12 setembro, 2011

Sobrecarregar os "milionários" de Portugal vai salvar a crise.

Portugal mais injusto austeridade


Já se tinha feito referência aqui, ao facto de tanto a França como a Italia terem, recentemente, tomado medidas para atenuar a crise aumentando os impostos apenas aos mais favorecidos.
França optou por anunciar um imposto especial entre 1% e 2% para os contribuintes cuja rendimentos fiscais superarem um milhão de euros, que lhe permite não penalizar os mais pobres e ao mesmo tempo arrecadar mais dinheiro, pois recai sobre rendimentos significativos.
A Itália prevê arrecadar 45 mil milhões, ao aumentar proporcionalmente:

- SALÁRIOS SUPERIORES A 90 MIL EUROS AO ANO, PAGARÃO MAIS 5%

- SALÁRIOS SUPERIORES A 150 MIL EUROS AO ANO, PAGARÃO MAIS 10%

- SALÁRIOS DOS PARLAMENTARES QUE GANHEM MAIS DE 150 MIL AO ANO, PAGARÃO MAIS 20%

- REDUZIR O NÚMERO DE PARLAMENTARES

- supressão das províncias com menos de 300.000 habitantes ou 3.000 quilómetros quadrados de superfície.

- aumento do imposto sobre os rendimentos financeiros, de 12,5% para 20%.

Ou seja, em ambos os casos geram mais dinheiro e poupam os mais desfavorecidos, em Portugal "rouba-se" misérias aos miseráveis para realizar tostões. Mais uma vez esta medida o demonstra, exibindo a falta de tacto dos governantes ao penalizar pessoas que ganham 1.300 euros, como se isso os fizesse pertencer a um escalão representativo de riqueza em excesso. Será que na cabecinha destes senhores roubar mais 7.99 euros a pessoas remediadas, vai encher os cofres do estado? Não terão estes senhores coragem de cobrar impostos a sério, a quem tem usufruído, a sério, dos benefícios do estado.
Funcionam sempre nesta cobardia de roubar migalhas aos pobres para não tocarem no ouro dos ricos?

"Basta ganhar um cêntimo acima dos 1.300 euros para ser afectado: é que quem ganha mais do
que esse montante vai ser confrontado com o facto de o valor já cortado ao subsídio de Natal não chegar para atingir a sobretaxa de 3,5%, em sede de IRS, anunciada pelo Governo.Os 1.300 euros constituem uma espécie de fronteira, limite a partir do qual os contribuintes são chamados, na verdade, a pagar mais de sobretaxa do que estavam à espera, segundo as contas do «Diário de Notícias» e do «Jornal de Notícias».Vamos à matemática: as taxas de retenção para rendimentos mensais ilíquidos de 1.300,00 euros são 11% (para dois titulares com dois dependentes), mas sobem para 12% logo a partir dos 1.300,01 euros.Ou seja, daqui resulta um vencimento mensal líquido maior logo no primeiro caso e, consequentemente, um corte no 13º mês também mais agressivo. Com o acerto feito em 2012, o casal que ganha 1.300 euros tem um reembolso de cinco euros, enquanto o que ganha mais um cêntimo terá de repor 7,99 euros." Fonte

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