07 maio, 2014

"GESTORES" IRRESPONSÁVEIS DESTROEM IMPOSTOS. ESTAÇÃO DE LUXO, DE 30 MILHÕES, ÁS MOSCAS


AS IMAGENS DE MAIS UMA OBRA QUE TODOS PAGAMOS E AS MOSCAS USUFRUEM 



Depois admiram-se que a dívida da REFER já se eleva a mais de 6 mil milhões de euros. 
"O ‘stock' da dívida Refer atingiu 6,551 mil milhões de euros no final do ano passado, de acordo com o relatório e contas da empresa, a que o Diário Económico teve acesso, e que ainda aguarda aprovação do Governo. Em relação a 2010, verificou-se um acréscimo de 8,7%, o que supera o limite de 6% imposto ao Sector Empresarial do Estado (SEE)." fonte

Estação de Castanheira do Ribatejo (3 km de Vila Franca de Xira). Custou 30 milhões de euros e está às moscas. Foi um luxo!
2009 - "Em Castanheira do Ribatejo, um caso quase insólito. A REFER gastou 30 milhões de euros numa estação inaugurada em 2006, mas a adesão da população (10 mil habitantes) é manifestamente fraca.
Ainda assim, os luxos são vários mas como agora os tempos são de poupança e há que cortar nos gastos. Por exemplo, das várias escadas rolantes existentes na estação praticamente todas estão paradas, com o objectivo de poupar na electricidade. 
Parece uma estação de uma grande metrópole mas na prática não é.
Vários elevadores, escadas rolantes, acabamentos quase luxuosas, esperando pelo desenvolvimento da plataforma logística do Ribatejo, que vai nascer mesmo em frente.
Três anos após a inauguração o tráfego continua muito abaixo do esperado. 

Luís Cabral Silva, engenheiro e especialista em transportes, trabalhou durante 35 anos na CP e na REFER e não compreende os motivos que levaram a empresa pública a investir tanto dinheiro nesta estação. «É uma estação que me parece exagerada. Por maiores que sejam os planos e por muito boa que seja, não conseguem trazer as pessoas. É preciso existir mercado», afirma o engenheiro. A TVI contactou a REFER no sentido de obter esclarecimentos mas tal não foi possível."  FONTE

Nos países ricos da Europa e onde há gente competente e responsável a gerir o dinheiro público, investem sobretudo no material circulante e na via férrea. Em Portugal, investem sobretudo nas estações e no betão. Gastar 30 milhões de euros para uma estação ficar às moscas é surpreendente.

EM 2009, DEVIDO AO ABANDONO, ERA ALVO DE VANDALISMO E ESTAVA EM DEGRADAÇÃO
"A estação de comboios de Castanheira do Ribatejo foi inaugurada em Dezembro de 2005, mas já parece “uma infra-estrutura degradada da linha de Sintra”, queixam-se os utilizadores.
Os utentes lamentam que o espaço, que serve a linha da Azambuja, esteja a ser alvo constante de acções criminosas. Tal como O MIRANTE constatou, a estação está repleta de graffitis." FONTE

Casos de demolição ou venda de património, sem respeito pelo contribuinte.
  1. 10 milhões em linha ao abandono
  2. As dividas do sector
  3. Pavilhão atlântico.
  4. Aeroporto ao abandono, 35 milhões, mais..... 
  5. Navio de 50 milhões ao abandono?
  6. Lamego,Pavilhão demolido antes de inaugurado?
  7. Ribeira da Naus e António Costa
  8. Venda de hospitais e não só??
  9. Piscina olímpica da Maia
  10. Auditório de Viana do Castelo
  11. Piscinas dos Olivais
  12. Piscinas de Braga
  13. Edifício da PJ, e as obras embargadas
  14. Pistas de carros!
  15. Piscinas sem nadadores, só para fazer dinheiro?
  16. Parque empresarial... sem empresas?
  17. Enriquecer amigos
  18. Muitas e muitas obras sem sustentabilidade
  19. Picoas, Torre PT
  20. face oculta
  21. prestar contas na REFER? Não
  22. A LISTA COMPLETA DE MÁ GESTÃO, INCOMPETÊNCIA OU CORRUPÇÃO
Mais investimentos insustentáveis
  1. Câmaras mais endividadas do país
  2. Mais estádios insustentáveis 
  3. Benfica sai caro
  4. Relvados de Braga, quem paga? Quem ganha?
  5. Empreendedores ou caçadores de subsídio?
  6. Parque escolar, escolas públicas passam a pagar renda?
  7. Madeira insustentável 
  8. Derrapagens incalculáveis 
  9. Piscinas insustentáveis. 
  10. Piscina dos Olivais
  11. Grandes obras sem sustento
  12. O caso da piscina de Braga.
  13. As piscinas da Azambuja
  14. Faz e desfaz, o povo paga.
  15. Mais piscinas
  16. Coimbra com dívida de 72 milhões


2 comentários :

  1. Boa tarde Zita,

    Este caso prende-se com a decisão de um governo (que não lembro, se terá sido o de Guterres) de quadruplicar a linha férrea entre Lisboa e Azambuja, projecto que era técnicamente impossível sendo feito sobre a linha existente. Porquê a impossibilidade? Porque a linha não podia ser quadruplicada em Alhandra, já que a linha está emparedada, a norte, entre a auto-estrada e a estrada nacional, que são paralelas, e a sul, pela vila de Alhandra que tem o casario até à linha do caminho de ferro do Norte. E, em Vila Franca de Xira, não podia ser quadruplicado já que obrigava à destruição do jardim municipal Constantino Palha (verdadeiro monumento ambiental da vila), o que poderia levar a uma verdadeira revolta popular.

    Contudo, e apesar destes problemas, o governo de então não abdicou de se lançar na obra, destruindo várias estações de referência, como a da Póvoa de Santa Iria, uma das primeiras a serem construídas no sec. XIX, mesmo antes da de Vila Franca, Braço de Prata, Olivais, Moscavide, Alverca do Ribatejo, Sacavém, Azambuja, etc. e substituindo-as por estruturas modernas, mas pesadas, como a da Póvoa e a de Alverca e apesar dos problemas técnicos gerados no movimento da estação de Braço de Prata, por causa da derivação das linhas para Santa Apolónia e Rossio. Isto tudo deve ter levado a que a despesa com esta trapalhada, que ainda está por resolver, já que a quadruplicação só vai até Alverca do Ribatejo, deve ter sido muito superior a 30 ou 40 milhões de CONTOS, sem contabilizarmos os impactos ambientais, nomeadamente na Póvoa onde foi destruída a Quinta da Fervença, antiga estância termal, que pertencia à CP. Quem "comeu" com tudo isto não sei, mas quem analisar o assunto percebe que algo de muito estranho aconteceu.

    ResponderEliminar
  2. Foi um esquema para sacar milhoes da europa, porque essas obras foram todas patrocioandas por fundos europeus.

    O problema é que era preciso gastar para que a europa desse o resto em percentagem do que se gastou.

    Conheci engenheiros dessas obras, e posso concluir que uma das empresa que lucrou com isto foi a Martinfer, entre outras das quais nao me lembro o nome.

    Conclusão, os cidados portugueses deram dinheiro para que a obra fossse avante, mas a construçao apenas serviu o proposito de desviar dinheiro para determiandas empresas, porque as obras nao tiveram uma utilidade muito grande.

    ResponderEliminar