26 junho, 2013

Marinho e Pinto lança suspeita de troca de favores entre Noronha de Nascimento e Sócrates?


 clique, na imagem,  para ler. 
Marinho Pinto denuncia, os abusos e injustiças levadas a cabo pelos representantes máximos da justiça. 
Num país onde a justiça se serve a ela própria, zelando pelos interesses da sua classe, injustamente. 
Zelando ainda pelos interesses das elites, jamais pode existir espaço para a verdadeira justiça, para a democracia, a igualdade e a dignidade. 
Num país onde a justiça é um instrumento ao serviço das elites, das sociedades secretas, cada vez mais intocáveis, ricas e poderosas, resta muito pouco, para os que não pertencem ás elites.
Marinho Pinto já antes, neste artigo, exigira a cessação e denunciara os benefícios escandalosos, ofensivos e ilegítimos da elite da justiça. 
Neste outro artigo, expôs mais desses benefícios. Mesmo nos cortes impostos a quase todos os portugueses, conseguiram arranjar forma de beneficiar a justiça.
Sem indignação não há revolta. Sem revolta não há justiça.
Indignem-se...
Noronha do Nascimento vem reforçar a injustiça... reformou-se com Pensão superior a 5,5 mil euros. fonte

Marinho Pinto deixa no ar:
As estranhas ligações entre Noronha Nascimento e Sócrates, tanto no caso Face Oculta, como no caso do tacho para o filho do Juíz Noronha. 
O estranho caso dos conselheiros!
Deixa ainda perceber que Noronha Nascimento, apesar de se reformar, continuará com todas as regalias dos juízes no activo, incluindo as remuneratórias... esta é de mestre.


"Luís Noronha Nascimento deixou este mês (dia 12) a presidência do Supremo Tribunal de Justiça e jubilou-se, ou seja, deixa de trabalhar, mas continua com todas as regalias dos juízes no ativo, incluindo as remuneratórias. O trajeto que o levou a presidente do STJ começou no início dos anos noventa. Primeiro conquistou o sindicato dos juízes, depois o Conselho Superior da Magistratura e, finalmente, o STJ.
(...)Os direitos dos cidadãos pouco interessam perante os privilégios dos juízes.
De uma ambição sem limites, instrumentalizou o sindicato dos juízes e o próprio CSM. Muitos acusam-no de, a partir do CSM, ter controlado o acesso ao STJ e, assim, ter formado, com amigos seus, o colégio eleitoral que haveria de o eleger presidente desse tribunal. O caso chegou a ser denunciado, mas sem quaisquer consequências. Todos se calaram, ou melhor todos comentavam em privado, mas publicamente agiam como se nada estivesse a acontecer, mostrando, assim, o que é, desde há muitos anos, o principal (des)«valor» da nossa República Democrática: a cobardia.
A sua ilimitada vaidade levou-o a contratar, mal chegou a presidente do STJ, uma agência de comunicação e a alterar o site do tribunal para aparecer, logo na abertura, em lugar de destaque, a sua fotografia em pose provinciana de estadista. Enquanto todos os outros tribunais mostravam aquilo que se procura no site de um tribunal, o do STJ exibia a figura mefistofélica do seu presidente ladeado de bandeiras.
Em encontros promovidos por titulares de outros poderes de estado, Noronha Nascimento dava sempre nas vistas pelo seu protagonismo de circunstância, normalmente exibindo aos anfitriões uma cultura geral do tipo Reader's Digest. Essa vaidade pessoal levou-o a degradar a própria dignidade de juiz, pois aceitou incumbências incompatíveis com o seu estatuto funcional, designadamente a de representar, em atos políticos no estrangeiro, titulares do Poder Político que ele poderia vir a ter de julgar.

Mas foi a decisão de mandar destruir as escutas de José Sócrates no processo «Face Oculta» que levantou dúvidas sobre a sua imparcialidade como juiz, já que o suspeito era nem mais nem menos o primeiro-ministro e líder da maioria política que aprovara, contra toda a nossa tradição judicial, algumas medidas tão queridas pelos conselheiros do STJ, nomeadamente a célebre «dupla conforme», ou seja, a impossibilidade de se recorrer para o STJ da decisão do tribunal da relação que confirme a decisão de primeira instância.
Portugal é dos países que tem mais conselheiros, porque, no final dos anos oitenta, o atual código de processo penal previa um recurso direto da primeira instância para o STJ. Isso foi aproveitado pelos juízes para aumentar o número de conselheiros de cerca de vinte para mais de setenta. Esse tipo de recursos acabou há muito, mas os conselheiros mantiveram-se (como se mantém o subsídio de habitação do tempo em que os juízes não podiam permanecer mais de seis anos no mesmo tribunal). É certo que, devido à crise económica e financeira, Noronha Nascimento só realizou parcialmente o binómio sindicalista de «menos trabalho e mais dinheiro». Os juízes do STJ têm hoje muito menos trabalho do que tinham quando ele foi eleito presidente e mantêm os seus principais privilégios.

Por outro lado, o filho de Noronha Nascimento conseguiu, durante o tempo em que o pai foi presidente do STJ, arranjar um emprego num organismo do Estado que dependia diretamente de José Sócrates. Pode ser apenas coincidência, pode tudo ter corrido dentro da mais estrita legalidade e normalidade, mas, até por isso, Noronha Nascimento deveria ter-se recusado a apreciar o caso das escutas de José Sócrates e, sobretudo, não deveria andar a fazer insistentes declarações públicas sobre a irrelevância criminal de conversas telefónicas cujo conteúdo as pessoas ignoram. É que a um juiz não basta ser honesto, é preciso parecê-lo." Marinho Pinto   fonte

Algumas noticias a somar 
-  "Magistrados que destruíram escutas a Sócrates foram à apresentação do livro
Noronha do Nascimento, ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que ordenou a destruição das escutas a José Sócrates, e Pinto Monteiro, ex-procurador-geral que cumpriu a ordem, foram à apresentação do livro do ex-primeiro-ministro." fonte

-  " A reforma de Noronha Nascimento está entre as mais altas na lista dos reformados de Setembro. O juiz-conselheiro vai ter direito a 5516,97 euros, sendo este o segundo valor mais elevado da tabela publicada ontem em Diário da República. Noronha Nascimento cessou funções como presidente do Supremo Tribunal de Justiça em Junho, antecipando a sua jubilação para seis meses antes de atingir o limite de idade (70 anos)." fonte

-  "Noronha Nascimento e João Proença condecorados. O presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, e o antigo secretário-geral da UGT João Proença foram condecorados, esta segunda-feira, pelo Presidente da República, numa cerimónia onde foram ainda distinguidas outras 38 personalidades." Fonte
  1. Marinho Pinto denuncia mais leis feitas à medida
  2. Denuncia ainda nepotismo da Ministra da Justiça.
  3. O grande negócio em que se transforma a justiça
  4. Justiça e corrupção.
  5. Corrupção há muita, não há é justiça.
  6. Ex-ministério da Justiça com crédito de luxo.
  7. Cândida Almeida, de volta?
  8. Justiça morreu?
  9. Justiça para ricos e pobres?
  10. Justiça só para estúpidos?

17 comentários :

  1. Nunca se viu tantos GATUNOS como agora.
    Ainda como se não chega-se; A desgovernarem o meo País!

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    1. A análise ou a forma fácil de chamar populista, sabe a pouco quando o mais importante é iniciar os rombos nos grupos do crime organizado. Sim crime, que é de facto aquilo em que se transformaram algum partidos na nossa democracia principalmente, o Partido Social Democrata e o Partido Socialista. E será também em democracia que conseguiremos corrigir esta terrível falha, bastam por exemplo, mais 4 independentes como Marinho Pinho que os jogos de poder na Assembleia da República e na política portuguesa ficarão completamente alterados.

      É fundamental minar este sistema, espero que Marinho Pinto comece a trabalhar para as legislativas porque o seu lugar não é na Europa mas em Portugal.
      E que não desiluda o povo português que precisa de ajuda urgente incluindo internacional para se livrar do monstro que se transformou a índole da sua governação.

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    2. A abstenção afinal obtém um resultado contrário, ao que pretendem os abstencionistas
      Por isso, o que me chateia na vossa abstenção é a falta de colaboração num trabalho importante. Não é uma questão de direitos ou deveres cívicos em abstracto. O problema é concreto. Temos uma tarefa difícil, da qual depende o nosso futuro, e vocês ficam encostados sem fazer nada.
      Isto tem consequências graves para a democracia. Quando a maioria não quer saber das propostas dos partidos, está-se nas tintas para o desempenho dos candidatos e nem se importa se cumprem os programas ou não, o melhor que os partidos podem fazer para conquistar votos é dar espectáculo. Insultarem-se para aparecerem mais tempo na televisão ou porem o Marinho Pinto como cabeça de lista, por exemplo. Vocês dizem que se abstêm porque a política é uma palhaçada mas a política é uma palhaçada porque vocês não votam.
      A culpa é vossa porque não é preciso muita gente votar em palhaços para os palhaços ganharem. Basta que a maioria não vote. Também é por vossa culpa que os extremistas estão a ganhar terreno, e pela mesma razão. É fácil pôr os fanáticos a votar. Basta abanar o pano da cor certa e, se mais ninguém vota, eles ficam na maioria. Mas se vocês colaborassem e se dessem ao trabalho de avaliar as propostas dos partidos, se os responsabilizassem pelas promessas que fazem e votassem de acordo com o que acham ser a melhor solução, deixava de haver palhaços, interesseiros e imbecis na política.

      Quando opta por não votar pode estar a atingir o resultado contrário daquilo em que acredita.
      Esclareça-se e compreenda porque é importante votar em consciência contra os partidos corruptos.
      Faça uma escolha, opte por votar com quem mais se identifica, e quem menos o lesou, o poder é seu! Use-o para ajudar todos nós.
      http://apodrecetuga.blogspot.pt/2015/10/percebam-que-abstencao-afinal-obtem-um.html#more

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  2. Obtenção ilegal de escutas, julgamento e condenação. Conteúdo das escutas, julgamento - mudem a lei, se não quiserem viver fora dela!

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    1. Quem muda a lei são os politicos e juizes corruptos , para nós vivermos honestamente fora dela , e eles viverem desonestamente dentro dela.

      A partir daqui estamos num eterno impasse... eles roubam e corrompem legalmente e nós vivemos e exigimos dignidade, ilegalmente.

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    2. Ora nem mais, Zita!!
      Uma grande parte do problema deste país parece estar na falta de justiça.Nos países do norte da Europa há muito pouca corrupção porque o sistema judicial é (quase) infalível e isso é um facto que qualquer político ou juíz português bem conhece mas que, aparentemente, como exemplo, não quer seguir.

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    3. Excelente comentário, Zita!

      Ao excremento que disse "mudem a lei, se não quiserem viver fora dela!" desejo-lhe uma degradação lenta, plena de moscas sobre ele, como merece.

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    4. Os juízes por cá, em dois dias, condenaram meia dúzia de jogadores de bingo a "bolachas".
      Mas os bandidos do BPN, do BPP e dos submarinos, demoram todos os anos que os seus capangas de "soberania" quiserem. E, aposto 10 contra 100, em como serão todos inocentados, reconduzidos e aplaudidos.

      Isto, realmente, chegou a um ponto altamente explosivo.
      Só falta a centelha para acender o rastilho.

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    5. Este video, mostra o que devemos fazer para limitar o poder e abuso dos nossos políticos, no futuro.
      Para que este país deixe de ser o paraíso dos corruptos parasitas e o inferno dos trabalhadores honestos.
      A culpa é também nossa!!!
      Não há milagres que nos livrem da corrupção. Mas podemos fazer a diferença. Nos países nórdicos e outros, onde a corrupção é quase nula, os cidadãos são politicamente activos, interventivos e informados. Zelam pelo interesse do país e de todos.

      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/05/eduque-os-politicos-obrigue-os-ser.html#ixzz2XSU6PavF

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  3. "Os políticos não fazem Leis com que se possam queimar"....

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  4. Parabéns, Zita pelo seu post.
    Parabéns também pelo texto introdutório e pela palavra COBARDIA!

    Acrescentaria outra: Egoísmo. De facto, a cobardia de nos impormos aos corruptos e o egoísmo de só nos interessarmos pelas nossas causas, sendo indiferentes ou mesmo adversos às lutas alheias, tem permitido aos canalhas reinar, dividindo.

    Até quando?


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    1. Obrigada pelo seu apoio. Temos que deixar de ser cobardes. Temos que nos indignar fortemente e para isso é preciso que se divulguem as barbaridades destes governos...

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    2. Até nos educarmos e vigiarmos os politicos... Este video, mostra o que devemos fazer para limitar o poder e abuso dos nossos políticos, no futuro.
      Para que este país deixe de ser o paraíso dos corruptos parasitas e o inferno dos trabalhadores honestos.
      A culpa é também nossa!!!
      Não há milagres que nos livrem da corrupção. Mas podemos fazer a diferença. Nos países nórdicos e outros, onde a corrupção é quase nula, os cidadãos são politicamente activos, interventivos e informados. Zelam pelo interesse do país e de todos.

      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/05/eduque-os-politicos-obrigue-os-ser.html#ixzz2XSU6PavF

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  5. Falamos e voltamos a falar e não fazemos nada:
    Escrevemos e voltamos a escrever e nada fazemos...
    Nas próximas eleições a carneirada irá votar nos mesmos corruptos.

    Se todos os portugueses honestos votassem em branco, talvez se conseguisse uma mudança...quem sabe através do voto em branco esta democracia da treta trouxesse alguma mudança?

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    1. Votar em branco é nada fazer, se quer fazer alguma coisa vote contra os corruptos, o voto serve para punir os corruptos mas só os votos contra possuem esse poder, votar branco, nulo e abstenção só serve para os deixar ganhar como sempre

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  6. Infelizmente, é como já alguém aqui disse: somos uns cobardes, ao permitirmos o que se está a passar neste país. O sistema está corrupto de alto a baixo e da esquerda à direita. Todos os dias tomamos conhecimento de situações criminosas e que passam como sendo quase naturais e bem aceites pelo povo. Até quando isto vai continuar?

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