16 outubro, 2012

O BCP e o regabofe que a lei permite na Banca. Bancos dão para tudo?

O reformado milionário do BCP. O ex-presidente do BCP fez o seu contrato de reforma com o banco, que lhe garante deslocações em 'Falcon' e a protecção de 40 seguranças privados. 
Um mês de pensão de Jardim Gonçalves sustentava creche durante 17 anos, em S. Tomé.
Entretanto as reformas da banca ficaram a ser pagas pelo estado. Que espertos não são? 




Todos os casos abaixo mencionados são possíveis com que dinheiro??? Sabem?
Com os juros abusadores que a banca cobra ao estado, e ele permite. E com os juros abusadores que cobram aos cidadãos.


CASO 1 -  Para assaltos! 
Durante 5 anos, entre 1997 e 2003, Jesuína Neves, agora com 55 anos, desviou dinheiro de clientes do BCP de Valbom para a conta de João Moreno, um empresário amigo que assim financiava a sua actividade empresarial. Tribunal de Gondomar considerou provado que a ex-gestora bancária - conhecida como a "dona Branca de Valbom" - burlou o BCP e 177 clientes em cerca de dez milhões de euros, mas condenou-a a cinco anos de pena suspensafonte ( Crime compensa!?)

CASO 2 - Para enriquecer reformados!
Segundo o "Público" de 18 de Janeiro de 2007, Paulo Teixeira Pinto, 47 anos ex-presidente da comissão executiva do BCP, saiu do grupo com uma indemnização de 10 milhões de euros e com o compromisso de receber até ao fim da sua vida uma pensão anual equivalente a 500 mil euros, 35 mil euros por mês, 14 vezes por ano. Isto pelo seu compromisso de não ir trabalhar para a concorrência nos próximos anos - o contrário do que fez o ex-presidente da CGD, Carlos Santos Ferreira, que com toda a naturalidade se mudou para o BCP no dia seguinte... ( O dinheiro que roubam e os juros que cobram ao estado dá para tudo!?) 


BCP corrupção CASO 3 - Para gerar milionários! 
Mas isto não fica por aqui. Segundo a revista "Sábado" de 31 de Janeiro, o antigo presidente do banco Jardim Gonçalves, que abandonou o cargo em 31 de Dezembro, terá garantido a ele próprio uma indemnização de 28 milhões de euros.
Outras mordomias que fazem parte do "pacote", entre elas o direito a utilizar, por algumas horas mensais, o avião que o BCP tem à disposição dos seus dirigentes.
Quanto ao vencimento que Jardim Gonçalves auferia, envolto em algum secretismo, é revelado por números vindos a público. Joe Berardo, um accionista que criticou a situação, disse que «ele é capaz de ganhar num mês aquilo que o Presidente da República ganha em cinco anos», em salário e ajudas de custo, o rendimento anual do Chefe de Estado ronda os 140 mil euros; multiplicando por cinco dá 700 mil euros por mês para Jardim Gonçalves - 9,8 milhões de euros anuais - um valor provavelmente aproximado quando é sabido que a remuneração média anual de um administrador do BCP foi, em 2005, de quase 3,5 milhões de euros.( O dinheiro que roubam e os juros que cobram ao estado dá para tudo!?) 

CASO 4 -  Para silenciar a justiça! 
O juiz António da Hora, que hoje declarou nulas as provas apresentadas pelo accionista Joe Berardo na ação do Banco de Portugal contra seis administradores do BCP, considerou que o processo "sofre de mal formação genética" desde o início.
O juiz do processo que opunha o Banco de Portugal (BdP) a seis antigos administradores do BCP iniciou a leitura da decisão sobre o pedido de nulidade das provas apresentadas pelo empresário e acionista da instituição Joe Berardo.
A nulidade das mesmas deveu-se à violação do sigilo bancário. fonte
O investidor Joe Berardo manifestou-se hoje confiante "na justiça portuguesa" depois de o juiz ter declarado nulas as provas que apresentou na ação do Banco de Portugal contra seis administradores do BCP.
"Confio plenamente na justiça portuguesa. Toda a gente sabe que o Banco de Portugal já recorreu. Aquilo é um caso muito estranho", disse à agência Lusa.
"É preciso não esquecer que eles (ex-administradores) têm influência substancial ao nível político e religioso", declarou.
"O que está aqui em causa não é o crime, é a informação que alguém mandou para mim, diversas pessoas enviaram informação para mim e eu, como cidadão, transmiti isso ao Banco de Portugal, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e à Procuradoria Geral da República", declarou.
Violação do sigilo bancário
"Fiz o que um cidadão deve fazer. E não deve temer o poder dessas pessoas. Eles estão a tentar fugir à responsabilidade", reiterou.
O advogado do ex-administrador do BCP António Rodrigues (Rogério Alves), classificou de "notável" a decisão do juiz, considerando que a "justiça foi feita". 
Também o advogado Magalhães e Silva, representante do ex-presidente do BPC Jorge Jardim Gonçalves apelidou a decisão de "corajosa".
O ex-administrador do BCP Christopher Beck ficou igualmente satisfeito, considerando uma "boa decisão" a nulidade das provas apresentadas pelo acionista Joe Berardo no julgamento das sanções e coimas pelo Banco de Portugal a seis ex-administradores do banco.
O processo resulta do recurso destes seis elementos e um diretor do BCP, condenados a pagar pelo Banco de Portugal coimas entre 230.000 euros e um milhão de euros e a inibição de atividade entre três e nove meses. fonte
( Todos satisfeitos e impunes
Mais um caso de impunidade... o processo foi anulado por questões que se prendem com procedimentos. Infringiu-se uma regra no processo de investigação e por isso perdoam-se todas as infracções e crimes cometidos pelos que deveriam ser julgados. 
Já o caso Face Oculta, muito convenientemente foi anulado porque alguém se lembrou de destruir as provas!!! Ou ainda neste caso!!! Ou ainda estes do Sócrates. 
Cada vez mais perto do 3º mundo... todos são corrompidos? )

CASO 5 -  Para albergar suspeitos! 
Acusados ganharam 10 mil €/dia. Os três presidentes e os quatro administradores do BCP acusados pelo Banco de Portugal ganharam 162,3 milhões de euros em remunerações fixas e variáveis, no período compreendido entre 2002 e 2006, o que dá uma média de cerca de dez mil euros por dia. (...) receberam 3,6 milhões de euros por ano, só em remunerações.
Em 2002, data em que o BPI  denunciou ao Banco de Portugal a utilização irregular de offshores por parte de administradores do BCP para a compra de acções do banco, as remunerações dos membros do Conselho de Administração, liderado por Jorge Jardim Gonçalves, e integrando seis dos sete administradores agora acusados, totalizaram 43,4 milhões de euros, sendo que mais de 41 milhões dizem respeito à componente variável.
No ano seguinte, os mesmos elementos do Conselho de Administração ganharam 29,5 milhões. E em 2004 mais 31,3 milhões.
Mas é em 2007, já com as investigações do Banco de Portugal suportadas por documentos que denunciavam as transacções offshore, e com Filipe Pinhal na presidência (depois da renúncia de Teixeira Pinto em 31 de Julho), que o Conselho de Administração do BCP tem o seu ano mais 'modesto'. Os nove administradores receberam 4,7 milhões de euros, sem remunerações variáveis.
Para além dos administradores foram ainda acusados dois altos funcionários do banco, Luís Gomes e Filipe Abecassis, que, no entanto, continuam a trabalhar na instituição. 'São colaboradores do banco e vão continuar em funções', adiantou uma fonte do Millennium BCP, que recusou fazer mais comentários.
A CMVM vai também 'denunciar ao Ministério Público indícios de um caso de informação privilegiada com acções do BCP' e comunicar outras situações de subscrição de acções próprias em condições que indicam violações ao Código das Sociedades Comerciais.
Quem é quem?
JARDIM GONÇALVES, EX-PRESIDENTE  - Fundou o banco em 1985; foi o presidente da administração até 2005, mas manteve cargos superiores até Dezembro de 2007.
PAULO TEIXEIRA PINTO, EX-PRESIDENTE - Entrou em 1995 para o BCP e sucedeu a Jardim como presidente do banco em apenas dez anos. Renunciou a 31 de Julho de 2007.
FILIPE DE JESUS PINHAL, EX-PRESIDENTE - Passou da CGD para o BCP em 1988. Saiu com a restante administração a 15 de Janeiro de 2008.
CHRISTOPHER DE BECK, VICE-PRESIDENTE - Entrou para o banco em 1988 e só saiu com Pinhal em 2008. Chegou a vice-presidente de Jardim Gonçalves.
A. CASTRO HENRIQUES, ADMINISTRADOR - Iniciou funções em Junho de 1995 e era vogal da administração. Foi responsável pela rede de retalho do banco.
ALÍPIO DIAS, ADMINISTRADOR - Ex-presidente do Totta & Açores foi para o BCP em 1998. Foi dos administradores mais poderosos da instituição.
A. MELO RODRIGUES, ADMINISTRADOR - Com o pelouro financeiro, estava na administração do Banco Comercial Português desde 1995.
GOES FERREIRA: SEM ACUSAÇÃO - Goes Ferreira, que terá sido o último beneficiário de várias transacções realizadas pelas 17 offshores do BCP, pertencia ao Conselho Superior, órgão não executivo, e não foi acusado.
O Estado deu ontem (15/12/08) o aval ao empréstimo obrigacionista do Millennium BCP no valor de 1,5 mil milhões de euros destinado a manter uma estrutura de financiamento equilibrada cmjornal.

CASO 6 -  Para tapar buracos das empresas familiares!! 
 Com mais de 18 milhões de passivo e 25 acções judiciais de fornecedores em tribunal, a empresa Pasto Real avançou no final de Maio com um pedido de insolvência. Conhecida pela venda de carne biológica e fornecedora da Jerónimo Martins, da Sonae e do El Corte Inglés, a Pasto Real tem hoje como administrador e accionista Jorge Alberto Jardim Gonçalves. O filho do ex-presidente do Millennium bcp detém 25,4% do capital através da Olaf Holdings. Logo após o caso BCP ter vindo a público, esta empresa saltou para os jornais por estar entre as companhias lideradas por Filipe Jardim Gonçalves, filho do fundador do BCP, com elevadas dívidas dadas como incobráveis pela instituição bancária. Em Novembro de 2007, o "Diário Económico" noticiava que a empresa - na altura designada Corte Fino - teria "uma dívida de cerca de 13 milhões de euros no BCP" .
Acumulando processos em tribunal, a Pasto Real conta com 25 acções judiciais de execução de dívida nos últimos cinco anos, a maioria no Tribunal Judicial do Montijo. Ao todo, estas 25 acções representam uma dívida a fornecedores de mais de meio milhão de euros. O certo é que - pelo menos até 2007 - o Estado, através de sociedades de capital de risco públicas, tinha investido mais de três milhões de euros na empresa de processamento de carnes. Isto porque, além de Jorge Jardim Gonçalves, são também accionistas da Pasto Real quatro fundos de capital de risco com 12,3% cada - a InovCapital, que sucedeu à PME Capital; o Fundo de Sindicação de Capital de Risco do IAPMEI; o BCP Capital e um fundo do banco Efisa com 40% de comparticipação de capitais públicos. .ionline.
Joe Berardo e Teixeira Duarte querem explicações sobre o alegado perdão de uma dívida ao filho de Jardim Gonçalves e ao empresário Goes Ferreira, também accionista do banco.
(...) o banco perdoou uma dívida de 12,5 milhões de euros em juros ao empresário José Goes Ferreira, que detém 2 por cento do BCP.  tsf

CASO 7 - Para disseminar a corrupção
"A CMVM, Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, decidiu contratar para director do Departamento de Supervisão, Miguel Namorado Rosa, um ex-quadro do BCP que esteve envolvido na criação de “offshores” daquele banco.
Ficou também demonstrado que esteve envolvido na ocultação dos verdadeiros titulares e nos propósitos dessas empresas-veículo.
Esta contratação vem pôr em causa a já debilitada credibilidade da CMVM, cuja principal marca deveria ser exactamente a independência e não a submissão aos interesses daqueles que regula.
Se pega a moda de contratar antigos infractores para os cargos de fiscalização, ainda veremos cadastrados nos quadros da Polícia de Segurança Pública." fonte

Que mais esquemas se poderão albergar num banco, na mais descarada impunidade, e sempre com dinheiros públicos à mistura?
Porque razão a banca e as empresas públicas são quase sempre o albergue de ex políticos e família?
Dos 78 mil milhões da troika, 12 mil milhões são para meter directamente na banca, 34 mil milhões para pagar juros - os juros exorbitantes, especulativos e usurários que a banca estrangeira, em particular a alemã, nos foi impondo - e 30 mil para avales e outras garantias do Estado a instituições do sector financeiro.
Mas em Portugal a banca decide, e são os interesses da banca que prevalecem, obrigando o estado e empenhar-se, pede empréstimos à banca, com juros a 6% e 7%, e esta por sua vez, pede emprestado ao BCE, mas apenas paga 1%.




4 comentários :


  1. Não podemos pensar num sistema político perfeito com homens(tão) imperfeitos...

    O poder tem de ser regularmente controlado!

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  2. Eu,um simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velho (88anos),digo mais uma vez que os velhacos,os pulhas,os trafulhas,
    os cínicos,os hipócritas,os espertalhões da Alta,da Média,da Pequena Burguesia com destaque para os Vigários de Cristo mas também gente da Plebe que sabiam como tirar o melhor partido da Ditadura clerical-fascista do Estado Novo,agora em liberdade e «democracia» e com o liberalismo económico e financeiro em que cada qual se safa como pode,ÊLES,seus apaniguados e os «filhos da mesma escola»muito melhor sabem como tirar o melhor partido desta Situação.Só os bem intencionados ou os palermas como eu é que foram,são e serão sempre as eternas vítimas.E não esquecer que ÊLES estão a vingar-se do 25 d'Abril.

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  3. Eu,um simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velho (88anos),digo mais uma vez que os velhacos,os pulhas,os trafulhas,
    os cínicos,os hipócritas,os espertalhões da Alta,da Média,da Pequena Burguesia com destaque para os Vigários de Cristo mas também gente da Plebe que sabiam como tirar o melhor partido da Ditadura clerical-fascista do Estado Novo,agora em liberdade e «democracia» e com o liberalismo económico e financeiro em que cada qual se safa como pode,ÊLES,seus apaniguados e os «filhos da mesma escola»muito melhor sabem como tirar o melhor partido desta Situação.Só os bem intencionados ou os palermas como eu é que foram,são e serão sempre as eternas vítimas.E não esquecer que ÊLES estão a vingar-se do 25 d'Abril.

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  4. BCP agente direto de Phishing
    Somente os bancos têm condições técnicas para monitorar, detectar e prevenir transações fraudulentas. Ninguém melhor que o fraudador (BANCO) pode remover imediatamente do sistema todas as provas após a execução do golpe.
    Sobre as denúncias e as reportagens do tema “vítimas de Phishing”, “BPN – A Fraude” é minha obrigação alertar os consumidores o meu caso.
    De análise refletida no tempo, foi evidente a utilização maléfica deste alegado esquema (phishing), estando o próprio banco diretamente ligado ao golpe.
    Aqui a invasão de Phishing é dentro do próprio banco mediante artificiosos altamente engenhosos, visivelmente posicionados de forma a interferirem diretamente no golpe fraudulento, de livre acesso ao sistema do banco, como se fossem os legítimos clientes.
    Nenhum outro intermediário da cadeia de comunicação informática está tão ligado á vítima de phishing do que o seu próprio banco.
    O meu caso está ainda a ser dirimido em Tribunal desde o ano 2000, não nos termos “BCP agente direto de Phishing” mas enquadrado em todos pressupostos criminais.
    Confirmo este designo criminal desde sempre, realistas e devidamente fundamentado tornando incompreensível a passividade do conhecimento total das mais altas Instâncias Portuguesas.
    Assim, resumo denúncia do agente direto GOLPE de PHISHING:
    1 – Fiz uma transferência de 449.979,79 € e esse dinheiro não consta em nenhum extrato de conta. Pura e simplesmente sumiu.
    2 – É junto ao processo um extrato falso do BCP suprimindo da minha conta 1.027.523,67 €.
    3 – O Senhor Juiz coadjuvado durante 4 anos pelo Sr. Perito Judicial acusado de 108 crimes de associação criminosa, cujo no entendimento do MP também entravam neste esquema criminoso alguns funcionários judiciais que tinham de influenciar os Senhores Juízes com pareceres positivos. Por coincidência o Sr. Perito tem escritório no mesmo edifício onde reside o Ex-administrador do BCP Drº. Alípio Dias, foi dado cumprimento á execução de uma calamitosa injustiça fazendo-se uma transferência da minha conta para o BCP no montante de 396.093,02 €.
    E aqui, pelas razoes expostas, não se pode permitir levar uma pessoa á mais completa destruição, “AGUENTANDO” com dois enfartes e a ser tratado no H.S.J. de uma depressão profunda, vivendo privado de qualquer fonte de sustento, isolado de tudo e de todos.
    Espero só, que a Justiça tire a venda dos olhos para poder ver o que óbvio…e só espero um dia poder retribuir tudo o que por mim possam fazer.
    Hermenegildo Ferreira
    Hermenegildof@sapo.pt

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