20 março, 2013

Se os políticos portugueses quisessem... e os portugueses exigissem.


Todos sabemos que é possível um Portugal melhor. Basta haver vontade politica e a vigilância dos cidadãos, atentos e informados. Votar por si só não é exercer cidadania ou democracia.
Todos sabemos que se pode governar um país a favor de uns ou de outros, mas também sabemos que é possível governar-se a favor de todos. 
O exemplo da Noruega, com quem deveríamos aprender. 
Um país que funciona, para todos.



A noruega faz bem from Paula Cristina Cunha (clique nas setinhas para ver os slides)


  1. A corrupção é a nossa escolha, veja a de outros países.
  2. Era fácil acabar com a corrupção.
  3. Os que tentam são silenciados. 
  4. Os que são contra são escorraçados
  5. Os que lutam são desprezados
  6. Os que denunciam são ameaçados
  7. Os corruptos são incentivados 
  8. Etc, etc, basta consultar a coluna aqui ao lado.... 
É urgente deitar por terra a ideia inabalável e implantada, de que os políticos só porque são políticos são senhores de mérito, de confiança, respeitáveis e respeitadores...
É URGENTE FAZER RUIR A CREDIBILIDADE DESTES SENHORES, DIVULGAR AS SUAS VERDADEIRAS INTENÇÕES E ACÇÕES... SÓ ASSIM CONSEGUIREMOS O INICIO DO FIM DELES ... POIS JÁ BASTA ...É urgente mudar a mentalidade dos portugueses, que acreditam que votar é o único acto de cidadania, que lhes é exigido, para contribuir para a vida politica.
A intervenção dos cidadãos na politica tem que ir mais além que o voto.
Têm que estar atentos, vigilantes, serem críticos e exigirem transparência, competência e profissionalismo, na politica.

Democracia conquistada em 1974, roubada em 1976... 
Como e quando afastaram o povo do poder, alterando a constituição, e afastando o povo das decisões?
O Grande Golpe terá estado nos números 1 dos artigos 285 e 286, a seguir transcritos: que colocaram todo o poder na mão dos políticos e afastaram o povo, para sempre desde 1976.
Artigo 285.º

- 1.A iniciativa da revisão compete aos Deputados.
Artigo 286.º
- 1.As alterações da Constituição são aprovadas por maioria de dois terços dos Deputados em
efectividade de funções.
Ou seja, o voto popular foi, afastado para sempre, das revisões constitucionais, permitindo que 2/3 dos deputados a ajeitem, como entendam conveniente, na defesa dos interesses da classe, maquilhando-os de “interesse nacional”.
ARTIGO COMPLETO


Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.'

'A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Apesar de serem produtores de petróleo, só extraem anualmente quantidades mínimas para compensar alguns custos sociais, tendo a preocupação estratégica de preservar as suas reservas de petróleo para que a muito longo prazo as gerações futuras também dele possam vir a beneficiar.
Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos "da especulação imobiliária" mas deficitária para o Estado, nem Euros-futebolisticos .

'É tempo de os empresários e os portugueses em geral constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica. Em Portugal existem propriedades enormes (quintas, herdades, lotes de terrenos) com luxuosas moradias e/ou palácios, repletos de riquezas, que pagam de IMI o mesmo que paga um T3 no Cacém. Na Noruega isto era impossível de acontecer, não por serem comunistas, bloquistas ou outra coisa qualquer, mas simplesmente por serem sociais democratas, mas não neo-liberais

'Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos.
Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, em Portugal, nesta terra de parolos e novos ricos nascidos e multiplicados pela corrupção e outras vigarices pequenas, grandes e colossais, cada Ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes.'

'Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa.'

'Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica».. Ao tempo para viver e à segurança social.'
'Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios, fazerem negócios fabulosos com o Estado onde este sai sempre lesado, e que o Estado (os contribuintes) entrem com somas astronómicas, em condições muito favoráveis, para ajudar a "capitalizar" os Bancos privados que, durante décadas acumularam lucros fabulosos e que sempre tiveram um regime tributário escandalosamente favorável.

É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós.
Seria meio caminho andado para nos civilizarmos. FONTE


10 comentários :

  1. No relatório anual do PNUD (sobre economia e vários indicadores de índice de desenvolvimento) a Noruega vem sempre nos primeiros lugares. Este País tem população de 5 milhões de pessoas o que é mais relevante é que 95% deste população de classe média. Não tem no governo deles corruptos dos relvas, dos passos coelhos dos inúteis dos gaspares que querem miséria e mais miséria empobrecer quem dignamente trabalha. Eu pessoalmente não conheço a Noruega mas digo com plena convicção os políticos da Noruega não devem ter metade das mordomias dos políticos corruptos da república das bananas que é Portugal.

    É por estas e por outras que estamos na calda da Europa bem longe da média europeia no desenvolvimento. Aqui premeia-se a corrupção, o facilitismo, as pessoas que saem da casa dos segredos. Realmente somos um país que não aprende com os erros. Há 38 anos que votamos nos mesmos. Está bem que a oposição não vale nada, mas será que não se criam novas alternativas. Um partido sem lobbys com total interesse para servir o País. Mas se houvesse uma alternativa clara nesse sentido era logo liquidada pelos podres da politica que serve este País. Quando o poder podre e o sector financeiro fala mais alto, não é fácil mudar.

    Fernando

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  2. http://economico.sapo.pt/noticias/a-rua-vai-encherse-cada-vez-mais-de-multidoes_165231.html

    Uma boa noticia, "A rua vai encher-se cada vez mais de multidões" diz o sr. Ramalho Eanes. Sinceramente assim esperámos até este governo ganhar vergonha e se demitir. Já ninguém pode com esta gente que nos desgoverna.

    Mas agora um caso concreto acerca do Ramalho Eanes foi presidente da república de 1976 a 1986 ou seja estamos no ano 2013, há 27 anos que deixou o respectivo cargo, como é possível manter as mesmas mordomias que o actual sr. silva o tal da reforma que não consegue pagar as suas despesas(o dito cavaquinho, não ofender nem confundir o instrumento musical).

    Por isso, temos de acabar com mordomias, o quanto antes. E louvar quem de facto é bom e queira levar o País para a frente. Acima de tudo condenar e julgar quem tenha lesado o Estado que tenha desviado milhões e milhões.

    Fernando

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    1. Caro Fernando:

      Em nome da verdade devo dizer que Ramalho Eanes NÃO QUIS RECEBER do estado um milhão e trezentos mil euros a que teria direito.

      http://jornalmilenio.com/online/index.php?option=com_content&view=article&id=227:ha-politicos-e-politicos-uns-serios-outros-nem-por-isso&catid=53:nacional&Itemid=190

      Pelo menos entre ele e os do costume, há alguma diferença!

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    2. Outros tempos... outros tempos.
      E, a nobre atitude de Eanes, não retira a razão ao que o Sr Fernando, afirma, está errado as pessoas ficarem dependentes do estado para toda a vida, basta que entrem na politica.
      Nos outros países as pessoas passam pela politica e seguem a sua vida, em Portugal quem passa pela politica tem sempre que ficar no parasitismo, ou então a usufruir dos favores que fez na politica.

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    3. Tem toda a razão Zita.

      Apenas pretendi sublinhar a atitude de Eanes em dizer não a 1,3 milhões de euros.

      Quanto ao parasitismo na política - receber pensões chorudas por breves passagens por cargos - tem de ser COMPLETAMENTE banido.

      Qualquer um que queira ser político - não é obrigado a isso - deverá receber para consideração em pensão, apenas, o valor descontado nesse período, adicionado ao descontado no restante período normal de actividade (40 anos de serviço).

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  3. Conheço a Noruega e conheço famílias e casas da Classe média (Engenhehiros, professores,informáticos..) e asseguro que:
    Em 2012, último ano que lá estive, vi que, têm casas confortáveis,mas modestas, em que os principais adornos são livros, têm TV antigas (não os plasmas que se vêm em qq casa cujos donos ganham 500 e 600 €), as crianças não têm, na sua maioria Telemóveis, pois os pais efectivmente ocupam-nos com actividades mais interessantes, como bricolage, desporto, leitura etc...as pessoas arranjam as próprias casas e o chão, na sua maioria é de tábua de esffregar e não soalho flutuante...usam transportes públicos quando vão para o trabalho e também os dirigentes e políticos, na sua maioria o fazem. Passeiam muito ao ar livre, quer chova quer faça sol, convivem muito e conheçem outros países, esforçando-se por antes fazerem muitas leituras antes de viajarem para esses países, para os conhecerem bem. Comem pouco e sobretudo em casa, e têm o hábito de levar para o trabalho algo que depois possam comer num banco de jardim, no intervaçlo para o almoço, ao mesmo tempo que lêm um livro ou apreciam o ambiente. Vejam as diferenças....

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  4. ou seja...um Portugal melhor.....assim como a Noruega...tem de ser preenchido com Portugueses melhores: desde o simples cidadão até ao político. O problema não é tanto o que não temos, mas o que temos a mais: Centros comerciais, cheios de familias com crianças, em vez de estar a passear ao ar livre ao a cultivar a terra ou a leitura, Auto-estradas para andar a acelerar e a gastar combustível, em vez de se promover o transporte público...Carros (de preferência novos), Telemóveis (vários e de última geração)e plasmas (um por assoalhada em grande parte das casas) e cabeças cheias de vaidades e ilusões sobre a vida cuja qualidade se acha residir nos bens que se consomem até à exaustão, deixando um vazio de valores para as gerações mais novas.

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  5. Meus amigos:

    É um orgulho para mim poder ler os dois últimos comentários.
    Perceber que se estende o bom-senso e a razoabilidade às pessoas capazes de fabricarem opiniões.
    Que escrevem, que se indignam, que pensam mas, acima de tudo estão no que entendo ser, de longe, o melhor caminho para mudar para melhor, o futuro do país e da Europa.

    Eu gostaria de acrescentar a capacidade individual de dizermos NÃO à publicidade!

    É a publicidade, particularmente a chamada "agressiva", que incomoda, insinua, engana e conduz muitos indefesos a situações críticas.

    Sabem que há por aí quem empreste dinheiro a 27,5% ao ano?

    E ninguém considera isto crime?

    O governo pela lei, defende os cidadãos ou protege os criminosos?




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    1. Boa questão que aqui deixou. Deveria ser crime sim.

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  6. Como sociedades desenvolvidas, os escandinavos desde sempre estiveram a milhas de distância do resto do mundo. As democracias, naqueles países funcionam em pleno.
    A grande diferença em relação ao resto está nas mentalidades.
    Em Portugal a mentalidade mais abundante é a ''interesseira'' e o resultado está à vista.
    Enquanto essa atitude não mudar, nada para melhor mudará.

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