30 dezembro, 2012

Onde para a democracia? A liberdade? A escolha?

greves partidos


A propósito e sobre as eleições angolanas, alguém perguntava a um amigo angolano - Tu vais votar na mudança, não vais?
Resposta - Estás maluco! eu vou votar no MPLA porque estes já roubaram muito e agora estão mais contidos. Se vierem outros, imagina a nova roubalheira que iria ser.
Ora aí está sabedoria popular. 
É um fartar vilanagem.

Quando e como nos retiraram a democracia?
A ASSEMBLEIA CONSTITUINTE foi eleita democraticamente, pelo voto popular, do mesmo modo que hoje se elege a Assembleia da República, mas expressamente para elaborar a Constituição, em 1976.
O Grande Golpe terá estado nos números 1 dos artigos 285 e 286, a seguir transcritos: 
Artigo 285.º
1.A iniciativa da revisão compete aos Deputados.
Artigo 286.º
1.As alterações da Constituição são aprovadas por maioria de dois terços dos Deputados em 
efectividade de funções.
Ou seja, o voto popular foi, afastado para sempre, das revisões constitucionais, permitindo que 2/3 dos deputados a ajeitem, como entendam conveniente, na defesa dos interesses da classe, maquilhando-os de “interesse nacional”.  ARTIGO COMPLETO: 

Mas os portugueses continuam a permitir que os que nos roubaram a democracia sejam eleitos uma e outra vez, até à eternidade, porque nem se dão ao trabalho de votar contra eles, de os enfraquecer ou expulsar do poder.



2 comentários :

  1. É imperativa uma revisão constitucional.

    Dois artigos devem ser incluídos na Constituição:

    - Definição mínima do entendimento de Transparência Processual, sempre com recurso à internet.

    - Definição mínima de Alternância em funções políticas (definindo os períodos máximos consecutivos e alternados que um partido pode deter funções executivas ou, qualquer indivíduo exercer cargos públicos)

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  2. A fraude dos dois partidos que não passam, afinal, de um só (The Establishment's Two-Party Scam).

    Chris Gupta: Esta fraude consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta contra a elite dominante.

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