04 janeiro, 2013

Miguel Relvas, o politico de confiança, para decidir o futuro de Portugal?



O baixo nível do relvado... 
Catarina Martins, deputada do BE, questionou o ministro sobre se considerava ter condições para liderar este processo e questionou Miguel Relvas sobre a participação de António Borges, dizendo que, neste processo, Miguel Relvas "se faz acompanhar mal". 
"Quem não tem condições para liderar é a senhora deputada, porque os portugueses não a escolheram para essa função. O seu partido não ganhou eleições", afirmou Miguel Relvas, garantindo que a venda da RTP vai ser feita com "a maior transparência" e salientou o sucesso das privatizações já realizadas, da EDP e REN, contestando a afirmação da deputada Catarina Martins de que essas alienações públicas não tinham sido bem sucedidas. Ao tomar novamente a palavra, a deputada bloquista respondeu a Miguel Relvas: "fui eleita para fazer oposição e para o fiscalizar. Na mesma legitimidade que o senhor ministro terá para governar, eu tenho para fazer perguntas por muito incomodado que possa ficar".  jornaldenegocios
"Antes de ser ministro, Miguel Relvas era administrador da Finertec, uma SGPS pertencente ao Banco Fiduciário Internacional. Miguel Relvas foi substituído na Finertec pelo deputado Marcos Perestrello do PS.
A notícia passou quase despercebida na imprensa em janeiro do ano passado: no julgamento do caso BPN, um dos investigadores explicou ao tribunal que a função do Banco Insular (criado em Cabo Verde pela SLN de Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outras figuras do cavaquismo) era "servir os empresários angolanos que queriam meter dinheiro fora de Angola". Mas acrescentou outras ligações a bancos também registados em Cabo Verde e que serviriam de plataforma para os mesmos fins: o Banco Sul Atlântico e o Banco Fiduciário Internacional, proprietário da Finerteca empresa onde Miguel Relvas foi administrador antes de entrar para o Governo, a par de António Nogueira Leite, nomeado por Passos Coelho para a CGD e que antes dirigia a sociedade gestora de mercados não regulamentados OPEX.
A Finertec também é administrada pelo vice-presidente da Fundação Eduardo dos Santos, António Maurício, e mais recentemente pelo deputado socialista Marcos Perestrello, que participou nas recentes audições parlamentares sobre os serviços secretos. Tem à frente o investidor José Braz da Silva, que se candidatou no início de 2011 à presidência do Sporting com a promessa de um fundo de 50 milhões com rentabilidade de 8% ao ano, criado pela OPEX, segundo noticiou o “Diário Económico”. Disse ainda que a comissão de honra da sua candidatura integrava os ministros do Petróleo e das Relações Exteriores de Angola, o então secretário de Estado da Defesa Português, Marcos Perestrello, e o professor universitário João Duque, que Relvas depois nomeou para elaborar um relatório sobre o serviço público de televisão. Braz da Silva acabou por desistir da candidatura, alegando não querer pactuar com "o estado de guerrilha permanente" no interior do clube.
A página internet do Banco Fiduciário Internacional atrai os potenciais clientes - "particulares com elevado património", empresas e entidades institucionais - a abrir contas em Cabo Verde com três argumentos: "a fiscalidade para os clientes do BFI é nula", "a violação do segredo bancário é crime" e "o sistema financeiro é moderno e competitivo". Promete ainda a "facilitação de negócios internacionais" aos seus clientes, disponibiliza cartões de crédito e garante transferências bancárias internacionais "para literalmente todo o mundo".
Marcos Perestrello Foi Adjunto do Ministro dos Assuntos Parlamentares (António Costa); Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Administração Interna (Luís Patrão); Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa com António Costa; Secretário de Estado da Defesa. É deputado e presidente da Federação de Lisboa do PS. fonte
Entretanto .... Finertec. Perestrello demite-se da empresa onde Miguel Relvas era administrador. (em 8 Jun 2012) Ex-secretário de Estado da Defesa do PS decidiu abandonar cargo em empresa devido a “pressões” Fonte

A Finertec, grupo do empresário José Braz da Silva que controla a Construtora do Tâmega, poderá investir este ano cerca de 15 milhões de euros numa série de projectos energéticos em Portugal, onde se incluem a cogeração, a biomassa, o biogás e as mini-hídricas.
Entretanto, a Finertec acaba de adquirir a Iberinstal, uma empresa portuguesa que actua na instalação e manutenção de sistemas eléctricos. Com esta compra, cujo valor Nuno Pietra Torres não quis revelar, a Finertec Energia passará de 16 para 21 milhões de euros de facturação anual.
a Finertec tem ainda presença no sector petrolífero, através da Atlantic E&P, que opera em África, designadamente em Angola.
Do conselho de administração da Finertec fazem parte algumas personalidades ligadas ao PSD, como António Nogueira Leite e Miguel Relvas. FONTE
Ora outra coisa que se sabe, é que a Finertec tem ligações à Fomentinvest do Dr. Ângelo Correia (aqui e aqui).

A Fomentinvest, liderada por Ângelo Correia, comprou 25% da Nutroton, uma sociedade controlada pelo empresário Joaquim Coimbra e que, até há pouco tempo, era liderada pelo ex-presidentedo PSD, LuísMarquesMendes, que transitou para a Abreu Advogados
Após as recentes alianças com a Lena Ambiente e a Finertec, este é mais um passo da reestruturação do grupo Fomentinvest, avançou Ângelo Correia, ao Diário económico. Do portfólio de novos activos faz agora parte a Floponor, na qual a Fomentinvest adquiriu uma participação de 25%. Esta sociedade, que não está ligada à indústria das papeleiras e celulose, actua nos distritos entre o Douro e o Mondego.
Outro alvo da Fomentinvest é o segmento da eficiência energética. Para se tornar um operador de referência em Portugal, um dos braços da Fomentinvest, a CEBC Energia, associou-se à ISA. Esta última empresa, especializada em telemetria e gestão remota de energia, entrou no capital da CEBC.
O acordo prevê, em contrapartida, que no exterior seja a Fomentinvest a facilitar a entrada no mercado árabe de soluções de eficiência energética e gestão de activos. Também aqui, a procura é impulsionada pela actual conjuntura económica nacional, em particular pelas condições que limitam a actuação
na área da mini e micro geração de electricidade.
Prioritário é ainda o sector do ambiente, onde a Fomentinvest prepara-se para conquistar a liderança
deste mercado. É neste cenário que se enquandra a venda de 20% do capital à Finertec e o acordo coma LenaAmbiente para criar uma nova empresa, a Ecoplus, para actuar nos resíduos sólidos industriais. As privatizações e a internacionalização, no Brasil e Angola, serão as vias de crescimento preferenciais. FONTE

Uma empresa com estreitas relações com o poder político de Angola, de cujo Conselho de Administração fizeram parte nomes de relevo do PSD. É o caso de Miguel Relvas, actual ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que foi, até tomar posse no Governo, administrador executivo da empresa. Pelo Conselho de Administração da Finerte passou outro social- democrata conhecido, António Nogueira Leite, agora vice- presidente da Caixa Geral de Depósitos.
O líder da distrital de Lisboa do Partido Socialista vai trabalhar para o Ângelo Correia e ainda há quem diga que a solução para a Esquerda nacional passa por uma maior abertura do Bloco de Esquerda e do PCP a coligações com o Partido Socialista?
Esquecem-se de dizer é que essa abertura não é só com o PS. É também com a Troika, com o Ângelo Correia, com o Miguel Relvas, com Angola...  FONTE


6 comentários :

  1. Fiquem descansados que eu não voto neles nem nos amigos do PS.
    As asneiras deste Relvas ou dos seus comparsas são partilhadas por todos.
    Perderam todas as oportunidades de se mostrarem oposição.....

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  2. Destaco esta frase no meio de tanta nojeira:

    "Miguel Relvas foi substituído na Finertec pelo deputado Marcos Perestrello do PS.".

    Como é possível alguém no seu perfeito juizo ainda acreditar que PSD e PS são forças que se opõem? E que um pode ser alternativa ao outro?
    Eu sinceramente acho que quem ainda acreditar nisso deve procurar de imediato um psiquiatra.

    Ainda não acreditam que vivemos num regime ditatorial, extorcionista?

    "e salientou o sucesso das privatizações já realizadas, da EDP e REN"

    Vender o pais ao desbarato e a interesses obscuros é considerado um sucesso pela ditadura extorcionista.

    Se ninguém os matar a tempo isto vai descambar, vai vai!

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  3. O Povo também não elegeu Miguel Relvas, o sem vergonha, para gerir fosse o que fosse.
    Está onde está graças aos amigos e coniventes na pouca vergonha que (des)governa Portugal.

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    1. Pois não elegeu, mas mesmo assim sente-se no direito de abusar da arrogância... deve ser por se achar drº-

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  4. As ÚNICAS individualidades que são eleitas, nominalmente, neste simulacro de democracia, são o presidente da república e o primeiro-ministro.

    Tudo o resto são uma resma de nomes, nomeados (p.ex. ministros) ou eleitos (p.ex. deputados), com a característica comum de serem colegas, amigos, família, vizinhos e até amantes de barões influentes, entenda-se, caciques locais.

    Ou seja, além do PR e do PM tudo o resto é "malta amiga".

    "Malta" esta que "brilha" ostensivamente nos gabinetes ministeriais: Como os jotas sem curriculo, recem-licenciados, sem qualquer prova dada, mas recrutados como "ESPECIALISTAS" a ganhar 4 e 5.000€/mês.
    Gabinetes estes, dos quais o Tribunal de Contas desconhece as dotações financeiras, a estrutura orgânica, os gastos em almoços, combustíveis, viagens e hoteis, como recentemente veio a público.

    Sacrifícios? Para quem?


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  5. Esqueci-me de indicar a categoria pela qual o Relvas foi nomeado, uma muito especial e prioritária: a dos cúmplices!

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