12 junho, 2012

Auditório por concluir há 25 anos demolido para dar lugar a um novo por 2,5 milhões

incompetência rouba impostos viana castelo
Veja esta cereja em cima do bolo da austeridade...
O exemplo do despesismo: uma obra que foi começada, abandonada, recomeçada, abandonada, demolida e... ? culminando invariavelmente em escombros inúteis, onde o dinheiro dos portugueses é, descaradamente gasto, sem o mínimo respeito... uma e outra vez. 

Todos, sem excepção, devem concordar que esta é sem dúvida uma forma divertida de esbanjar dinheiro do povo. Questiona-se para além da competência, a capacidade destes pseudo gestores do dinheiro público, para avaliar prioridades, em plena crise. 

Um auditório no centro de Viana do Castelo, por concluir há mais de 25 anos, vai ser demolido para dar lugar a outro, a construir de raiz, por 2,5 milhões de euros.
«Estamos a concluir a reformulação do projecto para, mal abram as candidaturas a fundos comunitários, de apoio a escolas profissionais, podermos avançar», explicou José Maria Costa.
A obra prevê a demolição da actual estrutura, construída para ser um auditório, mas que nunca chegou a ser concluído por questões políticas e financeiras.
Começou por ser um orfanato do sec XVIII,

 depois foi demolido para dar lugar a um museu, obra que ficou inacabada  face às críticas do Instituto Português do Património Arquitectónico à volumetria do edifício.
3º Em 1984 foi aprovado pelo município um novo projecto para continuar o que já estava construído, que passaria a ser Centro de Arte e Cultura de Viana do Castelo. Contudo, e já com mais obra feita e dinheiro gasto, também esta solução seria abandonada pela autarquia em 1990, que optou, antes, pela sua utilização como biblioteca.
4º Três anos mais tarde e ainda com todo o edifício em tosco, também esta opção foi descartada, optando a Câmara por ceder o espaço à Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e Fundação Átrio da Música, que só o concluíram, com excepção do auditório, em 2008.

A nova obra prevista para os famigerados projectos, será então o auditório!!
Entre a escola profissional e a academia, o auditório será utilizado por cerca de 500 estudantes, actualmente limitados a um espaço de ensaio próprio com capacidade para 70 pessoas.
«Passaremos a poder ter mais de 100 alunos, uma orquestra, em palco, para uma capacidade de 300 pessoas no público. Penso que é a dimensão certa», acrescentou a responsável.
A demolição da estrutura do auditório, apenas em betão, tijolo e com um fosso, é justificada pelas limitações que apresenta perante a legislação actual, nomeadamente ao nível da acessibilidade e pela «grande dimensão» do espaço, «sem que correspondesse às necessidades actuais da escola».
Além do auditório, a conclusão da construção envolverá ainda uma área para novas salas de aula. sol

Casos semelhantes de incompetentes impunes que abusam de um povo falido..
Outras prioridades em tempo de crise? 

4 comentários :

  1. O binómio autarca-empreiteiro foi dos que mais ajudou ao caos vigente.
    E, pelo vistos, continua.
    Não há empregos, mas afogamos-nos em milhões para arte e espectáculos.
    Porque será que o governo não regula, a nível concelhio, a capitação financeira habitante-actividade lúdica?
    Os autarcas do partido não iam gostar, pois não? E depois, o "financiamento" da malta caía...

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    1. Pois... o governo não regula nada para além das contas bancária dos amigos e camaradas.

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  2. Revoltante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  3. Portugal sem controlo !!!!!

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