10 novembro, 2012

Mais uma fundação que vem salvar Portugal. Governo continua a financiar parasitas.

fundações boys despesismo
Fundações são uma forma legal de fugir aos impostos. 
Desengane-se quem pensa que são forças da natureza que nascem para ajudar os mais desfavorecidos, ou contribuir para um mundo melhor.
Até porque todos nós já financiarmos, secretarias de estado, ministérios, institutosobservatórios, para esse fim... mas os parasitas multiplica-se como qualquer praga, e ainda continuam a nascer mais e mais.
Organismos parasitas que fingem cuidar de nós.

"Acaba de ser reconhecida mais uma fundação em Portugal
A vontade do governo em reduzir o número de fundações em Portugal está cada vez mais difícil de concretizar. Sim, o número de fundações não pára de crescer. Desta vez, é a Fundação Monte, da Póvoa do Varzim, que foi criada em 2010 e que viu o seu estatuto reconhecido precisamente no dia em que foi aprovado o doloroso Orçamento de Estado para 2013.
E qual a missão da nova fundação? A “Fundação tem como fins primordiais a promoção da educação, o fortalecimento da solidariedade social, o apoio a entidades públicas e/ou de reconhecido interesse público e o desenvolvimento de infra-estruturas de interesse público, como sejam redes de águas e saneamento, estações de tratamento e pequenas redes viárias”, pode ler-se no Infoempresas. Sem surpresa, consta-se que por detrás desta iniciativa estão os sócios da construtora Monte Adriano, com sede na Póvoa do Varzim. fonte

Por que é que o Grupo Ascendi esconde quem realmente é?
Quem quiser saber quem são os accionistas da Ascendi não encontra resposta no site da empresa, mas encontra no site da Mota-Engil (a empresa do tal António Mota dos vários crimes financeiros, e gerida pelo socialista Jorge Coelho, ex-ministro das obras, precisamente, até Janeiro passado). 1)
Um cidadão que pague portagens nas ex-Scut e que deseje saber quem é o raio da tal Ascendi que lhe saca os pagamentos, sorrirá ao encontrar no site da Ascendi o botão “Estrutura Accionista”. Mas aí só tem direito a saber que a Ascendi é detida na maioria pelo Grupo Ascendi, com participações das construtoras Hagen e Monte Adriano, Amândio Carvalho, Rosas Construtores e dos bancos Santander, Banif, Caixa e BCP. E uma empresa chamada Mospag que, procurando na internet e juntando dois mais dois, se deduz que pertença à Monte Adriano.
Quem é o Grupo Ascendi? A resposta só a encontra quem já a souber de antemão. É entrar no site da maior construtora portuguesa, a Mota-Engil – Um Mundo de Inspiração. Aí ganha-se direito a este detalhe: «Ascendi Group é detida em 60% pelo Grupo Mota-Engil e em 40% pelo Grupo Banco Espírito Santo».

Como todos devem calcular ainda não havia ninguém a cuidar destes "fins primordiais"!!!
As fundações são também de grande utilidade para fugir a impostos, branquear dinheiro, albergar boys e família e são ainda um meio eficaz de ir buscar dinheiro ao estado, sem fazer nada para o merecer.

NESTE VIDEO PAULO MORAIS REFERE A MONTE ADRIANO COMO UMA EMPRESA PROTEGIDA NA AR. ESTÁ TUDO EXPLICADO

Paulo Morais faz um retrato assertivo, do que são na realidade e para o que servem as fundações. /Fraudes & Fundações
"As fundações públicas devem ser extintas. 
As fundações privadas sem recursos têm de mudar de nome. E aquelas que, embora dispondo de meios, não perseguem um fim social visível, devem perder o seu estatuto de utilidade pública. 
Esta verdadeira limpeza levará à eliminação de centenas destas entidades. No final, restarão apenas cinco ou seis genuínas fundações.
Uma verdadeira fundação é uma entidade cujo instituidor, dispondo de meios avultados (não do estado), de um fundo, decide disponibilizá-lo à comunidade para perseguir um dado desígnio social, um qualquer benefício colectivo.
Nesta perspectiva, as fundações públicas nem sequer são fundações. São departamentos públicos travestidos, cujo estatuto lhes permite viverem de forma clandestina. 
Os seus directores não estão sujeitos a regras da administração pública. Podem contratar negócios sem qualquer controlo, permitem-se ainda recrutar pessoal sem concurso. Utilizam os recursos públicos em função dos seus interesses e dos seus negócios privados.
Já quanto às actuais fundações privadas(...)cujos instituidores são pessoas de muitas posses que registam os seus bens em nome de fundações particulares, mas que nada dão à sociedade.
Com este esquema, ficam isentos de pagar IRC na sua actividade, os seus terrenos e prédios não pagam impostos, como o IMT e o IMI. Até alguns dos seus carros ficam isentos de pagar imposto de circulação e imposto automóvel.
Estes cavalheiros conseguem assim um paraíso fiscal próprio, verdadeiras "off--shores" em território nacional. Retirem-lhes pois o estatuto de utilidade pública.
Feito este expurgo, restará um restrito grupo de entidades criadas por aqueles milionários que decidiram legar parte da sua riqueza em benefício da sociedade que os ajudou enriquecer. São os casos de Gulbenkian, Champalimaud e poucos mais. Para honrar a sua memória, há que impedir que as suas organizações sejam confundidas com pseudo fundações, casas de má fama geridas por oportunistas." Paulo Morais

Este video de José Gomes Ferreira, conta um  desses casos de ilustres milionários que usam subsídios do estado, para pseudo fundações, que serve na verdade para restaurar as suas moradias e realizar grandes festas privadas.

Ou ainda, acedendo a este outro video, ao minuto 1,20, mais uma história interessante sobre a fundação do Montepio Geral.



5 comentários :

  1. Vivemos o estertor, motivada pela crise da dívida soberana, das empresas construtoras nacionais.

    Mas foram elas quem, na sua loucura, corromperam câmaras, administração pública central e governos para construirem mais e mais casas, estradas, auto-estradas, linhas férreas, marinas, financiaram partidos políticos e nos atiraram para este caos.
    Ainda um mês antes de gritar pelo socorro da troika, Sócrates jurava com aquele ar sério de grande actor político, que por ele, o TGV e o novo aeroporto de Lisboa iriam ser feitos...!

    Elegemos loucos e/ou corruptos para as mais altas funções do estado.

    Porque se não exige um CV de honestidade, trabalho cumprido, atitude humilde e, acima de tudo, visão estratégica financeiramente sustentada, para seleccionarmos os nossos governantes?

    A fundação agora legalizada será uma forma de minimizar as consequências da crise, aliviando mais uma empresa falida do pagamento de impostos.

    Comeram-nos a carne, querem continuar a comer os ossos e o governo a apoiar. Palavras para quê?
    São artistas portugueses e sabem que o povo lhes bate sempre palmas.

    Era o Salazar quem dizia que o povo português não estava preparado para a Democracia!


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    1. Palavras sábias... realmente é preciso que exista um povo preparado para a democracia pois a verdade é que ela facilmente se transforma numa outra coisa perversa, quando os que a aplicam estão por sua conta e risco. E os que a permitem aplicar ...dormem, tranquilos na dormência da ignorância e da inércia das novelas e futebol.

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    2. TRATA-SE DE UMA FIRMA DE CONSTRUÇÃO CIVIL FALIDA.EXISTE SÓ NOS PORTUGUESES,"LATA".

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  2. A Monte Adriano é uma empresa de C. Civil que foi recentemente intervencionada pelo fundo Vallis, se o não fosse pedia a insolvência. Será que a falência cia era fraudulenta e o dinheiro foi para a fundação onde não paga impostos. O Estado permite e todos ficamos mais pobres porque temos que pagar os impostos que os outros não pagam.

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  3. Ó JGF qq dia fazem-te a folha! po~e-te a pau....

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