17 outubro, 2011

Ilusionismo e artes mágicas na governação de Portugal.

Com artes mágicas e ilusionismos, quem pretendem os nossos governantes enganar? Com medidas que apenas iludem resultados mas agravam a realidade, é assim que o nosso governo gere uma nação que se afunda aos olhos de todos... desesperadamente, disfarçada por medidas ilusionistas.
"Antes da estafada crise global já o Governo tinha aumentado a despesa corrente do Estado em mais de 12 mil milhões.

1- É óbvio que agarrar nos mais de dois mil milhões de euros do Fundo de Pensões da PT e com eles reduzir artificialmente o défice público é uma intrusão inqualificável na gestão de uma empresa privada e uma trapaça política que catapulta um enorme risco futuro para o Estado, leia-se contribuintes.
2 - É óbvio que transformar quatro mil milhões de dívida privada do BPN em dívida pública, a pagar agora pelos funcionários públicos, pelos reformados e pelos desempregados, foi mais fácil que meter na prisão os responsáveis.
3 - É óbvio que só um desmesurado despudor permite ao Governo dizer que não sabia que tinha um submarino para pagar.
4 - É óbvio que antes da crise global já o Governo tinha aumentado a despesa do Estado em mais de 12 mil milhões de euros e arrecadado, de aumento de impostos e contribuições para a Segurança Social, mais nove mil milhões.
5 - É óbvio que chegámos aqui empurrados por gente trapaceira, por um Governo e um homem que
se permitiram, a golpes de decretos-leis iníquos, impor políticas financeiras, económicas, educativas e de saúde erradas, protegidos por uma justiça injusta.
6 - É óbvio que só a promoção do investimento produtivo, o aumento do que vendemos lá fora, a diminuição do que compramos cá para dentro e a recondução do Estado ao seu papel de árbitro justo de interesses opostos nos poderá arrancar às garras de uma máfia de especuladores e agiotas, a que alguns chamam mercado.
7 - É óbvio que a anunciada "corajosa austeridade" não muda o futuro. Safa efemeramente, se safar, o passado recente, extorquindo uma vez mais os cidadãos, esmagando os que não tiveram culpa, sem sequer apontar os que engordaram, enterrando o país.
8 - É óbvio que o tempo político deste Estado relapso, que permitiu que gente sem vergonha arrastasse na lama a ética da vida pública, se extinguiu. É óbvio que carrascos não se transformam em salvadores. É óbvio que coveiros não salvam moribundos.
Talvez tenham razão, ou talvez se imponha antes a lógica de Tiririca (nome artístico de um humorista brasileiro, analfabeto ao que consta, eleito deputado federal por S. Paulo com o segundo maior resultado de sempre, que promoveu a candidatura com este slogan: "Pior do que está não fica. Vote Tiririca!"). Mas entre estes especialistas do pensamento inevitável e Tiririca há, pelo menos, uma irracionalidade que espanta e nenhuma violência de cenário ilude.
Sócrates e Teixeira dos Santos desceram a longa ladeira da credibilidade(...) Se o fizeram por incompetência ou por dolo é coisa que se apuraria na Islândia." Fonte

Em contraste com a impunidade e incentivos ao crime politico, que impera em Portugal, existem os países civilizados onde o crime tem castigo.
"Ex-primeiro-ministro islandês julgado por negligência governativa
Em Setembro de 2010, o parlamento islandês decidiu processar por "negligência" o antigo chefe do Governo, que liderava o país na altura em que o sistema financeiro islandês entrou em colapso, em Outubro de 2008.
Para julgar Haarde, foi criado um tribunal especial, o Tribunal Superior de Justiça (Landsdomur). O
tribunal deverá confirmar a acusação. fonte

*Em Portugal, temos ilusionistas a enganar o povo, a enganar os números e resultados.
*Temos políticos de fachada que conduziram o país á ruína sacrificando toda a nação ás suas ambições pessoais e aos seus enriquecimentos ilícitos.
*Temos políticos que colaboraram no maior desfalque ao povo usando um Banco para disfarçar.
*Políticos que reincidem em crimes de gestão danosa e continuam a exercer cargos públicos e mesmo vitais para o país.
*Temos políticos que depois de envolvidos em crimes continuam a ser votados pelo povo para funções politicas de primeira linha.
*Em Portugal não temos justiça, nem dos magistrados nem popular... andamos todos cegos? Ou o ilusionismo politico é mais eficaz que a verdadeira gestão de um país?
Povo iludido... ilusionistas devem manter-se no circo... Portugal é um país e não um circo, apesar de cada vez mais o parecer.
Já temos palhaços, mágicos que conseguem coisas estranhas, por magia, fantasia e feras.


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