27 julho, 2014

Os vídeos que resumem o saque BPN, quem foi, quanto foi, como foi, onde estão?




A SIC, através do jornalista Pedro Coelho, fez uma excelente reportagem sobre o escândalo BPN. Mais do que as novidades, que também tinha algumas, o trabalho de sistematização é notável. 
(O video em cima foi retirado dessa reportagem)
O resultado é ficarmos sem dúvidas sobre quem foram os principais beneficiários das ações suspeitas levadas a cabo por Oliveira Costa e a sua equipa (o termo é um eufemismo, porque na realidade são mais do que suspeitas). Esses beneficiários foram, mais coisa menos coisa, os amigos de Oliveira Costa, seus colegas na gestão do banco e outros acionistas da SLN, como Dias Loureiro, por exemplo, ou (eu sei que é incorreto invocar o seu nome) Cavaco Silva. E alguém anda a pagar estes benefícios.

Mas ficámos, igualmente, a saber quem foram aqueles que, mesmo depois de denúncias, nada fizeram: o então governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio e o então presidente da CMVM, Teixeira dos Santos, o mesmo que mais tarde enquanto ministro das Finanças nacionalizou o banco. E alguém anda a pagar esta ineficiência.
Ficámos - e aqui para mim foi uma novidade, embora com tantos anos disto, eu já devesse suspeitar - que ninguém foi atrás do dinheiro. Ou seja, que sendo o BPN nacionalizado credor de diversas 'personalidades' daquele já citado grupo de amigos, ninguém quis saber onde pára o dinheiro. E alguém anda a pagar esta, digamos, falta de lembrança.
Ficámos, também, a saber que banqueiros (dos dos outros bancos) empurraram o Governo para a nacionalização por temer uma corrida aos depósitos (o que jamais se poderá avaliar). Foi por isso que pessoas como eu - que se opuseram, na época, à nacionalização - ficaram isoladas. E alguém anda a pagar esta nacionalização.
Ficámos, por último, a saber que o julgamento do BPN se arrasta, ainda longe de uma conclusão, desde 2010. E alguém anda a pagar esse atraso no julgamento.
Mas na mesma semana em que esta investigação foi para o ar, falou-se muito do BPN, mas a propósito de um tal Franquelim, cujas culpas são seguramente mais pequenas do que todas estas que aqui referi. Eduardo Guerra Carneiro, poeta e jornalista já falecido, tinha uma frase que ficou célebre: isto anda tudo ligado. E, se calhar, anda... fonte

Os escândalos do BPN em vídeos... desde o caso do presidente, ao caso do Banco de Portugal, Teixeira dos Santos, etc etc


Braga, a fábrica de milionários.Melhor que tráfico de droga?


2 comentários :

  1. Em Portugal há centenas de milhares de famílias já nem têm electricidade e a passar fome.
    Ao mesmo tempo os banqueiros do BPN e BPP vivem faustosamente como nada tivesse acontecido e até se julgam umas criaturas superiores ao resto da população.

    Em Itália, após o assassinato de um prestigiado Juiz pela Máfia os italianos "disseram basta" e exigiram a "operação mãos limpas".

    O resultado foi uma grande limpeza e muitos corruptos e mafiosos foram presos.
    Na altura, descobriu-se que os concursos públicos estavam todos viciados.

    Após a operação "mãos limpas" o valor das obras públicas caiu 40%. Era o valor que se perdia devido à corrupção.

    PORTUGAL PRECISA DE UMA OPERAÇÃO MAOS LIMPAS JÁ PARA ACABAR COM ESTA CORJA RENDEIRA QUE NOS LEVOU À FALÊNCIA.

    É preciso acabar com as negociatas das 120 PPP (que até tem clausulas secretas) e as escandalosas Rendas da Energia.

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  2. Não Sou: - Nem Negro, Nem Homossexual, Nem Índio, Nem Assaltante, Nem Guerrilheiro, Nem Invasor De Terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado, contribuinte, eleitor, hétero... E tudo isso para quê? Meu Nome é: Ives Gandra da Silva Martins* Hoje, tenho eu a impressão de que no Brasil o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades governamentais constituídas e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que eles sejam índios, afrodescendentes, sem terra, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

    Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, ou seja, um pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco hoje é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior (Carta Magna). Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que eles ocupassem em 05 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado, e ponham passado nisso. Assim, menos de 450 mil índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também por tabela - passaram a ser donos de mais de 15% de todo o território nacional, enquanto os outros 195 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% do restante dele. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.

    Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas aqueles descendentes dos participantes de quilombos, e não todos os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição Federal permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

    Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um Congresso e Seminários financiados por dinheiro público, para realçar as suas tendências - algo que um cidadão comum jamais conseguiria do Governo! Os invasores de terras, que matam, destroem e violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que este governo considera, mais que legítima, digamos justa e meritória, a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse 'privilégio', simplesmente porque esse cumpre a lei..

    Desertores, terroristas, assaltantes de bancos e assassinos que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de R$ 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos. E são tantas as discriminações, que chegou a hora de se perguntar: de que vale o inciso IV, do art. 3º, da Lei Suprema?


    Como modesto professor, advogado, cidadão comum e além disso branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço nesta sociedade, em terra de castas e privilégios, deste governo. (*Ives Gandra da Silva Martins, é um renomado professor emérito das Universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército Brasileiro e Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Para os que desconhecem o Inciso IV, do art. 3°, da Constituição Federal a que se refere o Dr. Ives Granda, eis sua íntegra: "Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação."

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