08 junho, 2013

Quando a Dívida aumenta, a Democracia encolhe



A pedido do autor, partilho mais um interessante artigo sobre a crise.
"Eles, para utilizarem a dívida como instrumento do nosso empobrecimento precisam de sequestrar a democracia.
Nós, para nos libertarmos, temos de mandar este regime político, com a dívida, pelo cano abaixo.

Começaram no dia 27 de abril debates abertos sobre Democracia e Dívida[1] desenvolvidos no espaço público, para que as pessoas não fiquem confinadas ao que se diz nos media, em regra, superficial ou enganador. Todas as formas de mobilização popular contra o sufoco que se vive a título da dívida são necessárias porque a dívida serve também para uma brutal campanha contra os direitos da população e na qual se inclui uma verdadeira vontade de tornar residual a democracia. Nesse sentido, decidimos desenvolver, por escrito, o que vem sendo dito na praça pública.
Sumário
1  - A dívida e as abordagens institucionais
2  - Quatro elementos de ordem sistémica
       Os desequilíbrios geopolíticos
       A financiarização e o predomínio do capital financeiro global
       As agendas próprias dos capitalismos nacionais
       As caricaturas de democracia política
3 - A formação da dívida em Portugal

1- A dívida e as abordagens institucionais
Em regra, nos meios políticos, mormente institucionais, a questão da dívida, considerada de modo circunscrito, na acepção de dívida pública, é apontada como uma questão de desequilíbrio de ordem financeira, com raízes no funcionamento dos “mercados”, com origens próximas nos desequilíbrios da estrutura económica. Complementarmente, refere-se a frase de que “vivemos acima das nossas possibilidades” o que nada mais representa que o conformismo pretendido para a continuidade da atuação do sistema financeiro e dos seus mandarins; a assunção de uma culpa, cuja expiação é inevitável, como ressalta das escrituras das religiões do “Livro”. Mas, essa culpa serve, perfeitamente para aceitação da imposição de cortes em rendimentos e direitos, sem uma contestação que se possa considerar digna.

Dentro dos sectores mais à esquerda do sistema político, a aplicação da lógica neoliberal constitui uma aberração, a ser substituida por um virtuoso retorno à ortodoxia keynesiana, com forte investimento público, no seio da harmonia celeste do modelo social europeu; um retorno aos gloriosos trinta anos que acompanharam a recuperação e reestruturação capitalista na Europa, a seguir à última grande guerra.

Essa defesa da boa ortodoxia keynesiana dominante na esquerda do sistema comporta duas visões distintas, naturalmente, em qualquer delas, sem a colocação em causa do sistema capitalista, nem do modelo do que convencionalmente se chama democracia representativa, do mercado eleitoral. Uma dessas pobres alternativas compreende um modelo mais ou menos isolacionista ou nacionalista apoiado num Estado intervencionista, com a saída de Portugal do euro ou mesmo da UE, apresentada de modo tímido ou implícito e, não como reivindicação política clara ou mobilizadora. A outra visão baseia-se também na intervenção do Estado mas, tendo como pano de fundo a crença numa reestruturação da UE no sentido da construção de um macro-estado dotado de meios financeiros para atuar condignamente com a dimensão da Europa que se pretende obter no âmbito do cenário global. Na nossa opinião, nenhum desses modelos tem em conta o bem-estar da população e dos trabalhadores em particular, apenas a continuidade da encenação contestatária, na AR ou nas várias procissões ritualmente efetuadas como justificação para os fundos públicos ou sindicais disponibilizados aos burocratas da chamada esquerda.

2 - Quatro elementos de ordem sistémica
Comecemos por sinteticamente, apontar alguns dos aspetos balizadores da realidade económica e política geral e, particularmente, em Portugal.
Os desequilíbrios geopolíticos
Há, na Europa, uma especialização económica que vocaciona os países do Sul e do Leste para o fornecimento dos países do Norte, dedicando-se estes à produção e exportação de bens de elevado valor acrescentado para o mercado global. Está em formação um quintal de pobreza que rodeia uma casa senhorial situada no Norte da Europa; uma zona de transição para o mundo islâmico e a Rússia, no que se pode configurar como uma revisitação de Huntington.
Acumulando-se os capitais e os superavits externos no Norte da Europa, sobretudo Alemanha e Holanda, são estes que ficam em condições de financiar os restantes, deficitários, impondo as suas condições para que se mantenha uma dívida eterna e uma subalternidade total [2]."....
Artigo completo na fonte 
Caso prefira, pode também aceder ao artigo completo, no documento em baixo.


Quando a dívida aumenta a democracia encolhe 1- from GRAZIA TANTA

Quando a Dívida aumenta, a Democracia encolhe (2)
Os bancos souberam:
- reconverter os empresários em construtores e gestores de imobiliário hipotecado aos bancos;
- acenar às famílias com crédito para casa própria, substituindo-se a um Estado ausente da política de habitação;
O sistema financeiro pretende
- continuar na posse do aparelho de Estado e dos domésticos políticos culturalmente indigentes que sequestraram a democracia;
- condenar várias gerações à inanição, ao empobrecimento, à emigração ou a uma morte antecipada.

Sumário
1 – A neocolonização do Sul da Europa
2 – O modelo histórico do baixo salário e as suas raízes
3 - Quem financia quem?
4 – Como se forma uma espiral de dívida
5 – Dois mitos para destruição urgente
Texto em uma das seguintes ligações 
http://grazia-tanta.blogspot.pt/2013/06/quando-divida-aumenta-democracia.html
http://www.slideshare.net/durgarrai/quando-a-dvida-aumenta-a-democracia-encolhe-2

4 comentários :

  1. Já sabia, há muito, que a CIA o MI6 e congéneres, espiam o Google, o Facebook e outros sites com a desculpa, conveniente, da luta anti-terrorista.

    Apoio, incondicionalmente, esta luta.
    Todo o terrorismo deve ser controlado e eliminado.

    É com mágoa que não vejo (ainda) ser considerado terrorismo pelas agências internacionais e passível de castigo liminar, o desfalque financeiro provocado por alguns dirigentes aos seus povos como, alegadamente o fizeram e/ou fazem, Paulo Portas, Passos Coelho, José Sócrates, Paulo Campos, Mário Lino, Armando Vara ou José Eduardo dos Santos este, alegadamente, a comprar todos os media em Portugal.

    Para quê fará este senhor, este investimento?


    http://expresso.sapo.pt/secreta-norte-americana-espia-servidores-da-google-facebook-e-skype=f812521

    http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gGmHxNP98UN5nskKJQO_gxO9DrNQ?docId=CNG.e67c90ad05724b4554ac3edbb4ba4b4e.b61

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  2. Estou a ouvir o Marques Mendes.
    Desde que o Relvas saiu do governo passou a defensor, absoluto, do Passos Coelho.

    Lugarzito à vista?

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  3. Coitado do "adiantado mental" do Gnomo Gaspar:
    Até o Marques Mendes lhe bate...

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  4. Cuidados a ter com novos movimentos cívicos.
    Conhecer os protagonistas .
    O movimento Rev. Branca é composto por neo liberais, membros que pertencem ao CDS e alguns jovens ligados á advocacia, recém licenciados e com meios financeiros para moverem ações judiciais e que se movimentam dentro de seio politico com relativa facilidade, Ex membros da JSD e da JS, outros ligados ao mundo empresarial e conectados ao antigo PNR e outros partidos de extrema direita. Conhecem os meandros da política, pois alguns deles são ex alunos, parentes ou amigos de Ex governantes e Ex deputados do bloco centrista, é mais do mesmo, trata-se na realidade da génese de um novo partido. O GEP será um movimento em formação a partir de Outubro, com lideres regionais e formado por pessoas do povo, anónimas identificadas apenas pelo código do alfabeto fonético para que o SIS não consiga saber a identidade correta das pessoas.
    GEP - Grupo Elite Portugal, pela salvação do país e pela força do povo, mostrando à Europa que, o povo é realmente quem mais ordena...chega de girandoladas e de gozos no facebook, passemos às ações. FASCISMO, NUNCA MAIS. Reunião nacional prevista para Outubro, coincidindo com o provável anúncio da banca rota...todos os homens e mulheres desta força terão nomes de código baseados no alfabeto fonético, seremos milhares, todos pelo país, de todas as raças e credos. Não vamos permitir que este ninho de vespas destrua o futuro dos nossos filhos e netos. VIVA PORTUGAL.

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