16 janeiro, 2015

Inauguração de auto-estrada à meia-noite? Coimbra e a polémica.


No dia 25 de Abril de 2014 abriu ao trânsito a A13, uma nova auto-estrada, que liga Coimbra (Ceira/Ponte da Portela) a Almalaguês (Condeixa A13-1), Miranda, Penela, Ansião,(Castelo Branco/Pombal) Alvaiázere, Tomar, Entroncamento, Abrantes …Lisboa.
O governo não a inaugurou, a cidade (e a região) não festejou, a comunicação social nacional não noticiou e a local concedeu breves palavras em locais de pouca visibilidade…
Os autarcas fazem de conta que desconhecem a existência desta nova auto-estrada…
Os condutores que circulam em Coimbra são orientados por várias placas de sinalética rodoviária a indicar a A1, Lisboa – Porto.
Nenhuma sinalética indica a A13, a auto-estrada que múltiplos interesses querem sem trânsito.
Entre Coimbra e Tomar (Castelo Branco), a antiga estrada nacional continua a captar trânsito ligeiro e pesado.
A quem interessa este "segredo" de Coimbra?
Quem lucra com o desconhecimento dos condutores?

A A13 (Entroncamento, Tomar, Coimbra) faz parte das parcerias público-privadas (PPP) lançadas pelo Governo do Engº Sócrates, no tempo em que que “havia” dinheiro para todo o betão que conseguíssemos construir. No tempo em que betoneira era sinónimo de fábrica de notas e obra pública símbolo de progresso “socialista”, com direito a dividendos eleitorais…
A ideia governamental dominante assentava em princípios simples de gestão: políticos demagogos e irresponsáveis decidem, fazem a festa e lançam os foguetes, uns chico-espertos lucram centenas de milhões, e quem vier a seguir que pague a conta, com os impostos dos eleitores, que, acríticos, aplaudem o despesismo…
A A13, com as suas notáveis obras de engenharia, com pontes, “pernaltas”, de grande altura, foi construída. Faltam, ainda, a ligação a Viseu e o troço de Entroncamento a Santarém…
Os interesses, financeiros e de obras públicas, proprietários desta PPP, sabem que receberão, com juros e lucros provavelmente excessivos, o dinheiro que os portugueses irão pagar com trabalho, suor e lágrimas.
Estes interesses de “mercado” receberão o seu dinheiro, incluindo lucros e juros decorrentes dos contractos, escrupulosamente legais, produzidos em negociatas acordadas no segredo dos gabinetes.
Estão-se nas tintas para o facto de haver trânsito ou não a circular.
O Estado pagará sempre a conta, entenda-se, nós, os portugueses, pagaremos sempre a factura.
Qualquer empresário, que abra um qualquer negócio, divulgará o acontecimento, fará publicidade e tentará atrair clientes.
Na A13 os “empresários investidores” não actuam assim. Sabem que os seus interesses estão garantidos…
Se não houver clientes (condutores a circular…) tanto melhor: menos reclamações, menor exigência e redução dos custos de conservação, maiores lucros …
A manutenção do Segredo de Coimbra é uma acção de eficiência na rentabilização dos capitais “investidos”.
Não interessa agora discutir se a A13 era uma necessidade imperiosa ou se deveria ter sido de outra maneira, a não ser para prevenir disparates e irresponsabilidades futuras…
A A13 é uma realidade.
Importa agora fazer com que muitas viaturas utilizem esta infra-estrutura e que a A13 seja um factor de desenvolvimento regional.
Exige-se, às autarquias e á empresa Estradas de Portugal, sinalética a facilitar a vida aos condutores.
Ao Governo pede-se a inteligência de baixar o preço das portagens para atrair o trânsito que continua a degradar e sobrecarregar as antigas estradas nacionais e municipais.
É absurdo que o Estado pague a A13, tenha ou não trânsito, e continue, também, a custear a conservação de estradas degradadas por viaturas que, devido a custos excessivos de portagens, evitam a auto-estrada.
Jaime Ramos Médico

Último troço da A13 abre à meia-noite
24.04.2014 -O último troço da Autoestrada 13, entre Condeixa e Coimbra, numa extensão de oito quilómetros, abre esta noite à meia-noite, informou a Estradas de Portugal.
Atribuída no início de 2010 ao consórcio Ascendi Pinhal Interior - Estradas do Pinhal Interior, S.A., por 1.250 milhões de euros, a subconcessão sofreu uma amputação em agosto de 2012, no âmbito de um acordo entre o Governo e o consórcio, que permitiu ao Estado poupar 485 milhões de euros.

NESTE VIDEO:
As obras públicas são a melhor forma de promover a corrupção. 
As rendas das PPP incluem rendas para os partidos. 
Os grupos corruptos são transversais a todos os governos, são solidários e são todos amigos, não interessa o partido a que pertencem. Interessa é gamar. 



Tem-se entendido que em vias onde o tráfego médio diário (TMD) previsto não ultrapasse os 10 mil veículos, não se justifica construir uma auto-estrada, devendo antes optar-se por uma estrada, que será suficiente para as necessidades de utilização. (...)  O troço entre Benavente e a A13 apresenta, por regra, valores ridiculamente baixos, que raramente chegam aos 2 000 veículos diários. A auto-estrada A13, entre Almeirim e a Marateca, com cerca de 80 quilómetros de extensão, constituiu mais um exemplo de esbanjamento de recursos públicos, tendo, no primeiro trimestre de 2010, registado valores de TMD na casa dos três mil veículos (regularmente distribuídos ao longo dos seus 80 quilómetros). O mês de Agosto de 2009 foi o único mês do ano em que o TMD rondou os 10 mil veículos.

As obras megalómanas para beneficiar quem? Os construtores?
Assim, no que diz respeito aos dez países que entraram na UE em Maio de 2004, verifica-se que a maioria não construiu auto-estradas ou construiu poucos quilómetros de auto-estrada:
1) a Eslováquia construiu apenas 68 km de auto-estrada;
2) o Chipre não construiu um único quilómetro de auto-estrada: desde 2004 diminuiu mesmo a sua rede de auto-estradas de 268 km para 257 km;
3) a Estónia construiu 8 km de auto-estrada;
4) a Letónia não construiu um único quilómetro de auto-estrada;
5) a Lituânia também não construiu auto-estradas e, pelo contrário, diminuiu a sua rede de auto-estradas de 417 km para 309 km;
6) Malta não construiu um único quilómetro de auto-estrada.

Apenas quatro dos dez países aumentaram a rede em termos significativos:
7) a República Checa construiu 145 km de auto-estrada;
8) a Eslovénia construiu 213 km de auto-estrada;
9) a Polónia construiu 223 km de auto-estrada;
10) a Hungria construiu 289 km de auto-estrada.
Em média, o crescimento em cada um destes quatro países foi de 217,5 km.
No conjunto destes 10 países, a rede de auto-estradas aumentou 827 km, ou seja, em média cerca de 83 km por país.
No mesmo período, em Portugal a rede de auto-estradas (que já era enorme) cresceu 490 km. FONTE

VIDEOS QUE DENUNCIAM A ABERRAÇÃO DAS PPP, O DESPLANTE DOS GOVERNOS QUE NOS ROUBAM ATRAVÉS DELAS, A FORMA COMO TORNAM LEGAL ESTA ILEGALIDADE... 

ESCÂNDALO. Tribunais arbitrais e governo, roubam o estado.


Contratos criminosos, que governos assinaram contra Portugal.


Compilação dos crimes das PPP e da impunidade descarada.

 

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