04 fevereiro, 2013

Está na hora de as forças geradoras/criadoras eliminarem as forças regressivas e desintegradoras.


Finalmente consigo encontrar sentido para a celebre frase de Passos Coelho, quando afirmou que as pessoas desempregadas devem ver no desemprego, uma oportunidade. Citando o artigo em baixo: “ao mesmo tempo que as forças regressivas e desintegradoras, as forças geradoras/criadoras ressurgem nas crises."
 “Lá onde cresce o perigo, cresce também aquilo que nos salva. Lá, onde cresce o desespero, cresce também a esperança. A oportunidade suprema jaz no risco supremo.”
Está chegada a hora de os portugueses perceberem a oportunidade que Passos Coelho referiu, e que nos plantaram à frente, o perigo cresce, cada vez é maior o risco, de família a família, Portugal cair nas garras da miséria, o desespero de inocentes que são empurrados para uma miséria que não merecem e pela qual não são responsáveis, é indisfarçável, o descontentamento, a injustiça... de um povo que em perigo, pouco tem a perder.
Está na hora de as forças geradoras/criadoras eliminarem as forças regressivas e desintegradoras. 
Aqui, onde o perigo cresce que cresça também aquilo que nos salvará...

"A oportunidade suprema, jaz no risco supremo"... 
Portugal está em risco supremo... os portugueses não possuem forma de se defender de políticos criminosamente activos, onde a justiça é apenas uma massa inerte. Periodicamente Portugal e os portugueses sucumbem e caem em crises profundas, devido a saques consecutivos e impunes, das elites.
Portugal e os portugueses já não possuem a capacidade de mudar o que está errado, de deter quem os lesa, de defender o interesse nacional, de escolher quem os defenda, de ser escutado quando se queixa, de penalizar quem não cumpre, de demitir quem não é capaz. Os portugueses cada vez mais se demitem da sua função de cidadania de vigilância e participação.
Quando os bons se calam os maus avançam, quando não há punição, não há medo...
Quando não há medo, roubam-nos tudo, até a capacidade de nos defendermos.
Votem contra, não deixem de participar e fazer justiça nas urnas. Só com o julgamento e a punição se eliminam os criminosos/ maus políticos e se apoiam os bons. Chegamos a um ponto em que os bons já nem se atrevem a disputar as eleições, porque perceberam que a injustiça e inércia do povo, não os compensa na luta, não os avalia nem julga correctamente.

"O actual sistema político da chamada democracia representativa da sociedade capitalista deixou de ter legitimidade a partir do momento em que a esfera pública se tornou na realidade esfera privada, possuída pelas oligarquias políticas instaladas, às quais os cidadãos portugueses expressam a sua desconfiança e rejeição com manifestações de desagrado e contestação e a elevada taxa de abstenção nas eleições. Os políticos profissionais fracassaram. Instalou-se a descrença e a desconfiança.
A desconfiança generalizada é o pior inimigo da coesão social. Ora, quando uma classe dominante perde, aos olhos dos dominados, o direito à sua dominação, o corpo social explode, abrindo as portas ao cavalo de tróia da contestação. A crise de confiança é generalizada quando a burguesia, ela própria, deixou de ter confiança na sua própria capacidade para inspirar confiança.

Consequentemente, sem ser reformado o campo do sistema político vigente, não poderão ser implementadas novas políticas, novas reformas de fundo, porque os interesses da oligarquia política instalada agem como forças de bloqueio.
O modelo de desenvolvimento economicista e tecnicista fracassou, porque agravou os factores de stresse do Planeta Terra e a insustentabilidade ambiental, acentuou os desequilíbrios regionais e as injustiças sociais.
São hoje muitas as vozes políticas e intelectuais que denunciam este estado de coisas. É grande a descrença popular na auto-capacidade regeneradora do sistema político actual. São muitas as vozes que reclamam, hoje, uma mudança de paradigma político e civilizacional.
Não nos conformamos nem nos resignamos face a esta crise.
Ousamos até dizer que há males que vêm por bem!
Com efeito, falando das virtudes da crise, o grande intelectual francês, Edgar Morin, defensor da esquerda humanista, escreve na sua obra recente, “Voie pour l’avenir de l’humanité”, que “ao mesmo tempo que as forças regressivas e desintegradoras, as forças geradoras/criadoras ressurgem nas crises. A crise da mundialização, a crise do neoliberalismo, a crise da humanidade, na era planetária, são ricas de perigos, mas também de possibilidades transformadoras.” E, citando o poeta Hölderlin, Morin escreve: ““Lá onde cresce o perigo, cresce também aquilo que nos salva. Lá, onde cresce o desespero, cresce também a esperança. A oportunidade suprema jaz no risco supremo.”

Face a um Estado cada vez mais corrupto, enfraquecido e empobrecido pelas políticas neoliberais dominadas pelos interesses do mercado financeiro, face ao colapso da democracia representativa que tem promovido o favoritismo e segregado a participação cidadã, face a um sistema judicial fechado, burocrático e injusto, a alternativa regeneradora da organização política do País assenta em dois pilares fundamentais: Regionalismo crítico federativo, e Democracia directa e participativa.
Desde as primeiras experiências de Porto Alegre, a democracia participativa vem ganhando cada vez mais adeptos no campo da teoria e da prática políticas. A necessidade de mudar de paradigma civilizacional tem a sua expressão intelectual sumarizada na já referida obra de Edgar Morin que propõe uma via para o futuro da humanidade assente em valores que pressupõem uma mudança radical de paradigma, humano, social, político, científico, educacional e económico. Em suma, civilizacional.

As práticas da democracia participativa inscrevem-se em lógicas que assentam, não no estado nação, mas sim no conceito de regionalismo crítico federativo. É no cerne das regiões, agrilhoadas pelo poder jacobino centralizador dos sucessivos governos de direita e centro direita que desgovernaram o nosso País, depois do 25 de Abril, que se encontra a substância revitalizadora da nação.
Em suma, retomando um conhecido slogan alternativo: é preciso pensar global e agir local.
Aliás, as experiências de democracia participativa experimentadas até agora têm tido como campo experimental privilegiado o local e o regional, configuradas no orçamento participativo, nas assembleias populares de bairro, no urbanismo participativo e nos júris por sorteio. Os autocratas do poder local obstinam-se em fazer as políticas tiradas da sua cartola, às quais não são estranhos interesses alheios ao interesse público. Mas terão de se render às evidências da democracia participativa e à inteligência colectiva: muitas cabeças pensam mais eficazmente do que uma cabeça só. Na verdade, na era da física quântica e da reconhecida superioridade da inteligência colectiva, é urgentíssimo criar os mecanismos de participação política alargada a todos; e, consequentemente, acabar com os profissionais da política e institucionalizar a limitação de mandatos, viabilizando iguais oportunidades para todos os portugueses.

Defendemos pois uma verdadeira política de regionalização, porque só com regiões revitalizadas poderemos ter um País revitalizado!
Para responder ao falhanço do Estado social defendemos a sustentabilidade da economia autogestionária, sob controlo dos cidadãos, das iniciativas solidárias e da responsabilidade social das empresas. Às lógicas consumistas e de enorme desperdício, contrapomos uma lógica da frugalidade saudável, assente na economia verde e numa auto-sustentação regional e nacional. É urgente reabilitar um estado descentralizado e eficaz, regularizar a finança e fazer participar o capital na solidariedade, melhorar os salários e operar uma partilha mais justa dos rendimentos, humanizar o trabalho e a qualidade do emprego, devolver ao Estado a sua nobre função de motor da solidariedade, garantir futuro à juventude, direitos reais à habitação, aos bens essenciais, à protecção social, tornar o sistema fiscal justo e equitativo, assegurar a igualdade das pessoas e dos territórios, renovar a democracia com um sistema de justiça mais justa e independente, sujeita ao poder soberano do Povo.
Com efeito, o sistema judicial português está, na sua lógica de campo social, teorizada por Pierre Bourdieu, que professou no Colégio de França, reproduzindo as suas regras autocráticas e os seus interesses burocráticos, divorciado do campo social de que emana a sua legitimidade: o povo, é que é soberano.

Já não é novidade nenhuma o sistema eleitoral popular do poder judicial. Está, pois, na hora de acabar com o poder autocrático e vitalício dos juízes e instaurar também, neste campo, a democracia participativa, com a eleição dos juízes e a institucionalização de júris populares que coadjuvem os magistrados na sua nobre função duma justiça justa. É legítimo, possível e justo que os portugueses tenham acesso à justiça e participem na decisão judicial. Com efeito, como disse recentemente Boaventura Sousa Santos, “A nossa cultura jurídica serve os interesses burocráticos da justiça, não os dos cidadãos” e conclui: “ Hoje uma democratização da sociedade não é possível sem uma democratização da justiça”.
É absolutamente necessário inscrever na constituição deste novo regime político a revogabilidade dos cargos públicos pela sanção popular. Quem tem o poder soberano de eleger, tem de ter o mesmo poder para revogar a quem incumpre."José Serra dos Reis

Marinho Pinto defende a democracia participativa e directa?

19 comentários :

  1. Não poderia estar mais de acordo!

    Mas já repararam que quando qualquer media quiser "queimar" um governante, que não interessa, por exemplo, aos accionistas desse mesmo media, desenvolve uma campanha e... depois?
    Como vamos proceder?
    Vamos, talvez através de referendo, legalizar esse saneamento mediático?
    Vamos aguardar pela sentença de um tribunal,,, e demiti-lo 20 anos depois?
    Quem decide se esse indivíduo, ou grupo de indivíduos, é merecedor de referendo? Com que bases?

    Temos de ter uma base de acusação rápida e eficaz!
    Ou então, ao procurar fazer bem, só aumentaremos a confusão...

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  2. Cuidado com a regionalização.
    Gostam de Valentins Loureiros, de Fatimas Felgueiras, de Fernandos Ruas, de Avelinos Ferreiras Torres, de Isaltinos, Joãos Jardins?
    É a raia miúda da corrupção, mas como são tantos fazem muita mossa.

    Só depois de uma desratização completa de Norte a Sul é que se poderia pensar em regionalização, e a meu ver para já não me parece uma prioridade. E nem sei se um Pais pequeno como o nosso necessita ganha alguma coisa com a regionalização.

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    1. A regionalização não tem que ser a que conhecemos actualmente. Existem divisões que devem ser mantidas mas longe das muitas que existem actualmente.

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    2. Olá Pedro Lopes,
      A Zita Tem razão. A regionalização não tem porque ser o modelo actual. Bem pelo contrário: eu falo de REGIONALISMO CRITICO. Não vou aqui tecer considerações sobre o que "regionalismo crítico" quer dizer, porque existe literatura suficiente na Net sobre este tema. Sobre a corrupção a nível autárquico, ela existe porque tem sido consentida pela Lei que foi feita `*a medida para protegr os coirruptos de toda a espécie nacional. Haja um aLei clara de combate à corrupção e veremos se os mafiosos corruptos não são encurralados na prisão. A impunidade existente é um estímulo à corrupção. Precisamos de mudar de paradigma social, económico, político e judicial... Sem essa mudança, estaremos cada vez mais pobres, mais resignados, mais desumanizados. Já agora recomendo que leias, Pedro Lopes, alguma coisa sobre "Radicalismo humanista", corrente que centra a dignidade do homem no centro de todas as coisas.
      Saudações, Pedro. Bjs Zita E obrigado por tantas atenções!

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  3. Calma pessoal.

    Vem uma nova fornada de políticos que vai levar Portugal á glória suprema.O paraíso está ai á porta:

    http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=67607

    Olha ó tacho fresquinho!!!!

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    1. E chegam para ganhar... é a democracia... que temos

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    2. A isso se chama reforçar o exército deles... e enfraquecer os nossos

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    3. Eles vão lá porque esperam tirar algum proveito. Ás custa de quem? de quem será?

      E a chamada 3ª Via Socialista vulgarmente designada de "Tachismo-Marxismo-LambeBotismo".

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    4. Certa vez, já depois de ter saído do Nº10 de Downing Street perguntaram a Margaret Thatcher qual o facto de que mais se orgulhava do seu período de governação.
      Do New Labour (de Tony Blair) respondeu a "Dama de Ferro".

      Cumps.,
      Falso vate

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  4. Amem-se uns aos outros carago.
    Tenham mesmo sexo até arrotar e deixem a democracia funcionar
    Com esta negatividade ainda vão fazer murxar a genti

    25 sempre! facismo nunca mais

    adoro vocês caras!
    Beijo do gordo

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    1. Os falsos democratas ama-se mais, estão unidos e entretidos a dividir os nossos impostos entre eles... e claro quem os apoia também deve ser receber algum, ou então é toto...

      Para os falsos democratas tudo que seja democrático é fascismo... muito negativismo associado a tudo que seja bom para os portugueses e mau para a corja que os saqueia é fascismo.

      Que ideologia básica... mas funciona, infelizmente, vamos ver é até quando

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    2. Salazar disse um dia que o povo português não estava preparado para a Democracia.
      À época este argumento justifivaca, apenas, o seu eterno poder.

      Tomar um destino consensual nas suas próprias mãos, é uma tarefa enorme que só um povo consciente de que objectivos quer, sejam económicos, sociais, culturais ou financeiros poderá decidi-lo através do voto.

      Também ser político em Democracia implica necessariamente NÃO PODER TRAIR PROMESSAS ELEITORAIS.

      De facto as, digamos, 12 principais promessas eleitorais de cada partido, deveriam ser escritas, calendarizadas e quantificadas financeiramente e entregues ao presidente da república e, caso este - durante a legislatura - as considerasse traídas, minoradas ou impossíveis de alcançar pelo governo eleito, constituiram causa bastante para a demissão liminar desse governo.



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  5. "Mendes Bota irrita PSD com exclusividade dos deputados".

    http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=67639

    Porque será?

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  6. «O caso de um membro de uma associação criminosa, chamada SLN, que aceitou integrar a delegação permanente da troika em Lisboa, e que, erradamente, se costuma designar por "governo", está longe de ser um exclusivo português. A crise global tem muitas características. É política. É ambiental. É financeira. É económica. Mas aquilo que a distingue é a sua natureza moral. A crise desfaz as máscaras e rasga os véus. Logo em 2008, ficou claro que, desde há décadas, os governos não passavam de obedientes agentes de uma rede de interesses ligados a uma parte do capital financeiro. O Goldman Sachs, com empregados seus em quase todos os executivos do mundo, ficou como símbolo de uma realidade mais vasta. O problema fundamental não reside só em perceber como as nossas democracias são frágeis e ineficazes. O problema é que a gente que manda, os banqueiros e especuladores que vivem acima da lei, nos casos Monte Branco, Libor, e outros, esses homens que, da UE aos EUA, utilizam o crime como ferramenta de trabalho, essa gente manda, mas não forma uma elite. Uma elite constitui-se em torno de valores comuns. De uma visão da sociedade. De um projeto de futuro. De uma capacidade de diferenciar o bem e o mal. Uma elite, se necessário, será capaz de se sacrificar pelos valores que protagoniza e pelo mundo em que acredita. O melhor exemplo disso foi dado pela elite financeira no naufrágio do Titanic, em 1912. Dos 400 homens super-ricos que viajavam em 1.ª classe, 70% morreram afogados. Há registos, recordados num ensaio de F. Zakaria, que nos confirmam que J. J. Astor, a maior fortuna do mundo de então, acompanhou a sua mulher até ao bote salva-vidas, recusando-se a entrar enquanto existissem mulheres e crianças por salvar. O mesmo fez B. Guggen- heim, que ofereceu o seu lugar no bote a uma mulher desconhecida. Se o Titanic naufragasse em 2013, estou seguro de que quase todos esses 400 super-ricos chegariam são e salvos, deixando para trás, se necessário, as suas próprias mulheres e crianças. A gente que manda hoje no mundo acredita apenas no sucesso egoísta, traduzido em ganhos monetários, pisando todas as regras e valores. Os aventureiros que conduziram a humanidade à atual encruzilhada dolorosa não passam de jogadores que transformaram o mundo num miserável reality show. Tirando o dinheiro, nada neles os distingue da gente vil, medíocre e intelectualmente indistinta que se arranha para participar nesses espetáculos insultuosos para com a condição humana. Quando andarmos pela rua, é preciso ter cuidado. É preciso olhar lá bem para baixo. No meio do pó e da lama, habita a vilanagem que manda no mundo. Cuidado para não tropeçarmos nalgum deles...» Autor: Viriato Soromenho-Marques.

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  7. "Vivemos um tempo acelerado de decadência de valores; um tempo em que os “senhores do dinheiro” se sobrepõem, como querem e lhes apetece, ao poder soberano do Estados e dos povos; um tempo em que o poder – um governo eleito – está subordinado à “lógica” financeira e, temerário, evoca o “interesse público” para espoliar um povo exausto e entregar os despojos do saque a essa seita que controla este “novo mundo”. Por isso, quase já não espanta quando um banqueiro, que para a sobrevivência do seu negócio precisa de usar parte do produto do saque feito aos contribuintes, se dá ao desaforo de exigir ao governo que prossiga o saque, porque a “escumalha” aguenta muito mais e ainda tem um caminho a percorrer até ficar sem salário, sem subsídio de desemprego, sem assistência social e sem casa. Mas, apesar dos tempos que vivemos, ainda causa espanto que o primeiro-ministro de um governo eleito, se recuse a condenar as declarações do dito banqueiro e que, de cócoras, sem vergonha, apenas responda que não é banqueiro, nem tem acções ou participações no banco que o dinheiro dos contribuintes recapitalizou. Na mesma linha de decadência de valores, de ética e de vergonha de quem nos governa, se insere a ida para o governo de um dos “homens” do BPN – a maior vigarice financeira de que há memória em Portugal, depois da falsificação de Alves dos Reis, em 1925. As opções deste governo, que tem como missão transformar a maioria dos portugueses em miseráveis, são claras, inequívocas. Nada disto acontece por acaso. Primeiro foi António Borges a “abrir caminho” para o corte significativo dos salários; agora é o banqueiro Fernando Ulrich a anunciar o futuro da maioria dos portugueses: gente sem eira, nem beira, humilhada e sem abrigo, enquanto a “cúpula” da grande fraude chamada BPN chega ao governo." - Tomás Vasques

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  8. «Ricardo Salgado foi chamado nos últimos dias por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, para explicar o porquê de não ter declarado na sua declaração inicial de IRS rendimentos de 8,5 milhões de euros, confirmou o i junto de fontes do regulador da banca. Este encontro revela que o Banco de Portugal está assim a analisar a idoneidade de Salgado para continuar à frente do BES.

    A notícia de que o presidente executivo do BES já teria sido ouvido pelo governador Carlos Costa foi avançada hoje pelo jornal Público, que destaca ainda o facto de Costa também ter chamado, no final de Janeiro, José Maria Ricciardi, presidente do Banco Espírito Santo Investimento (BESI), e Amílcar Morais Pires, o braço direito de Salgado e chief financial officer do BES. Estes dois elementos estão indiciados pelo crime de inside trading no chamado caso BES Vida, tal como i já havia revelado. Este caso, que está a ser investigado pelo DIAP de Lisboa liderado pela procuradora Maria José Morgado, refere-se a uma denúncia da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários sobre irregularidades em diversas transacções da EDP, efectuadas em 2008, entre o BES e a sua seguradora BES Vida.» [i]

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  9. O Presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimmson, foi entrevistado neste fim de semana (26-27/01/2013) no World Economic Forum, em Davos. Perguntaram-lhe porque a Islândia desfrutou uma recuperação tão forte após o seu completo colapso financeiro em 2008, ao passo que o resto do mundo ocidental luta com uma recuperação que não tem pernas para andar.

    Grimsson deu uma resposta famosa ao repórter financeiro da MSM, declarando que a recuperação da Islândia se devia à seguinte razão primária:

    "… Fomos suficientemente sábios para não seguir as tradicionais ortodoxias prevalecentes do mundo financeiro ocidental nos últimos 30 anos. Introduzimos controles de divisas, deixámos os bancos falirem, proporcionámos apoio aos pobres e não introduzimos medidas de austeridade como você está a ver aqui na Europa. ..."

    Ao ser perguntado se a política da Islândia de deixar os bancos falirem teria funcionado no resto da Europa, Grimsson respondeu:

    "... Por que é que os bancos são considerados as igrejas sagradas da economia moderna? Por que é que bancos privados não são como companhias aéreas e de telecomunicação às quais é permitido irem à bancarrota se tiverem sido dirigidas de um modo irresponsável? A teoria de que você tem de salvar bancos é uma teoria em que você permite aos banqueiros desfrutaram em seu próprio proveito o seu êxito e deixa as pessoas comuns arcarem com os seus fracassos através de impostos e austeridade. O povo em democracias esclarecidas não vai aceitar isso no longo prazo. ..."

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  10. Ora nem mais e tem toda a razão!

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