30 setembro, 2015

Sócrates e Vale de Azevedo, diziam verdades e mentiras exactamente com a mesma cara e a mesma convicção.





Sócrates não distingue a verdade da mentira
Há 4 anos, era José Sócrates ainda primeiro-ministro, escrevi uma crónica onde lhe chamei «o Vale e Azevedo da política».
Porquê?
Conhecia pessoalmente os dois, falei com eles em várias ocasiões, e percebi que tinham uma característica em comum: não distinguiam entre a verdade e a mentira.
Diziam verdades e mentiras exactamente com a mesma cara e a mesma convicção.
Não se podia afirmar que ‘mentiam’, pela simples razão de que os seus códigos mentais eram outros.
(...) Mas, voltando ao nosso Vale e Azevedo, quando comparei José Sócrates ao ex-presidente do Benfica não o fiz inocentemente: sem o dizer, quis sugerir que ele poderia ter o mesmo fim.
E disse-o a vários familiares, para que ficasse registado: «Depois de Sócrates sair do Governo vai ser preso, como foi Vale e Azevedo depois de sair do Benfica».
Esta previsão assentava em quê?
No conhecimento pessoal que tinha de Sócrates e no que sabia dos sucessivos casos obscuros em que o seu nome aparecia sempre envolvido.
Fora o aterro da Cova da Beira, o Freeport, o Face Oculta, o Tagus Park…, já não falando do diploma da Universidade Independente e dos mamarrachos.
No Freeport tudo apontava na sua direcção – e acabou por escapar por entre os pingos da chuva.
O Face Oculta foi uma vergonha, com a tentativa de silenciar alguns jornais e de usar a PT para comprar a TVI, para expulsar Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz.
O Taguspark constituiu um escândalo que nunca foi devidamente valorizado: Sócrates ‘aceitou’ ser apoiado por Figo no mesmo dia em que este celebrava um contrato milionário com uma entidade pública!
Por estas e por outras, foi-se percebendo que José Sócrates, tal como não distinguia entre a verdade e a mentira, não destrinçava entre o bem e o mal, podendo envolver-se nas maiores trapalhices.
E a cumplicidade com pessoas que foram caindo nas malhas da justiça, como Armando Vara ou José Penedos, não ajudava nada.

29 setembro, 2015

Marinho Pinto exige responsabilização de Carlos Costa e Cavaco Silva, no caso BES.




NESTE VIDEO MARINHO DESCOMPÕE OS RESPONSÁVEIS PELOS LESADOS DO BES
Há pessoas que foram burladas pelos governador do Banco de Portugal, pelo presidente da Republica, e pelo governo. Pessoas que foram induzidas a injectar dinheiro no BES, por pessoas com responsabilidade pública. Essas pessoas têm que ser responsabilizadas politicamente por esse crime.
Os lesados do BES têm que ser ressarcidos pelas perdas. O dinheiro dos cidadãos que foi desviado, que foi desviado do BES, deixa rasto, hoje em dia existem registos de tudo, eles que sigam esses rastos e devolvam o dinheiro ás pessoas.

Critica ainda a estranheza de reconduzirem Carlos Costa apesar do caos que ele não evitou ou mesmo causou. Inclusive o presidente da Republica, afirmou que foi enganado por Carlos Costa. E ele é reconduzido? Premiado? Promovido? Mas nunca responsabilizado? Penalizado? Punido? Criticado?
 "Ando a pedir responsabilidades para aqueles que levaram pessoas a investir num banco, como o presidente da República, que disse que o banco estava sólido três semanas antes dele se desfazer, como o Governo, como o governador do Banco de Portugal.
O presidente da República acusou o governador do Banco de Portugal de o ter enganado e, como recompensa reconduziram Carlos Costa".
Marinho Pinto criticou o enriquecimento ilícito e aqueles que saíram a ganhar com a pobreza dos portugueses.
"Para alguns empobrecerem houve outros que enriqueceram, às ocultas, em negociatas por debaixo da mesa com os políticos e o poder político. Nós podemos combater a pobreza em Portugal, com políticas corretas em favor do povo e não a favor dos membros do BES, ou do BPN, do BCP, ou desses bancos todos, que andaram a chular o país há décadas", acusa.
Dinheiro de pequenos acionistas do BES desviado para grandes clientes, para administradores do BES e para familiares e amigos.

BES DESOBEDECE AO BANCO DE PORTUGAL E O DINHEIRO DO VAI PARAR ÁS MÃOS DOS CLIENTES RICOS?
O dinheiro colocado numa conta do Espírito Santo International, destinada a reembolsar papel comercial vendido a pequenos clientes, foi utilizado para pagar empréstimos a grandes clientes, conclui a auditoria forense pedida pelo Banco de Portugal à Deloitte.

28 setembro, 2015

Só os votos válidos em partidos entram nas contagens por isso o que penaliza um partido, não é a abstenção ou votos brancos/nulos, é votar noutro partido





Dado que só votos em partidos entram nas contagens, o que penaliza um partido, não é a abstenção ou votos brancos/nulos, é votar noutro partido - porque se não votarmos, não estamos a negar o voto a ninguém. Estamos apenas a deixar que as decisões se concentrem num conjunto mais restrito do eleitorado, uma minoria - que inclui sempre as clientelas dos partidos e os clubistas acríticos.
Temos também de esquecer o hábito da idolatria onde os maiores partidos são instituições que muitos acreditam que se devem preservar ao longo do tempo, independentemente do seu desempenho: com as regras actuais, temos sim de mostrar aos partidos que são descartáveis e têm de se esforçar para obter o apoio do eleitorado, caso contrário serão descartados.



Num sistema que impõe o monopólio político dos partidos, é essencial que ocorra a renovação do espectro partidário para que a democracia se mantenha minimamente "fresca".
A oportunidade de mostrar algum poder do eleitor, é não abdicar nunca do voto válido, o único que transmite uma mensagem positiva ou/e negativa. 
Convém compreender que, quanto mais fraca é a influência/vigilância do eleitorado sobre os deputados e governantes, mais forte é a influência de outras "forças" . Nunca há vazios de poder. O escrutínio dos portugueses foi sendo neutralizado devido ao aumento constante da abstenção, ao que temos que somar os votos brancos e nulos, é uma falha muito grave dos eleitores, na vigilância dos partidos que culmina no aumento da corrupção. Como os partidos não temem a critica nem a censura da maioria dos eleitores, porque esses não usam o voto válido, são os grupos de interesse que estão representados no parlamento, não os eleitores.

27 setembro, 2015

O perigo da abstenção eleitoral é a impunidade dos partidos e uma democracia doente.

voto branco eleições pdr O perigo da abstenção eleitoral
 Em 1976 a abstenção, foi de 35%, agora foi de 47%.
O que sucede quando a abstenção atinge estes patamares?
Haverá, sem dúvida, a consequente perda de qualidade democrática. Uma perda imputada à falta de competência dos governantes e que tenta justificar a negação do pilar cívico da democracia: o voto.
Trata-se de uma ampla perda, porque os políticos, menos pressionados pela exigência cidadã, entram
voto branco eleições gráfico
evolução da abstenção desde 1976
num processo governativo autocrático,
e porque os cidadãos, verdadeiros soberanos da democracia, já auto-desresponsabilizados, fragmentam-se em preocupações individuais e grupais, considerando todas as instâncias do Estado etéreas e até hostis.
É um processo perigoso para a democracia, uma vez que tende a evoluir em crescendo, assumindo a forma de uma espiral desvinculativa.
Não interessa depois estabelecer se é a fraca capacidade da governança que afasta os cidadãos ou se é o desinteresse dos cidadãos que fomenta a má prestação política.
voto branco eleições urnas 2015

O que se sabe é que o cidadão tem o papel fundamental na realização da higiene mínima democrática, quer porque opina soberano no ato eleitoral, seja porque permanece vigilante durante o mandato.
Se os representantes autocentrados ampliam a desvinculação da generalidade das pessoas, também é certo acontecer o contrário, isto é, a omissão cívica conduzir a uma soberba política, por ausência de contrapoderes que lhe inibam as ações desviantes.
O termo desvinculação traduz eficazmente esta ideia. O vínculo é a capacidade psicológica e emocional de nutrirmos simpatia por outrem, para que sintamos alguma responsabilidade pelo que lhe acontece.
voto branco eleições democracia 2015O vínculo cria-se entre pais e filhos, amigos, colegas, profissionais e clientes, vizinhos, enfim, entre seres humanos. Quando se esboroa esse laço destrói-se também os travões emocionais que evitam a indiferença absoluta, a instrumentalização do outro, a desconfiança ou a violência.
(...)
Aquele abstém-se porque ignora ou odeia o político, considerando-o corrupto, incompetente, snobe; e, inversamente, o governante despreza-o, tomando-o por básico, emocional, ilógico, insignificante.
voto branco inútil voto válido hondtÉ o primeiro passo da desvinculação: a indiferença e, logo imediatamente, o desprezo.
Numa segunda fase, o político entrega-se ao aparelhismo partidário e denota falta de qualidades reais de liderança, contentando-se, por um lado, em vender slogans e ter uma imagem mediática aprazível e, por outro, em jogar nos bastidores com seu pessoal-de-mão dentro do aparelho partidário.

26 setembro, 2015

Marinho Pinto responde a Duarte Marques do PSD.O Jotinha pueril.

corruptos lutam contra MarinhoNa politica portuguesa temos os que tentam lutar contra a corrupção, e depois temos os que lutam contra quem quer lutar contras a corrupção...

RESGATAR A REPÚBLICA PELO VOTO
O grande mal dos nossos políticos tradicionais é que, em regra, usam essa atividade em benefício pessoal. A maioria deles serve-se dela e dos recursos que o país põe ao seu dispor, não para a realização de fins coletivos mas em benefício próprio, da família e das suas clientelas partidárias.
Servem-se do país e não servem o país. Para isso criaram uma insuportável promiscuidade entre a política e os negócios privados.
As pessoas mais sérias e mais honestas da sociedade portuguesa fugiram da política ou nem sequer se aproximam dela. Esta transformou-se numa reserva quase exclusiva dessa nomenclatura de medíocres e de oportunistas que está a destruir Portugal, a empobrecer o país e os portugueses (enquanto eles se governam e enriquecem) e a obrigar os nossos jovens a procurar no estrangeiro aquilo que a sua pátria lhes devia proporcionar. Essa nomenclatura está, enfim, a destruir o nosso futuro coletivo.

Uma das consequências mais nefastas dessa cultura oportunista e predatória foi a castração moral de um sector da juventude portuguesa, precisamente aquele que desde praticamente a adolescência é amestrado nas organizações juvenis partidárias para reproduzir os estereótipos e os clichés político-culturais que fizeram os seus mestres enriquecerem na política. É deprimente ver jovens, que deveriam estar motivados pela grandeza de ideais altruístas ou mobilizados pela generosidade de causas coletivas, a apunhalarem-se entre si nas juventudes partidárias, a traficarem interesses mesquinhos, a propalarem obscenas mentiras só porque as julgam úteis aos seus desígnios egotistas, a fazerem, em corruptela, aquilo que observam nos seus mentores decadentes. E, sobretudo, é degradante vê-los a papaguear, num mimetismo patético, os discursos de mentira e de cinismo dos seus mestres políticos. Estes jovens já estão velhos ou então envelhecem sem nunca chegarem a ser adultos. As juventudes partidárias transformaram-se, sobretudo nos chamados partidos da governação, em escolas de vícios onde se aprende tudo o que tem conduzido à degenerescência moral da política portuguesa e à degradação ética das instituições republicanas.

25 setembro, 2015

SWAPS de 2008 são o “Apocalipse Now” da banca, diz jornal britânico

MAIS UMA VERGONHA NACIONAL
Swap da Metro do Porto é o “Apocalipse Now” da banca, diz jornal britânico

The Independent usa exemplo de swap comprado pela empresa pública portuguesa ao Goldman Sachs e ao Nomura para explicar como os bancos se aproveitam destes contratos para conseguir lucros elevados.
"A papelada que descreve estes contratos consiste em páginas e páginas de álgebra, que representam uma combinação sempre crescente, imprevisível, de riscos impenetráveis, cujos impactos de cada parcela se multiplicam como um vírus", escreve o jornal britânico The Independent, referindo-se a um swap comprado pela Metro do Porto ao Goldman Sachs em 2008 e reestruturado posteriormente pelo Nomura.

"Fez-me rir e chorar ao mesmo tempo. O que estariam eles a pensar? Já vi alguns produtos maus, mas isto é qualquer coisa diferente. Isto é o Apocalipse Now do sector bancário, quando tudo e todos estão a caminho da loucura", comenta Moorad Choudhry, um antigo banqueiro da city de Londres, e actual professor do departamento de Ciências Matemáticas da Brunel University, em declarações ao The Independent.
Esta não é a primeira vez que swaps comprados pela Metro do Porto são criticados de forma agressiva na imprensa internacional. A Risk Magazine, uma revista especializada em produtos e mercados financeiros, também já tinha dedicado um artigo de fundo a analisar um swap comprado pela empresa pública de transportes ao Santander.
Desta vez, o The Independent explica que o swap da Metro do Porto foi comprado para cobrir os custos com juros de um empréstimo de 126 milhões de euros, mas que rapidamente acumulou perdas de 120 milhões de euros.

Quando a Metro do Porto contratou o Nomura para reestruturar a operação, o que a empresa conseguiu foi um swap em parte simétrico ao que já tinha com o Goldman Sachs, mas que acrescentava novas variáveis de risco, incluindo um índice criado pelo próprio Nomura e que acabou por acumular novamente perdas avultadas (cerca de 80 milhões de euros).
Quando a Metro do Porto tentou colocar os dois bancos em contacto para anular a parte do swap que era simétrica, obteve uma proposta que incluía pagar mais 26 milhões de euros aos bancos, diz o The Independent, baseando-se em "documentos da altura". Ao jornal britânico, os bancos negaram os números, mas recusaram avançar os seus próprios cálculos, alegando confidencialidade da operação.

24 setembro, 2015

O critério decisivo da democracia é a possibilidade de votar contra os partidos que há 40 anos destroem o país

corrupção vota contra corruptos Karl Popper, sobre democracia, responsabilidade e liberdade. 
(…)
Inicialmente, em Atenas, a democracia foi uma tentativa de não deixar chegar ao poder déspotas, ditadores, tiranos. Esse aspecto é essencial. Não se tratava, pois, de poder popular, mas de controlo popular. O critério decisivo da democracia é – e já era assim em Atenas – a possibilidade de votar contra pessoas, e não a possibilidade de votar a favor de pessoas. 
eleições voto contra corruptos

Foi o que se fez em Atenas com o ostracismo. (…)
Desde o início que o problema da democracia foi o de encontrar uma via que não permitisse a
ninguém tornar-se demasiado poderoso. E esse continua a ser o problema da democracia. (…)
Numa democracia, é essencial a consciência da responsabilidade, a responsabilização daqueles que detêm o poder e o exercem. Tudo gira à volta disso.
Responsabilidade significa responder a uma acusação. É nisso que consiste, fundamentalmente, o ser responsável.
corrupção legislativas corrupção 2015Dar respostas às criticas e afastar-se quando essas respostas não forem suficientemente convincentes.
Trata-se, por consequência, não de conduzir o povo, mas de dar satisfação ao povo. (…)
cidadania civismo corrupção legislativasTeríamos de ser democratas, ainda que se viesse a provar ser a ditadura economicamente mais eficaz. Não devemos trocar a nossa liberdade por um prato de lentilhas! Todavia, é evidente que a democracia é mais bem sucedida, e por uma razão puramente humana. Ela é mais bem sucedida porque a iniciativa humana e a força criativa do Homem estão natural e intimamente associadas à liberdade. Só se for possível falar livremente, poderemos desenvolver as nossas ideias. Sempre que numa sociedade moderna a
criatividade e a iniciativa são reprimidas, as coisas correm pior para esses países do ponto de vista económico.
(…) A riqueza é uma consequência da liberdade, da iniciativa e, sobretudo, da liberdade de expressão.
Karl Popper: "Temos pois de proclamar, em nome da tolerância, o direito de não sermos tolerantes com os intolerantes."
(Excertos de uma entrevista de Manfred Schell a Karl Popper, publicada em exclusivo no jornal Público em 1990 – sublinhados do transcritor)

Talvez este virar de costas de alguns cidadãos para a política, seja resultado da decepção, da sua "imundice" do seu "aparelho", da sua "porca existência".

23 setembro, 2015

O maior problema de Portugal é a corrupção, mas os partidos nem falam disso na campanha, acusa Marinho Pinto

É TABU... NINGUÉM FALA DE CORRUPÇÃO E O POVO ESQUECE QUE O PS TEM VÁRIOS CASOS A DECORRER NA JUSTIÇA, ASSIM COMO O PSD E CDS..



MARINHO PINTO critica o PS, PSD, CDS, PCP E BE, pela farsa das campanhas eleitorais, porque todos eles sabendo que o maior problema de Portugal é a corrupção, nem tocam nos assuntos sobre a corrupção nem sobre os corruptos que estão presos ou a ser investigados por corrupção politica, em exercício de cargos públicos. Tudo isto porque também nenhum deles tem nos seus programas planeado um combates à corrupção.
Encobrem-se uns aos outros e ninguém fala dos escândalos de uns e de outros.
Critica ainda a comunicação social que se limita a colocar o microfone à frente dos políticos sem sentido critico nenhum, repetindo apenas o que eles dizem mesmo que sejam mentiras.

Criticou os principais partidos políticos por considerar que não querem debater, na campanha eleitoral para as próximas legislativas, o tema da corrupção
"Não querem falar da corrupção, porque isso prejudica-os. Os grandes corruptos de Portugal estão dentro do PS, do PSD e do CDS", afirmou à agência Lusa Marinho e Pinto
Pinto acusou "PS, PSD/CDS-PP, CDU e Bloco de Esquerda, os partidos que estão no sistema", de fazerem uma "encenação grotesca" e "palhaçada eleitoral" para "distrair" os portugueses "dos problemas fundamentais".
"Esses partidos políticos não discutem a corrupção, nem o tráfico de influências, nem a
promiscuidade entre política e negócios", disse, observando que o tema esteve ausente dos debates entre Passos Coelho e António Costa.

"Vão debater o quê? O José Sócrates? Então, e o Miguel Macedo? Vão debater o Armando Vara? Então, e o Dias Loureiro e Oliveira e Costa? Não querem debater isso, querem fingir que tudo isso não existe", insistiu.
O candidato do PDR referiu que, em contrapartida, andam a discutir "quem é que chamou a 'troika'", considerando que se trata de "tentativas, absolutamente primárias, de chamar estúpidos aos eleitores".

22 setembro, 2015

A corrupção sofisticou-se e fortaleceu-se. Prepara-se para dar o golpe de misericórdia na democracia.

Corrupção fatal 
A política foi capturada pela corrupção. E este fenómeno, preocupante em qualquer sociedade, assume em Portugal características dramáticas. É ostensiva e desenvolve-se à vista de todos. É muito cara e sistémica, confundindo-se com o próprio regime.
Os casos de corrupção repetem-se de forma visível: corrupção na Expo 98, no Euro 2004, na compra de submarinos, no BPN, nas parcerias público-privadas e nos ‘swaps’, no BES… tudo às claras! A corrupção esmaga-nos.
Com a força que ostenta, impõe silêncio e medo. E é cara: só o escândalo do BPN terá depauperado os cofres públicos em sete mil milhões. Os custos acumulados de todos estes casos representarão mais de 30% da dívida pública! Mas a pior das características da corrupção é que ela é sistémica, desenvolve-se no seio da própria política. No caso das PPP rodoviárias, como noutros, os políticos que em sucessivos governos lançaram os negócios foram mais tarde colaborar com as empresas que haviam beneficiado. Os ex-ministros das Obras Públicas foram trabalhar nas concessionárias privadas: Ferreira do Amaral preside à Lusoponte, Jorge Coelho administrou a Mota-Engil. Para onde foi também Valente de Oliveira.
A corrupção nacional estendeu os seus tentáculos por vários continentes.
No megaescândalo ‘Mensalão’, no Brasil, o banco de referência era o BES, a PT estava também envolvida.
Em Angola, foi também o BES um dos principais veículos de ligação entre os chineses e o poder corrupto de Luanda.
Com estas características, a corrupção compromete o nosso futuro e até o futuro dos nossos netos. Pois o estado vem celebrando negócios ruinosos com prazos de décadas: muitas das PPP prolongam-se por 40 anos; há contratos de concessão e gestão de água que garantem rendas à Mota-Engil, em Gaia, por 25 anos; ou até à DST, em Braga, por 50 anos!
A corrupção sofisticou-se e fortaleceu-se.
Prepara-se para dar o golpe de misericórdia na democracia. Paulo Morais

Visite a colecção de videos que confirmam a tragédia

21 setembro, 2015

Mais 2 milhões de impostos para o lixo, no país onde os partidos nunca são responsabilizados porque os eleitores não usam o voto


Treze anos depois de a obra ter sido entregue a uma empresa de um amigo de Sócrates, o edifício que se destinava à PSP de Cascais está em vias de ir abaixo.
O edifício de grandes dimensões que começou a ser construído há 13 anos para acolher a Divisão da PSP de Cascais e nunca foi acabado vai provavelmente ser demolido, afirmou ontem o presidente da câmara local, Carlos Carreiras. Em alternativa, a polícia, que se encontra há décadas num espaço sem quaisquer condições, irá ocupar, em data ainda desconhecida, o antigo Quartel Militar da Bateria da Parede, recentemente comprado pela câmara ao Estado.

Carlos Carreiras já tinha manifestado, no início do mês, a intenção de contribuir para que a PSP deixasse as instalações "degradantes" e provisórias em que está há mais de 60 anos, confirmou agora à Lusa que a divisão vai ser transferida para o antigo Quartel da Parede. "Já fechámos o acordo com o Ministério da Administração Interna (MAI), que apoiou também a decisão camarária de fornecer à PSP um conjunto de materiais de segurança dos agentes", disse o autarca. Segundo noticiou na semana passada o Jornal da Região, citando o autarca, o edifício da antiga Brigada Fiscal, junto à lota de Cascais, acolherá também uma esquadra territorial e um serviço policial de apoio aos turistas. A decisão de realojar a PSP, disse Carlos Carreiras à Lusa, deverá obrigar à demolição do controverso "edifício amarelo", um complexo de seis pisos que começou a ser construído em 1999 na Av. Engenheiro Adelino Amaro da Costa, perto do tribunal da vila, para acolher todos os serviços da divisão de Cascais.

20 setembro, 2015

Corrupção espalha-se mais facilmente quando o poder está concentrado em apenas um ou dois partidos

Na Suiça, um dos países menos corruptos do mundo, onde a democracia serve o interesse do país e do seu povo, os governos são formados por 7 membros de vários partidos... 




Nos países menos corruptos do mundo, governa-se sem maiorias, no caso da Finlândia a estrutura do poder é de coligação: 
Corrupção espalha-se mais facilmente quando o poder está concentrado em apenas um ou dois partidos, é por isso que na Finlândia se promove a tomada de decisão através do debate e consenso. O Conselho de Ministros tem mais poder que o Presidente da República. A responsabilidade das decisões é dividida por vários, e não por 1 ou 2 partidos. ARTIGO COMPLETO: 

Nas verdadeiras democracias, onde não se apoia a corrupção onde o interesse nacional é protegido e o povo representado, as pessoas percebem que quanto mais dividido estiver o poder de decidir, dos governantes, mais difícil é abusar do poder, roubar e lesar o estado.
No entanto em Portugal, os 3 partidos mais corruptos do país, continuam a lesar o país e a recusar unir-se, para evitar dividir o poder com outros partidos, que poderiam travar o saque.
Apenas fazem coligações no interesse estratégico do partido e não pelo interesse do país. Primeiro porque não lhes interessa ter vários partidos no poder para terem mais liberdade e poder de decisão e segundo porque não são obrigados a isso, pois sabem que todos os outros partidos obtêm sempre poucos votos e portanto não precisam desses pequenos partidos para decidir nada, podem despreza-los.
E isso podem agradecer ao eleitorado português, masoquista, que insiste em votar apenas nos partidos mais corruptos, há 40 anos, com o argumento de que dividir votos não adianta nada, ou que tem que se votar sempre nos mais votados, ou seja os mesmos de há 40 anos.
Um eleitorado politicante iletrado que facilmente é manipulado e empurrado para o bipartidarismo, para a abstenção, para o voto branco e nulo, enganado e levado a acreditar que estas opções são protestos. Todos os dias nos deparamos com teóricos que ignoram a lei e se agarram a subjectividades, afirmando que o voto branco, nulo e abstenção são protestos ou revolução. E eles acreditam mesmo nisso. Não percebem que protestar, em democracia, contra algo ou alguém é votando válido contra os partidos que abrigam esse alguém ou praticam esse algo, que criticamos. O voto válido é o único protesto que eles temem e o único que possui poder para efectivamente expulsar qualquer partido da politica ou do poder e portanto o único temido.
Na realidade todos sabemos que o voto branco, nulo e a abstenção serve apenas para reforçar o poder dos mais votados, e esses são sempre os mesmos. Pois há 40 anos que a poderosa máquina propagandista destes partidos conquistou um exército de acéfalos e acríticos, fanáticos que nunca abdicam de votar no seu partido, como qualquer ferrenho torce pela sua equipa, por muito mal que jogue. Não é raro deparar-me com pessoas que se orgulham de dizer que votam no mesmo partido até morrerem... ou seja independentemente do que ele fizer.

Para agravar este quadro temos depois os que nunca se abstém de votar, que são os grupos favorecidos e enriquecidos há 40 anos pelos governos. Os maçons, os banqueiros, os corruptos, os empresários ricos, os amigos, os boys, a família, os militantes acéfalos e acriticos, etc. Infelizmente não existem em Portugal cidadãos com espírito cívico, literacia politica e cidadania, suficiente para sermos capazes de nos unirmos e votar contra eles, para assim contrariar este punhado de gente que vota sempre neles.
Os abstencionistas equivalem a 117 lugares vagos para deputados da Assembleia, deputados esses que poderiam ser escolhidos pelos cidadãos que criticam o PS o PSD e o CDS, mas como 60% dos portugueses não votam válido, fica nas mãos da lei, distribuir esses 117 deputados pelos partidos mais votados, ou seja abster-se ou votar nulo e branco equivale a votar e reforçar o PS e PSD.
E enquanto o povo não perceber como é que funciona a democracia e o voto, a democracia vai continuar a não funcionar, a corrupção vai continuar a avançar e o país e o nível de vida dos portugueses, a definhar.
Deixem de procurar defeitos em todos os partidos pequenos como desculpa para não votar, ninguém é perfeito, mas certamente nenhum deles fez tanto mal ao país como os que desgovernam há 40 anos, portanto mesmo que não encontre um partido perfeito e virgem imaculado para votar, vote contra os piores entre os piores, já confirmados e com provas dadas. O voto serve não apenas para eleger, mas ao votar contra serve para punir, censurar, julgar, expulsar os maus partidos.

Por Paulo Morais.

19 setembro, 2015

Parque Escolar a empresa Pública criada no governo Sócrates, perde milhões nos tribunais arbitrais,sempre contra os privados


OS NOSSOS GOVERNANTES TIVERAM A LATA DE CRIAR UM TRIBUNAL PARA LEGALIZAR O SAQUE DOS CORRUPTOS


E OS TRIBUNAIS ARBITRAIS ESTÃO A FUNCIONAR BEM CONTRA O ESTADO, TAL COMO MARINHO BEM EXPLICA NO VIDEO:
Litígios para dirimir conflitos com empreiteiros e projectistas envolvem mais de 300 milhões de euros. Até agora só ganhou um, que vale 75 mil
A Parque Escolar (PE) perdeu até ao momento nove dos dez processos nos tribunais arbitrais que foram criados para dirimir conflitos contratuais com empreiteiros e projectistas. Fonte ligada a estes processos revelou ainda ao i que estão em curso mais de 30 arbitragens envolvendo mais de 300 milhões de euros. Em causa estão não só litígios relativos a incumprimentos na execução dos contratos de empreitadas (a grande maioria), mas também com projectistas e empresas de fiscalização de obras. No único processo que a empresa pública ganhou, o encaixe foi de apenas 75 mil euros. A PE chegou a anunciar que iria aplicar multas por violações contratuais no valor de quase 250 milhões de euros, mas neste momento, entre os pedidos de empreiteiros (anulação de multas e indemnizações) e da empresa de capitais públicos (confirmação das multas e indemnizações por despesas extraordinárias no aluguer de contentores e fiscalização, entre outras razões), estarão em jogo entre 300 e 400 milhões de euros.

18 setembro, 2015

António Costa ajuda a promover a Galp com obra de 465 mil euros, paga pelo contribuintes

Ponte ciclável e pedonal sobre a Segunda Circular vai servir para quê?
A obra foi concebida só para ligar Telheiras aos edifícios em que a empresa que paga dois terços do custo tem a sua sede.
A obra vai custar à Câmara de Lisboa 465 mil euros  — ficando os restantes 900 mil a cargo do grupo Galp. Para assegurar uma saída às bicicletas que atravessarão a ponte para sul, a autarquia está agora a fazer um troço de ciclovia que lhe custará 236 mil euros e ligará ao Estádio Universitário, replicando uma pista, quase paralela, construída há dois anos em Telheiras.
O PÚBLICO perguntou por escrito ao vereador José Sá Fernandes, se a Câmara possui algum estudo sobre a procura potencial da nova ponte, por peões e ciclistas, mas não obteve resposta. Nem a essa, nem a outras questões.
A criação da ponte laranja tem sido genericamente bem acolhida pelos utilizadores de bicicletas, embora haja quem tenha dúvidas sobre a sua utilidade, localização e prioridade. Ao nível político, a obra, nos termos em que foi negociada com a Galp, contou, em Março passado, com os votos contra de todos os vereadores da oposição (PSD, CDS e PCP).

Ambas as obras, a ciclovia e a ponte que a liga à sede da Galp, por cima da Segunda Circular, bem como a repavimentação da pista ciclável do Campo Grande, seriam suportadas pela Fundação Galp.
Mais tarde, em Setembro de 2011, quando o projecto foi apresentado publicamente, a nota de imprensa divulgada pela Galp continuava a dizer apenas  que a ponte iria “completar a ligação entre a ciclovia de Telheiras e as Torres de Lisboa, onde se encontra a sede da Fundação Galp”. Nessa altura foi anunciado que o seu custo seria de 1,2 milhões de euros, nada se dizendo quanto à participação do município no investimento.
Implícito ficou, e assim foi noticiado, que a Galp pagaria tudo. O presidente da Câmara, António Costa, também nada disse sobre o financiamento.
O que ficou também por esclarecer foi que alternativa restaria aos ciclistas que passassem a ponte  — a não ser voltar para Telheiras, ou envolverem-se no trânsito automóvel.

17 setembro, 2015

"Sócrates foi a pior coisa que aconteceu na democracia portuguesa nos últimos 40 anos."

É talvez altura de nos curarmos de vez do socratismo.
Durante muitos anos muita gente não quis ver, não quis ouvir, não quis ler, recusou tomar conhecimento. Sócrates estava acima disso. Sócrates não tolerava dúvidas. Mas é altura de aceitar a realidade.
Uma parte do país – e um contingente notável de comentadores – parecem continuar em estado de negação. Durante anos não quiseram ver, não quiseram ouvir, não quiseram admitir que havia no comportamento de José Sócrates ministro e de José Sócrates primeiro-ministro demasiados “casos”. Em vez disso só viram cabalas, só falaram em perseguições, só trataram eles mesmo de ostracizar ou mesmo perseguir os que se obstinavam em querer respostas, os que insistiam em não ignorar o óbvio, isto é, que Sócrates não tinha forma de justificar os gastos associados ao seu estilo de vida.

Agora, que finalmente a Justiça se moveu, eles continuam firmes na sua devoção – e nas suas cadeiras nos estúdios de televisão. Não lhes interessa conhecer o que se vai sabendo sobre os esquemas que Sócrates utilizaria para fazer circular o dinheiro, apenas lhes interessa que parte do que foi divulgado pelos jornais devia estar em segredo de Justiça. Antes, anos a fio, quando não havia segredo de justiça para invocar, desvalorizaram sempre todas as investigações jornalísticas que tinham por centro José Sócrates.

Isto é doentio e revela até que ponto o país ainda não se libertou da carapaça que caiu sobre ele nos anos em que o ex-primeiro-ministro punha e dispunha.
Nessa altura também muitos, quase todos, se recusavam a ver, ouvir ou ler, até a tomar conhecimento. Não me esqueço, não me posso esquecer que quando o Público, de que eu era director, revelou pela primeira vez a história da licenciatura, seguiu-se uma semana de pesado silêncio que só foi quebrada quando o Expresso, então dirigido por Henrique Monteiro, resistiu às pressões do próprio Sócrates e repegou na história e denunciou as pressões. Não me esqueço que tivemos uma Entidade Reguladora da Comunicação Social que fez um inquérito e concluiu que o silêncio de toda a comunicação num caso de evidente interesse público não resultara de qualquer pressão – a mesma ERC que depois condenaria a TVI por estar a investigar o caso Freeport. Como não me esqueço de como uma comissão parlamentar chegou mais tarde à mesma conclusão, tal como não me esqueço de como vi gestores de grandes empresas deporem com medo do que diziam.

Muitos dos que agora rasgam as vestes porque o antigo primeiro-ministro foi detido no aeroporto foram os mesmos que nunca quiseram admitir que havia um problema com Sócrates, com os seus casos, com o seu comportamento, com o seu autoritarismo. E também com o seu estilo de vida.
Há momentos que chegam a ser patéticos. Como é possível, por exemplo, que um homem supostamente inteligente, como Pinto Monteiro, queira que nós acreditemos que foi convidado por José Sócrates para um almoço, de um dia para o outro, numa altura em que o cerco se apertava, e que, naquele que terá sido o seu primeiro almoço a sós, só falaram de livros e viagens, como se fossem dois velhos amigos? Como é possível que continue a defender a decisão absurda sobre a destruição das escutas? Ou a achar que nada mais podia ter sido feito na investigação do caso Freeport?

16 setembro, 2015

Os buracos que pagamos e os milhões que perdemos com a nacionalização das pensões da banca, CTT, PT,etc





Pensões dos bancários vão custar ao Estado 500 milhões/ano
Este é o encargo anual que o Estado passará a ter com os pensionistas das instituições de crédito, em resultado da transferência dos fundos de pensões da banca para a Segurança Social.
Com a transferência dos fundos de pensões da banca, o Estado recebeu 6 mil milhões de euros.
A verba global de 6 mil milhões de euros terá como destino o pagamento das reformas de 27 mil bancários durante os próximos 12 anos, esta foi a esperança média de vida acordada durante as negociações entre o Governo, os bancos e os sindicatos, tendo em conta a idade média dos pensionistas bancários, que se situa entre 65 a 66 anos. Contas feitas, tendo em consideração o encargo anual com estas pensões e o número global de beneficiários, a pensão média dos bancários será da ordem dos 1.323 euros. Estes pensionistas têm ainda assegurado o pagamento do subsídio de férias e de Natal, ao contrário dos restantes reformados, uma vez que os bancos transferem um valor de activos para o Estado que cobre o pagamento de 14 mensalidades de pensão por ano.

Em 2011, serviram de bombeiros para apagar as contas do défice do ano. Vítor Gaspar negociou com a banca privada e passou para as contas da Segurança Social os fundos de pensões dos bancos , que valeram cerca de seis mil milhões de euros, parte deste valor para abater o défice. Agora, estes pensionistas, que recebem as pensões da Segurança Social, pesam nos confres do sistema de pensões mais de 500 milhões de euros por ano.

15 setembro, 2015

MPT elogia Marinho Pinto que agora ataca com golpes sujos e baixos.

Para os que criticam e não compreendem porque razão Marinho Pinto saiu do MPT, e o condenam por isso, eis o video onde ele explica porque o fez. Qualquer pessoa integra e lúcida percebe que ele agiu correctamente... de tachistas e boys já todos estamos cansados, mais um partido como os outros, onde prevalecem os interesses pessoais, dispensamos. 



O número dois do Partido da Terra conseguiu o lugar porque Marinho e Pinto escolheu o MPT para entrar na vida política - é o próprio que o reconhece. Entre a preparação da campanha e a eleição, passou a admirar o ex-bastonário quase tanto como já admirava Sá Carneiro. Veja a entrevista a José Inácio Faria, líder do MPT.

Era um pequeno partido. Isso mudou?
A partir de 2011 subimos. Passámos de 16º para oitavo partido nacional e começámos a deixar de ser considerados um pequeno partido para passar a partido de média dimensão. Nestas eleições somos a quarta força.

Por causa de Marinho e Pinto?
Deve-se às ideias de Marinho e Pinto. Aquilo que ele representa. As pessoas associam-no à verdade.

Populista e judicialista são dois termos com que o acompanham.
Discordo, não acho que seja populista. Tem uma forma de falar que consegue chegar a todas as pessoas. Se quiser estar com palavras caras e no meio de intelectuais, está perfeitamente à vontade. Se quiser estar no meio da população com menos conhecimentos, também está.

O MPT foi barriga de aluguer de Marinho e Pinto?
Quem lançou isso não tinha noção do que estava a dizer. O Dr. Marinho e Pinto contactou-nos…
Quando?
Muito antes das eleições autárquicas, há um ano e tal. O MPT estava a deixar de ser um pequeno partido.
Ele já tinha recebido convites de outros partidos. Quais?
Não me compete dizer-lhe. Grandes partidos, partidos que estiveram no poder, que estão no poder. Quando nos contactou achámos que podia ser uma boa solução, não só pela figura mediática, mas porque é um bom representante do MPT. É ecologista e é humanista. Há poucas pessoas que saibam tanto de árvores e de plantas como ele. Ele sabe tudo.

Não se lhe conhece essa faceta.
Não vos posso convidar para ir à quinta dele, mas se forem lá é um deslumbre. Por onde passa, a primeira coisa que faz é olhar para tudo o que é verde. Antes de estar ligado ao MPT, talvez esta ideia não passasse para o exterior. Mas é um ecologista nato. O facto de ser um humanista e um ecologista foi o que mais pesou.

13 setembro, 2015

Só o voto massivo contra os partidos políticos da corrupção poderá iniciar o caminho da mudança que Portugal precisa.

O fim da destruição nacional, pode ser travado por um meio rápido, pacífico e ordeiro: basta o voto massivo nas próximas eleições legislativas nos partido políticos fora do arco da governação. Apostar em partidos novos, sem vícios, sem cadastro, com garra e que sempre estiveram ligados à denuncia e combate da corrupção. 
Só o voto válido contra os partidos que há 40 anos, claramente, nos desgovernam, os pode travar. Como já se percebeu, ao fim de anos e anos com abstenção, nulos e brancos a atingir valores que rondam já os 60%, essas opções não possuem valor ou poder, são totalmente inofensivos. 
Só voto massivo contra os partidos políticos da corrupção mudará Portugal!

O voto contra a corrupção
Segundo a Recomendação de 13-05-2015 do Conselho Europeu, relativa ao Programa Nacional de Reformas para Portugal, a prevenção da corrupção é prejudicada por uma aplicação ineficaz do quadro jurídico em vigor, havendo necessidade da implementação de um novo quadro legal com o agravamento das respetivas sanções criminais e civis.
Passados 23 anos depois da extinção da Alta Autoridade Contra a Corrupção, os sucessivos Governos – de PS, PSD e CDS/PP, que já somaram 7, e 5 legislaturas da Assembleia da República – de PS, PSD, CDS/PP, PCP e BE -, ainda não foi aprovada uma efetiva legislação capaz de combater a corrupção e o enriquecimento ilícito dos governantes e titulares de cargos públicos.
Os 3 grandes partidos políticos, PSD, PS e CDS/PP, contando com a anuência do BE e do PCP, não quiseram combater o fenómeno geral da corrupção, dela beneficiando durante décadas até aos dias de hoje, e todos eles enriquecendo ilícita e ilegitimamente os seus milhares de governantes, autarcas, boys, girls, jotas e amigos.

O Estado Português é hoje considerado pelas instituições internacionais, como a Transparency International, como sendo um dos mais corruptos do mundo, estando no terceiro lugar da união europeia depois da República Checa e da Lituânia e o quinto mais corrupto do mundo!

A corrupção em Portugal é hoje tão feita às claras que já não espanta que uma Câmara Municipal contrate por amiguismo, em clara violação do código da contratação pública, o gabinete de
advogados do vice-presidente distrital do seu partido político.
Ou, um ministro do Governo, também sem concurso público, possui o seu escritório de advogados a fazer o contencioso de um novo banco, o qual é suportado pelo aval do dinheiro dos contribuintes.

11 setembro, 2015

Contribuintes continuam a pagar o aluguer dos carros dos donos dos CTT??

Mais uma PPP, afinal os CTT continuarão ligados ao dinheiro do
estado, mais um parasita. 
Paulo Morais denunciou o escândalo: "Poiares Maduro, ministro em final de mandato, decidiu subsidiar os CTT, agora empresa privada, com cerca de oito milhões para criar balcões de cidadão; para já, oito milhões, é só o começo. 
Talvez o devesse ter feito - e nunca fez - quando os CTT eram públicos. Nunca agora que são privados. 
Maduro privatizou os CTT a preço de saldo. E no final ainda vem oferecer aos privados adquirentes negócios públicos. O povo paga.
Esta é mais uma PPP disfarçada. Mais uma PPP que deve ser extinta ou anulada num futuro próximo."

O Governo não se coíbe de dar mais um pérola aos novos donos dos CTT: um negócio sem risco.
Agora que são privados os donos dos CTT não querem arriscar, precisam de apoio do dinheiro público, que esse nunca falha, por isso passam a fazer um serviço público, para assim garantirem entradas certinhas e chorudas de dinheiro/ rendas, pagas pelos contribuintes.
Mas o descaramento não se fica por aqui...
Também antes da privatização, os governantes foram muito generosos com os futuros donos dos CTT. Gastaram muitos milhões de euros, para modernizar os CTT, para os privados não se incomodarem a gastar dinheiro deles, nessas coisas tão caras. E o mais incrível, é que os nossos governantes, até assinaram contratos de Leasing de 13.288.671,84 € a 06-09-2013, por 4 anos??!!! Ou seja, durante anos, os donos dos CTT, terão as viaturas pagas por todos nós???

Foi dinheiro a jorrar para os CTT...
20/10/2013 -Desde o início do ano, os CTT – Correios de Portugal já gastaram em bens e serviços o valor global de 24,7 milhões de euros. Só no aluguer de viaturas foram consumidos 13,2 milhões.
Entre as despesas efectuadas destacam-se os 13,2 milhões que a empresa pagou à SGALD Automotive - Sociedade Geral de Comércio e Aluguer de Bens, pelo aluguer operacional de 822 furgões de mercadorias por um período de quatro anos.
A 10 de Outubro de 2012, os CTT publicaram um contrato com a empresa Locarent, por 8,7 milhões de euros, também por quatro anos, para o fornecimento de 489 furgões de mercadorias. Em Agosto do ano passado, já tinham assinado outro por 1,6 milhões com a empresa Lease tendo em vista o aluguer operacional de 152 viaturas e prestação de serviços complementares, também por quatro anos. ioline

09 setembro, 2015

Galamba amigo de Sócrates recebeu do governo dele 34 mil euros de ajustes directos

Ajustes directos para Galamba
Deputado que liderou o blogue, de apoio a José Sócrates, recebeu do Governo verbas pagas através de contratos de serviços por ajuste directo. João Galamba, que em tempo de campanha eleitoral liderou grande parte da informação para os blogues de apoio a Sócrates, recebeu mais de 34 mil euros em dois contratos do Governo, por ajuste directo, entre Março e Agosto de 2009.
As verbas destinavam-se a serviços da Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados (UMCCI), entidade onde Galamba foi consultor externo até à data das eleições de 27 de Setembro. Um dos contratos, no valor de 20 814 euros, foi celebrado em 16 de Junho de 2009 e adjudicado a João Galamba pela Administração Central do Sistema de Saúde.
O objecto do contrato refere apenas o item de 'Serviços para a área financeira para a UMCCI'. Não especifica que tipo de serviços, mas tem fixado um prazo de execução de 180 dias. O contrato foi publicado em Agosto de 2009. Não se conhece o alvo nem os resultados destes serviços. O certo é que, durante o Verão, o consultor financeiro da UMCCI não terá estado muito ocupado com a gestão da Unidade. Além da produção de conteúdos para o Simplex, João Galamba ainda fez campanha eleitoral e gozou férias. Pelo meio ainda teve direito a mais de duas semanas de licença de casamento. João Galamba integra várias comissões parlamentares, embora tenha sido eleito deputado, pela primeira vez, nas últimas legislativas.

07 setembro, 2015

Futebol, com subsídios do Estado, paga salários milionários. Suplementos extra aumentam rendimentos.

VEJA O ABUSO DOS SALÁRIOS QUE TODOS PAGAMOS E POR QUEM NOS SACRIFICAMOS
Num país onde os eleitores não votam, os políticos abusam.
O voto contra os partidos abusadores, serviria para punir as suas medidas que criticamos, censurar o seu poder excessivo, criticar o despesismo, travar os abusos, mostrar que o povo tem o poder de expulsar da politica, quem não defende os contribuintes e o interesse nacional-
Mas em Portugal o eleitorado opta por não usar o voto. 60% dos eleitores votam branco, nulo e abstenção, por mera ignorância, desconhecendo que qualquer uma destas 3 opções, serve apenas para inutilizar a oportunidade de dizermos o que queremos e o que não queremos, aos partidos. Pois como se sabe e segundo a lei, apenas o voto expresso e válido entra nas contas que decidem tudo.

OS ABUSOS PROSSEGUEM PORQUE O POVO É MANSO.
O Futebol, com subsídios do Estado, escapa à crise e ordenados sobem com o aumento do salário mínimo. Suplementos extra aumentam rendimentos.
Os dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol são pagos a peso de ouro. O presidente, Fernando Gomes, recebe 28 salários mínimos, mais subsídio de alojamento, o que perfaz cerca de 16 200 euros por mês. A este valor ainda acresce o pagamento das despesas e os quilómetros para deslocações. A verba que leva para casa está imune aos cortes porque se trata de uma entidade privada, ainda que receba subsídios do Estado. Usam, no entanto, as regras das empresas públicas: a indexação dos ordenados ao salário mínimo e o pagamento de um acréscimo de 20% no caso de residirem a mais de 100 quilómetros de Lisboa".
Segundo o jornal, "os salários milionários estendem-se a outros dirigentes da Federação e estão a causar bastante mal-estar entre os associados. Os ordenados dos outros dirigentes são nivelados com base no salário de Fernando Gomes. No total, cada um dos três vice-presidentes - Humberto Coelho, Rui Manhoso e Carlos Coutada, aufere 9840 euros mensais, a que acresce uma série de extras como o pagamento de despesas de alimentação e quilómetros, uma vez que usam os carros pessoais ao serviço da Federação. O mesmo se passa com os três diretores João Vieira Pinto, Pauleta e Pedro Dias, que levam para casa mensalmente 8150 euros". DN

Cerca de 40 mil euros entregues por via de publicidade entre 2011 e 2013.

04 setembro, 2015

Luís Filipe Menezes actor principal do GaiaGate. Um enredo a não perder

Paulo Morais neste video denuncia a corrupção dos autarcas..
Comenta os casos de Luís Filipe Menezes e de Rui Rio:




Menezes com reforma de 3.282 euros
Ex-líder do PSD e antigo presidente da Câmara de Gaia reformou-se com uma pensão no valor de 3.282 euros. Luís Filipe Menezes cumpriu quatro mandatos.

Menezes paga 20 mil euros por cartaz 
É mais um dado que consta no caso 'Gaiagate': Luís Filipe Menezes pagou 20 mil euros por um cartaz, que supostamente faria publicidade a uma marca de gelado. O valor é cem vezes mais do que o valor de mercado.

Câmara de Gaia dá 690 mil ao ‘JN’
Sob a presidência de Luís Filipe Menezes, o município de Gaia gastou mais de 690 mil euros em 64 inserções publicitárias no ‘JN' desde o início de 2013.
Só entre páginas de publicidade e encartes, contam-se 64 "inserções comunicacionais" da câmara de Menezes no jornal do Norte.
Ao que o CM apurou, a alegada utilização de meios da Câmara de Gaia, nomeadamente através de publicidade, na campanha de Menezes no Porto é uma das razões de uma queixa entregue à Comissão Nacional de Eleições, que aguarda a resposta do candidato do PSD no Porto. Na queixa, afirma-se ainda que foram publicados convites da Câmara de Gaia em que se apela para que se visite o site da candidatura "Porto Forte".

02 setembro, 2015

O advogado-deputado degrada o sistema político, ao transformá-lo num mero escritório de representações empresariais.

Uma das maiores lutas que une os que lutam contra a corrupção, é conseguir impedir que os deputados tenham permissão para representar o estado e ao mesmo tempo ter interesses ou representar os privados. Esta é sobejamente conhecida como a promiscuidade que permite que a Assembleia da Republica seja um central de negócios privados a trabalhar contra o interesse público.
Quando Marinho Pinto se atreveu a denunciar a promiscuidade dos advogados que são também deputados e fazem leis para lesar o estado, eis a reacção de um desses advogados dos escritórios milionários que trabalham lado a lado, com os que roubam o estado.



Marinho Pinto propõem-se a combater ferozmente esta promiscuidade que há muito denuncia. E quando foi Bastonário da Ordem dos advogados conseguiu mudar a lei que permitia que os bastonários também exercessem outros cargos. Foi perseguido e difamado pelos seus colegas por se ter atrevido a acabar com os tachos e promiscuidade de alguns.
E tentou também mudar a lei dos deputados advogados, mas foi travado.

"Bastonário abre guerra: Advogados proibidos de serem deputadosMarinho Pinto despacha novo estatuto da Ordem sem ouvir ninguém. Advogados em fúria querem a suspensão.
Os advogados deixam de poder ser deputados. Passam a ser precisos dois terços do plenário do Conselho Geral e do Conselho Superior da Ordem dos Advogados para instaurar processos disciplinares ao bastonário. O Conselho Superior da Ordem perde poderes. O bastonário é o único advogado que se pode pronunciar sobre processos judiciais em curso. Estas são algumas das mudanças da proposta de novo Estatuto da Ordem dos Advogados que Marinho Pinto enviou para o ministério da Justiça, sem ouvir os seus pares, e que agora foi remetido pelo governo ao Conselho Superior do Ministério Público. Tornar incompatíveis o cargo de deputado e a profissão de advogado é uma velha ideia de Marinho Pinto." ARTIGO COMPLETO: 

Neste outro video, Paulo Morais fez também um discurso no Parlamento onde expôs os nomes de alguns dos deputados que exercem em descarada promiscuidade... mas por incrível que pareça, ninguém apareceu no parlamento para se defender... Devemos considerar esta atitude como um assumir de culpa? Devemos perguntar porque razão nenhum deputado, dos principais partidos mostrou interesse em comparecer num debate sobre a corrupção?