23 fevereiro, 2013

NOTAS SOBRE FINANÇAS (E CHIMPAZÉS)

"Após alguma reflexão sobre o assunto, ocorreu-me que talvez fosse importante que alguém apresentasse Vítor Gaspar a um ser humano.
Podia ser um encontro discreto, a dois, só com um terceiro elemento que começasse por fazer as honras: "Vítor, é o ser humano. Ser humano, é o Vítor." E depois ficavam a sós, a conviver um bocadinho.

Perspicaz como é, o ministro haveria de reparar que, entre o ser humano e um algarismo, há duas ou três diferenças. O ser humano comparece com pouca frequência nas folhas de excel, ao contrário do algarismo. E o algarismo não passa fome nem morre, ao contrário do ser humano.

É raro encontrarmos uma lápide, no cemitério, com a inscrição: "Aqui jaz o algarismo 7. Faleceu na sequência de um engano numa multiplicação. Paz à sua alma." Mal o ministro tivesse percebido bem a diferença entre o ser humano e os números, poderia voltar às suas folhas de cálculo. Admito que se trata de uma experiência inédita, mas gostaria muito de a ver posta em prática.
Houve um tempo em que quem não soubesse de economia estava excluído da discussão política. Felizmente, esse tempo acabou. Os que percebem de economia são os primeiros a errar todos os cálculos, falhar todas as previsões, agravar os problemas que pretendiam resolver.
As propostas de um leigo talvez sejam absurdas, irrealistas e inexequíveis. Não faz mal: as do ministro também são. Estamos todos em pé de igualdade.

A realidade não aprecia economistas. Se um chimpanzé fosse ministro das Finanças, talvez a dívida aumentasse, o desemprego subisse e a recessão se agravasse. Ou seja, ninguém notava.
Como toda a gente, também tenho uma sugestão para reduzir a despesa. Proponho que Portugal venda uma auto-estrada para o Porto. Temos três, e não precisamos de todas. Há-de haver um país que esteja interessado numa auto-estrada para o Porto. Não há nenhuma auto-estrada para o Porto no Canadá, por exemplo. Nem na Noruega. (Eu confirmei estes dados.) São países ricos, aos quais uma auto-estrada para o Porto pode dar jeito. Fica a proposta. Não é a mais absurda que já vi."
Ricardo Araújo Pereira in Visão, 29-11-2012

18 comentários :

  1. Recordo, aqui, com a ironia que as circunstâncias impõem, o filme "Os 3 da vida airada": Cocó, Ranheta e Facada.

    Facada, o Gaspar. Ranheta, o Relvas. Cócó, o Passos.

    O Cócó um incompetente, mentiroso e demente que, perante dificuldades, a todos mente.
    O Ranheta, um pedante, preguiçoso, arrogante e palavroso que, servindo de bobo à corte, finge-se doutor... um merdoso.
    O Facada é um lento retórico e incompetente teórico, tendo como solução apropriada, roubar-nos mais uma mesada.

    Estamos entregues a esta canalhada! Não há quem fabrique nova Abrilada? Com Salazar, tinha mais piada. A oposição não comia nada...

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  2. A vida é filha da puta
    A puta, é filha da vida
    Nunca vi tanto filho da puta
    Na puta da minha vida


    Manuel Maria Barbosa du Bocage

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  3. Nao, eh para rir: O Socrates Pinto de Sousa eh consultor de uma multinacional de sangue. Foi, decerto, a sua vasta experiencia como vampiro e o curso de engenharia da lusofona...

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    1. Com licença,

      http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=68718

      Já agora, sabiam que o Pinocrates foi da JSD?

      PS e PSD é um só partido.
      Em vez de andarem com este teatro de mau gosto mudavam o nome para PMP (Partido Maçónico Português). E na sede do Partido punham um Busto do Bochechas. O Pai da democracia.

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    2. A NOTICIA QUE O PEDRO LOPES REFERE É ESTA ...LOL
      José Sócrates recebeu hoje um apoio inusitado do líder da JSD, Hugo Soares, que defendeu ser completamente legítimo o facto de o ex-primeiro-ministro socialista ter aceite o cargo de presidente do Conselho Consultivo do grupo farmacêutico Octapharma para a América Latina.
      «Será que um primeiro-ministro, depois de o deixar de ser, não pode mais trabalhar? Agora os empregos no sector privado também são apelidados de tachos? Será que depois de se ocupar um lugar político não se pode trabalhar em mais lado nenhum? Haja decoro!», escreveu Hugo Soares, que é também deputado, na sua página no Facebook, comentando a manchete do Correio da Manhã de hoje sobre este assunto.

      Soares não deixa, contudo, de desabafar: «Nunca imaginei defender José Sócrates».

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    3. Ele não está a defender o Sócrates, ele está a defender a promiscuidade na politica, que permite aos políticos usar o dinheiro público para construir uma carreira onde quer que seja. Hipócritas sempre com a mania que somos todos burros...

      Ninguém achará isto estranho?
      Ninguém acha que é humanamente impossivel que estes senhores acumulem tantos cargos de responsabilidade e consigam ser competentes em todos eles ou mesmo ter disponibilidade para todos?
      Em Portugal não se gerem empresas gerem-se favores e interesses?
      Em Portugal não se constroem currículos, acumulam-se influências e poder?
      Em Portugal os cargos top e os mercados estão, há muito tempo, reservados para elites?

      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/search?q=estrondosos#ixzz2LkAFeEZU

      OU AINDA ,...
      Esta permissividade irracional e abusadora acontece porque os políticos sabem que após acabarem os mandatos, irão ser bafejados por esses mesmos salários principescos, que eles legislaram e aprovaram.
      Com a certeza de que poderão ocupar cargos de luxo nessas empresas que lhes permitirão "vingar-se" de terem vivido 4 anos "miseráveis", sob o jugo de um mandato "miserável", a ganhar "miseravelmente". Eles sabem ainda que no governo geralmente são apenas 4 anos de salário, e nestes tachos das empresas públicas, pode ser o resto da vida.
      Só por essa razão se justifica que os nossos políticos não coloquem um fim a estes salários, um autentico e descarado, sorvedouro dos impostos dos portugueses. Estão a assegurar o seu futuro.


      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/10/os-salarios-estrondosos-dos-que.html#ixzz2LkAUPOCz

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    4. "PS e PSD é um só partido.
      Em vez de andarem com este teatro de mau gosto mudavam o nome para PMP (Partido Maçónico Português). E na sede do Partido punham um Busto do Bochechas. O Pai da democracia.""

      Gostei... claro conciso e certeiro ;)

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    5. Com carinho. para o Senhor Pedro Lopes e os seus camaradas (monges-guerreiros à Julius Evola) da Aurora Dourada

      "Algemas de ouro são muito piores que algemas de ferro." - GANDHI


      Grândola Vila Morena - Zeca Afonso

      Grândola, vila morena
      Terra da fraternidade
      O povo é quem mais ordena
      Dentro de ti, ó cidade

      Dentro de ti, ó cidade
      O povo é quem mais ordena
      Terra da fraternidade
      Grândola, vila morena

      Em cada esquina, um amigo
      Em cada rosto, igualdade
      Grândola, vila morena
      Terra da fraternidade

      Terra da fraternidade
      Grândola, vila morena
      Em cada rosto, igualdade
      O povo é quem mais ordena

      À sombra duma azinheira
      Que já não sabia a idade
      Jurei ter por companheira
      Grândola, a tua vontade

      Grândola a tua vontade
      Jurei ter por companheira
      À sombra duma azinheira
      Que já não sabia a idade


      www.youtube.com/watch?v=hV76KXU1x6g

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    6. No tempo do Salazar éramos um pais atrasado, nem sequer havia Internet. Nem Telemóveis, nem SMS, nem GPS. E ainda há gajos a defender o faixismo!?.

      http://www.youtube.com/watch?v=ZRhBKbCj8ZM

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  4. Para se verem livres de Cavaco, os portugueses votaram Guterres.
    Para se verem livres de Guterres, votaram Barroso.
    Para se livrarem de Barroso e Santana, votaram Sócrates.
    Para se libertarem de Sócrates, votaram PPCoelho.

    E agora, para correr com o Coelho, vamos votar Seguro?
    Porquê?

    Bem, porque é quem o PS colocou na rampa para primeiro-ministro…
    Não há, aparentemente, alternativa…!

    Existe uma constituição “bem feita” para garantir o poder, sempre, nas mãos dos grupos financeiramente mais poderosos no interior dos partidos.

    Uma constituição onde os valores individuais e partidários são esmagados pelos interesses que manobram os grupos. Vejamos:

    Porque será que em vez de se votar em listas, já fechadas - com nomes indicados pelos partidos por forma nada transparente - não pode o eleitor escolher directamente, votando no nome de quem quer que o represente?

    É assim, numa das mais antigas democracias do mundo, a inglesa. Porque não por cá?

    Que necessidade tem o eleitor de delegar em chefes das concelhias e distritais do PS ou do PSD essa tarefa?

    É necessário acabar com mais este veneno que nos tem vindo a matar !!!
    Referendo constitucional por via popular, impõe-se!

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    1. Essa opção não resolverá muito, pq repare, o cavaco foi eleito directamente pelo povo...
      O povo teve a inteligência de eleger um sr que esteve envolvido em vários actos que foram verdadeiros atentados ao interesse nacional

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  5. O EXCEL DO GASPAR ( A CARICATURA DE SALAZAR)

    «Os portugueses começam a ter suores frios só de pensar que o ministro das Finanças pode carregar a qualquer momento na tecla F5 do seu computador para actualizar os gráficos de Excel e descobrir uma nova surpresa. A última apareceu ontem: dá pelo nome de recessão e onde antes aparecia 1% aparece agora 2%. Não sei se Vítor Gaspar perdeu o sono quando actualizou estes números, mas a insónia é capaz de ser o menor dos seus problemas. Primeiro, porque estes novos números significam que a actividade económica do País, que já está em apuros, vai contrair-se ainda mais do que o previsto. Depois, porque traduz mais um erro de cálculo do Governo que, ao confundir cautela com optimismo, acabou por desenhar um Orçamento para 2013 que não antecipou a velocidade a que o desemprego aumenta nem o ritmo a que a economia encolhe. Por fim, porque cada vez que Gaspar anuncia uma nova conta furada, apresentando a seguir a factura que o País tem de pagar pelo erro cometido, a já frágil esperança dos portugueses apaga-se mais um pouco - e, aos poucos, a fúria propaga-se.

    Não é fácil fazer previsões económicas num tempo tão incerto e cheio de dificuldades. É quase tão impensável como pedir a um neurocirurgião para dirigir uma operação montado num carrossel. Não se espera por isso que o Governo antecipe o futuro com o rigor de um ponto percentual, porque não é futurismo que se espera dele. É realismo que se pede. E é competência que se exige. Gaspar montou uma equação complexa para antecipar a economia dos próximos anos, mas desvalorizou a variável mais importante de todas: a realidade. E essa é a variável que está a furar todas as previsões, que está a inundar os centros de emprego, que está a levar os portugueses a cantar em protesto, que está a ameaçar as ruas com novas invasões populares.

    O governo não pode virar as costas a esta realidade, com a mesma facilidade com que um ministro abandona uma sala depois de um grupo de estudantes o impedir de falar ou que um primeiro-ministro garante que o desemprego não lhe tira o sono. Por isso, quando um ministro assume que voltou a falhar previsões, não pode assumir que os portugueses vão dar a isso pouca importância, encolher os ombros e seguir com as suas vidas. Porque já são demasiadas previsões falhadas e erros demasiado importantes para serem ignorados. A realidade dos portugueses é demasiado séria para ser levada a brincar. E não pode tremer cada vez que se pensa que alguém no Terreiro do Paço vai actualizar gráficos de Excel no computador.» [DE]- Helena Cristina Coelho

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  6. "O DOUTORÍSSIMO E SEUS APARATOS"

    «Tomei conhecimento do duplo incidente com o ministro Relvas através de uma entrevista televisiva ao ex-ministro socialista Augusto Santos Silva. A indignação deste era tanta, por causa dos maus tratos de que o primeiro teria sido vítima, que julguei ter ocorrido uma nova "Noite Sangrenta" em Lisboa. Pensei que Relvas tinha sido metido numa camioneta, tal como António Granjo, Machado Santos e outros infelizes, assassinados na noite de 19 de outubro de 1921 por marinheiros revoltados. Felizmente, a III República não tem imitado, até agora, a cultura de violência da I. Nos tempos de abundância, Relvas seria uma figura de comédia. Os governados sempre gostaram de encarar alguns governantes com sarcasmo. Mas estes são tempos de escassez e tragédia. Convidar um homem que nunca escreveu uma linha digna de memória futura, e que só diz trivialidades, para uma conferência no Clube dos Pensadores (!) ou esperar que ele possa encerrar um colóquio sobre o futuro da comunicação social, quando a sua tarefa principal no Governo é a de lotear a rádio e televisão públicas, parecem-me dois gestos insensatos. Ficar condoído com o silêncio forçado de Relvas, e esquecer as vozes inteligentes que a sua ação tem afastado do serviço público de comunicação social, parece-me tão despropositado como acusar a poesia erótica de Bocage de pôr em causa as liberdades fundamentais do intendente Pina Manique. Em Berlim, um ministro que plagia uma tese sai do governo em menos de 24 horas. Em Lisboa, um homem cuja vida é um perpétuo faz-de-conta, esgota a agenda política. Só o primeiro-ministro não percebeu, ainda, que o caso Relvas não é uma questão de direitos constitucionais, mas um assunto de higiene pública. Contamina a pouca autoridade do Governo e mina o moral que resta ao País.» - Viriato Soromenho-Marques

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  7. Queira Deus que o Gaspar continue

    "Os povos nunca foram muito lestos a perceber a grandeza dos grandes políticos e é isso que justifica a incompreensão que rodeia o Gaspar, esse Messias que regressou a Portugal para com o que aprendeu com a avozinha de Manteigas pagar a imensa dívida que tem para com o país porque estudou na Universidade Católica e em vez de ir fazer o doutoramento a Londres ou a Boston optou pela Nova, ali para os lados de Campolide.

    As coisas estão a correr melhor do que o esperado, os portugueses deixaram de gastar, uns porque poupam outros, ao mais irresponsáveis, porque deixaram de ter para comer. As empresas desnecessárias estão fechando umas atrás das outras, os restaurantes porque um bom português usa marmita, a construção civil porque a casa portuguesa é uma barraquinha, muito amor, um benfiquista e porrada na mulher q.b., qual apartamentos, direito à habitação e outras idiotices constitucionais das quais só se aproveita a liberdade de expressão do dr. Relvas.

    É verdade que o crescimento tarda, mas também não se podia esperar antes, como uma vez o nosso grande Gaspar explicou e voltou a explicar ao Álvaro, o pobre ministro da Economia é de compreensão lenta e tarda a entender o que lhe dizem, não há dinheiro para medidas de apoio ao crescimento. Agora já há, a recessão bateu quase nos 4%, a receita fiscal ficou 4.000 milhões abaixo do esperado, o emprego inútil foi combatido com afinco e o desemprego atinge níveis saudáveis que nunca se viram.

    Agora já há dinheiro em barda para promover o crescimento e o emprego, dinheiro que não havia quando se descobriu um desvio colossal nas contas públicas. Agora já não há desvios e à abundância vai somar-se o corte das gorduras do Estado, vai haver dinheiro à fartazana para fazer crescer a economia portuguesa, o BPI vai crescer, o Millennium vai voltar a crescer, com sorte até o vencimento do Catroga vai crescer, o crescimento vai ser de tal forma que não nos admiraria nada se voltasse a crescer por aí algum BPN.

    Mas é uma pena que os portugueses ainda não tenham percebido que o Gaspar está a levar Portugal para o bom caminho, infelizmente somos um país de atrasadinhos e nem todos têm o brilhantismo intelectual do Ulrich, a argúcia e curiosidade do Marques Mendes, a visão do futuro do Passos Coelho, o empenho intelectual quase académico do Relvas, infelizmente os portugueses não estão em condições para decidirem o seu destino e é por isso que o Gaspar tem de decidir tudo sozinho. É o Gaspar que sabe quem deve pagar mais impostos, quais as empresas que estão a mais, que portugueses não fazem falta e devem emigrar. O que seria de nós sem o saber do Gaspar?

    Queira Deus que o país não acabe, queira Deus que o país não caia na guerra civil, queira Deus que o país não resvale para a revolução, queira Deus que o país disponha de todo o tempo no mundo porque um dia, ainda não sabemos quando, mas um dia todos iremos perceber que o Gaspar tem razão. Nesse dia mudaremos o nome deste país para Gasparilândia, plantaremos eucaliptos num das faixas de rodagens das nossas auto-estradas inúteis, voltaremos a viajar de comboio apanhando vento na cara por esse país bucólico, voltaremos a reciclar pneus transformando-os em sandálias, reaprenderemos a coser remendos nas calças,, o país voltará à senda do emprego e do crescimento graças a este verdadeiro menino Jesus de Manteigas." - jumento.blogspot

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  8. Neste ex-país tudo é possível.
    O Castelo Bronco é candidato á câmara de Sintra.

    Se trocarem o Tozé Seguro pelo Tino de Rãs este será o Primeiro Ministro de Portugal em 2015. Sim o Tino de Rãs. Em Portugal é possível. Um primeiro Ministro que ia ao Parlamento cantar o "Quero pão com manteiga".
    Uma decadência sem fim.

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    1. Ex-País é uma expressão forte. Faz-nos pensar, ou devia fazer pensar...
      Mas não faz, à maioria.
      Não somos um país somos um feudo, onde os burgueses se alaparam a em vez de servirem o povo, exploram o povo , para sustentar os seus luxos.

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  9. O Tino de Rãs espelhava, muito melhor, o país real no governo.

    Pelo menos havia um pobre, que saía da pobreza.

    Como o Seguro tenho, muitas, dúvidas!

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