29 junho, 2015

Relatório «confidencial» sobre PPPs da saúde, esconde «encargos líquidos» de 12 419 milhões de euros


O Estado e o BES – alguns exemplos
Os negócios dos Espírito Santo com o Estado têm talvez a sua expressão mais gritante na intermediação do negócio dos submarinos, que rendeu 30 milhões de euros ao Grupo, entretanto repartidos pelos membros do Conselho Superior, entre outros. Mas este é apenas o caso mais conhecido.
A revista Exame escrevia, no final de 2011, o seguinte acerca das Parcerias Público-Privadas: “cinco grupos e agrupamentos de empresas conseguiram ficar com cerca de 80% dos encargos líquidos totais do Estado nestes cerca de 36 contratos”. A repartição é a seguinte:

Captura de ecrã 2015-03-12, às 17.05.47

A números da altura, cabiam ao BES/GES receitas de 4737 milhões de euros, 1225 milhões já pagos à data (3512 milhões em falta), distribuídos pelos seguintes contratos:

Concessões Rodoviárias:
Ascendi Beiras Litoral e Alta (173 km)

19 junho, 2015

Sócrates: mártir ou manipulador? Empenhado em travar a justiça e a verdade

O QUE ESTÁ POR TRÁS DO PSEUDO ACTO HERÓICO DE SÓCRATES DE REJEITAR A PULSEIRA?
Mais uma vez as técnicas de ilusionismo de Sócrates tentam iludir os incautos. As pessoas lúcidas percebem isto como sendo um insulto à inteligência e uma ofensa à justiça... os outros, louvam o mártir.
Sócrates quis fazer da recusa da pulseira electrónica e da submissão ás grades, um acto heróico, digno e corajoso do recluso que opta por pregar mais um prego na sua cruz de mártir em nome da dignidade?
Um mártir que só assim se pode apresentar perante os que ainda gostam de se deixar enganar.
Na realidade o que se passou é bem mais indigno do que digno, mais cobarde do que corajoso, mais medo que mártir. Ele apenas quer manipular a justiça para travar a justiça... terá medo de quê?

Tanto Sócrates como a sua defesa sabem que, segundo a lei, se ele estiver atrás das grades como tem sucedido, a justiça portuguesa terá apenas até Novembro para formalizar a acusação, ou ele sairá da prisão sem acusação ainda formalizada, o que ele usará para reforçar o seu papel de vitima/ herói, um espectáculo dramático que ele muito ambiciona oferecer aos seus fanáticos seguidores. Assim graças ao fanatismo dos fãs, somado à teatralidade do ídolo, iremos ter um Sócrates a alegar que não existe acusação, que é tudo uma cabal, etc etc ... apesar de todos os lúcidos e defensores da verdade e da pátria saberem que apesar de não haver formalização da acusação, existe uma acusação, e ele sabe bem qual é, assim como o país todo.
Se Sócrates tivesse aceitado a saída com pulseira electrónica, o prazo para formalizar a acusação, dilatava-se. 

Ele sabe que isso joga a seu favor, pois ele melhor que ninguém, conhece as limitações dos meios humanos e técnicos da justiça, não fosse ele um dos responsáveis por isso. Sócrates aposta assim em criar uma limitação à justiça, com menos tempo, poderão ser cometidos mais erros, porque basta uma virgula fora do sitio, para que um processo se afunde e invalide.
Ele não quer justiça, ele quer que a justiça falhe? Que a justiça se perca no meio da burocracia e da carência de meios. Ele sabe que o processo torna-se mais complexo de dia para dia, dado que quase todas as semanas se somam novos actores e novos enredos ao caso Marquês.
Paradoxalmente a justiça tem noção que a carência de meios humanos e técnicos, são uma vantagem para os corruptos, mas dependem dos governos corruptos, para poderem alterar isso.

Travar a verdade e a justiça tem sido a postura da defesa de Sócrates. E qualquer pessoa informada sabe disso, pois é público que uma das batalhas da defesa de Sócrates, tem sido impedir que se possam usar os registos bancários como prova. Ora uma pessoa inocente, corajosa e digna que quer justiça e verdade, e que se diz mártir da justiça, não esconde registos bancários, antes os exibe para provar a sua inocência e a perseguição da justiça.
Para os que se dizem inocentes e perseguidos pela justiça, as provas, como os registos bancários, seriam uma prova da sua inocência, porquê trava-las? 

---Recurso da defesa de Sócrates não contesta os factos, apenas alega que as provas sobre o rasto do dinheiro na Suíça não poderão ser usadas em tribunal. E aponta o dedo ao juiz Carlos Alexandre.
---19 fev - Advogado apanhado em escutas, a mandar destruir documentos de Sócrates. O advogado Gonçalo Trindade, arguido no processo 'Marquês' que está em liberdade mas proibido de sair do País, foi intercetado nas escutas telefónicas a providenciar a destruição de documentos que poderiam ser comprometedores. Em causa estarão provas das trocas de dinheiro entre José Sócrates e Carlos Santos Silva.

---- Maria José Morgado explica a falta de meios da justiça:  “O bater das asas de uma borboleta no tribunal pode provocar um atraso de 15 anos num processo." "Tenho de manifestar as necessidades, fundamentá-las e quase implorar [que nos dêem meios]. Tenho uma autonomia com mão estendida. Evidentemente tenho que fazer muito com pouco.
--- Novo presidente do Sindicado acusa Pinto Monteiro de impedir investigações a poderosos. António Ventinhas afirma ainda que os procuradores que tinham processos sensíveis em mãos acabavam por ter a carreira prejudicada.

NESTE VIDEO PAULO MORAIS EXPLICA QUE ESTRANHAMENTE, SÓCRATES EM VEZ DE SE DEFENDER, ATACA A JUSTIÇA

17 junho, 2015

Estado paga 600 milhões por serviço de segurança que não funciona. A amizade acima de todos?

O Estado está a pagar por uma rede de comunicações do Ministério da Administração Interna um total de 600 milhões de euros, cinco vezes mais do que poderia ter gasto se tivesse optado por outro modelo técnico e financeiro.
MAS O MAIS GRAVE É QUE O SISTEMA DE URGÊNCIAS, NÃO FUNCIONA EM CASOS DE EMERGÊNCIA? Como conta o video...
A empresa a quem se adjudicou o contrato, tinha tido como consultor e administrador o Ministro, que no ano seguinte adjudicou a obra, no governo de Sócrates. E os beneficiados deste negócio, é a malta do BPN, como se explica no segundo video.



Segurança sem cobertura de rede
Com o intuito de abandonar as redes convencionais (banda baixa, média e alta) utilizadas, foi implementado o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).
Em funcionamento desde Janeiro de 2010, este sistema foi concebido para responder adequadamente aos desafios colocados a forças como a Autoridade Nacional de Protecção Civil, GNR, PSP e Bombeiros Voluntários na sua actuação diária ou em cenários de emergência como catástrofes, acidentes, incêndios de grandes proporções ou acções conjuntas. Mas a verdade é que não tem funcionado correctamente, nem tão pouco tem impressionado as Forças de Segurança e Socorro Estatais que o adoptaram.

15 junho, 2015

Filho de ex ministro maçon, PS, suspeito e preso por favorecer maçons. João Alberto Correia ex-director geral do MAI


Um caso sério de falta de vergonha... um rol de ilegalidades que envergonham não só quem as
cometeu mas também o povo que as permite, pois ao longo de décadas o eleitorado português, insiste em desperdiçar os votos ou em votar nos partidos com o maior cadastro da história de Portugal. Se os 60% de votos desperdiçados na abstenção nulos e brancos, fossem usados para lutar contra a corrupção, seriam uma força avassaladora que expulsaria os corruptos do poder. Se o povo soubesse usar o voto e a democracia. O voto serviria para punir e mostrar aos partidos que albergam criminosos, que somos contra eles, pois sabemos quem eles são e não os queremos mais no poder. Mas os portugueses deixaram o país chegar a este ponto, porque não utilizam o voto para modelar a politica e os políticos e para moderar o abuso. E depois claro o abuso, o saque e a corrupção crescem de ano para ano, de geração em geração, porque eles sabem que o povo não os pune

Um rol infindável de descaramento. Pai e filho, maçons do PS, abusavam do poder para fazer favores por dinheiro. Com o poder de decidir quais os edifícios do MAI, que precisavam de obras, e quem as faria, suspeita-se que terá assim, beneficiado empresários maçons, em 55 ajustes directos, inclusive mudou procedimentos para facilitar o desfalque. O artigo pode deixa-lo indisposto mas não se deixe intimidar, prossiga e não se deixe iludir pelas palavras mansas e eufemismos, como por exemplo, onde se lê contrapartidas, deve ler-se luvas. 

ACUSADO.... Uma forma de alimentar as clientelas parasitas do estado, a seita da maçonaria precisa viver sem esforço, está assim habituada?

12 junho, 2015

A despesa total do estado português cresce ininterruptamente desde há muitos anos.


Tragédia de Portugal, estava à vista, mas ninguém a quis travar? 


Socialistas afirmam: "Fomos nós, com Sócrates, que preparámos terreno para cortes"
Um grupo de militantes do PS respondeu ao apelo dos notáveis, garantindo que foi o seu partido, nos anos de governação de José Sócrates, que “conduziu Portugal ao desastre” e assumindo que deixar voltar os mesmos ao poder seria cometer um “crime contra a Nação”, indica o jornal i.
Os históricos 'rosas' António Almeida Santos, Jorge Sampaio, Manuel Alegre e José Vera Jardim fizeram, na semana passada, um apelo para que a situação que se vive no PS seja “clarificada”, pedindo aos socialistas que “não se enganem no adversário”.
Em resposta à declaração dos notáveis, um grupo de militantes do partido escreveu um texto em que culpa os anos de governação de José Sócrates por terem preparado “o terreno para os cortes salariais, para as privatizações feitas sem critério e para o descrédito das instituições”.
“Fomos nós, socialistas, que o fizemos e quanto mais rapidamente o compreendermos melhor será para o PS e para Portugal”, afirmam Henrique Neto, Ventura Leite, Rómulo Machado e António Gomes Marques, no documento a que o jornal i teve acesso.
No mesmo texto, os militantes dizem ainda que é imperioso impedir que “os mesmos que conduziram Portugal para o desastre” voltem ao poder, sob pena de se cometer um “crime contra a Nação e um ultraje aos princípios e valores do Partido Socialista”.

A despesa total do estado português cresce ininterruptamente desde há muitos anos. O gráfico seguinte mostra essa evolução segmentada por área (em milhões de euros). Inicia-se em 1995 não especialmente por ter sido o ano em que António Guterres foi eleito e teve início o “ciclo PS” sob o qual ainda hoje vivemos (a tendência vem de antes disso) mas porque a partir desse ano as categorias contabilísticas foram padronizadas. É de notar que apenas em 2003 a despesa diminuiu. Não creio que o facto de estar no governo (particularmente nas finanças) quem estava seja mera coincidência. Mas não faço disso grande importância; no ano seguinte cresceu outra vez.



Além do evidente crescimento, outro facto salta à vista: Existem três áreas onde o grosso da despesa do estado incide. O gráfico abaixo, relativo a 2009, permite uma melhor leitura desse facto.

11 junho, 2015

Para vencer em Portugal basta roubar. Sigam o exemplo de Dias Loureiro, montem um BPN.

Passos Coelho já deixou claro quem é o seu guru, e quais são as ambições dele como politico. O próximo passo de Passos Coelho é montar um banco?
Para ele, o segredo para se vencer na vida é seguir as passadas e o exemplo de Dias Loureiro, e ao que parece, em Portugal resulta, o Ricardo Salgado seguiu-lhe o exemplo e aí está ele, milionário, livre da prisão, livre dos problemas e a gozar com a cara dos cidadãos, cujo dinheiro andou a emprestar a amigos criminosos sem garantias e indignos de confiança, tal como Dias Loureiro.
Neste video, ao ser questionado sobre a sua estranha ingenuidade, que o levou ao ponto de financiar um traficante de armas e negociar com ele, Dias Loureiro responde que nunca tinha percebido que El-Assir era uma pessoa envolvida no tráfico de armas e sem garantias ou indigno de confiança, antes pelo contrário, sentiu-se seguro porque El-Assir convivia com o rei de Espanha e com o presidente Bill Clinton. Foram estas as garantias de um expert na finança? Foi assim que ele avaliou uma pessoa que era traficante de armas e levou o BPN a perder muitos milhões ao comprar uma empresa falida.



"Sabemos, finalmente, o que Passos Coelho quer de Portugal.
Depois de anos em que nos incitou abstractamente a sairmos da zona de conforto, a sermos empreendedores, a não nos queixarmos da má sorte que a vida nos deu por ter calhado vivermos nas grandes depressões e recessões económicas, finalmente indicou um modelo a seguir: Dias Loureiro.
Em Aguiar da Beira, o primeiro-ministro descobriu, escondido entre o público da Queijaria Sabores do Dão, para assistir ao seu discurso, Dias Loureiro. Para quem não sabia de Loureiro desde que ele desapareceu para Cabo Verde enquanto era investigado por causa do BPN, ei-lo ressurgido.

09 junho, 2015

"Vamos fazer estágios até sermos velhinhos?" 6 em cada 10 postos de trabalho criados correspondem a estágios.

A farsa dos estágios, para ajudar empresários oportunistas. E colocar o estado a pagar os salários dos privados. Não há dinheiro para ajudar os pobres, mas há sempre para ajudar as grandes empresas a ter empregados pagos pelos contribuintes???



"Vamos fazer estágios até sermos velhinhos? Não é solução"
Seis em cada dez trabalhos criados em Portugal são estágios.
Reativar, programa de estágios para maiores de 30.
O estágio profissional de 12 meses está prestes a terminar e Joana já sabe que não vai continuar na empresa. Os zunzuns de uma possível proposta apontam para um salário igual ao inferior ao que recebe actualmente (cerca de 690 euros brutos por mês) e não está disposta a aceitar mais essa exploração. No currículo já tem um estágio curricular não remunerado de nove meses, obrigatório para terminar o mestrado em Psicologia, e quatro meses e meio de trabalho gratuito na empresa onde está agora a terminar o estágio profissional — período em que esteve à espera da aprovação do estágio por parte do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Para ser aceite na Ordem dos Psicólogos, terá ainda de fazer mais um estágio profissional de um ano.

A vida de estágio em estágio de Joana (nome fictício) é semelhante à de milhares de portugueses que vêem nesta modalidade a única opção de entrada no mercado de trabalho. Segundo dados do Banco de Portugal divulgados no final de 2014, seis em cada dez postos de trabalho criados no país correspondem a estágios.
Maria Manuel acha urgente que se fale sobre o assunto e se mudem mentalidades: “As empresas tentam normalizar o assunto e apresentar o estágio como uma grande oportunidade e um privilégio que dão às pessoas. Mas estamos a falar de uma forma de exploração e precarização utilizada para suprimir postos de trabalho.” A designer de comunicação sentiu-o na pele. Em 2010, embarcou num "workshop" de Verão de três meses promovido pelo grupo Menina Design.

07 junho, 2015

Lamego e a chaga dos políticos incompetentes... ou engenheiros amadores

CAVACO SILVA VAI FESTEJAR O 10 DE JUNHO, DIA DE PORTUGAL, EM LAMEGO. VAI CONDECORAR 33 PERSONALIDADES. SERÁ QUE A CERIMÓNIA VAI SER REALIZADA NO FAMOSO PAVILHÃO MULTIUSOS QUE CUSTOU MILHÕES AOS CONTRIBUINTES, MAS TEM O TECTO EM VIAS DE RUIR? UM PAVILHÃO QUE CONTINUA FECHADO DESDE O DIA DA INAUGURAÇÃO?
Em Lamego o Pavilhão Multiusos fechado há 4 anos está envolvido numa ruinosa PPP onde participam os Irmãos Cavaco, Lda empresa envolvida no caso BPN. Francisco Lopes, o grande entusiasta da "obra" é presidente da Câmara e do PSD.
E será que entre as personalidades condecoradas, estão os políticos de Lamego, que esbanjaram impostos nesse mesmo pavilhão e assinaram com a empresa construtora um contrato que obrigou os contribuintes a já ter pago rendas de 4 milhões apesar de o edifício estar sem uso e a ruir?



O caso do pavilhão de Lamego retratado neste video, mais parece uma anedota, mas de mau gosto. Expõe a forma como os nossos impostos são esbanjados em obras inúteis, despesistas e levadas a cabo de forma incompetente. Enquanto as escolas fecham, os hospitais ficam sem médicos, os infantários e lares desaparecem e os pobres ficam cada vez mais pobres, os autarcas continuam a construir inutilidades tais como museus, pavilhões, piscinas, etc, etc. Não sabem defender o interesse público nem conhecem as prioridades das populações que servem. E muito menos sabem o que significa investir para desenvolver a economia.

05 junho, 2015

Governo destina 347 milhões para emprego e integração de ciganos.

Já podemos imaginar as comunidades ciganas que são escorraçadas da França, Suiça, etc a seguirem o rasto dos milhões para aproveitarem a chegada dos generosos subsídios, e se fixarem em Portugal. O famoso bananal que incentiva a subsidio-dependência, chamado Portugal.
Na França e Suiça existem leis que desincentivam a permanência dos ciganos, pois não é permitido a nenhum emigrante permanecer no país, se não tiver emprego ao fim de 3 meses. E são repatriados aos milhares. Mas em Portugal não existem restrições, só incentivos. A Europa respirará de alivio com esta medida, mandam subsídios para Portugal, e desta forma incentivam os beneficiários a correr atrás do dinheiro fácil que jorrará em Portugal?

Somos dos países que mais sacrificam os cidadãos portugueses com mais cortes, com mais pobreza, com mais impostos, mais desemprego, com piores serviços públicos, somos também os menos produtivos, os mais corruptos, os mais falidos, os mais degradados, os mais infelizes, o pior país para investir, etc ... mas somos dos melhores em alguma coisa... Para os imigrantes!!Um estudo faz questão de anunciar isso ao mundo... como se se tratasse de anunciar que somos um bom destino turístico.... Portugal é um bom destino para imigrantes?
"Portugal é o segundo melhor país a acolher e integrar imigrantes,
Uma das áreas em que Portugal consegue mais pontos na análise do MIPEX é a integração dos imigrantes no mercado de trabalho: segundo números de 2011 e 2012, cerca de 28 por cento dos cidadãos não oriundos da União Europeia estavam desempregados , abaixo dos cerca de 33 por cento da média dos países analisados. O MIPEX avalia em 167 parâmetros a integração dos imigrantes em todos os países da União Europeia, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Islândia, Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Suiça e Turquia. DN

"Portugal vai aplicar três milhões de euros até 2020 na integração dos ciganos no mercado de trabalho. Alto Comissariado para as Migrações já tem garantia de verbas por parte do Fundo Social Europeu. Em declarações à agência Lusa, o Alto-comissário para as Migrações adiantou que o ACM está já a planear o próximo quadro comunitário de apoios, até 2020, vendo "aqui oportunidades importantes para relançar alguns projectos".

"Governo destina 347 milhões para a integração das comunidades ciganas
Primeira estratégia nacional de sempre dirigida aos ciganos quer 60% das crianças com a escolaridade obrigatória. Habitação receberá a principal fatia do investimento.
Nos próximos sete anos, a ENICC terá um investimento estimado de mais de 347 milhões de euros para cumprir vários objectivos em áreas como a educação, a habitação ou a saúde. Mais de 80% do montante previsto deverá ser financiado por fundos comunitários. No documento ressalva-se que “a assunção de compromissos para a execução das medidas” da ENICC “depende da existência de fundos disponíveis por parte das entidades públicas competentes”.
Na educação está previsto um investimento de quase 371 mil euros — a ENICC estabelece como metas nesta área que 60% das crianças ciganas concluam a escolaridade obrigatória ou que 2% conclua a universidade. Na habitação, que vai receber grande parte da fatia — quase 332 milhões de euros só para a qualificação dos realojamentos —, o objectivo é ainda a sensibilização de 90% dos municípios que têm população cigana “para as especificidades da sua cultura para o seu realojamento”.
Na saúde, que terá afectos mais de 1,6 milhões de euros, serão feitas campanhas de sensibilização para a inscrição de ciganos nos centros de saúde ou acções de formação para profissionais da área. Entre outras, a ENICC vai fazer campanhas para o combate à discriminação (115 mil euros) ou realizar um estudo nacional sobre a comunidade (175 mil euros).
A ENICC é uma iniciativa da Comissão Europeia, que pediu aos Estados-membros para desenharem uma estratégia nacional até 2020. Portugal começou a fazê-lo em Setembro de 2011, numa coordenação conjunta do secretário de Estado adjunto do ministro dos Assuntos Parlamentares, Feliciano Barreiras Duarte, e o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI). O ACIDI coordenará a monitorização da ENICC, através de um grupo consultivo onde estarão representantes dos oito ministérios envolvidos e quatro representantes das comunidades ciganas, segundo Duarte.
O número de membros da comunidade cigana neste órgão (inicialmente estavam previstos dois) gerou críticas. Bruno Gonçalves, vice-presidente do Centro de Estudos Ciganos, reconhece ao PÚBLICO “o esforço” da ENICC, mas gostaria que os membros da comunidade cigana presentes no conselho consultivo “tivessem sido eleitos pelos activistas”.
Para Bruno Gonçalves, há pontos positivos na ENICC, como na educação, e exemplifica: “Aumentar a qualificação, fazer com que as crianças frequentem o jardim de infância ou o trabalho dos mediadores e as questões ligadas à igualdade de género [com acções promovidas pela ENICC]”. Mas lamenta que algumas das propostas enviadas não tenham sido aceites — entre elas, o incentivo a empresas para acolher membros da comunidade cigana através de protocolos com as autarquias ou o Governo para isenção de impostos durante um ano a quem o fizesse, pois “o grande problema é o preconceito enorme em relação à comunidade cigana, para quem o mercado de trabalho está completamente fechado”.
Outra questão para a qual chamaram a atenção foi a pouca referência na ENICC à “venda ambulante”, que “era extremamente importante revitalizar”, acrescenta.
Barreiras Duarte comenta que a ENICC é uma resposta às necessidades de “muitas ciganas e ciganos portugueses” que “carecem ainda de acesso a bens e serviços fundamentais, promotores da sua integração”.

03 junho, 2015

O voto jovem pode ser a solução para remover os partidos corruptos do poder.

O estudo na imagem em baixo, realizado pelo "El Pais", sobre o perfil do eleitor e as tendências de voto em Espanha, e que foi divulgado em Portugal, pelo semanário "Expresso" mostra que tipo de eleitores é responsável pela perpetuação dos partidos corruptos no poder. Os dados não deixam muitas dúvidas, os que mais insistem em votar nos velhos partidos os tais responsáveis pelos grandes casos de corrupção em Espanha há décadas, são afinal os eleitores mais velhos, os eleitores com menos habilitações literárias e os eleitores das classes sociais mais baixas. Veja por si...






































Este estudo transporta-nos a uma reflexão sobre a urgência de repensar este assunto em Portugal.
Para aqueles que se recusam a votar, fica assim mais fácil perceber porque é importante que votem, para contrariar esta tendência. Não podem deixar que sejam apenas estes eleitores a decidir quem nos governa. Uma reflexão para os jovens eleitores portugueses, que continuam a não querer assumir responsabilidades sobre o que se passa no país, mas que muito se queixam do país e do desemprego.
Jovens que nada fazem para contrariar as escolhas dos ferrenhos e fanáticos que votam há 40 anos nos partidos mais corruptos, e apesar desses ferrenhos serem uma minoria, eles vencem por falta oposição nas urnas.

Mas em Portugal os jovens desligam-se da politica porque não acreditam na mudança, e não percebem que são eles os protagonistas que terão que fazer a mudança. 
É urgente libertar Portugal das garras do bipartidarismo, é urgente que as novas gerações de eleitores avancem e dêem voz aos novos partidos. Silenciem os partidos que todos sabemos corruptos, repletos de vícios, atrelados a clientelas e acorrentados a parasitas... Partidos que já descaradamente albergam pessoas desonestas.

Em Espanha a mais recente sondagem confirma a imagem em cima "O votante [eleitor que pensa ir votar] jovem, urbano, ativo no mercado de trabalho e influente diz que vai votar Podemos ou Ciudadanos; o votante com mais idade, das zonas rurais, conservador, com atividades não remuneradas afirma que votará PP e PSOE"
Será desta que o país se vai unir e dirigir ás urnas para se opor ás escolhas dos mais idosos mais conservadores, dependentes de subsídios, menos letrados? São este tipo de eleitores a quem confias a escolha do teu futuro? Será desta que os jovens e trabalhadores vão também escolher? Ou vão ficar em casa e deixar os ferrenhos escolher os de sempre? Queres ser governado pelas escolhas dos outros? Ou vais começar a fazer valer as tuas escolhas?

01 junho, 2015

Privatização da TAP e do Metro envoltas no nevoeiro negro da corrupção. Raquel Varela e Carlos Paz, denunciam a fraude.

A privatização do Metro de Lisboa é mais uma farsa que visa beneficiar os privados e lesar o interesse público. Raquel Varela leu o caderno de encargos e garante que não entende como é que é possível que aquilo que lá viu, seja legal. Tal é o descaramento com que nos roubam. 



Como se tem provado pela discussão pública em torno deste assunto, o objetivo da privatização não é a defesa do interesse público, mas sim a criação de novas áreas de negócio para os privados.
O modelo de concessão a privados em nada resolve os problemas de dívida das empresas públicas. Aliás, o Governo sabe disso tão bem que até se disponibiliza para que os contribuintes fiquem a pagar a chamada dívida histórica da empresa, retirando esse encargo do futuro subconcessionário e oferecendo-lhe assim a empresa ‘limpa’ de dívidas e pronta apenas para gerar lucros operacionais. Raquel Varela explica sem papas na língua, a falcatrua que está por trás da privatização da Carris e do Metro. Basicamente, como esta PPP, os prejuízos ficam por nossa conta (Estado) e os “privados” ficam os lucros!
Não deixe de ver este video... e partilhar. Portugal precisa de saber. 
As privatizações até poderiam trazer benefícios ao país, se não fossem aplicadas em monopólios nem fossem realizadas por pessoas que defendem os privados e não o interesse público. Mas os nossos representantes públicos não são capazes de defender os interesses de quem os elegeu em vez dos interesses privados de quem os compra.

O resultado está à vista... mudam o caderno de encargos ao sabor do interesse privado
Governo paga para espanhóis gerirem Metro do Porto sem riscos
O Governo já admite dar indemnizações compensatórias ao futuro operador do metro do Porto. Mas essa possibilidade, que diminui o risco do privado e melhora a equação financeira do negócio de concessão, nunca foi incluída no caderno de encargos nem divulgada publicamente pela Metro ou pelo Estado.