17 agosto, 2013

As prioridades de quem não sabe gerir o dinheiro público.



Casa de Artes para esquecer a fome e o desemprego.
A Casa das Artes de Miranda do Corvo, a inaugurar em ano de crise profunda e de eleições autárquicas, e cujo valor (inicial) da obra ultrapassa os 2 milhões de euros. 
«Construir uma Casa das Artes em Miranda do Corvo era uma dos grandes desejos da autarquia. Fátima Ramos, presidente da Câmara Municipal, lembra, no entanto, que havia “outras obras prioritárias”, como “uma pré-primária e um centro educativo”, lê-se no jornal "O Despertar".
E, apesar da existência de outras obras prioritárias e da crise que devasta o país, em 2013 este desejo da autarquia vai tornar-se realidade, por 2.075.000,00 € (preço inicial).
O concelho de Miranda do Corvo tem 13.098 habitantes (CENSOS 2011) . 

Mas há mais obras prioritárias... 
A autarquia de Miranda do Corvo lançou o concurso público para a 1.ª fase da empreitada do parque das Moitas. Está em causa a construção do jardim da Paz, cuja empreitada tem um valor (inicial) de 566100.00 €. Mais uma fita para cortar em ano de eleições autárquicas. FONTE

E mais... 
"São 288 mil euros previstos para a construção da Casa do Design de Miranda do Corvo. A informação oficial da Câmara sobre o assunto é bastante escassa, nomeadamente sobre a rentabilidade do projecto.
Mas a pertinente obra faz parte da Rede Urbana de Competitividade e a Inovação dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego que une oito concelhos – Coimbra, Figueira da Foz, Pombal ,Lousã, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Penela e Soure. “Em Coimbra, um dos projectos previstos passa pela valorização da Torre de Anto e a sua transformação num Museu da Guitarra e do Fado, um investimento de 700 mil euros. Para Penela, está pensada a Casa da Noz. Para Miranda do Corvo, a Casa do Design”, escreve o jornal As Beiras."  Fonte
E continua...
A Autarquia apoia, ainda, com 750 mil euros, a construção do hospital privado, com dinheiro público?

O despesismo que mina o país.


2 comentários :

  1. Caro leitor:
    Permita-me que divague, rapidamente, sobre o poder ao longo da História da Humanidade.
    Tudo terá começado com a necessidade de predominância de um grupo sobre o outro: lutas por causa dos lençóis de água, dos campos de caça, ou de agricultura.
    Quem vencia, ganhava o bem disputado e os vencidos eram mortos, escravizados ou fugiam.
    Os vencedores ficavam também com as armas, desarmando os vencidos.
    Essa armas, serviriam também para manter à distância aqueles que, embora do mesmo grupo, ousassem desafiar os seus chefes guerreiros.
    Aparecem assim, através dos séculos, os binómios senhor-escravo, nobre-plebeu, industrial-operário e governante-governado, com que chegámos aos nossos dias.
    Lentamente, mas sempre, reduzindo o abismo que separava esses extremos sociais, o Homem trilhou o caminho para uma sociedade, onde as suas classes sociais extremas, tenham diferenças mínimas: na ocupação do espaço, nos bens de consumo, no acesso à cultura, à saúde...

    Terá sido esse desejo inato à esmagadora maioria que conduziu a humanidade à prática generalizada da máxima "um homem, um voto".

    Porém, nem todos os homens se sentem confortáveis neste sistema. Para uns, os seus privilégios são um direito divino, para outros os privilégios são um bem a conquistar, por qualquer meio, incluindo a mentira política descarada.

    Estão muito errados: Todos os privilégios têm é de acabar!

    As grandes correntes de opinião do futuro serão essas:
    Contra e a favor dos privilégios, sejam detidos pelas minorias no poder, sejam detidos por algumas nações em detrimento de outras.

    Apenas neste sentido será moral pensarmos numa nova estrutura mundial.
    Não para substituir os actuais privilegiados por outros da sua igualha... ou piores!



    ResponderEliminar
  2. Eu não voto e pronto.

    ResponderEliminar