14 outubro, 2011

ONDE SE ESGOTAM OS SACRIFÍCIOS DE QUEM TRABALHA.


PAULO MORAIS estado rouba
PAULO MORAIS  A....
PAULO MORAIS, FIGURA DE PROA NA LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO, expõe de forma coerente e sucinta, a razão pela qual não se consegue obter justiça e paz, entre patrões e trabalhadores. A raiz de todo o mal está de novo e sempre, no estado, vampiro que esgota os esforços de ambas as partes. 
Bandeira Portugal lixo"Trabalhar prò boneco. Os salários de miséria que os trabalhadores portugueses recebem não lhes permitem a vida digna que merecem, apenas garantem uma sobrevivência difícil. Mas, no entanto, as empresas gastam enormes recursos que nunca chegam aos destinatários, os seus colaboradores. Para onde vai o diferencial?  Para um Estado sanguessuga, que prejudica empresários e trabalhadores e ainda coloca, de forma perversa, uns contra os outros. Com o actual sistema contributivo e fiscal, um trabalhador que ganhe mil euros, custa à sua entidade patronal mais 23,75% de taxa social única, a que se vem juntar 1% de seguro, ou seja, perfazendo um total mensal de 1248 euros. Se nos lembrarmos ainda que o trabalhador recebe 14 meses e que trabalha apenas 11, tendo ainda de ser substituído no seu mês de férias, este valor deve ser ponderado e já vamos em 1702 euros mensais de encargos - isto para um salário bruto de mil euros. A estes custos, há ainda que juntar os que são relativos à medicina no trabalho, formação e outras regalias sociais. E, no entanto, dos "seus" mil euros de salário, o trabalhador tem ainda de descontar 11% para a Segurança Social, para além duma taxa aproximada de 10% de IRS; ou seja, recebe líquido cerca de 790 euros. Afinal, e feitas as contas, o trabalhador recebe muito menos de metade do que a empresa gasta com ele em termos laborais. E este cenário é ainda mais grave para salários mais elevados.Neste contexto, os patrões queixam-se de que pagam muito e os trabalhadores lamentam-se por receber pouco. E o problema é que ambos têm razão. É claro que os impostos continuarão altos e igualmente baixos se manterão os salários, enquanto empresários e trabalhadores não perceberem que, em vez de se combaterem mutuamente, devem unir-se para derrotar o verdadeiro inimigo de todos: um Estado iníquo, que consome os recursos de produção e trabalho, espoliando todos quantos trabalham e os poucos que ainda empreendem."FONTE
É caso para dizer - Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

2 comentários :

  1. Daniel Correia22 agosto, 2012 11:33

    Pão é coisa que não falta. Está é muito mal distribuido e, ao contrário dos que os nossos pais nos ensinaram, é muito desperdiçado.

    Os cidadãos deveriam ser mais bem formados, mais interessados, mais informados e mais pró-activos na Sociedade. Contudo o gene português só dá para americanices, futebolices, alcovitarices e politiquices. E "os bons" nunca passarão de oradores e filósofos...

    Resumindo, como o passar dos anos as pessoas cada vez seguem mais a política do "deixa andar" ou do "se não os podes vencer... junta-te a eles". O país (e do mundo) vai perdendo todos os verdadeiros princípios e ganhando todos os vícios (que com o tempo deixam de ser vícios e passam a ser normalidades) que o continuam a conduzir para um desenfreado colapso moral e consequentemente económico-familiar.

    Até os próprios "revolucionários" começam, sem se aperceberem, a ser intoxicados por pré-conceitos (e não "preconceitos") que acabam por os ir influenciando nas suas intervenções para a tentiva de inversão dos factos...

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    1. Uma grande verdade... o colapso moral está em fase avançada.

      Os princípios perdem-se e os grandes vícios ganham terreno.
      Mas como explicar que em certos países ainda se consigam erguer oásis de moral e ética... e funcionam?

      Finlândia,
      Na Finlândia, os secretários de estado fazem carreira sendo sujeitos e superando avaliações e provas objectivas, em vez de designação partitocrática como em Portugal .
      http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/06/finlandia-como-lutou-contra-corrupcao.html#ixzz24Gwp8OLx

      Islândia
      (Ólafur Ragnar Grímsson, Presidente da Islândia) -Talvez não tivesse havido outra opção além dessa: os bancos eram tão grandes que não havia maneira de os resgatar. Mas não interessa se havia ou não opções. A Islândia não aceita a noção de o cidadão comum ter de pagar toda a factura das loucuras dos bancos, como aconteceu com essas nacionalizações feitas noutros lugares pela porta do cavalo.
      Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/10/islandia-foi-saqueada-como-portugal-mas.html#ixzz24Gx3JKWL

      Suécia
      Na Suécia governar é um verdadeiro acto de cidadania que visa o bem comum.
      http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/03/vergonha-do-oportunismo-e-falta-de.html#ixzz24GxFyNUD

      NA SUÍÇA as reformas não servem propósitos gananciosos e milionários.
      No video abaixo um sistema que poderia servir de exemplo para os muitos "engenheiros acéfalos" que gerem os dinheiros públicos dos portugueses, que descontam uma vida inteira para viver com dignidade os últimos anos da sua vida.
      http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/05/reformados-milionarios.html#ixzz24GxT9xEZ

      SNS, SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE EM INGLATERRA UM EXEMPLO DE UM SERVIÇO PÚBLICO QUE SERVE OS INTERESSES DO CIDADÃO, DO MÉDICO, DO ESTADO E DO DOENTE, MAS NÃO SERVE PARA OS ESQUEMAS E INTERESSES FINANCEIROS DOS POLÍTICOS PORTUGUESES, (veja a partir do minuto 3, se é dos apressados)
      http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/07/corrupcao-e-nossa-escolha-vejam-as.html#ixzz24GxjAKaq

      É aqui que devemos colocar o nosso foco, não desistir, há mais para além do que temos em Portugal... a vida normal não é isto...

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