29 setembro, 2012

Se Lisboa sofresse um terramoto? (Anedota)


enrabado governo impostos crise
Na aula de Ciências Sociais o professor recordava que no ano de 1755 um terramoto arrasou grande parte de Lisboa, mas felizmente havia um político (nesse tempo não havia partidos) que enterrou os mortos, cuidou dos vivos e reconstruiu os estragos e que a zona mais bela da cidade é desse tempo.
Convidou os alunos a dissertarem sobre o que fariam (actualmente há vários partidos) os diversos políticos.
Diz lá José... 
«Pelo que podemos concluir da analise do passado recente, e como já é habitual... um criava uma comissão de inquérito, metia lá os amigos e fundava um grupo de trabalho para os familiares.
Outro saqueava os mortos e os vivos que não conseguissem fugir.
O terceiro nacionalizava os destroços para os capangas pilharem.
O quarto aumentava os impostos para a reconstrução e entregava as obras aos correligionários.
O quinto ficava do lado dos vivos a tentar ficar com as sobras.
Entretanto faziam-se grupos para dizerem mal uns dos outros quando estivessem fora da gama.
Quem diz gama diz gamanço.»
O professor ficou silenciosos, os restantes alunos fizeram uma manifestação de protesto e ficou tudo na mesma.
A aula acabou e o José ganhou uns créditos, fora as equivalências.

3 comentários :

  1. Apesar de ser uma anedota não deixa por isso de ter alguma conotação com a realidade.
    Gasta-se o dinheiro em estudos e comissões e no fim está o buraco cada vez maior. Não haverá vaselina suficiente para remediar os estragos...

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  2. http://economia.publico.pt/Noticia/estado-concedeu-beneficios-fiscais-de-mais-de-cinco-milhoes-a-37-empresas--1564962

    Que actividades desenvolvem estas empresas, onde, para terem direito a estes benefícios?

    Quem são os seus accionistas?

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    1. Só Deus, sabe o que leva os pseudo gestores / políticos de Portugal a conceder benefícios fiscais dessa envergadura, num país à beira da bancarrota.

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