermitentes e dos CMEC da EDP, que aparecem nos famosos CIEG (custos económicos de interesse geral), são fixos para o consumidor. Com a recessão económica, o consumo está a diminuir. Logo, cada pessoa que paga a factura eléctrica está a pagar mais por kilowatt/hora por causa dos custos fixos que têm de ser diluídos por menos gente. O que faz que cada um de nós tenha de pagar mais.

P - A política energética deve estar virada para a baixa dos preços às empresas?
Há indústrias que se queixam que os preços aumentaram mais de 20%. Na situação dramática da economia portuguesa, com a pressão competitiva sobre as empresas, compreenderão o impacto terrível disto. A energia devia estar no Ministério da Economia porque este é que é sensível a esse problema. Se até excedemos as metas ambientais, não faz sentido insistir.
(...) O Ministério do Ambiente não deve gerir interesses económicos para não gerar conflitos de interesses. Deve ser a consciência moral de um governo, actuando como regulador. Um dos erros do governo de Passos Coelho foi a junção com a Agricultura. Agora é juntar ao Ambiente a Energia.
Sabe quantas pessoas tem a Agência Portuguesa do Ambiente (APA)? Tem 900 pessoas, o que mostra que houve sempre dinheiro e gente a entrar.
A Direcção-Geral de Energia tem 80 pessoas, a maior parte de idade avançada e que nunca foi possível renovar e mobilizar. Quando juntam as duas coisas estão a ver quem vai mandar? Por muito que o secretário de Estado de Energia faça, não tem apetrechos técnicos para combater a APA.

P - Mas ainda não o ouvimos dizer o que quer.
Se o Jorge Moreira da Silva fosse para a China e os EUA ajudar estes governos a reduzirem o CO 2 seria mais útil. Em Portugal, pelas razões já explicadas, é que não faz sentido!(Portugal está entre os 
menores emissores de CO2 do mundo, EUA e China entre os piores)FONTE

OS VÁRIOS VIDEOS QUE DENUNCIAM O LOBIE DA EDP, NO CANAL DO YOUTUBE DO BLOG

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