28 fevereiro, 2015

Santa Casa pagou 32 milhões por edifícios que nunca usou. A máfia, o regabofe e os boys.

Os casos estranhos na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O regabofe.
Compraram um edifício de 32 milhões, que não usam e valia apenas, 18 milhões?!
A empresa a quem compraram o edifício é de Aprígio Santos, o tal que deve 150 milhões ao BPN!
As obras de 200 mil euros que não se fizeram!
Os boys que se multiplicam como coelhos!
Aumento de 10 milhões de euros com boys?
As cores partidárias dos boys e as amizades!
Os milhões de euros gastos em estranhos ajustes directos!
Dos 240 ajustes directos em 2011, apenas cumpriu a lei em 61.
Em 2012 e 2013 as infracções à lei continuam.
A impunidade e a falta de vergonha fazem crescer a máfia e o crime.

"Quatro anos depois de ter pago 32 milhões por três imóveis para aí instalar os seus serviços, por razões de segurança, a instituição desistiu da mudança e nada diz sobre os motivos nem sobre o futuro dos edifícios
Ainda há meses, o complexo adquirido pela Misericórdia de Lisboa em 2008, na Av. José Malhoa, estava rodeado de tapumes e tinha um estaleiro de obras a seu lado. Aparentemente estavam finalmente a iniciar-se as obras de adaptação da antiga sede da seguradora Bonança para ali serem instalados o Departamento de Jogos da instituição e uma grande parte dos seus serviços. De repente, o estaleiro desapareceu, sem que haja sinais de ter sido feita qualquer obra, mas nem a Misericórdia nem a empresa de construção que montou o estaleiro explicaram porquê.
No portal dos contratos públicos na Internet encontra-se, porém, o anúncio de uma adjudicação por ajuste directo e pelo valor de 200.000 euros feita em Maio deste ano à empresa Casais, a mesma que montou o estaleiro na José Malhoa e disse ao PÚBLICO não prestar quaisquer informações sobre os trabalhos ali efectuados.
O que não bate certo nesta situação é que os edifícios em causa foram comprados há quase cinco anos a uma empresa de Aprígio Santos (do clube Naval Primeiro de Maio da Figueira da Foz). A decisão de compra foi da responsabilidade da anterior direcção da Misericórdia, presidida pelo socialista Rui Cunha,(...) O projecto foi abandonado.

- Misericórdia perdeu (ou ofereceu) 15,5 milhões a alguém.
Misericórdia comprou por 32 milhões prédios que 6 meses antes custaram 18 milhões, durante o Governo de José Sócrates.
Valorização de 14 milhões ocorreu em apenas seis meses em 2008. Inquérito ordenado no primeiro mandato de Santana Lopes não detectou ilícitos criminais, mas houve muita coisa que ficou por esclarecer do último mandato do socialista Rui Cunha.
Três anos depois, já no mandato de Santana Lopes, a instituição teve de registar nas suas contas uma imparidade, por perda de valor daqueles edifícios, no montante de 15,5 milhões de euros. A média das avaliações realizadas em Dezembro de 2011 atribuiu-lhes um valor de apenas 14,6 milhões. Mais tarde, em 2013, a instituição acabou por se desfazer deles por 14,9 milhões. Público
OS BOYS - Santana Lopes faz da SCML, o clube dos amigos?

26 fevereiro, 2015

Na Suécia, os eleitores eliminam a corrupção nas urnas. 90% dos eleitores votam, não perdoam atentos contra a corrupção.

Este artigo serve para renovar a esperança de todos que sonham ver Portugal limpo da corrupção. Serve ainda para mostrar que as formas de luta contra a corrupção, estão nas nossas mãos, acessíveis a todos. Saiba como poderia ser viver sem corrupção, perceba o quão ridículo é, aceitarmos viver atolados na sujidade da corrupção. Veja o Video com a reportagem sobre a democracia na Suécia. Como deveria ser a verdadeira democracia. Sonhe... e lute.




A Suécia tem servido de exemplo a muitos países que lutam para sobreviver à corrupção. Desde a década de 70 só houve dois casos de corrupção política.
Um país onde a justiça que condena os maus políticos e os corruptos, é exercida pelo eleitor activo, que pune nas urnas e através da opinião pública, uma justiça pesada e eficaz. E onde os mais activos denunciantes de corrupção, são os órgãos de informação e os cidadãos. Por isso, casos de corrupção politica, são acontecimentos tão raros, que se perdem na memória.
É também um país onde a politica é levada a sério tanto pelos cidadãos, como pelos políticos, não se admitem jogos sujos, insultos e ataques pessoais entre os políticos em campanha ou no governo... quem escolher esse caminho, é também penalizado nas urnas.
Um país onde 90% dos eleitores votam e fazem questão de fazer sentir aos políticos, que estiveram atentos, fazem-nos sentir o peso da sua justiça e da vontade do povo, não se abdicam de se manifestarem nas urnas, escolhendo quem satisfaz a maioria e o bem comum, e penalizando quem não satisfaz. Só 10% de abstenção. Ou seja 90% dos eleitores, lutam contra a corrupção e a favor da democracia. Em Portugal, ao que parece, só votam os ricos, os amigos dos corruptos, os boys e os militantes fanáticos. Pois esses são os únicos que têm sido representados e defendidos pelos governos. 
56% deixam que esses escolham por eles e depois queixam-se que o governo não os representa.

Na Suécia a corrupção na politica quase não existe, e quem se atreve a pisar o risco, por mais insignificante que seja o acto, desaparece da politica, pois os eleitores e a comunicação social, garantirão que esses nunca mais terão votos ou a confiança do povo.
Como é que permitimos que Portugal chegasse a este ponto? Onde os políticos mais parecem famílias da máfia? E afinal é tão simples travar os políticos desonestos e corruptos basta que o eleitor exerça o seu dever e direito de os julgar, votando com justiça e informados, não cegamente, por clubismos, protegendo criminosos.
Nas entrevistas que se seguem, poderemos perceber que Portugal necessita urgentemente de lições de literacia politica e cidadania, precisa aprender a ser um eleitor/juiz eficaz e justo, porque o estado do país e a qualidade dos políticos que temos, é o reflexo directo do cidadão: das suas acções e da falta delas.

Entrevista a Claudia Wallin, que vive na Suécia, jornalista e autora do livro “Um País Sem Excelências e Mordomias” 
-Quais são as diferenças mais chocantes entre as rotinas de um político eleito na Suécia e de um político eleito no Brasil?
Claudia Wallin: A Suécia não oferece luxo ou privilégios aos seus políticos. Parlamentares suecos vão de ônibus para o trabalho, e viram manchete de jornal quando se atrevem a pegar um táxi com o dinheiro do contribuinte.
Vivem em apartamentos funcionais que chegam a ter 18 metros quadrados, e onde não há comodidades como máquina de lavar. O ministro sueco Anders Borg, que em 2011 foi eleito pelo jornal britânico ”Financial Times” como o melhor ministro das Finanças da Europa, vive na capital num apartamento de cerca de 25 metros quadrados.
Nenhum deputado sueco tem direito a pensão vitalícia, plano de saúde privada nem imunidade parlamentar.
Nenhum político sueco tem o privilégio fabuloso de poder aumentar o próprio salário.
Parlamentares suecos trabalham em gabinetes de cerca de 15 metros quadrados, e não têm direito a secretária, assessor nem motorista particular.
Vereadores suecos não recebem sequer salário, e não têm direito a gabinete – trabalham de casa.
Na concepção sueca, sistemas que concedem privilégios e regalias aos políticos são perigosos. Porque transformam políticos em uma espécie de classe superior, que não sabe como vivem os cidadãos comuns. Dessa maneira, conforme sublinham vários políticos suecos, cria-se uma distância entre o povo e seus representantes, o que por sua vez gera um sentimento de desconfiança e descrença da população em relação aos políticos.

-Que interpretação faz dessas diferenças? Quais são as raízes históricas e culturais que levaram a modelos tão diferentes?
Claudia: A Suécia tem uma história marcada por uma longa tradição de democracia, e por um forte sentimento de igualdade entre as pessoas. Mesmo durante o período de poder monárquico, ao lado do rei sempre existiu um parlamento, e já na Idade Média havia a participação de pessoas comuns e camponeses nas assembléias políticas, ao lado do clero e da nobreza. Ao longo dos tempos, foi preciso lutar contra o poder do rei e os privilégios da nobreza. O rei perdeu todos os poderes na década de 70, e o desenvolvimento da democracia sempre esteve associado aos valores igualitários da sociedade sueca: ninguém deve ser melhor do que ninguém, e isso inclui a classe política. Políticos suecos sabem que não estão no poder para enriquecer, e sim para representar os interesses da sociedade como um todo.
Já no Brasil, ainda vigoram o conceito patrimonialista e os privilégios políticos que marcaram o processo de formação do Estado brasileiro, com a visão de que a coisa pública não é de ninguém. O interessante é notar que a Suécia, que juridicamente ainda é uma monarquia, conseguiu concretizar o ideal republicano. O Brasil, que formalmente é uma república, ainda é um país de súbditos.

24 fevereiro, 2015

Sociedades de advogados e a promiscuidade nas privatizações

Neste artigo conheça alguns trechos do livro "Os Facilitadores". Livro que revela e sistematiza as listas de clientes das maiores sociedades de advogados, as interligações políticas e empresariais (desde o recrutamento de ex-políticos ou políticos no activo até à acumulação de cargos de administração em grandes empresas), as participações no âmbito da produção legislativa ou da actividade regulatória, entre outros elementos. E onde entram os grandes escritórios e o dinheiro de todos nós?
“Ajustes directos, contratos swap, PPP (nos sectores da saúde, educação, águas, resíduos, vias rodoviárias e ferroviárias, etc.), privatizações de empresas públicas, concessões e subconcessões, contratos de exploração a meio século, auto-estradas com portagens virtuais, rendas excessivas no sector energético, mais-valias decorrentes da venda de gás natural não partilhadas com os consumidores, aumentos das taxas nos aeroportos nacionais, direitos adquiridos sobre pontes e aeroportos que ainda não foram construídos, indemnizações devidas por causa de projectos adiados, ou mudanças de sede fiscal para a Holanda ou para a Zona Franca da Madeira...
Quase todos estes contratos, negócios e direitos adquiridos foram assessorados, intermediados, aconselhados, estruturados, facilitados pelas principais sociedades de advogados que operam em Portugal. As que mais facturam. Quer do lado do Estado, em representação do interesse público, quer do lado do sector privado, defendendo os interesses empresariais dos respectivos clientes. Ou em ambos os lados, muitas vezes em simultâneo, por entre indícios de conflitos de interesses”. 

Os Facilitadores
«Acelerar privatizações e concessões
Das referidas interligações entre Marques Mendes e Passos Coelho, o Governo em funções e o PSD resulta – aparentemente – um canal de informação privilegiada que, não raras vezes, extravasa para o seu comentário político na televisão.

22 fevereiro, 2015

SE NÓS NÃO SOMOS A GRÉCIA É PORQUE SOMOS PARVOS

Por Miguel Sousa Tavares
O “nós não somos a Grécia”, repetido por esta maioria como um mantra, é das frases politicamente mais estúpidas que me foi dado ouvir. É claro que nós somos a Grécia a partir do momento em que quisemos ser europeus e porque a Grécia é a Europa: foi a Grécia que fundou a civilização europeia ao abrigo de cujos valores queremos continuar a viver. Porque a Europa — entre outros, sonhada pelo alemão Adenauer — é muito mais do que o défice e a dívida, os investidores e os mercados. É uma ideia política — de democracia, de espaço de todas as liberdades, de defesa dos cidadãos contra os abusos dos poderes, de progresso social, económico e científico, de paz e de segurança comum — a que se juntou depois a difícil tarefa de a englobar também num espaço económico comum, sem fronteiras comerciais e cimentado numa moeda única. Seria uma tragédia que as dificuldades de consolidação da moeda única, causadas pelas desigualdades à nascença entre os países aderentes e pelas desigualdades das regras de jogo entre eles (diferentes taxas de juros para as empresas e para as dívidas públicas, diferentes regimes fiscais, diferentes condições para a poupança e investimento) conduzissem à implosão daquilo que foi fundamental na criação da União Europeia. Mas é para aí que parecemos caminhar: a Europa que enfrenta a ameaça do fundamentalismo islâmico mas que rejeita integrar a Turquia, que cerca a Rússia e se vai enfiando cada vez mais no vespeiro ucraniano, que aceita o neofascismo húngaro mas não se conforma com a vontade democraticamente expressa pelos gregos de querer mudar de vida, essa Europa caminha para a desagregação. Foi construída por visionários e, se nada de substancial mudar, vai ser destruída por merceeiros.

20 fevereiro, 2015

O retrato do SNS do tempo de Sócrates, para avivar memórias.

De repente o país ficou histérico com o que se passa no SNS e com o caos nos hospitais, como se todos os portugueses tivessem aterrado agora em Portugal, recém chegados de Marte, e desconhecessem todo o passado do país. Nunca tinham percebido que o caos no SNS é uma realidade antiga e que se agrava de ano para ano. Não se lembram de nada... 
E o agravamento do caos vai continuar, porque os portugueses teimam em não saber avaliar os governos, nem os políticos nem a saber julga-los politicamente, nas urnas. A memória é curta e a literacia politica, é fraca.
Para os portugueses, qualquer coisa serve para fazer da discussão cívica sobre politica, um circo, um disparar de insultos ocos, um achincalhar público e histérico. Não existe a preocupação de pesquisar, indagar ou questionar a veracidade do que se comenta e se alguém tenta remar contra a onda de insultos ou chamar à razão para factos, rapidamente passa a ser também alvo de insultos.
E enquanto os eleitores continuarem a fazer da politica um circo, continuaremos a ser governados por palhaços.
Enquanto os portugueses continuarem a não saber condenar os maus e a reconhecer e premiar os bons nas urnas, continuará a compensar o crime na politica e claro, continuaremos a ter criminosos na politica.
Enquanto os portugueses não se preocuparem em saber o que está por trás de cada frase descontextualizada e fizerem chacota de todos os políticos indiferenciadamente, em vez de se darem ao trabalho de fazer análises criticas, fundamentadas e justas, continuaremos a ter na politica, apenas os piores, porque pessoas de respeito com valor e competência, não se sujeitarão a julgamentos públicos de gente injusta e inculta.
Enquanto o insulto for a única arma que os portugueses sabem usar, para comentar e julgar actos dos políticos, continuaremos a ter políticos de muito pouca qualidade.
Tudo na vida é um processo de causa efeito... quem começou este ciclo de causa efeito, que parece inquebrável?
Foram os eleitores que começaram a mostrar que eram pouco exigentes, pouco justos, pouco lúcidos, e fáceis de enganar? Ou foram os políticos que começaram a aproveitar-se da ingenuidade, da falta de lucidez, da falta de justiça e da ausência de exigência dos eleitores?
O importante é perceber quem tem que começar a mudar... e isso é óbvio, nós somos certamente os mais interessados nessa mudança, porque eles, os políticos, apesar de insultados e humilhados por uns pobres coitados, continuam  a viver à grande e à francesa, impunemente e a lesar os cidadãos...
Já os cidadãos, não ganham nada com esta situação portanto temos que ser nós, como eleitores e bons portugueses, a dar o primeiro passo para a mudança. Saber falar de politica, analisar a politica e os políticos, interessar-se, querer saber o que está por trás das famosas "bombas" jornalísticas, avaliar com espírito critico os dados, é uma urgência.

Neste artigo não se pretende discutir quem tratou melhor o SNS, se o Sócrates se o Coelho, porque se a discussão fosse essa, teria sido outra a pesquisa.
O que se pretende provar com este artigo é que a análise dos portugueses é quase sempre demasiado superficial e injusta. Porque como podem constar, já no tempo do Sócrates, existiam muitos problemas no SNS, em tudo semelhantes aos que agora tanto escandalizam os portugueses, como se nunca tivessem visto nada assim. E 2010, 2009, 2008, não foi assim há tanto tempo. Por isso reparem como os portugueses analisam a politica... este exemplo do SNS é flagrante e gritante. Esqueceram?
"O esquecimento é o adubo que nutre a impunidade." (Wesley E. Hayas)
E fazem o mesmo com o caos na educação, na construção pública, no nepotismo, e no despesismo... esquecem tudo?

@ - 29.09.2010 - MORRE APÓS 13 HORAS NO S. JOSÉ. 
José Gonçalves, de 43 anos, entrou às 20h21 do dia 25 de Agosto no Hospital de São José, em Lisboa, acabando por falecer às 10h30 do dia seguinte vítima de lesões traumáticas abdominais, resultado de um acidente de viação. A família acusa o hospital de não ter sido célere na detecção do real problema de José Gonçalves. "Estiveram das 20h30 até às 04h00 para perceber que o meu irmão tinha uma hemorragia interna. Como é possível?", questiona António Gonçalves, recordando que "às 22h30 o médico foi alertado para um hematoma no lado direito do abdómen". O Hospital de São José reconhece ter existido uma "degradação do estado clínico" e que, por isso, "foi submetido a intervenção cirúrgica" onde foram visíveis "lesões abdominais de extrema gravidade, tendo o doente falecido após tentativa de as controlar".

@ - 13/10/2010 - Espera na urgência de Braga chegou às 12 horas
A urgência do Hospital de Braga esteve entupida na noite de segunda-feira. A impaciência apoderou-se de quem esperava por ser atendido e não conseguia. Registaram-se esperas de mais de doze horas. ...enquanto a sua filha esperava para ser atendida há seis horas, por causa de uma dor de cabeça.

@ - Junho de 2009
Bebé morre na fila das urgências
Pais acusam Centro de Saúde de Monção de ter perdido tempo. Um bebé de dias morreu na fila das urgências do hospital de Viana do Castelo. Os pais de Simão acusam o Centro de Saúde de Monção de ter perdido tempo, noticia o «Correio da Manhã». 

@ - 29-12-2011
Hospital de S. João da Madeira. Doente morre à espera de ser atendido
Um homem morreu, segunda-feira, dia 26, enquanto aguardava por uma consulta no Hospital de S. João da Madeira. A unidade de saúde chamou o INEM, mas este não chegou a tempo. Só o resultado da autópsia, realizada anteontem, poderá revelar as causas da morte.

18 fevereiro, 2015

Conseguir ter prejuízos a vender diamantes é obra! Deputados impávidos e serenos

"Bataglia perdida" por Paulo Morais
Hélder Bataglia, presidente da Escom, assumiu, em plena Assembleia da República, que, num negócio de 27 milhões, desviou 21. Ou seja, cerca de 80%.
A isto chama-se administração danosa. É crime. No entanto, nem os deputados o questionaram sobre este ato de gestão, nem a Justiça o acusou.
Só mesmo no Parlamento português alguém pode assumir um crime desta dimensão e ficar impune. O negócio em questão consistia na assessoria à empresa que vendeu submarinos a Portugal, a Ferrostaal, em matéria das contrapartidas ao Estado português. Estas seriam a compensação à economia nacional decorrente da venda deste material militar.
A assessoria terá sido tão boa que as contrapartidas ainda não apareceram, tendo os alemães poupado tudo quanto já deveriam ter gasto em Portugal.
Dos 27 milhões faturados, Bataglia desviou 16 milhões para a administração e acionista da Escom e mais cinco para os Espírito Santo. Prejudicou a Escom, que, com problemas financeiros insolúveis, acabou por ser vendida à Sonangol. Mas as singularidades do depoimento de Bataglia na comissão de inquérito ao BES não ficaram por aqui. O gestor teve a ousadia de afirmar que os problemas da Escom resultaram de perdas com as explorações de diamantes em Angola.
Conseguir ter prejuízos a vender diamantes é obra! E só se consegue justificar por uma gestão sumamente incompetente, pela loucura absoluta ou, mais uma vez, gestão danosa. 
Os deputados ouviram submissos e ninguém pareceu admirado pelo facto de o negócio de diamantes dar prejuízo. Com sobranceria, Bataglia ainda se assumiu como precursor das relações económicas entre Angola e China, avisando (ou ameaçando?) os deputados do seu poder e importância. Só se esqueceu de informar que o seu parceiro nesta aproximação à China, Sam Pa, atual presidente da China Sonangol, está na lista de alvos de sanções económicas dos EUA, por promover a corrupção no tráfico de diamantes – o tal negócio que dá prejuízo. Sobre a influência destes negócios na destruição da Escom e no descalabro do BES, os parlamentares, cabisbaixos, nada questionaram. Os deputados portugueses claudicam perante qualquer Bataglia. CM

BES, o banco do regime jamais pode estar falido. 


16 fevereiro, 2015

A ascensão da Alemanha à custa da riqueza produzida em Portugal e na Grécia.


O BEM-ESTAR DOS ALEMÃES É CONSEGUIDO, TAMBÉM, À CUSTA DA RIQUEZA CRIADA EM OUTROS PAÍSES E QUE É TRANSFERIDA PARA A ALEMANHA.
O quadro 1, construído com dados oficiais da Comissão Europeia, mostra de uma forma clara e sintética os resultados para três países – Alemanha, Grécia e Portugal – da criação da União Europeia e, nomeadamente, da Zona do Euro em 2002.
Para que os dados do quadro sejam mais claros interessa ter presente o significado dos conceitos que são utilizados nele: (1) PIB, ou seja, o Produto Interno Bruto, corresponde ao valor da riqueza criada em cada país em cada ano pelos que residem nesse país; (2) PNB, ou seja, Produto Nacional Bruto, corresponde à riqueza que os habitantes de cada país dispõem em cada ano que pode ser maior do que a produzida no país (no caso da transferência de riqueza do exterior ser superior à riqueza produzida no país em cada ano transferida para o exterior) ou então pode ser menor que a produzida no país (no caso de uma parte da riqueza produzida no país ser transferida para o exterior e não ser compensada pela que recebe do exterior).

14 fevereiro, 2015

“Como os políticos e ex-políticos gerem interesses, movem influências e beneficiam de direitos adquiridos”

Celeste Cardona não queria estar na capa do livro “Os Privilegiados” ao lado de nomes como Duarte Lima e Armando Vara. Por isso, processou a editora, Esfera dos Livros, e o autor, Gustavo Sampaio. A sentença de primeira instância, absolveu-os.
Em baixo pode ler alguns casos escandalosos relatados no livro de Gustavo Sampaio, "Os Privilegiados".
Sei que parece incrível mas esta é a nossa realidade.
Perceba que a importância para as empresas privadas, de terem ex governantes ou governantes nos seus quadros, faz toda a diferença.
Por exemplo, desde que Baptista Leite, «consultor médico» na Glintt, assumiu o mandato de deputado à AR, no dia 20 de Junho de 2011, a Glintt HS já celebrou 33 contratos por ajuste directo com o Estado, perfazendo um valor total de 2.713.011,08 euros.

"A ligação dos políticos portugueses às Farmacêuticas e os consequentes conflitos de interesses
Eleito nas listas do PSD, Ricardo Baptista Leite é deputado à AR e membro efectivo da Comissão de Saúde (CS), ao mesmo tempo que é remunerado pelas funções de «consultor médico» na Glintt – Healthcare Solutions (Glintt HS). Trata-se de uma empresa fornecedora de tecnologias de informação aplicadas ao sector da Saúde, parte integrante do grupo Glintt – Global Intelligent Technologies (Glintt GIT).
A Associação Nacional de Farmácias (ANF) detém 49,73% do capital da Glintt GIT, através da Farminveste - Gestão de Participações, sociedade holding que concentra e gere as participações da ANF no universo empresarial. O presidente da ANF e o presidente do Conselho de Administração da Glintt GIT são uma e a mesma pessoa: João Cordeiro, candidato do PS à Câmara Municipal de Cascais nas próximas eleições autárquicas.

12 fevereiro, 2015

Advogados de defesa de Sócrates tentam proibir provas da verdade! Porque será?

EL PAIS 
Em Portugal tem sido hábito fomentar a impunidade e travar a justiça, através de esquemas que só vêm comprovar e reforçar a culpabilidade dos suspeitos. Nos mediáticos processos de suspeitas de corrupção em Portugal... existem leis que permitem proibir a verdade que prova a culpa. 
E se os portugueses fossem cidadãos mais atentos e isentos perceberiam a vergonha. Um país que aceita pacificamente que se ilibem criminosos, apenas porque é permitido impedir a justiça de funcionar e apurar a verdade.  Um país onde são os próprios governos que criam leis (RERT), para ocultar o rasto dos corruptos. Um ex primeiro ministro, que não se preocupa com a verdade mas em fintar a verdade e a justiça. Se está inocente porque quer proibir as provas? As provas apenas inocentam os inocentes e culpam os culpados. Que tem Sócrates a esconder? Não quer que o povo saiba a verdade? Quem não deve não teme. Está inocente? Que deixe a justiça usar os registos bancários.

Defesa diz que provas sobre milhões de Sócrates são “proibidas”
Recurso da defesa de Sócrates não contesta os factos, apenas alega que as provas sobre o rasto do dinheiro na Suíça não poderão ser usadas em tribunal.
"Defesa de Sócrates acusa procurador de querer usar “provas proibidas”
Advogados do ex-governante argumentam que eventuais dados enviados por bancos estrangeiros não são lícitos como prova à luz do Regime Extraordinário de Regularização Tributária, usado por Santos Silva.

10 fevereiro, 2015

O abuso descarado dos nossos impostos. Subsídios ajudam quem sabe abusar deles, e não quem precisa?

confiar nos politicos, roubar subsídios estado
FIM DA DITADURA PS/PSD

Pedro Silva Gomes, o Prémio Nobel da Esperteza Saloia. Na família certa tudo se alcança, basta mexer uns cordelinhos aqui e ali. Conhecer os subsídios e a forma de chegar a eles. Não é preciso ser-se competente, ou trabalhar, basta saber abusar. 
O caso já é antigo, mas serve de exemplo para se perceber como existem casos de prolongado parasitismo no estado, bastando conhecimentos/cunhas mesmo que pouco influentes.
Jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, lá foi contratado como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros ilíquidos a recibo verde. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém.
Ainda conseguiu acumular a esse vencimento cerca de mais 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho.

09 fevereiro, 2015

A máfia infiltrada e residente. Políticos sem ideologia, transitam de governo em governo.





- OS GOVERNOS, RODAM, MAS MANTÊM OS MESMOS BOYS E GIRLS, (PS, E PSD E CDS), PARA ASSIM GARANTIREM QUE OS DOSSIERS ANDAM SEMPRE EM "BOAS MÃOS" !
Paulo Morais dá o exemplo da menina BPNgate e Swapgate, Maria Luis Albuquerque, que "cuida" muito bem dos dossiers do BPN e do dossier dos swaps... e a Ministra já vinha do Governo de Sócrates e até trouxe uns amigos, do PS com ela. ARTIGO COMPLETO: 

- Os podres da politica - José Gomes Ferreira, Denuncia neste video, as ligações promiscuas, dos nomeados para o governo PSD...
Várias nomeações do governo PSD, são elementos/ boys que estiveram no governo PS e envolvidos em escândalos como BPN, PPP, SCUT, SWAPs... prova de que o saque tem que ser em sintonia com todos os partidos, do poder? ARTIGO COMPLETO: 

- Director do SEF, Palos, suspeito dos vistos gold, foi nomeado por António Costa no governo Sócrates. ARTIGO COMPLETO: 

Neste video, Ventura Leite, ex-deputado do PS, que se demitiu por discordar das politicas de Sócrates, denuncia a máfia, os grupos activos da corrupção, são transversais a todos os governos, não ligam a ideologias, nem são demitidos, mantém-se sempre em locais estratégicos.-- "Os grupos activos da corrupção funcionam de forma solidária e funcionam independentemente de quem estiver no poder, sem ligar a ideologias ou a partidos políticos, são transversais a todos os partidos e existe solidariedade entre eles."
Eles sabem que os partidos donos da democracia, precisam de dinheiro e ajudam-se. Por exemplo as rendas das PPP, incluem uma percentagem que vai para os partidos.



Os casos de residentes que transitam de governo em governo, são muitos e a maioria deles passam despercebidos, a discrição é importante, actuam na retaguarda, mas estes que exponho, são apenas alguns exemplos, para se perceber que a politica que há 40 anos domina o país, já há muito deixou de ter ou respeitar ideais e ideologias, o seu único objectivo, comum, é saquear o dinheiro público e distribui-lo entre si e os seus amigos?
Por isso estes senhores prezam muito a abstenção, só assim possuem a certeza que o poder jamais sairá das mãos do PS/PSD/CDS, pois basta que votem os de sempre; os seus militantes, os seus amigos ricos que favorecem com o nosso dinheiro e ainda os boys e girls, e já têm as eleições ganhas. Porque os pobres, os indignados e os revoltados, fazem a revolta em casa ou na praia, abstendo-se, e mantendo assim, sempre os mesmos no poder. Queremos mudar mas nada fazemos para mudar. Aceitamos que os corruptos conquistem o poder, sem dar luta. Sem fazer valer a vontade dos que estão contra estes politicos. Porque os que estão contra estes políticos e o regime que eles corromperam e nos impõem, votam em branco, votam nulo ou abstém-se, crentes que isso possui um valor sentimental. E crentes que o valor sentimental, conta nas eleições! Pobre país...

08 fevereiro, 2015

Porque no teu país, ser português é lixado.

Se és um jovem português
Atravessa a fronteira do teu País
E parte destemido
Na procura de um futuro com Futuro

Porque no teu País
A Educação é como uma licenciatura
Tirada sem mérito e sem trabalho
Arquitectada por amigos docentes
E abençoada numa manhã dominical

Porque no teu País
É mais importante a estatística dos números
Que a competência científica dos alunos
O que interessa é encher as universidades
Nem que seja de burros

06 fevereiro, 2015

Proença de Carvalho ganha 486 mil euros, só em part-time!!

Em 2013, só a cimenteira portuguesa Cimpor pagou a Daniel Proença de Carvalho 283 mil euros brutos.
Daniel Proença de Carvalho, advogado pessoal de José Sócrates desde há vários anos, ganhou mais de 486 mil euros em apenas quatro empresas. O rendimento diz respeito ao exercício de cargos sociais em 2013, ano para o qual existem os últimos dados disponíveis, na Cimpor, na Zon, no BES e na Galp, sociedades cotadas em bolsa e obrigadas a divulgar as remunerações dos órgãos sociais. De fora dessa remuneração total, ficaram os eventuais vencimentos recebidos de inúmeras empresas onde era presidente da mesa da assembleia geral. Para já, e apenas dessas quatro empresas, a Cimpor, cimenteira portuguesa adquirida pela brasileira Camargo Corrêa em 2013, foi a que pagou a remuneração mais elevada a Proença de Carvalho: em 2013, o advogado recebeu 283 mil euros brutos.
Como presidente do conselho de administração, Proença de Carvalho ganhou em média 20 214 euros por mês. O advogado terminou o mandato no ano passado, depois de ter iniciado funções na Cimpor em julho de 2012.
A Zon pagou também uma remuneração fixa apreciável: em 2013, como administrador não executivo, o advogado recebeu 184 198 euros brutos.
BES e Galp pagaram remunerações muito inferiores a Proença de Carvalho. Como membro da comissão de vencimentos do BES, em 2013, o advogado recebeu 18 mil euros. Já o cargo de presidente da mesa da assembleia geral da Galp deu direito a uma remuneração anual de 1500 euros. O CM contactou Daniel Proença de Carvalho, tendo enviado várias perguntas por correio eletrónico, mas, até à hora de fecho desta edição, o advogado não enviou qualquer resposta.
Por António Sérgio Azenha, Sónia Trigueirão 

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Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia.

04 fevereiro, 2015

Fundação de Mário Soares recebe milhões do estado, do BES e da Câmara Municipal de Lisboa

-Fundação Mário Soares recebeu 'generosa prenda' de Salgado
A Fundação Mário Soares teve no Banco Espírito Santo (BES) o seu maior doador de apoios monetários.
Desde 2011, Ricardo Salgado doou 570 mil euros à fundação do histórico líder socialista.
Só em 2013, revela a mesma publicação que analisou as contas da Fundação Soares, Ricardo Salgado doou 300 mil euros.
Os mesmos documentos revelam ainda que foram assinados dois contratos de mecenato entre o banco e a fundação, dos quais falta pagar a ultima prestação referente a 100 mil euros.
Em 2013, o valor total do património da Fundação era de 4,46 milhões de euros. Outros dos principais mecenas da instituição são o Banco BPI, que contribui com 500 mil euros, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que financia 400 mil euros.

-Sócrates deu 600 mil euros a Soares em plena crise
Entre 2008 e 2012, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, fundação do ex-PR recebeu 3,4 milhões do governo do PS.
O Estado foi, nesse período, o principal financiador da Fundação Mário Soares. O apoio financeiro mais elevado foi atribuído com o Governo de José Sócrates, avança o Correio da Manhã: por via do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em 2007, o Executivo deu à fundação um subsídio anual de 150 mil euros, verba superior aos apoios dados por Galp Energia, BPI e Fundação EDP.
-Além do apoio financeiro, esta fundação teve um valor patrimonial tributário isento de mais de 268 mil euros.

-Câmara Municipal de Lisboa também ajuda o "pobre soares"
Para além dos 50 mil euros anuais que "o Município está obrigado" a dar como "apoio financeiro" à fundação de Soares, acrescem mais 14.825 euros, propostos pela vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto – e que vão hoje a discussão e votação em reunião de Câmara. 
O CM teve acesso ao contrato-programa, entre a CML e a Fundação Mário Soares, em que se adianta "a atribuição de apoio financeiro para o prolongamento, até ao dia 31 de Dezembro de 2011, da exposição ‘A Voz das Vítimas’, organizada pela Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória" e pela fundação de Soares. 
O protocolo entre o município de Lisboa e a Fundação Mário Soares, que obrigava a um apoio anual entre 30 e cerca de 44.000 euros, foi assinado a 07 de Novembro de 1995, pelo presidente da Câmara, Jorge Sampaio, vigorando no prazo de 10 anos, renovável para igual período. Ou seja, no mínimo até 2015. 
Foi actualizado para 50 mil euros em Julho de 2010, pela vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, como "reconhecimento do trabalho levado a cabo pela Fundação". 

- Polícias às ordens de Mário Soares Soares tem casas guardadas por dezenas de PSP

02 fevereiro, 2015

Sócrates, mesmo preso, continua a ostentar o seu poder. Por Paulo Morais

5 pecados das PPP, crimes à descarada, milhões à desgarrada 
NÃO É PRECISO PEDIR PROVAS PARA SABER QUE SÓCRATES É CORRUPTO (ASSIM COMO OS OUTROS GOVERNANTES QUE ASSINARAM CONTRATOS PPP) BASTA LER O DIÁRIO DA REPUBLICA, MAS PARECE QUE HÁ PESSOAS QUE NÃO SABEM LER EM PORTUGAL, CONVÉM APRENDER A LER, PORQUE O PAÍS NÃO AGUENTA MAIS SER VIGIADO POR GENTE CEGA E IGNORANTE... BASTA LER O DIÁRIO DA REPUBLICA, PARA SE SABER QUE SÓCRATES NÃO É INOCENTE. 

A teia de Sócrates
Não será de estranhar que todos aqueles que tenham beneficiado com a estrutura do poder de Sócrates respondam à sua chamada.
José Sócrates, mesmo preso, continua a ostentar o seu poder. E insiste em chamar à cadeia de Évora, em devota peregrinação, todos os que devem favores à sua governação e que estão na teia da sua influência política. Enquanto primeiro-ministro, Sócrates usou os poderes que lhe tinham sido delegados pelo povo para beneficiar alguns grupos particulares, nomeadamente na Banca, nas obras públicas e nas parcerias público-privadas (PPP).
De tal forma os beneficiou que, para provar a corrupção dos seus governos, as autoridades nem sequer teriam de proceder a buscas.